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Economia do crime, o crime compensa? Luiz Alberto Machado

“Na faculdade, fui atraído pelos problemas estudados por sociólogos e as técnicas analíticas utilizadas pelos economistas. Esses interesses começaram a se fundir em meu estudo de doutorado, que utilizou a análise econômica para entender a discriminação racial. Posteriormente, apliquei a abordagem econômica para a fertilidade, a educação, os usos do tempo, crime, casamento, interações sociais, e outros problemas ‘sociológicos’, ’legais’ e ‘políticos’. Só depois de longa reflexão sobre este trabalho e o volume crescente de trabalhos relacionados por outros que concluí que a abordagem econômica era aplicável a todo o comportamento humano.” Gary Becker Chama a atenção o volume de matérias divulgadas na mídia ou nas redes sociais envolvendo temas relacionados ao crime e à corrupção no Brasil. Mesmo admitindo que há crime e corrupção no mundo todo e que a pandemia  expandiu os estímulos à prática de atos ilícitos em razão da redução do nível de atividade econômica e da menor oferta de empregos formais, a sensação que se tem é que no Brasil o volume supera o normal. Sensação, aliás, confirmada pela Transparência Internacional, organização não governamental dedicada à produção de um índice comparativo da percepção de corrupção em 180 países. A escala do índice vai de 0 a 100, em que 0 significa que o país é percebido como “altamente corrupto” e 100 é a avaliação de um país percebido como “muito íntegro”. Notas abaixo de 50 indicam níveis graves de corrupção. Na última edição do IPC (Índice de Percepção da Corrupção), publicada janeiro de 2021, a nota do Brasil (38) ficou abaixo da média da América Latina (41) e mundial (43) e distante da média dos países do G20 (54) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) (64). A combinação de elevado volume de matérias sobre crimes e de alto índice de percepção da corrupção leva à seguinte pergunta: o crime compensa no Brasil? Uma possível resposta a essa pergunta pode ser buscada na teoria econômica, graças, sobretudo, à contribuição de Gary Becker, ganhador do Nobel de Economia em 1992, “por haver estendido os domínios da análise microeconômica ao vasto campo do comportamento humano e das suas interações, incluindo o comportamento não mercadológico”. Becker, que se engajara, de 1964 a 1967, numa linha de pesquisa liderada por Jacob Mincer e Theodore Schultz voltada à teoria do capital humano, ampliou consideravelmente a problemática neoclássica (base da teoria do capital humano) ao estender para diversos outros fenômenos da vida social o mesmo argumento utilizado na análise do investimento em capital humano, fundamentada na racionalidade dos indivíduos. Nas mais diferentes situações – para se casar, para se dedicar ao crime, para consumir drogas, para ter filhos, para comprar um eletrodoméstico ou para se divorciar – o indivíduo toma sua decisão comparando racionalmente os custos e os benefícios, tendo em mente a maximização de sua satisfação. Como observa Shikida[1], “a economia do crime, portanto, é uma das abordagens no campo das ciências sociais aplicadas que procura entender as motivações para o crime a partir da análise econômica. No artigo “Crime and punishment: an economic approach”, publicado em 1968, Becker, utilizando-se de modelagem matemática, ressaltou que uma pessoa propensa ao crime pondera, racionalmente, os custos e benefícios esperados de sua prática ilícita, para, a partir daí, escolher atuar (ou não) no mercado econômico ilegal”. SHIKIDA, Pery F. Assis. Economia do crime: o caso do contrabando de cigarro. Disponível em http://www.brasil-economia-governo.org.br/2021/06/07/economia-do-crime/. Detalhando mais o argumento, o indivíduo racional compara os ganhos que pode obter com as atividades ilícitas aos seus custos, considerando as possibilidades de ser capturado e a extensão da pena. Pode parecer simples, mas há uma série de variáveis envolvidas nessa análise. Pelo lado dos benefícios, o indivíduo compara o que será possível ganhar e em quanto tempo de “trabalho”. Leva em conta, alternativamente, quanto ganharia no exercício de uma atividade profissional regular, na qual provavelmente teria que trabalhar em tempo integral. Pelo lado dos custos, ele vai levar em conta as chances de ser flagrado, de ser condenado e de efetivamente ter que cumprir a pena. Se, por exemplo, for um indivíduo de baixa qualificação, sem maiores oportunidades de obter um emprego com remuneração elevada, a perspectiva de correr risco na atividade criminosa torna-se mais atraente. Se ele considerar que a chance de ser flagrado e condenado é remota em razão do número reduzido de policiais, do despreparo dos mesmos ou dos equipamentos limitados de que dispõem, a perspectiva torna-se mais atraente ainda. Se, ainda por cima, ele constatar que a legislação oferece uma série de atenuantes e que por falta de presídios a tendência dos juízes é de aplicar penas suaves, sendo, portanto, muito remota a hipótese de ter que passar um período muito longo de tempo atrás das grades, a chance de optar pelo crime é muito grande. Afinal, com essas variáveis todas, a conclusão a que o indivíduo chega é de que “o crime compensa”. Evidentemente, se as variáveis fossem outras, como por exemplo: de um lado, o indivíduo possui bom nível de qualificação, a atividade econômica está em fase de expansão, estão surgindo boas oportunidades de emprego e a chance de obter salários elevados é alta; e de outro lado o sistema de segurança é eficiente, recebe polpudos investimentos públicos, resultando num efetivo policial bem preparado e equipado, capaz de exercer com competência o combate ao crime, agindo tanto na prevenção como na repressão, o sistema judicial é ágil, permitindo a tramitação rápida dos processos e as penas são duras, tendo que ser cumpridas à risca, a possibilidade de se sair bem na atividade criminosa se reduz acentuadamente, e o indivíduo irá pensar muito mais antes de se dedicar a ela, já que na sua percepção, “o crime não compensa”. Diante de tais considerações, a conclusão inevitável é de que no Brasil o crime compensa, pois, além de graves problemas na educação, que geram enorme quantidade de profissionais com baixa qualificação, temos um número muito baixo de crimes esclarecidos ou de atos de corrupção efetivamente punidos. E, quando ocorre a punição, a possibilidade de cumprimento integral da pena também é muito baixa.

Tudo custa e Qual a qualidade almejada pelo teu cliente????

É importante refletir sobre a real necessidade de investimento da chamada “era da tecnologia” tal como robótica e agora a da quarta geração denominada a Revolução da Indústria 4.0 que possui 06 princípios: 1) Produção em tempo real; 2) Virtualização; 3) Descentralização; 4) Orientação a serviços; 5) Modularidade; e 6) Interoperabilidade. Tudo isto é fundamental para acompanhar a evolução do mundo contemporâneo e faz parte do avanço tecnológico. Mas, fica a reflexão: Qual é a qualidade percebida pelo teu cliente: 1) O investimento irá trazer melhoria na qualidade do teu produto? 2) A melhoria a ser introduzida é a requerida pelo teu cliente? 3) Os investimentos de tecnologia trarão redução no custo do processo produtivo? 4) Os investimentos de tecnologia trarão incremento na linha de produção? 5) As unidades produzidas serão absorvidas pelo mercado consumidor? 6) O ganho financeiro da produção irá gerar caixa com rentabilidade acima do custo do investimento? No incremento do giro ou da margem. 7) O tempo de recuperação do investimento será inferior a introdução de uma nova tecnologia? Alguns pontos de reflexão, caso você tenha mais algum, deixe tua contribuição no comentário deste post. Estou pensando em fazer um vídeo sobre o que tive a oportunidade de presenciar em algumas empresas. Se for do teu interesse deixe teu like neste post. Prof. Alexandre Wander Gecompany o canal amigo do Empreendedor. Inscreva-se, comente e compartilhe.

Algumas dicas de uma boa Gestão Empresarial durante a crise

Administrar uma empresa, exige uma série de habilidades não somente ao proprietário, mas a todos os funcionários que almejam dias melhores, relacionamos algumas dicas para reflexão que poderá ajudar na GESTÃO EMPRESARIAL. 1) Efetuar vendas assertivas, cuidado com a inadimplência; 2) Avaliar os custos estritamente necessário a operação da tua Empresa, se possível repassar a INFLAÇÃO somente após o reajuste salarial da categoria, administre os investimentos, mantenha o preço e ganhe no giro; 3) Ser vendedor com mentalidade de consumidor, proteger o teu cliente; 4) Zelar pela qualidade do teu produto ou serviço, eliminar o custo do retrabalho; 5) Administrar pontualmente o capital de giro da tua Empresa; manter em estoque o realmente necessário, estoque parado custa dinheiro; 6) Evitar endividamento de investimento de crescimento através de juros bancários, a SELIC está em alta; 7) Ser criativo num mercado altamente competitivo, tenha foco na gestão do caixa. Prof. Alexandre Wander Gecompany o canal amigo do Empreendedor  

Mercado de capitais: O que é, como funciona

O mercado de capitais assume um papel dos mais importantes do processo do desenvolvimento econômico. Você sabia que as economias voltadas para o acionista tem melhor desempenho, devido a rapidez de interface entre o investidor e as empresas que necessitam de recursos financeiros para a implementação dos projetos de crescimento? No modelo tradicional as Empresas tem como intermediários os bancos e a eles pagam “juros” dos financiamentos e por incrível que pareça; o banco empresta o dinheiro do investidor de poupança ou títulos de renda fixa ou variável e “ganham” o spread entre o investidor ” de poupança” e tomador do recurso financeiro “das altas taxas de juros. No mercado de capitais o investidor compra ações das empresas, e estas por sua vez “pagam” dividendos aos detentores das ações e quanto maior o lucro maior o índice de distribuição ou pagamento dos dividendos. O risco existe é de não receber dividendos é se a empresa tiver um prejuízo. Mas calma, nem tudo esta perdido; pois você pode ganhar também na valorização do valor das ações. Complicado é se você perder nós dois lados. Mas vamos lá: você acha que uma AMBEV vai falir? Uma Petrobrás? Natura??? Então o risco não é tão grande assim, concorda? Estude finanças e aprenda a investir do tal do mercado de capitais e saber como ele funciona. Gostou? Aguarde nosso próximo post sobre: O que é e como funciona o mercado de capitais. Um post por vez e daqui algum tempo você terá uma boa base de conhecimento. Inscreva-se, comente e compartilhe aos teus amigos. Prof. Alexandre Wander

Sinais confusos – comportamento da economia – por: Luiz Alberto Machado

Tom Jobim fez, anos atrás, uma afirmação que se tornou clássica: “O Brasil não é para principiantes”. Tenho me recordado dela ao acompanhar e tentar interpretar os indicadores econômicos divulgados regularmente pela mídia e pelos organismos especializados. Há uma alternância de bons e maus indicadores suficiente para deixar confusa qualquer pessoa que tente compreender o cenário atual e, principalmente, desenhar prováveis cenários. Se não, vejamos. A projeção de crescimento do PIB é positiva e as previsões não param de melhorar a partir da divulgação do resultado do primeiro trimestre, que foi superior ao esperado. No dia 28 de junho, o Boletim Focus do Banco Central aumentou a previsão de crescimento para 2021 de 5,00% para 5,05%. Mesmo considerando que a base de comparação é débil e que há um carrego estatístico (carry over) considerável para este ano, não deixa de ser uma projeção alvissareira. Seguindo pelo lado das boas notícias, temos acompanhado o bom desempenho da bolsa de valores, cujo principal índice, o Ibovespa, segue num patamar elevado, apesar das naturais oscilações decorrentes de acontecimentos pontuais no Brasil ou no exterior. Exemplo disso é que mesmo com queda de 1,74% na sexta-feira, dia 25 de junho, o índice fechou aos 127.255 pontos, número bastante expressivo segundo os experts. Paralelamente ao bom desempenho do mercado acionário, observa-se a redução do valor do dólar, que em junho passou a registrar cotação inferior a RS$ 5,00 depois de muito tempo. Em contrapartida, os dados referentes à inflação não são animadores, tendo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingido a taxa de 8,06% em 12 meses em maio último. Tomando por base a mesma referência utilizada para o crescimento do PIB, observa-se nas últimas semanas sucessivas altas nas projeções. No dia 28 de junho, o Boletim Focus do Banco Central aumentou pela 12ª semana consecutiva a previsão da inflação para 2021. A estimativa do mercado financeiro para o  IPCA deste ano subiu de 5,90% para 5,97%, superando o teto superior da meta de inflação que é de 5,25%. [1] [1] O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. As seguidas estimativas de alta da inflação tiveram como consequência imediata a elevação da taxa básica de juros (Selic) por parte do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Depois de atingir o nível histórico mais baixo, 2,00%, em agosto de 2020, permanecendo nesse patamar até março de 2021, o Copom iniciou um ciclo de aumentos, elevando a Selic para 2,75% em março, 3,50% em maio e, finalmente, 4,25% na reunião do dia 17 de junho. Dos vários indicadores publicados recentemente, o que mais me preocupou foi o divulgado pela Comissão das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) em 21 de junho, segundo o qual o investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil registrou uma queda de 62% em 2020, recuando para US$ 25 bilhões, o menor em duas décadas. Com isso, o Brasil caiu cinco posições entre os países que mais atraem investimentos estrangeiros, indo da 6ª para a 11ª posição e sendo superado, na América Latina, pelo México. A pandemia do novo coronavírus provocou uma retração de 35% em 2020 nos investimentos estrangeiros em todo o mundo, que caíram de US$ 1,5 trilhão para US$ 1,0 trilhão, igualando praticamente o valor de 2005 e ficando 20% menor em comparação a 2009, ano imediatamente posterior à crise financeira global. . Essa retração, no entanto, não foi linear, sendo o Brasil o país que teve a maior queda na região da América Latina e Caribe, que, por sua vez, foi aquela que teve a maior queda entre as regiões emergentes do mundo, que incluem também o continente africano e parte dos países da Ásia. Minha preocupação está relacionada a uma perspectiva de longo prazo. Ao contrário de indicadores conjunturais como são os casos do crescimento do PIB, da taxa de câmbio ou da variação do nível de preços, a taxa de investimento tem efeito duradouro e, nesse aspecto, a taxa de investimento no Brasil, que tem oscilado em torno de 15% nos últimos anos (gráfico 1), é, historicamente, muito baixa, comparativamente à de outros países emergentes, principalmente os asiáticos. E, considerando que o brasileiro – ou por não ter condições ou por uma questão cultural – não cultiva o hábito da poupança, que é pré-requisito indispensável para o investimento, a atração de capitais provenientes do exterior tem sido fundamental para a preservação da nossa insuficiente taxa de investimento. Mesmo reconhecendo que o nível dos investimentos estrangeiros se encontra em recuperação no mundo em 2021, graças à retomada do nível de atividade e ao avanço da vacinação contra a Covid-19, e que no Brasil o investimento estrangeiro registra um crescimento anual de 30% de janeiro a maio, é essencial que o objetivo de expandir a taxa de investimento permaneça ocupando lugar prioritário na cabeça de nossas autoridades. Concluo meu artigo reverenciando o economista Calos Geraldo Langoni, ex-presidente do Banco Central (de 18 de janeiro de 1980 a 5 de setembro de 1983), falecido no último dia 13 de junho. Aluno, na Universidade de Chicago, de Theodore Schultz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 1979, Langoni pensava no desenvolvimento do País a longo prazo e, nesse sentido, enfatizava a importância maior do investimento em capital humano do que em capital físico. Infelizmente, não conseguiu influenciar suficientemente gerações e gerações de responsáveis pela condução de nossa economia, razão pela qual continuam prevalecendo no Brasil a visão curto prazista e o descaso com a educação, dois dos maiores obstáculos para superarmos a armadilha da renda média. Luiz Alberto Machado Economista, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Mackenzie, mestre em Criatividade e Inovação pela Universidade Fernando Pessoa (Portugal), é sócio-diretor da empresa SAM – Souza Aranha Machado Consultoria e Produções Artísticas e diretor adjunto do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. Foi presidente do Corecon-SP e do Cofecon.

Quatro principais fatores desempenharam funções na Ascensão do valor para o acionista:

1) O surgimento de um mercado ativo pelo controle acionário, devido a incapacidade de muitas equipes e profissionais do desempenho de suas funções, que repercutiram no conflito de agência; 2) Inserção do stock option que é a prática de remunerar executivos com um pacote de opções de compra de ações, que foram introduzidas nos Estados Unidos e parte da Europa, criando o status do funcionário acionista e proprietário; 3) Crescente participação dos investidores minoritários desde 1982, nos Estados Unidos e parte da Europa; 4) Insolvência dos planos de seguridade social governamental, principalmente na Europa Continental e no Japão, devido o aumento da expectativa de vida da população. Gostou? Deixe teu like, comente e compartilhe nossa página com os teus amigos. Acredite em você, invista no teu potencial. O estudo é o melhor caminho para chegar lá. Prof. Alexandre Wander Gecompany o canal amigo do jovem universitário.

Comprar a vista no preço a prazo: o desafio será administrar a fatura do cartão de crédito

A taxa de juros do cartão de crédito rotativo para o chamado cliente regular, que paga o mínimo de 15% da fatura dentro do prazo regular, variou de 295% ao ano em fevereiro para 306% ao ano em março. Finanças também é vida, saiba pensar e economizar para ajudar a quem precisa. Prof. Alexandre Wander Gecompany o canal amigo do jovem universitário e do empreendedor. https://www.instagram.com/p/CQ-1cp-Fth6/?utm_medium=share_sheet

Avaliação do comportamento da taxa SELIC frente ao: PIB,CAMBIO e IPCA

Entender o inter-relacionamento dos principais indicadores da ECONOMIA divulgados pelo BANCO CENTRAL, é fundamental para as projeções futuras tanto na elaboração do orçamento empresarial, quanto no comportamento das ações na BOVESPA. Não é só criticar, temos que entender como funciona o: SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL, numa economia em desenvolvimento como a do BRASIL.