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Como elevar sua liderança e sua organização a níveis mais elevados de sucesso?

Douglas R. Conant, autor do best-seller “ The Blueprint : 6 Practical Steps to Lift Your Leadership to New Heights”, ainda inédito no Brasil, responde a pergunta acima e mostra que levar uma empresa as alturas pode parecer desafiador mas não precisa ser complicado. Conant é considerado um dos 100 melhores palestrantes sobre liderança do mundo, foi ex-presidente e CEO da Campbell Soup Company, ex-presidente da Nabisco Foods e ex-presidente da Avon Products,e é CEO e fundador da ConantLeadership. Sua experiência foi sintetizada no seu blueprint (que em português significa plano, design ou diagrama, e que poderíamos entender como uma fundação – ou conjunto de princípios básicos e habilidades constantes de uma liderança forte – aplicável em qualquer tipo de organização em qualquer momento da sua carreira. Com “The Blueprint”, Conant condensou sua vida de experiência e estudo de liderança em um modelo simples de seis etapas ricas em conteúdo que qualquer um pode aplicar imediatamente para transformar sua jornada de liderança. 1ª Etapa: VISUALIZE: O Poder da Intenção e Propósito O primeiro passo no diagrama da liderança é você visualizar seu futuro, o alcance elevado que quer atingir e aonde pretende ancorar sua jornada. Segundo o autor, para liderar efetivamente, você precisa focar em ser apenas um pouco mais intencional em seu propósito a cada dia. Para chegar a sua declaração de propósito nítida, você deve responder a três questões: a primeira e mais importante questão da liderança (esta é a oportunidade de visualizar o que seus sonhos mais ousados de sucesso e realização podem ser). 1ª Pergunta: Por que escolho a liderança? Por que você escolheu liderar pessoas? O que terá o maior significado por trás dessa escolha e que te fará continuar a seguir, com entusiasmo, por toda a sua vida? Que trabalho você se sente chamado a fazer? Qual é o seu sonho? Como você deseja alavancar seus dons e interesses especiais para fazer o mundo um lugar melhor? O que significa para você, a frase: “melhorar o mundo”? 2ª Pergunta: Qual é a minha promessa? Esta questão adiciona textura ao seu motivo para liderar porque o ajuda a se conectar com sua promessa: o que você pode entregar. O que faz você diferente? Quais qualidades você não deseja comprometer? Quais partes da sua personalidade você alavancará mais em sua liderança? 3 ª Pergunta: Quais são meus valores? Para obter uma melhor compreensão do seu propósito – e começar a trabalhar para cumprir esse propósito com integridade, você precisará identificar seu conjunto de valores. Seus valores estão relacionados aos princípios que você tem mais caro; ou seja, valores são as qualidades, ideais ou preceitos que você espera dos outros e se esforça para incorporar ao seu comportamento. Em suma, eles são seus padrões. É importante conhecer seus valores desde cedo em sua carreira para manter sua integridade. Etapa 2: REFLITA: A habilidade de cavar fundo Usando o entendimento da etapa anterior como um trampolim, você será desafiado a viajar mais fundo dentro de você para aprender quais experiências de vida influenciaram suas crenças sobre liderança. Aqui você começará a entender como pode inspirar e motivar as pessoas a fazerem melhor, perguntando-se: – O que motiva as pessoas a darem o seu melhor? – Como influenciar as pessoas a cumprirem consistentemente alto desempenho em um inconsistente mundo inconsistente? A primeira pergunta remete as teorias da motivação que ensinam o porquê das pessoas se engajarem no trabalho por motivos diferentes. Pense sobre o que motivou ao longo de sua própria jornada; e procure conhecer melhor cada colaborador, expandindo sua reflexão para entender o que o motiva. Faça uma lista e observe as sinergias entre o que você considera motivador e os valores que criou na etapa anterior. A segunda questão reflete sobre sucesso de práticas e táticas para influenciar os outros. Ele detalha mais a questão anterior. O que você aprendeu com grandes vitórias ou sucessos em sua carreira? Que sucessos você foi capaz de replicar durante o tempo? Você sempre foi parte de uma equipe que parecia tão sincronizada e produtiva que bons resultados vieram repetida e organicamente? Se sim, o que criou a magia? Conant sugere que você identifique de quatro a seis práticas ou ações que trouxeram os resultados desejados ou desempenho superior ao longo de sua carreira. Nesta etapa, ele propõe compilar um vocabulário de liderança, construído a partir do trabalho iniciado na etapa 1 e adicionando agora a forma e estrutura para as palavras que são significativas para você. “Quais são as palavras que você usará para encontrar forças e descrever o que é mais importante para você? Que palavras são a chave para a pessoa e líder que você gostaria de se tornar?” Feito isso, dê uma olhada em sua lista preliminar de crenças de liderança. Use seus valores e seu vocabulário de liderança como um ponto de referência. Por exemplo, se uma das palavras em seu vocabulário de liderança é “integridade”, uma crença fundamental de liderança será “sempre seja fiel a sua palavra “, ou poderá ser tão literal e direto como” Eu acredito que um verdadeiro líder lidera com integridade! ” Etapa 3: ESTUDE: Estabeleça suas bases Aqui, você será desafiado a olhar além da sua própria experiência vivida para obter insights mais profundos do mundo ao seu redor através da leitura, observação, prática, e estudo. O primeiro conceito nesta etapa é a ideia de construir uma rede. E a idéia aqui é muito mais ampla do que a visão limitada que as pessoas pensam do networking (apenas como uma forma de avançar na carreira e construir relacionamentos profissionais). Para Conant, o segundo conceito de estudo está mais de acordo com a definição tradicional: a ideia de fazer seu “dever de casa”. Isso requer ler sobre liderança, consultar com coaches executivos, buscar mentores… Podemos incluir aqui todo tipo de educação corporativa, como treinamentos, MBAs, cursos online, participação em comitês, etc. Conant apresenta um programa, “O Entourage of Excellence ™”, no qual ele oferece uma estrutura para o desenvolvimento de líderes, que envolve desde o autoconhecimento até o

Cinco formas para cuidar do planejamento financeiro da sua empresa

É importante que empresários de pequeno e médio porte façam o planejamento financeiro, de modo a evitar riscos para a saúde da empresa. Os gestores devem se atentar para alguns fatores, como o gerenciamento do fluxo de caixa, para evitar a necessidade da tomada de créditos, principalmente neste momento do crescimento da taxa referencial de juros ( a SELIC). Vamos lá em algumas dicas: 1) Observe com atenção a gestão do capital de giro da tua Empresa; 2) Controle os prazos médios da formação dos estoques; 3) Estabeleça com clareza o prazo médio nas vendas a prazo aos teus clientes, quando o prazo se estender, inclua o juro da operação; Lembre-se: Vendas a prazo é estoque em poder de terceiros e os impostos e custos operacionais vencem no curto prazo; 4) O fornecedor é o teu principal parceiro, procure esticar ao máximo o prazo do pagamento; 5) Avalie a necessidade de caixa da tua Empresa para bancar o ciclo financeiro; o caixa comprometido não é caixa de investimento ou novas despesas. ……quer saber mais? Inscreva-se no nosso canal e acompanhe nossas dicas em Gestão Empresarial. Prof Alexandre Wander Gecompany o canal amigo do Empreendedor. https://www.instagram.com/p/CQsm39_lp8A/?utm_medium=share_sheet

O que é Mentoring ou Mentoria? por Moracy das Dores

Derivada da palavra inglesa mentoring, Mentoria é uma ferramenta de aconselhamento pessoal e/ou profissional que consiste na ajuda oferecida por alguém experiente (Mentor) a outro com menor experiência (Mentorado ou Mentee). Os processos de mentoria normalmente acontecem por sessões de aconselhamento que podem ser individuais ou grupais… Creio que devo começar esclarecendo que um Mentor é alguém que já vivenciou o ponto almejado pelo seu Mentorado, com a única intenção de lhe transmitir todo o conhecimento que acumulou ao longo de sua vida. Faz-se necessário entender que o ponto almejado por alguém que se predispôs a pedir uma ajuda profissional, no caso a de um Mentor, significa que nele já nasceu o imperioso desejo de “promover uma completa mudança no “Rio de sua vida”. Convém lembrarmo-nos de que grande parte das pessoas não gosta de mudanças em sua vida, porque mudar significa esforço e porque há nelas o estado latente de medo do desconhecido e, por isso, dificilmente darão um 1º passo para mudar sua vida. Ou pior, são pessoas que ficam apavoradas quando lhes comunicam que haverá mudanças, até mesmo são mudanças positivas como em casos de promoções, por exemplo. Sabemos que quem não mudar estagnar-se-á e é justamente aí que acontecem as frustrações, consequência da estagnação, algo que só poderá gerar ciclos viciosos. Daí, como resultado indesejável, vêm os “sonhos quebrados”. Ou seja, pelo desnecessário medo de mudar, preferem ficar na pseudo segurança de ficar onde estavam, PASME! Claro que será mais fácil para aquele que estiver conectado com um objetivo mais elevado, porque a motivação acontecerá quase que naturalmente, como se ele já tivesse escrito em sua essência uma visão antecipada, clara, daquilo que de fato quer. Devo dizer a você que se predispôs a ler este Artigo que o meu objetivo, ao adotar uma diferente forma de abordar um início, é demonstrar como pessoas mais experientes, aquelas que já “quebraram a cara” muitas vezes antes de alcançar um sucesso continuado lá no Front, são as pessoas mais qualificadas para mentorar quem já deseja assumir sua própria existência, seja na função de empregado, seja na função de empregador, liderando ou não pessoas e/ou processos. Note por favor, pelo pouco que até aqui expus, que estou me dirigindo somente às pessoas que pretendem vencer na vida pessoal e na vida profissional, como funcionário ou como empreendedor. Importante acreditar que tudo o que aqui escrevi e escreverei está dirigido às pessoas que desejam obter um contínuo estado de Felicidade, através de ações competentes e sempre executadas de forma humana, bondosa e compreensiva. Por experiência própria sei que pessoas interessadas em legar uma ‘Herança’ que não tem preço, mas tem um valor incalculável, naturalmente consideram que há outras pessoas experientes como elas que também desejam transmitir na íntegra, na medida certa da necessidade de cada um, os conhecimentos que acumularam em suas vidas. Na maioria das vezes são conhecimentos baseados em histórias reais, oriundas de experiências desafiadoramente cruéis… Por ser um aficionado da Filosofia Milenar, há mais de 20 anos, sei que dar testemunho em causa própria é um recurso desaconselhado pelos antigos filósofos. Mas, dado ao título-tema deste Artigo, considero pertinente informar que sempre baseio meus processos didáticos e/ou de atendimento nos resultados das experiências vividas e resolvidas em inúmeras situações pessoais e profissionais que experimentei. Creio que o primordial e recorrente instinto de AJUDAR O PRÓXIMO, existente em estado lactente dentro de todos nós, me impulsionou a criar uma forma de materializar este instinto com os elementos que eu já dispunha. Refleti bastante sobre “o como fazer”, até vir à minha mente a ideia de utilizar os conhecimentos que amealhei em uma vida intensamente vivida, durante mais de 70 anos. Um destes conhecimentos por mim adquirido é o Coaching e uma de suas ferramentas é o Mentoring… EUREKA, AÍ ESTÁ A SOLUÇÃO! Refleti novamente e decidi criar uma forma de poder utilizar a Mentoria (Tutoria) para aconselhar e orientar pessoas e empresas, porque mentores são especialistas que têm grande experiência de vida e de negócios. Coloco aqui 05 frases de minha autoria para clarificar melhor o que é ´Mentoria´: Mentores experientes criam processos estimuladores a cada conselho dado. A função de um Mentor qualificado é melhorar vidas e/ou alavancar negócios. Inspirar pessoas e empresas é a missão de um Mentor contratado. Conselhos de um Mentor servem para prevenir erros e para acelerar resultados. Mentoria é o legado dos aprendizados acumulados por um Mentor. Em tempo: Em breve postarei mais um Artigo sobre o Tema que aqui percorri, com o intuito de passar mais elementos para que você e demais leitores que se interessarem possam ter uma Conceito bem abrangente do mesmo, OK? Aproveito para informar que resolvi fazer um E-book seriado sobre Mentoring, totalmente elucidativo. Básico, inicialmente; avançado, posteriormente. Como este E-book seriado também terá objetivos promocionais, não terá nenhum custo. Mas, saiba desde já Leitor, que o meu principal objetivo é orientar, ensinar e procurar tirar suas dúvidas, através da transmissão de conhecimentos previamente experimentados e aprovados na vida real. Cabe-me informar que periodicamente enviarei novos capítulos. A periodicidade inicial será quinzenal. Para receber os tomos que enviarei, bastará solicitar aqui no site da GeCompany. acesse: www.gecompany.com.br Moracy das Dores, consultor parceiro da Gecompany e Consultor de Marketing e Endomarketing, especializado em Mentoring e Coaching e um empreendedor nato, desde 1966. Fui reconhecido pelo MEC como um Mercadólogo, em 1991. Publiquei 03 livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” (2010); “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra” (2013); “Líder incomum se forma com Filosofia” (2019).

Rentabilidade de uma carteira de investimentos

Dentre os indicadores da avaliação dos investidores em ATIVOS a rentabilidade se destaca, pois tem como objetivo mensurar ao retorno do capital investido e os fatores que conduziram a rentabilidade. Ao proceder investimentos em ativos sempre devemos partir das premissas: O valor do investimento na compra ou formação da carteira e os retornos que serão auferidos; Os riscos inerentes a operação e como mitigá-los; O investimento representa o ativo, e o passivo, o financiamento obtido para viabilizar este investimento; O investidor assume uma característica de “passivo”, pois financia os investimentos na compra dos “ativos” e aguarda dele um retorno esperado atrelado ao risco da operação. Assim, a análise da rentabilidade é o critério de avaliação do retorno do investimento, qualificando-se, como um dos indicadores mais importante da análise financeira. Os determinantes da rentabilidade de uma carteira são: Trading: É o processo de negociação (compra e venda) de títulos. A capacidade do administrador de comprar títulos abaixo do preço médio do mercado ou vende-los acima deste, ou conseguir as quantidades que precisa para compor sua carteira, representará um diferencial na rentabilidade futura. Alocação dos ativos: É a distribuição dos ativos na carteira que o administrador efetua de acordo com sua análise do cenário econômico e projeções para os preços dos ativos. O conceito da diversificação dos ativos é decorrente dos conceitos da teoria do portfólio, onde o investidor compõe uma carteira ótima de ativos, cujo objetivo principal é maximizar o grau de retorno do investidor tendo como premissas as variáveis de risco e retorno. Analisaremos os resultados apresentados por dois administradores, o capital investido é o mesmo, porém com diversificação diferenciada o que resultou num desempenho melhor ao investidor A, pois o ATIVO C que obteve um melhor desempenho atingindo 20% de rentabilidade teve a maior alocação dos recursos de 63% o que elevou o ganho da carteira num ganho total de R$ 685,60 resultando numa rentabilidade média de 17,14%. O investidor B, investiu a maior participação no ATIVO D que teve a menor rentabilidade do período de apenas 2% e obteve uma rentabilidade total de apenas 6,41% e ficou abaixo no desempenho em relação ao investidor A em 10,73% com um ganho inferior de R$ 429,20. Um bom estudo e acompanhe nossos futuros posts sobre os conceitos investimentos e teoria de portfólio. Prof. Alexandre Wander

Macrotendências: mudanças em curso, por Luiz Alberto Machado

Iniciei minhas apresentações nas últimas palestras e lives sobre realidade e perspectivas econômicas focalizando macrotendências. Afinal, considerando o dinamismo do processo evolutivo, cujo ritmo parece cada vez mais alucinante, e as oscilações da conjuntura mundial, é natural que determinados aspectos, países ou regiões ganhem importância, enquanto outros perdem. Nessa linha, cinco aspectos vinham sendo focalizados, por serem por mim considerados indispensáveis a qualquer análise prospectiva: Um mundo com acesso generalizado à informação; O peso cada vez maior das economias asiáticas; O aumento da desigualdade; O recrudescimento da violência e do terrorismo; A islamização da agenda. Quanto aos três primeiros, não vejo qualquer razão para alterações. Saímos de uma realidade em que o acesso à informação era um handicap e passamos a viver numa realidade em que o acesso à informação é generalizado, imediato e de fácil acesso. O grande desafio é saber o que fazer com a informação: selecionar, processar e aplicar às suas necessidades. Há algumas décadas, o bom desempenho das economias de países asiáticos tem chamado a atenção do mundo. Primeiro foi o Japão, que conseguiu superar as enormes dificuldades ocasionadas pela derrota na Segunda Guerra Mundial e se transformar numa das maiores potências econômicas do planeta na década de 1970. Em seguida, houve grande repercussão do acelerado crescimento de algumas economias do sudeste asiático, que se tornaram conhecidas pelo nome de Tigres Asiáticos: Coreia do Sul, Singapura, Hong Kong e Taiwan. Com o excepcional crescimento econômico posterior às reformas introduzidas por Deng Xiaoping em 1978, suficientes para transformá-la na segunda maior economia do mundo e maior parceira comercial do Brasil, é natural que as atenções tenham se voltado para a China, que se tornou “a bola da vez”. Isso fez com que o desempenho econômico de outro grande país da região, tanto em extensão territorial como em população, tenha passado quase despercebido, a Índia, que chegou a ter alguns anos de crescimento econômico superior aos da China, embora com acentuadas desigualdades, como observam Jean  Drèze e Amartya Sen no livro Glória incerta. A desigualdade, por sua vez, é um tema que tem preocupado cada vez mais as lideranças políticas internacionais, as agências multilaterais e os analistas econômicos. Tal desigualdade não se revela apenas entre as nações, mas também, e principalmente, dentro de cada uma delas. Entre os economistas mais influentes da última década (2011-2020), vários se destacaram por concentrar suas pesquisas em questões relacionadas à desigualdade. Evidência clara disso é que o maior sucesso editorial do período foi o livro O capital no século XXI, de Thomas Piketty. Com relação às duas últimas macrotendências, que podem ser vistas tanto em separado como em conjunto, dada sua razoável complementaridade, tenho me deparado com informações que me obrigam a fazer algumas reflexões. O recrudescimento da violência e do terrorismo tem sido examinado por especialistas de diversas áreas do conhecimento, tais como Direito, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Economia, Ciência Política, Relações Internacionais etc. Particularmente, no entanto, gosto muito da abordagem de Moisés Naím, editor da revista Foreign Policy, em razão de sua abordagem interdisciplinar. No livro Ilícito, Naím destaca dois fatores com muita propriedade: (i) a ação articulada de criminosos de diferentes países, notadamente nas práticas de pirataria, lavagem de dinheiro e tráfico, naquilo que ele chama de “globalização do mal”; (ii) a falta de articulação dos grupos encarregados de reprimir tais crimes, cuja ação foi por muito tempo isolada e desarticulada. A combinação desses dois fatores fez com que os criminosos ficassem por muito tempo muito à frente de seus repressores na corrida da violência e do terrorismo. Essa corrida, aliás, ganhou um componente de enorme relevância nas relações internacionais a partir de 2001, em função do devastador impacto dos ataques terroristas do 11 de setembro e do tipo de reação que despertou no governo de George W. Bush.  A reação de Washington tomou a forma predominante de uma resposta militarizada, incapaz de lidar de modo eficaz com um desafio complexo que requer variedade de abordagens, cujo legado se estende até os dias de hoje. Como observou o embaixador Rubens Ricupero: “A militarização da diplomacia foi acompanhada de retórica política que utilizou no começo a imagem explícita de uma cruzada antimuçulmana. Manipulou-se, ao mesmo tempo, o medo da população à repetição dos atentados como instrumento de geração de poder dentro dos Estados Unidos, criando a impressão de que se havia desencadeado uma ‘nova Guerra Fria’ ou uma ‘longa guerra’ contra inimigos identificados como fundamentalistas islâmicos”. Além dos problemas gerados por essa visão deturpada e generalizada dos muçulmanos, muito bem retratada no filme Nova York sitiada, observa-se um retrocesso em áreas antes consideradas como avanços irreversíveis da globalização, entre as quais podem ser citadas as restrições à livre circulação de viajantes e as restrições ao despacho de contêineres de mercadorias. Um aspecto que despertou atenção nas ações criminosas e terroristas foi a sua execução muito bem organizada, refletindo a existência de grupos que coordenavam competentemente tais ações. O mais conhecido deles foi a Al Qaeda, liderada por Osama Bin Laden e seu parceiro Ayman al-Zawahiri, que transformaram o islamismo político num islamismo militante por entenderem não só que era a única maneira de derrubar as ditaduras do mundo árabe, mas também por incitarem o terrorismo contra a superpotência que os apoiava, ou seja, os EUA. Em artigo publicado no dia 2 de maio no jornal O Estado de S. Paulo[1], o jornalista e cientista político Fareed Zakaria alerta para duas mudanças importantes verificadas nos últimos tempos, capazes de exigir uma nova interpretação da realidade e, por extensão, uma nova maneira de encarar e enfrentar a situação. A primeira diz respeito ao caráter localizado do terrorismo islâmico. Para Zakaria: “O terrorismo islâmico hoje tende a ser local, o Taleban no Afeganistão, o grupo Boko Haram na Nigéria, o Al-Shabab no Chifre da África. É uma grande reversão dos dias de glória da Al-Qaeda, quando seus líderes insistiam que o foco deveria estar não no ‘inimigo próximo’ (os regimes locais), mas no ‘inimigo distante’ (os Estados Unidos e o Ocidente num sentido

Anterioridade e importância da criatividade para o empreendedorismo e a inovação. por Luiz Alberto Machado

“Existe criatividade sem inovação, mas não existe inovação sem criatividade”. Bill Shephard Joseph Schumpeter (1883-1950), um dos mais destacados teóricos da economia do desenvolvimento, deixou como legado, entre outras contribuições para a teoria econômica, o conceito de destruição criativa. Para ele, “a economia que cria valor é aquela que surge da destruição criativa”[1]. Como transformar uma ideia criativa num negócio concreto, seja ele um produto ou um processo criativo? Esse é exatamente o papel do empreendedor, o indivíduo que transforma ideias em produtos ou ações. Ele pode ser o proprietário de uma empresa. Nesse caso, as figuras do empresário e do empreendedor se confundem. Pode, também, ser o colaborador de uma empresa. Nesse caso, trata-se de um intraempreendedor. Embora existam incontáveis formas de responder esta pergunta, consideramos que há duas formas básicas que resumem bem as possibilidades. Uma delas seria a inovação; a outra, a adaptação, como pode se ver na figura 1. [ A diferença entre as duas não é difícil de ser entendida. Transformar uma ideia criativa num produto ou processo inovador significa criar algo totalmente diferente do que já existe, numa verdadeira mudança de paradigma, de acordo com o livro clássico de Thomas Kuhn. Apesar de difícil de ocorrer, é algo que tem grande impacto mercadológico e que costuma provocar um grande alvoroço no segmento de atividade do referido processo ou produto. Um bom exemplo de inovação foi o que ocorreu na indústria fonográfica, primeiro com a substituição do vinil pelo CD e, mais recentemente, com a chegada do MP3. Em todos esses casos, o que se observou foi uma enorme dose de talento transformando uma ideia criativa numa inovação radical[1], gerando significativa turbulência no mercado. Transformar uma ideia criativa numa adaptação, por sua vez, significa incorporar algum tipo de aperfeiçoamento a um produto ou processo já existente, diferenciando-o da concorrência, tornando-o mais atrativo para o consumidor e garantindo, dessa forma, a sua fidelização. Seria uma transformação realizada por meio de mudanças incrementais, aquilo que os japoneses chamam de kaizen. Para quem não sabe, foi exatamente assim que o Japão conseguiu se transformar numa das maiores potências industriais do mundo, a ponto de pôr em risco a fantástica supremacia norte-americana. O “milagre” japonês, conseguido apenas três décadas depois do país sair arrasado da 2ª Guerra, não se deu por meio de um salto, através do qual o país dormiu num estágio atrasado e, de repente, acordou no dia seguinte super desenvolvido. A transformação do Japão num dos mais produtivos países do mundo foi resultado de um amplo processo de mudanças, que teve como um de seus principais ingredientes, a conscientização de cada habitante – estudante, trabalhador, executivo ou empresário – para a necessidade de fazer melhor, a cada dia, a tarefa de sua responsabilidade. Exemplos dessa natureza foram dados em grande quantidade pela TAM. Ser cumprimentado pelo comandante do avião na hora do embarque, chegar ao avião passando por um tapete vermelho e um ótimo programa de milhagem constituíram-se em maneiras de surpreender favoravelmente o cliente, procurando garantir a sua fidelidade. O produto oferecido era o mesmo das concorrentes, [1] Muitos autores, entre os quais Christensen (2001) e Porter (1989)  referem-se a esse tipo de mudança como disruptiva. mas esses detalhes faziam a diferença, superando as expectativas do cliente e provocando o seu encantamento. Pode não ter tanto glamour quanto tem a inovação, mas em termos quantitativos é, disparadamente, o que ocorre com mais frequência.  Essa segunda forma de transformação ganhou grande divulgação nos manuais de administração com a consagração das técnicas de benchmark, que, de forma simplificada pode ser explicada como a técnica de se inspirar nas melhores práticas, procurando reproduzi-las e, se possível, adicionar algum aspecto diferencial. No mundo globalizado, em que o acesso à informação ampliou-se consideravelmente, tem sido uma prática muito utilizada. A anterioridade da criatividade à inovação também não passou despercebida pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi. Em Gestão qualificada: a conexão entre felicidade e negócio (2004, p. 148), observa: Na verdade, a criatividade é uma fonte interminável de inovação – sempre surge uma maneira melhor de fazer algo tradicional. É igualmente um processo muito democrático: não é preciso ser abastado, rico, bem relacionado ou nem mesmo bem educado para destacar-se com base numa boa ideia. Seja com uma franquia de pizza ou em uma companhia de biotecnologia, o potencial de crescimento está sempre presente. Construir uma visão de excelência é uma possibilidade sempre aberta a qualquer um que pretenda fazer bons negócios.   Luiz Alberto Machado[1] [1] Economista, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Mackenzie, mestre em Criatividade e Inovação pela Universidade Fernando Pessoa (Portugal), é sócio-diretor da empresa SAM – Souza Aranha Machado Consultoria e Produções Artísticas e diretor adjunto do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. Foi presidente do Corecon-SP e do Cofecon. Referências  CHRISTENSEN, Clayton M. O dilema da inovação. Tradução de Edna Emi Onoe Veiga. São Paulo: Makron Books, 2001. CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Gestão qualificada: a conexão entre felicidade e negócio. Tradução de Raul Rubenich. Porto Alegre: Bookman, 2004. KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. Tradução de Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. São Paulo: Perspectiva, 1982. PORTER, Michael. A vantagem competitiva das nações. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Elsevier, 1989. ROLÓN, Álvaro. La creatividad develada. Buenos Aires: Temas Grupo Editorial, 2010. SCHUMPETER, Joseph A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Introdução de Rubens Vaz da Costa. Tradução de Maria Sílvia Possas. São Paulo: Abril Cultural, 1982. (Os Economistas)  

Principais atuações do administrador nas corporações

Os profissionais dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Economia formam profissionais dotados de uma visão sistêmica dos principais enfoques necessários para a gestão das organizações. Tem por meta buscar o sucesso das empresas, oferecendo ao egresso o conhecimento dos principais métodos e instrumentos que possibilitem os melhores resultados na gestão financeira, de mercado, de pessoas e clientes, entre outros. Dentre as principais atividades podemos destacar:  Definir diretrizes e valores organizacionais; Desenvolver estratégicas e planos organizacionais; Definir indicadores de desempenho e acompanhar resultados; Otimizar o desempenho das pessoas e sua satisfação; Promover avaliação e melhoria contínuas; Comandar processos organizacionais principais ou de apoio. As principais disciplinas que compõem o curso têm direcionamento em capacitar os alunos nas seguintes áreas: Teoria geral da administração; Marketing, Processos Internos, Economia, Contabilidade, Cálculos Matemáticos, Gestão Estratégica de Custos, Gestão de pessoas, Tecnologia da Informação, Organização de Sistemas e Métodos, legislação, Planejamento Estratégico e Operacional e Gestão de Projetos de Investimentos. Devido a visão ampla no curso, os alunos devem identificar uma área para autodesenvolvimento visando melhor desempenho das suas funções e desenvolver-se pausadamente, podendo atuar desde analista até como DIRETOR DE OPERAÇÕES ou FINANCEIRO. As disciplinas se agrupam nas principais áreas de atuação: Gestão do processo interno da empresa; Recursos Humanos; Marketing; Controladoria e Finanças; Legislação Empresarial; Tecnologia da Informação. Objetivo deste trabalho: Apresentar as principais atividades departamentais e levá-los a reflexão dos conceitos que são apresentados em seus principais blocos do ensino e de acordo com tua resposta você poderá naturalmente identificar sua atuação “afim” e assim poderemos te indicar livros de estudo ou direcioná-lo ao teu desenvolvimento ou indicação do teu curso da pós-graduação. Vamos lá em resposta as questões? Na atuação da gestão dos processos internos da empresa: O profissional terá como atuação principal a programação da fábrica para atender a demanda do mercado e o departamento que engloba de um modo geral está função é a o PLANEJAMENTO E CONTROLE DE PRODUÇÃO (PCP); pois através de uma visão sistêmica de todo o processo produtivo tem como função de elaborar o PLANO MESTRE DE PRODUÇÃO e a necessidade de recursos para o pleno atendimento e “colocar a fábrica em funcionamento” que irá desde a programação dos estoques, seleção da qualidade e compras das matérias-primas para o processo produtivo, seleção e contratação de mão-de-obra direta e também avaliar as instalações industriais em sua capacidade produtiva, zelando pela qualidade dos processos e agilidade em otimizar e potencializar os recursos financeiros em produzir na quantidade certa de acordo com a necessidade do mercado. Dentro desta explanação qual o teu sentimento em atuar na programação de produção? Na atuação na área de Recursos Humanos: o profissional irá atuar na seleção dos profissionais que se adequem ao perfil da empresa; é muito importante pois o capital intelectual é a principal matéria prima, pois através do comprometimento dos funcionários a empresa constrói continuadamente a sua marca no mercado e toda valorização, além de um produto compatível a solicitação do mercado e sua produção na otimização de recursos, acontece primeiramente pelas pessoas. Importante a construção de um plano de carreira e adequação das funções ao salário praticado no mercado e a hierarquia de acordo com a responsabilidade dos funcionários estabelecendo limites do sistema de comunicação na empresa; e quando a comunicação é alinhada com o pensamento estratégico da empresa, e levar a comunicação das definições aos funcionários é função primária e atual do departamento de recursos humanos e assim os funcionários estarão atuando alinhados as metas definidas pela ALTA CÚPULA da empresa. Assim o Recursos Humanos, deve primeiramente entender o pensamento estratégico da empresa e contratar e manter funcionários comprometidos e alinhados no desempenho das suas funções. Dentro desta explanação acima, qual o teu sentimento em atuar área de Recursos Humanos? Atuando no departamento de Marketing: o profissional irá atuar em viver o sentimento do mercado comprador da empresa, e colher informações sobre as tendências externas da empresa em seus anseios de consumo e ao mesmo tempo avaliar como a empresa vem atendendo as expectativa deste mercado consumidor na oferta dos seus produtos; pois assim na captura do sentimento do mercado poderá avaliar a longevidade dos produtos oferecidos pela empresa no que define-se como o “ciclo de vida” dos produtos; avaliando a necessidade de consumo e os mercados ainda não explorados e aqueles que já estão em queda de consumo, devido o excesso da oferta. Quando o profissional administrador procurar levar os produtos da empresa ao público consumidor através da exposição nas mídias e também ao mesmo tempo traz para dentro da empresa o sentimento de consumo do público alvo em relação as suas necessidade de consumo; a empresa tem maior propriedade em: estabelecer os preços de venda e comparar com o que será praticado no mercado em relação ao seus anseios; definir o volume a ser produzido para atender a demanda de consumo e assim os departamentos do CONTROLE DE PRODUÇÃO terá um respaldo externo para programar a linha de produção e o departamento de RECURSOS HUMANOS em contratar pessoas de acordo com a necessidade do comportamento externo da empresa em relação as suas necessidade e o departamento de CONTROLADORIA em elaborar o planejamento operacional (budget) da empresa. Dentro desta explanação acima, qual o teu sentimento em atuar área de Marketing Empresarial? Atuando no departamento de Controladoria e Finanças: o profissional irá atuar em avaliar a necessidade de recursos financeiros da empresa e como um “banco” financiador dos recurso irá avaliar os projetos de investimentos da empresa para captar recursos financeiros (dos acionistas ou dos bancos) para que tais projetos apresentem uma taxa de retorno superior a taxa de expectativa dos acionistas e que a último sempre estará acima da taxa de retorno dos mercado (banco); Também irá atuar em entender o PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO da EMPRESA e transformá-lo no PLANEJAMENTO OPERACIONAL (BUDGET) estabelecendo metas departamentais alinhadas aos INDICADORES DE PERFORMANCE (kpi) que serão aprovados pela alta gestão da empresa (ou seus sócios), visando a perpetuidade da empresa ao longo do tempo, sempre atuando em proteger o capital investido pelos

Fôlego novo para a equipe econômica? por: Luiz Alberto Machado

Em março, ficamos sabendo que o crescimento negativo de 4,1% registrado em 2020 havia colocado o Brasil no 21° lugar num ranking de 50 países, segundo pesquisa da agência de risco Austin Rating. Longe de merecer comemoração, por se tratar do 3° pior desempenho da história, o resultado foi bem melhor do que as previsões de alguns meses antes, que apontavam para uma queda em torno de 8% ou mais do PIB. Com o resultado, mesmo com o Brasil saindo do grupo das 10 maiores economias do mundo, ficou a sensação de que as coisas poderiam ter sido muito piores, não fosse a recuperação ocorrida nos dois últimos trimestres de 2020. Essa recuperação deixou uma perspectiva favorável para 2021, frustrada logo no primeiro trimestre graças ao recrudescimento da pandemia do novo coronavírus e às medidas de restrição adotadas em todo o País para evitar que a crise na área da saúde levasse a um caos generalizado. Para os que viram o resultado olhando a parte cheia do copo, ficou uma sensação de alívio. Porém, numa época caracterizada por forte polarização, não foram poucos os que viram o resultado olhando a parte vazia do copo, razão pela qual choveram críticas â condução da política econômica por parte da equipe econômica liderada por Paulo Guedes. Com a saída de alguns importantes integrantes da equipe em março e abril, cresceram os rumores em torno da iminente saída do ministro de maior prestígio desde o início do governo do presidente Bolsonaro. Diante dessa situação, a divulgação do resultado da balança comercial não poderia ter chegado em melhor hora. O mês de abril revelou uma série de recordes no comércio exterior brasileiro, começando pelo superávit de US$ 10,35 bilhões – o maior valor absoluto na comparação com qualquer mês do ano, desde o início da série histórica em 1997 – fortemente impulsionado pelo crescimento de 67,9% em relação a abril de 2020. As exportações também bateram recorde, com aumento de 50,5%, alcançando US$ 26,48 bilhões. Já as importações no mês atingiram US$ 16,13 bilhões, uma alta de 41,1%, com o quinto maior valor para meses de abril. Assim, a corrente de comércio subiu 46,8%, alcançando US$ 42,61 bilhões no período, o que também representa um recorde, mas apenas para os meses de abril. Esses dados, divulgados no último dia 3 de maio pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, liderada pelo competente Roberto Fendt, deram novo ânimo ao ministro Paulo Guedes, que jamais deixou de acreditar numa recuperação da economia brasileira em 2021, mesmo num cenário caracterizado por elevado grau de incerteza tanto no plano local, como no internacional. Essa expectativa positiva do ministro terá mais chance de se confirmar caso a agenda de reformas estruturantes e o programa de privatizações avancem num ritmo mais acelerado do que o verificado nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro. A conferir. Luiz Alberto Machado Economista, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Mackenzie, mestre em Criatividade e Inovação pela Universidade Fernando Pessoa (Portugal), é sócio-diretor da empresa SAM – Souza Aranha Machado Consultoria e Produções Artísticas e diretor adjunto do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial. Foi presidente do Corecon-SP e do Cofecon.