Como construir uma empresa com propósito

A maioria das grandes empresas está se dando conta de que o sucesso vai além do lucro. Elas estão mais fortes e prósperas ao promover a satisfação dos consumidores, riqueza dos acionistas, realização dos colaboradores e bem estar da sociedade. Historicamente as grandes empresas sempre se preocuparam com o aumento de valor para os acionistas. Nas duas últimas décadas, entretanto, a maioria das corporações ajustou o foco da destinação do valor gerado. Agora, a preocupação das empresas vai além do lucro. Elas também buscam gerar valor para os colaboradores e para a sociedade. Essa perspectiva reflete uma nova concepção de negócio e faz refletir sobre o significado e a real função da empresa. Ou seja: para que ela existe? qual é o seu propósito? Segundo Dan Pontecraft, autor de “The Purpose Effect”, o propósito de uma empresa define “quem” e o “quê” a empresa é para si mesma, para seus membros, seus consumidores e sua comunidade. “É o por que a organização existe.” Ele diz respeito a “princípios, ética, liderança e cultura”. O guru da sustentabilidade, John Elkington, já definira este novo paradigma de desempenho empresarial como o “Triple Bottom Line” (triplo resultado): profit, people e planet. Conhecido como os três Ps da sustentabilidade empresarial, este TBL demonstra uma nova perspectiva na gestão das organizações, na qual o lucro financeiro é substituído pelo resultado da geração de valor “econômico, social e ambiental” da empresa para os seus diversos beneficiários. Essa tendência se insere numa nova era – chamada de 4ª Revolução Industrial, por Klaus Schwab, ou Economia do Propósito, por Aaron Hurst – em que um sentido mais elevado de significado e propósito no trabalho são fontes de inovação e de narrativa central do ambiente de trabalho. O desenvolvimento da neurociência e da psicologia positiva avançou nessa mudança, e a inteligência artificial e a automação prometem acelerá-la. Neste novo mundo do trabalho, é a satisfação – a capacidade de sentir um sentido pessoal de propósito e significado – que é o novo padrão para o engajamento dos funcionários, como afirma um relatório recente da consultoria norte americana PWC. O ethos das empresas com propósito Diversos autores tem utilizado a expressão “empresas com propósito” para designar organizações que estão adotando esta nova filosofia na forma de conceber, produzir e comercializar seus produtos e serviços, bem como no modo diferenciado de se relacionar com consumidores, governo e sociedade. Entre estes autores estão Charles Handy, Shaun Smith, Robert E. Quinn, John Izzo e Joel Reiman. As empresas com propósito são adeptas do capitalismo consciente, um movimento corporativo que tem definição e princípios semelhantes. Estas empresas já se deram conta que devem se basear no valor central de que para terem bons resultados nos negócios primeiro elas devem também fazer o bem. Empresas com propósito praticam efetivamente a responsabilidade social, satisfazendo os interesses de todas as partes interessadas – os consumidores, colaboradores, acionistas, investidores,fornecedores e sociedade – e obtém alta performance no TBL. São éticas, gozam de respeito na sociedade e são mais admiradas pelos consumidores e pelo mercado. Empresas com propósito têm alma. Tratam seus funcionários com justiça e respeito. Elas estão sempre buscando uma maneira de se conectar com os consumidores para tornar a vida deles melhor, enquanto também procuram inovações para promover impacto social e ambiental em larga escala para melhorar a comunidade mundial. Uma pesquisa recente publicada na revista Harvard Business Review, em um levantamento feito com empresas de médio e grande porte entre os anos 1926 e 1994, revelou que empresas com um propósito maior que auferir lucros “tiveram seis vezes mais retornos para seus acionistas do que aquelas focadas exclusivamente no lucro” (The Type of purpose that makes companies more profitable). Este tipo de pesquisa não surpreende os mais avisados, pois entre as principais justificativas para administrar com propósito, ou RSE, diversos estudos científicos publicados na literatura de gestão tem apresentado diversos benefícios para as empresas, tais como: fidelização dos consumidores, maior orgulho e engajamento dos colaboradores, valorização superior das ações na bolsa e melhoria da imagem e reputação da empresa. Uma vantagem adicional recente para empresas com propósito está associada com a nova geração de consumidores. Os millennials (pessoas nascidas de 1995 a 2010) são consumidores socialmente conscientes e se identificam com empresas que tratam colaboradores de forma justa e fazem contribuições para o melhoria da sociedade. Um estudo feito pelo Grupo Cone Communications: quase 89% dos millennials querem marcas com grande significado. Um caso exemplar de empresa com propósito é a Procter & Gamble (P&G). Fundada em 1837, ela originalmente fazia sabão e velas (ambos fabricados com gordura animal, então abundantes nos matadouros perto da sede da empresa em Cincinnati, Estados Unidos). Na Guerra Civil americana, a P&G descobriu que seus dois principais produtos foram vitais para a saúde do país: velas forneceram luz em um mundo pré-elétrico, e sabão era vital para prevenir infecções e doenças encontradas nos campos de batalha. Hoje, uma grande corporação, a P&G nunca abandonou esses valores. A empresa opera atualmente cumprindo seu mandato original: melhorar a vida das pessoas. Por exemplo, ela dedica uma parte de seus lucros com a venda de fraldas Pampers para vacinar bebês em paises em desenvolvimento. Recentemente, a empresa criou um sache que misturado com água impura, a transforma em água potável e, com isso, possibilita saciar a sede de crianças e famílias em áreas onde não há saneamento básico, salvando milhões de crianças da mortalidade infantil em todo o mundo. Ela já forneceu 15 bilhões de litros de água potável para diversos países. Ao realizar este compromisso com a comunidade mundial, a P&G foi além de fazer produtos de limpeza que geram lucros: ela produziu grande impacto social e ganhou uma nova definição, fazendo parte de um propósito maior. Empresas com propósito têm colaboradores mais engajados Joey Reiman, autor do livro “A História do Propósito”, mostra uma pesquisa realizada pela Organização Gallup que avalia a felicidade no local de trabalho. A enquete revelou que 71% dos colaboradores são “desengajados” de seus empregos, o que significa que eles vêem o trabalho como simplesmente um lugar para obter um salário, enquanto cerca de 25%
Dia internacional da mulher: Os 6 traços das mulheres bem sucedidas

As mulheres tem assumido cada vez mais posições de destaque nas organizações. Uma pesquisa recente mostra quais são os 6 traços das mulheres bem-sucedidas. Em uma pesquisa recente feita por Laura Sherbin, com cerca de 3200 executivas da área de STEM (ciência, tecnologia e engenharia) nos Estados Unidos, e publicada na Harvard Business Review, foram identificados seis traços comuns de sucesso entre as mulheres. Sherbin define sucesso como três elementos conjugados: satisfação com o trabalho, respeito pela experiência e uma posição de nível sênior. De acordo com a pesquisadora, cerca de 1/5 das mulheres atualmente empregadas em STEM atendem esse requisito. A seguir descrevemos estes 6 traços: 1. Elas são confiantes As mulheres bem-sucedidas afirmam que são extremamente confiantes sobre suas habilidades e competências profissionais. Embora muitas pesquisas sugerem que os homens sejam mais confiantes do que as mulheres, a pesquisa de Sherbin identificou que a confiança é uma qualidade das mulheres bem-sucedidas. A autoconfiança é uma das atitudes mais importantes para a tomada de decisão. Mulheres confiantes sentem-se mais a vontade para tomar decisões do que mulheres que são inseguras. Como disse Marissa Mayer, a CEO do Yahoo: “Se você ultrapassar aquela sensação de medo, aquele sentimento de estar correndo um risco, coisas verdadeiramente maravilhosas podem acontecer”. 2.Elas assumem o crédito por suas ideias As mulheres que obtém sucesso nas organizações são assertivas e se impõem quando estão sendo negligenciadas. Muitas mulheres são inovadoras, tem ideias criativas e solucionam problemas com base nestas ideias fora da caixa. Segundo a pesquisa, muitas já tiveram suas ideias desconsideradas ou até roubadas, o que gerou forte perturbação e desengajamento. No entanto, as mulheres bem-sucedidas demonstraram mais probabilidade de falar quando foram negligenciadas. Na pesquisa, 40% delas confrontaram a situação, em comparação com apenas 26% das outras mulheres. Como disse Estée Lauder, fundadora da marca de cosméticos norte-americana: “Eu não sonhei com sucesso, eu trabalhei por ele”. 3.Elas têm um grupo de pares forte As mulheres bem-sucedidas advogam em nome de seus pares que, por sua vez, defendem suas ideias em reuniões e atestam suas habilidades. Sherbin identificou que as mulheres bem-sucedidas investem no relacionamento interpessoal sobretudo com os pares, comportamento que aumenta a confiança e gera melhores resultados. Relataram também que os relacionamentos e o networking as ajudaram a ter acesso a líderes de níveis superiores. Embora as menos extrovertidas tenham dificuldades para isso, arriscar a própria reputação e defender seus pares demonstrou ser uma característica das mulheres bem-sucedidas. As mulheres bem-sucedidas não apenas constroem redes laterais que garantem o crédito e o apoio de suas ideias em reuniões, mas também fornecem acesso aos corredores do poder. 4.Elas fazem coaching com protegidos e desenvolvem talentos As mulheres de sucesso advogam pelo desenvolvimento de outras pessoas dentro da organização. A maioria das mulheres pesquisadas patrocinam alguém em suas empresas. Elas identificam pontos fracos em seus protegidos e ajudam a melhorar o seu desempenho defendendo-os quando eles tropeçam. Esse patrocínio não é somente altruísta. Muitas mulheres notaram que este patrocínio ajudou a construir sua própria reputação como líderes que preparam grandes talentos – e também podem ajudá-los a manter suas próprias habilidades e competências afiadas. Como diz Indra Nooyi, ex-CEO da Pepsi: “Como líder eu sou dura comigo mesma e eu elevo o padrão para todos. Todavia, eu sou cuidadosa, por que eu quero pessoas que excedam o que estão fazendo de modo que eles aspirem ser iguais a mim no futuro”. 5.Elas são autenticas Um impressionante 78% das mulheres bem-sucedidas disseram que elas são pessoas autenticas em seu trabalho. Isso é surpreendente porque muitos acreditam que precisamos fazer retrocessos para se adaptar ao ambiente de trabalho. Na pesquisa ficou demonstrado que mulheres que mantiveram seu estilo próprio conseguiram resultados excelentes sem recuar em sua personalidade. Como disse a apresentadora de TV norte-americana Oprah Winfrey: “Eu não tenho ideia de que ser meu eu autentica me tenha feito tão rica como eu sou hoje, se eu tivesse, teria sido antes”. Gosto muito de uma frase de Luiza Trajano, CEO do Magazine Luiza, sobre autenticidade: “Acho que a maioria de nós foi criada com noções preconcebidas de quais escolhas devemos fazer. Nós desperdiçamos tempo demais tomando decisões baseadas no que os outros consideram felicidade – o que fará de você uma boa cidadã, esposa ou filha. Ninguém diz ‘Seja feliz, mesmo que isso signifique ser um sapateiro ou morar com as cabras”. 6.Elas têm uma marca pessoal forte As mulheres bem-sucedidas falam em painéis, fazem apresentações para seus diretores, sentam em conselhos e diretorias, e tornam seus feitos e realizações conhecidos. Essas mulheres vão além da descrição de seu cargo. Elas fazem seu marketing pessoal sem exibicionismo. Elas são apaixonadas por seu trabalho e tem clareza de propósito. Sua motivação, portanto, é intrínseca, ou seja, vem de dentro – o que é muito mais forte. “Muitas vezes sou descrita como apaixonada e motivada, e acho que é porque não tenho medo de deixar minha paixão transparecer em tudo que faço. É permitido a mim que eu me concentre no alcance e no impacto do meu trabalho” disse uma entrevistada. Para ambientes de trabalho cada vez mais competitivos, onde a diversidade é um tema que vem ganhando espaço nas organizações, as mulheres precisam desenvolver suas habilidades e competências para ocupar cargos chaves e ascender na organização. Acreditamos que abraçar estes 6 traços de sucesso feminino irão ajudar aquelas que desejam ascender na organização. Este artigo foi originalmente publicado no portal Administradores.com em 08/03/2019. Marco A Morsch é fundador da Morsch Consulting e parceiro da Ge.company, palestrante e professor de administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Ganhei poder, e agora?

A maioria dos gestores e gestoras se tornam líderes sem terem se preparado para isso. Assume o poder e não sabe como exercê-lo. Analisamos um mapa para quem deseja capacitar-se a atingir o potencial para a grandeza desse desafio com mais consciência e sabedoria: o modelo “Alma da Liderança”, de Deepak Chopra. Você já foi surpreendido por um convite ou convocação para assumir um cargo de liderança se sentir-se preparado para isso. Muitos de nós somos tomados de surpresa quando uma situação inesperada nos retira de um cargo técnico ou administrativo para assumir de uma hora para outra uma função gerencial. Como lidar com essa situação? Como se comportar no novo cargo de gestor? Apresentamos neste artigo um mapa que pode ajudar a guiar o comportamento dos líderes em sua primeira experiência, capacitando-o a atingir o potencial para a grandeza com mais consciência e sabedoria: o modelo Alma da Liderança. No livro “A alma da liderança”, Deepak Chopra, autor indiano consagrado pela sua capacidade de transformar a vida das pessoas com ensinamentos que unem vida material e espiritual, utiliza o acrônimo L-E-A-D-E-R-S (líderes, em inglês), para conceber um modelo de excelência na liderança. Chopra é um dos gurus mais conhecidos na área da espiritualidade e da medicina corpo-mente. Autor de mais de 25 livros de autoajuda, seu best-seller “As Sete Leis Espirituais do Sucesso” já foi lido por milhões de executivos e celebridades que conseguiram prosperidade, sucesso, equilíbrio entre suas vidas pessoal e profissional. Escolhido como uma das 100 personalidades do Século XX pela Revista Time, em 1999, sua proposta de autoajuda é centrada na afirmação “se compreendermos a nossa verdadeira natureza e soubermos viver em harmonia com as leis naturais, a sensação de bem-estar, de entusiasmo pela vida e a abundância material surgirão facilmente”. Para Chopra, ser um bom líder significa incorporar a alma e o espírito das pessoas que você lidera. Os líderes mais eficazes refletem os valores e princípios que sua equipe preza, com altos níveis de moral, visão, criatividade e senso de comunhão com as pessoas. Na verdade, isso pode ser uma tarefa difícil, especialmente se você estiver entrando no papel pela primeira vez. O caminho está aberto para que todos desenvolvam tais qualidades. Com sua visão hinduísta, Chopra adverte que a única condição é que aprendamos a ouvir o nosso guia interior. Comentamos aqui as 7 características essenciais, com as iniciais L-E-A-D-E-R-S, para você guardar consigo no seu smartphone: 1. Look and Listen (Escute com os olhos) A ideia de olhar e escutar, ou como eu prefiro dizer “escutar com os olhos”, é praticar verdadeiramente a escuta ativa. Ter a orientação total para o próximo. Dedicar sua atenção totalmente para o seu colaborador, chefe ou cliente – enfim, o seu interlocutor. Quando você está em uma posição de gestão e liderança, reserve um momento para olhar em volta e perceber o que está ao seu redor. Em que as pessoas do seu time estão priorizando e gastando seu tempo? Pode até ajudar a agendar reuniões individuais com cada pessoa da sua equipe. Isso ajudará você a se manter informado ao estabelecer uma visão de onde deseja que sua organização esteja e alinhar os princípios e valores da equipe. Ao transformar a atenção para dentro e ouvir internamente, você pode desenvolver um profundo senso de propósito. Esta atitude reflete a Sétima Lei Espiritual do Sucesso, “a Lei do Propósito de Vida”. Todos têm um propósito na vida… algo único para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos, explica Chopra. Primeiro, devemos descobrir nosso verdadeiro eu: depois, expressar nossos talentos especiais; e finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade. O líder deve ser um servidor! A visão da “Liderança Servidora”, de James C Hunter, e outras abordagens recentes sobre o papel do líder como alguém que tem o papel de servir a um propósito maior segue essa lei. Já ouvi de muitos gestores que eles descobriram seu propósito de vida depois de estar no exercício do cargo e que sentiam que aquela era sua verdadeira vocação. Um deles por exemplo, gerente de treinamento, me disse que seu propósito era “ajudar as pessoas no seu desenvolvimento pessoal e profissional”. 2. Emotional Bonding (Conecte-se emocionalmente) Líderes respeitados dedicam tempo para construir relacionamentos significativos com seus colegas e equipe. Eles perguntam sobre as famílias daqueles com quem trabalham, mas tem cuidado também para não perguntar nada muito pessoal. Conhecem seus limites. Líderes com laços emocionais lembram dos aniversários, perguntam sobre como está sendo o dia de seus colaboradores e agendam um almoço ou reunião sempre que podem com cada um de seus colaboradores para responder a perguntas ou estreitar relacionamento. Eles compartilham histórias pessoais de sua vida. Deixam as pessoas verem quem eles realmente são – não como autocratas ou indivíduo frios e distantes, mas como pessoas relacionáveis e de igual valor. Essa atitude é essencial para liderança, como afirma Chopra. Afinal, sabemos que o relacionamento interpessoal é a base para a confiança. E que este, por sua vez, sustenta a liderança. Um líder será respeitado se tiver esta ligação emocional com seus seguidores. Um de meus clientes notou que sua influência na equipe aumentou quando passou a participar do happy hour que alguns funcionários faziam semanalmente. Antes ele não participava pois tinha medo que aquilo tiraria sua autoridade sobre aqueles funcionários. 3. Awareness (Tenha Conhesciência) Como líder, você deve ter consciência situacional, o que significa simplesmente ser observador de seu entorno imediato. Estar consciente, atento e ciente ajudará você a obter informações críticas para o seu sucesso. Você pode melhorar sua compreensão conversando regularmente com seus colegas por meio de reuniões recorrentes, lendo sobre sua organização nas notícias e “percorrendo os corredores” de sua empresa para saber mais sobre o que está na mente das pessoas. Chopra chama a atenção para a adequação ao ambiente, uma noção de presença (“estar totalmente presente”) e ter sensibilidade para perceber o que acontece a nossa volta. Na perspectiva do conceito
Negociar ou sofrer, eis a questão!

Visando construir Bases Sólidas para poder iniciar bem uma boa Negociação, o que mais importa é pré-saber: – Quem você é? | – Onde você está? | – Para onde você quer ir? | – O que você quer, de fato? (essas mesmas perguntas também se aplicam às pessoas-jurídicas). Procurarei dar, no decorrer deste Artigo, alguns subsídios e estímulos para que você possa chegar a obter respostas pertinentes às suas questões abertas e a abrir… REALMENTE É POSSÍVEL DEIXAR DE SOFRER SE EU NEGOCIAR TUDO, COM TODOS? Sim, parar de sofrer é possível a quem usar técnicas especificamente dirigidas, técnicas SIMPLES, para obter sucesso nas suas Negociações e/ou na fidelização de seus públicos, seja eles: cônjuges, pais, filhos, sogras, parentes, vizinhos, liderados, ‘chefes’, fornecedores, terceirizadores de serviços, entidades de classe, financeiras e outros. Saber negociar é o que todo e qualquer Ser Humano, profissional ou não, precisa saber para poder aplicar na sua vida pessoal e profissional, objetivando aumentar a eficácia e melhorar sua vida e a de quem interage com você. Por exemplo, a título de ‘degustação’: – Como você irá posicionar sua cadeira em uma situação de negociação?… Por quê? Nunca frontalmente para não criar uma situação de “competição para ganhar” (queda de braço, jogo de xadrez ou dama, etc.). – Com quais cores você deverá estar trajado?… Por quê? Combinar duas cores contrastantes (branco e preto, azul claro e azul escuro) para criar uma “dualidade visual”, harmônica com o plano bi polarizado em que vivemos (Yin e Yang, bem e mal, bom e ruim, etc.). Os estudiosos ou simples observadores atentos sabem que essas premissas se aplicam a todas as pessoas desta época, de acordo com suas características e com a ‘mentalidade social vigente’ (Mente Coletiva, segundo Carl Jung). Negociação é um Tema fundamental e imperativo a todos aqueles que quiserem alcançar o que desejam, assim como àqueles que querem obter e manter para sempre o tão almejado e o tão decantado Estado de Felicidade. As duas assertivas: “O que o homem mais BUSCA é a Felicidade” e “O que o homem mais QUER é o poder” são forças antagônicas, porque para obter e manter o poder ele cerca o ‘Feudo’ e o protege, negando assim a Felicidade a quem interage com ele. Então, como chegar a um estado de felicidade negando-o a quem conosco convive? Impossível, segundo entendo, porque Poder e Felicidade tem quem pode ver se iluminar de prazer os rostos das pessoas, só porque ele chegou e só pelo o que ele É. Isso independe do que ele tem ou do que ele poderia lhes dar. Estou levemente abordando temas que deverão ser úteis para o desenvolvimento de toda e qualquer função de liderança filosófica, em nível pessoal, profissional ou conjugal. Mas, futuramente, aprofundarei mais esses temas… Quanto a uma Introdução mais aprofundada no Tema ‘Negociação’, posso afirmar que: querendo ou não, você é um Negociador; a Negociação é uma necessidade de vida; você negociou sua vida inteira! As pessoas negociam até mesmo quando não sabem que estão negociando. Você, por exemplo, já negociou o uso de um brinquedo com seu irmão ou um castigo menor com sua mãe ou negociou com seu cônjuge sobre onde ir jantar ou negociou com seu filho sobre a hora de apagar as luzes ou o quanto ele deverá navegar na Web ou já negociou aumentos com seu empregador ou já tentou negociar uma trégua com um vizinho ou sogra… A Negociação é um meio básico de conseguir o que se quer de outrem! Negociar bem é conseguir ter ambos os lados satisfeitos. Num passado próximo, só se pensava em atender as próprias necessidades sem se preocupar com o outro lado envolvido na Negociação. A mentalidade geral era “levar vantagem em TUDO” e não se ‘pré-ocupar’ em atender a outra parte… Ainda há quem manifesta essa conduta! Lembre-se de que só há uma maneira de você ser duradouramente Feliz: “propiciar e manter a felicidade de todos os que estão à sua volta e de todos com quem você negocia”. Só para mantê-los fiéis e felizes ou só por Ser Humano? Mantê-los fiéis é bom a curto, médio e longo prazo. Mantê-los sempre felizes também é muito bom, porque ser Feliz é ter com você / para você a felicidade de todos os seus pares, mas se sentir Humano é a garantia de sua felicidade! LEMBRE-SE DE QUE NEGOCIAR OU SOFRER É LIVRE ARBÍTRIO TEU! Também é de livre arbítrio teu “negociar com você mesmo”, deliberando bem, antes de decidir acionar qualquer coisa em sua vida. Negociar com o teu Eu Superior é Sinal de elevada Sabedoria, Prudência e Inteligência! Um Mercadólogo reconhecido pelo MEC em 1991, especialista em Marketing e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Moracy das Dores publicou três livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar”, “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”, Líder incomum se forma com Filosofia!
9 hábitos para progredir na carreira e nos negócios em 2019

Em um ano que sinaliza otimismo e oportunidades, é hora de acreditar, planejar e pôr a mão na massa. Conheça 9 hábitos que empreendedores e milionários bem-sucedidos praticam no seu dia a dia e que você também pode utilizar 2019 será um ano de oportunidades! Um novo governo federal, novos governos estaduais, diversas reformas a serem votadas, retomada do crescimento econômico, aumento de vagas no mercado trabalho e outras boas notícias parecem trazer previsões otimistas para o cenário econômico e social brasileiro. Continuaremos a viver em um mundo VUCA, isto é, um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, onde diversas competências são exigidas de profissionais, gestores e organizações para sobreviver, como escrevemos no artigo “Como Prosperar no Mundo VUCA em 2018”. Neste cenário, milhares de empreendedores, profissionais e milionários tem sido bem-sucedidos, e tem compartilhado alguns hábito em comum, que aqui apresentamos para inspirar aqueles que desejam progredir em sua carreira ou negócios no ano novo. A lista que elaboramos, a partir de nossa experiência profissional, inclui o resultado de pesquisa feita por vários livros e autores, entre eles: “O poder da alta performance: os hábitos que tornam as pessoas extraordinárias”, de Brendon Burchard, “Change your Habits, Change Your Life”, de Tom Corley, e “Success Habits” de Napoleon Hill, que pesquisaram centenas de pessoas bem-sucedidas. 1. Acorde mais cedo Um hábito das pessoas bem-sucedidas é que elas acordam 2 ou 3 horas antes do horário que seu dia de trabalho começa. Richard Branson, Tim Cook e Richard Branson são conhecidos madrugadores. Com 1 ou 2 horas a mais durante o dia você poderá fazer muitas coisas como, por exemplo, exercitar-se. Exercícios físicos O exercício diário ou duas, três vezes por semana, como uma caminhada, corrida ou outra atividade física, é recomendado pelos profissionais da saúde para que tenhamos melhor qualidade de vida e possamos ser mais produtivos no nosso dia a dia. O bilionário Richard Branson, dono da Virgin, disse que acordar as 5 horas para jogar tênis ou andar de bicicleta dobrou sua produtividade. Leitura Outra coisa que podemos fazer ao acordar mais cedo é ler um bom livro, seja um romance, não ficção ou mesmo um livro relativo ao nosso trabalho e profissão, o que vai permitir que nos atualizemos mais em nossa área de atuação. Ler, por si só já é um hábito próprio que nos torna bem-sucedido, pois enriquece nosso vocabulário, melhora nosso raciocínio e nosso poder de argumentação. Além de nos dar receitas e técnicas que podem ajudar a conquistar nossos objetivos. A maioria das pessoas bem-sucedidas, como Warren Buffet e Bill Gates, leem muito, muito durante um ano. Autodesenvolvimento Também podemos assistir um webinar ou fazer um curso à distância. No mundo VUCA, devemos buscar a educação continuada de maneira permanente. Projetos Pessoais Muitos milionários e executivos utilizam esse tempo para dedicar-se a projetos pessoais. Também podemos incluir nesse tempo um espaço de 15 minutos a meia hora para meditação, que por sua importância, destacamos como um hábito à parte. 2. Faça meditação Não é a toa que a prática da meditação é um hábito que o homem pratica há séculos. Segundo diversos estudos científicos, inclusive da neurociência, a prática da meditação diária diminui o estresse, aumenta a felicidade, diminui a irritação e, também ajuda as pessoas a estarem mais conscientes de seus pensamentos e lidar melhor com situações difíceis. De acordo com a psicologia positiva, a meditação matinal redefine sua mente e corpo e por isso se torna uma ótima maneira de começar o dia. No ambiente complexo, agitado e sob pressão que vivemos atualmente, a meditação funciona como um antídoto para lidar com o mundo VUCA e prepara a pessoa para ter um dia em equilíbrio. 3. Cuide do seu sono Trate o seu sono como um ritual para o sucesso. Lembre-se que uma noite bem dormida é fundamental para recarregar a energia. O sono reparador é aquele que não sofre interrupções e é suficiente para recompor as energias: de 6 a 8 horas (Dizem que Albert Einstein preferia 10 horas de sono). Para cuidar do seu sono, eis algumas dicas: antes de deitar, evite acessar as redes sociais, pois a luz da tela do celular agita o cérebro e excita a mente. Fica mais demorado pegar no sono. O ideal é ouvir uma música suave, um audiobook ou ler algo para “chamar” o sono. Muitos tomam chá ou leite morno para dormir. A mentalização e a meditação também ajudam. Para Ariana Huffington, autora de “A Terceira Medida do Sucesso” dormir é crítico para o sucesso. O sono afeta a memória e o pensamento criativo e ter uma boa noite de sono ajuda no melhor desempenho profissional. 4. Ouse! Desafie-se fazendo algo diferente Ouse fazer algo desafiador, que o faça quebrar a rotina, sair da sua zona de conforto. O seu cérebro quer evitar situações desconfortáveis e que o assustem. Nós estamos acostumados com a estabilidade, com a certeza, com a lei do menor esforço. Mas o mundo VUCA nos desafia o tempo todo para lidar com a incerteza, a volatilidade, a ambiguidade, a velocidade…Por isso temos que nos treinar para situações inesperadas e estar preparados para lidar com as crises. Se nós vivermos somente na nossa zona de conforto não iremos nos desenvolver e evoluir. Ficaremos estagnados. Nunca iremos atingir nosso pleno potencial. Não tenha medo do fracasso ou da rejeição e comece a sair da sua zona de conforto. Ouse, desafie-se, arrisque, faça diferente! Você pode começar com pequenas ações, como fazer um caminho diferente para o trabalho, estagiar em uma outra área, adotar um hobby novo, aprender uma nova língua, um novo esporte… Todos os grandes realizadores aprenderam a ousar, assumir riscos, aceitar a incerteza, abraçar a mudança, sair de suas zonas de conforto e fazer alguma coisa (mesmo quando a situação parecia desesperada). Muitas vezes, você pode ouvir de outras pessoas que suas metas são impossíveis. Lembre-se, você é o seu melhor motivador e não deve deixar que os outros interfiram na sua visão. Impossível é apenas uma limitação que você estabeleceu para si mesmo – você pode facilmente removê-lo e ser imparável. Mude seus hábitos, sendo ousado e assumindo riscos com frequência. Pessoas que fazem isso crescem, aprendem e se adaptam mais rapidamente a
O autoconhecimento leva ao crescimento profissional?

Sim, além de renovar nosso entusiasmo para decidir e acionar o que de fato deve ser decidido e acionado! Pesquisas mostram que 90% das empresas europeias e americanas utilizam Coaching; 95% das empresas listadas na Fortune 500 utilizam a Metodologia Coaching para aumentar a eficácia do seu pessoal. Uma das alternativas em tempos de crise seria ‘ralar’ muito para evitar o desânimo geral, por não saber o que fazer para melhorar a situação. Cultivar o Autoconhecimento (conhecer suas características, sentimentos, inclinações, capacidades, habilidades, etc.) levará à Autorrealização (o ato ou efeito de realizar a si próprio), algo vital a quem quiser manter-se entusiasmado. Em Psicologia, autorrealização é a tendência de um indivíduo, ou de qualquer organismo vivo, desenvolver todas as suas possibilidades de crescimento. Seres humanos, porém, só alcançarão esse estado pelo autoconhecimento. Buda Gautama nos legou: “O objetivo principal é a autorrealização íntima do ser, que não deve ser negligenciada pelos objetivos secundários. O melhor serviço que pode ser feito aos outros é a libertação de si mesmo”… O Autoconhecimento nos mostra quando e como mudar nossa forma de pensar e, principalmente, traz à Luz de nossa Consciência as limitações e potencialidades intrínsecas que ainda estavam inconscientes em nossa mente. Está claro, pelo menos para mim, que um ser mais consciente acelera o alcance de suas metas e objetivos. A busca do Autoconhecimento poderá ser facilitada com métodos e técnicas do Coach de Alta Performance. HÁ ALTERNATIVAS PARA A METODOLOGIA DO COACHING? Sim, a Meditação, porque a prática da meditação, também chamada de Mindfulness pelos profissionais do meio, pode aumentar seu foco, relaxar corpo e mente, além de melhorar sua capacidade de decidir e interagir no meio. Cada vez que nos conectamos com o nosso Eu Superior vivemos o presente (um Presente), ao invés de ficarmos vagando entre pensamentos passados e futuros. É aí que as coisas acontecem, em cada momentum de nossas vidas! Viver o ontem e o amanhã, se esquecendo do hoje, dá espaço à procrastinação e ao conformismo. Mas, no aqui e no agora, uma mente em meditação vai acessando naturalmente o centro da criatividade e vai sempre inovando. Lembre-se de que passamos a maior parte do tempo nos estressando, por termos hábitos mentais inconscientes e comportamentos reativos. Ou seja, ignoramos o que poderia nos tornar mais atentos e conscientes. Pior, nós ainda nem sabemos como nos relacionar com o mundo interior e exterior, se for tudo-junto e ao-mesmo-tempo… O ideal é aumentar nosso grau de consciência para ir eliminando hábitos mecânicos e inconscientes. O ideal também é mudar de comportamento, de reativo para ativo. O reativo é impulso inconsciente ou condicionamento mental, regido pelos problemas psicológicos de cada um, o que desgasta a todos e induz ao erro frequente. O ativo é bom, por ser pensado, planejado e elaborado, o que nos conduz a fazer escolhas conscientes, claras, simples e objetivas. MEDITAR É PECADO? Há religiosos que condenam o “esvaziar a mente”, assim como há os que indicam. Se você entende que é certo e justo meditar, MEDITE!… Se for meditar, há ‘N’ métodos na Web para facilitar o “entrar no Estado Meditativo”. Meditação é uma prática milenar, adotada pelos Grandes Seres de nossa história. São Seres de Luz capacitados a fazer ‘upgrades’ da nossa forma de ser e de estar aqui na Terra (Buda, Moisés, Jesus Cristo, Maomé, Gandhi, outros). Se os Iluminados meditam, por que nós não meditaríamos? Entendo que ‘pecado’ nada tenha a ver com o fato de alguém procurar melhorar sua capacidade, seu corpo e sua mente. Creio que o bom e o bem se equilibram nos pensamentos e emoções mais saudáveis, flexíveis e racionais. Você não precisa ser espiritualizado para meditar e buscar o Autoconhecimento e a Autorrealização. Você não precisa orar para atingir essa condição. Mas, se a oração te ajudar: ORE! MEDITAR É BOM MESMO? Sim, segundo a Forbes até grandes companhias, como a Apple e o Google, notaram os benefícios da meditação e encorajam seus funcionários a praticá-la. Eu descobri que a meditação me ajuda a decidir mais assertivamente, porque nos pensamentos e ideias que se apresentam, não por acaso, eu encontro “soluções inspiradas”. O maior defensor do autoconhecimento foi Sócrates, e ele afirmou que nenhum indivíduo era capaz de praticar o mal conscientemente e propositadamente, mas que o mal era um resultado da ignorância e falta de autoconhecimento. Encerro esse Artigo valorizando o Autoconhecimento – ou o “Conheça-te a ti mesmo” -, condutor à Autorrealização. Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.
O PENSAMENTO ESTRATÉGICO

O pensamento estratégico é a arte de criar estratégias com efetividade. Pensar estrategicamente e agir operacionalmente significam dominar o presente e conquistar o futuro. Visam superar os adversários, sabendo que eles estão tentando fazer a mesma coisa que a organização ou seus gestores se propõem. O raciocínio estratégico inteligente em diferentes contextos continua sendo uma arte. O pensamento estratégico está fundamentalmente nas premissas da estratégica e na ciência da administração. Está relacionado com intenções empreendedoras e criativas sobre uma organização e seu ambiente, por meio de atitudes de pensar nas atuações futuras das organizações (MINTZBERG, AHLSTRAND:LAMPEL, 2000). A ciência do pensamento estratégico chama-se “teoria dos jogos”. Os jogos nesta teoria são desde jogar xadrez até criar filhos, de jogar tênis à transferência de controle acionário de uma organização, de controlar as informações privilegiadas de uma empresa; de escalar uma equipe de futebol a selecionar gestores departamentais. Todos os gestores precisam pensar estrategicamente tanto no trabalho como em casa. Gestores de organizações precisam usar boas estratégias de competição administrar seus departamentos, alinhados ao pensamento central definido pelo conselho de administração. Os conselheiros ativos devem pensar estrategicamente e assumir o comando de uma organização e assumir responsabilidades sobre o futuro de uma empresa e compartilhar suas linhas de pensamento de um modo sistemático para que todos sigam em busca da perenidade empresarial. Assim como os técnicos de um time de futebol, não entram em campo e nem tocam na bola, eles tem o poder de escalar os melhores jogadores e que terão condições de definir em questões de minutos entre empatar, vender ou perder um título de campeonato. “Quem não se lembra da atitude no mestre “Zagalo” na copa de 1994, quando os jogadores já exaustos após a prorrogação tiverem de enfrentar os pênaltis contra a famosa seleção da Itália, e o nosso auxiliar técnico dirigiu-se aos jogadores e estimulou individualmente os escalados a baterem o pênalti e o resultado foi implacável, e saímos vencedores”. Nenhum planejamento estratégico ou administração estratégica terá sustentação se os lideres responsáveis pela macro-decisão da organização não assumirem a responsabilidade do pensamento estratégico. Quando os gestores estiverem pensando estrategicamente, será necessário que tenham raciocínio sistêmico amplo, do máximo ao mínimo e vice-versa. O raciocínio estratégico pressupõe todo um “sexto sentido”, para se diferenciar os gestores e identificar se os mesmos possuem um senso de pensamento incomum dos demais. (OLIVEIRA, 1999). É comum ouvir dizer que a necessidade de pensar estrategicamente é das grandes organizações, porque as pequenas deveriam buscar outras rotas de crescimento. Isto prática reflete uma acomodação a mudança e falta de vontade de assumir um pensamento crítico e analítico; primeiro porque assumir responsabilidades incomoda pelo medo do fracasso e pensar estrategicamente simplesmente “dói”, sendo mais comum e cômodo manter-se na inércia e viver procurando culpados por decisões não planejadas na facilidade de assumir a teoria do mercado ao invés a teoria do planejamento. As pequenas e médias empresas precisam valer-se do ambiente competitivo e por isso precisam atuar de maneira clara, com objetivos bem definidos e balizadas em posições que possam der defendidas. Isto é estratégia. Pensar estrategicamente implica em analisar, primeiro, o próprio negócio (PORTER, 1990). Como a prática de jogar xadrez, a estratégia é constituída por aspectos posicionais de comportamentais (psicológicos, sociológicos e antropológicos). Muitos enxadristas denominam o estilo do jogo onde predominam as estratégicas como “jogo posicional”. Há uma orientação para se pensar estrategicamente enquanto se aguarda o lance do adversário e se pensar tática e operacionalmente quando chegar a vez de fazer o lance (MOURA, 1998) Fonte: Planejamento estratégico público ou privado – guia para projeto em organizações de governo ou de negócios. Autor: Denis Alcides Rezende – Editora Altas. Com adaptações por Alexandre Wander
Líderes desqualificados e líderes desatualizados

Muitos profissionais ascendem à liderança “até por falta de alguém melhor” ou só por que foi necessário preencher um cargo que ficou vago. Outros ascenderam por estarem aptos a liderar, mas quem não se estagnou e/ou se desatualizou? Boa parte desses líderes sequer foi qualificada para exercer a função que assumiu, apenas recebeu as instruções básicas de rotina. O pior é constatar, nos dois casos acima citados, que eles nem costumam ser alvo de reciclagens. Todo e qualquer processo de declínio acontece de forma gradual e quase que imperceptível, como se fosse “uma doença silenciosa” (diabetes, anemia, etc.). Mas, quando se manifesta, o caos se apresenta (AVC, infarto, câncer ou…?). UM CEO PRECISA CONCILIAR SEU PREPARO COM O DESPREPARO DOS SEUS LÍDERES? Sim, porque quando uma cadeia de eventos negativos pode deflagrar uma crise não esperada, quem realmente sofre nessa hora é o CEO, posto que o mesmo esteja ocupado tentando cumprir as inúmeras atividades políticas e corporativas que precisam ser cumpridas. Ou seja, ele não deve sofrer gols quando sai para marcar gols no ataque! INVESTIGAR CULPAS E CULPADOS OU APAGAR O INCÊNDIO? Como só cabe aos bombeiros apagar incêndios e como só cabe ao investigador investigar, ao CEO só caberia exercer as funções do seu cargo (planejar, formular, implantar e fiscalizar a macro política para poder dirigir a corporação). Notem que usei o verbo no condicional (só caberia), mas – na prática – “ele sempre precisa apagar incêndios”. Supondo que a empresa sobreviveu à crise (infarto ou AVC ou _____), supondo que se passou a entender que um bom CEO sempre precisa delegar responsabilidades ao escalão sênior, apesar de ser o responsável por tudo o que sucede, o escalão ‘sênior’ deverá prioritariamente ser reformulado, em nível de qualificação e atualização! Cada escalão de liderança precisa fazer o mesmo ao escalão imediatamente inferior, porque o melhor diagnóstico de que isso é necessário passa pelo reconhecimento da existência de uma crise que o leve a acionar as mudanças já! Claro que a hierarquia, assim como os níveis hierárquicos, deveria ser um bem necessário. Deveria funcionar como uma orquestra bem afinada, porque lá há um responsável pela percussão, outro pelas cordas, outro pelos metais… A hierarquia deveria ser exercida por pessoas afinadas, generosas e predispostas a melhorar o ambiente de trabalho até a superação dos resultados. Mas, reconhecer líderes assim dotados, é um desafio enorme na prática do dia-a-dia. FAZER-O-QUÊ, ENTÃO? Sair da Zona de Conforto já é um bom começo, porque cada líder precisa trabalhar para definir a si próprio o que entende como ‘superação’. Após checar suas conclusões com o CEO e/ou seu líder imediato, basta criar diferentes discursos motivacionais calcados em depoimentos inspiradores e ministrá-los, periodicamente, aos seus liderados. Líderes eficazes constantemente necessitam trabalhar para identificar o nível de entendimento dos profissionais que estão sob sua responsabilidade, com o foco de sanar suas dúvidas e nortear o dia-a-dia dos Colaboradores. Importante saber qual é a essência das pessoas que estão se destacando em sua equipe ou em sua empresa e promover eventos que possam transformá-las em referenciais do ‘como’ e do ‘que’ fazer para poder chegar mais longe. Extrair a essência ou o que motivou que viessem à tona as habilidades e competências de “quem já chegou lá”, é passar a fazer história utilizando histórias pessoais reais, palpáveis e já existentes na própria empresa. Muitos CEOs que chegaram ao topo e se tornaram referência em seus setores, se posicionaram de forma a serem admirados pela equipe, pela empresa e estão muito além do que se lê sobre eles nas notícias ou livros… QUAL O MELHOR CAMINHO? Entender que passou a ser vital ter uma compreensão clara de onde se quer chegar; ser um visionário que acredita no próprio potencial e no potencial existente em cada indivíduo de sua equipe; manter a humildade que adquiriu nas árduas batalhas que enfrentou para “chegar lá”, ao invés de se endurecer pelas pedras encontradas nesse caminho. Fazer com que todas as áreas de empresa se comprometam a dar informações precisas, em nível estratégico, íntegras e livres de interesses pessoais, que permitam criar e sustentar um plano de curto, médio e longo prazo que, além de aliviar a realidade presente, seja um norte para um futuro que garanta uma estabilidade duradoura. Seguir o caminho, já accessível, que citei no Prefácio desse livro: caminhar pelo ‘simples’ e por caminhos outrora trilhados por Grandes Mestres da Filosofia Ancestral. Quem aceitar testar esses caminhos no seu dia-a-dia poderá comprovar a eficácia da aplicação desses ensinamentos herdados. E, provavelmente, em curto espaço de tempo, deverá transcender da condição de homem comum à condição de Ser Humano Incomum… Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.
Cultura Organizacional: Professora Neusa Santos coordenadora da PUC-SP na FAAP de São José dos Campos

A convite do professor Alexandre Wander, a Profa. Dra. Neusa Maria Bastos F. Santos coordenadora do programa de mestrado da PUC em São Paulo, ministrou a palestra sobre CULTORA ORGANIZACIONAL. um brinde para os alunos do curso de Pós Graduação e MBA da FAAP de São Jose dos Campos. Um bom estudo Prof. Alexandre Wander
Um bom Líder interage o tempo todo com os seus liderados

Começo essa Artigo com a pergunta: – Que tal mudar para ter tempo de ser “80% inspiração e 20% transpiração”? Proponho isso, embasado nesse pressuposto da Metodologia Coaching: um bom Líder precisa interagir com os seus liderados, individual e coletivamente, tendo como principal foco inspirá-los através das Virtudes que cada um tem. PELAS VIRTUDES QUE CADA UM TEM? Sim, como Coaching é uma metodologia usada para capacitar pessoas de uma forma mais humanizada, porque utiliza os dois hemisférios cerebrais (razão e emoção), um Bom Começo é emocionar pelas Virtudes reconhecidas no meio. Um “Conceito Virtuoso” deve ser aplicado como um “Facilitador de Comunicação”, pessoa-a-pessoa, até que o Grupo inteiro perceba o fato de que o Líder se interessa por todos. Essa é uma forma sutil de ensinar e mobilizar pessoas. CONCEITO VIRTUOSO? Segundo os filósofos, o conceito de Virtude é muito relevante para todos que desejem manifestar, no cotidiano, uma convivência reta e íntegra. Ser virtuoso significa estar presente, ter boa conduta e ser um exemplo a ser seguido. O Coaching integra conceitos humanos e éticos que ajudam a liderar e desenvolver pessoas para atingir um objetivo. Não é fácil, mas é um grande desafio praticar todas essas Virtudes em cada oportunidade, o tempo todo. Creio que a grande Virtude de um Líder seja capacitar-SE para emocionar, antes de tentar replicar conhecimentos que certamente não serão absorvidos. Virtuosos capacitam pessoas, ao invés de criticar e/ou cobrar resultados. Afinal, o que é ser um Coach ou ser um Leader Coach? Ser Coach é: ser empolgante, ser vibrante, ser inesquecível… Ou seja, é simplesmente “Ser Humano”! Ser um Leader Coach é: ter uma visão do Coaching aplicada à liderança… Ou seja, é ser um “Líder do Bem”! Comum pensar que ser um Coach é ter essa profissão ou ter um cargo na área de Coaching de uma empresa. Incomum é entender que fazer Coaching é motivar e instruir / instruir e motivar em tudo, ao mesmo tempo. CHEFE OU LÍDER? | LÍDER OU LEADER COACH? Chefes só têm foco nos “resultados imediatos”. Líderes procuram ter um estilo de liderança objetivado em replicar experiências de sucesso ou cumprir ordens. Raramente inspiram os liderados pelas Virtudes que exteriorizam. Líder normalmente não cria, executa. Leader Coach extrai e destaca na Equipe a melhor Virtude de cada um; cria estratégias para administrar as táticas que deram certo e as aplica para desenvolver o potencial existente na Equipe. AUTORIDADE X LIDERANÇA Nem sempre, na prática, o poder é do “chefe local”. O poder pode estar nas mãos de alguém que exerce liderança perante os colegas, tanto pelo conhecimento demonstrado, quanto pela influência que tem sobre os demais. Podemos constatar, numa simples reunião e até na execução um projeto, que a liderança real é exercida por quem de fato é a “autoridade naturalmente reconhecida pelo meio”, independentemente dos cargos presentes no evento. Cuidado, portanto, para não se sobrepor à cadeia de liderança e cuidado para não deixar que ninguém se sobreponha ao cargo que você ocupa. Há uma grande diferença entre ser líder e estar líder, entre ser homem e estar Humano… Como exigir das pessoas aquilo que você mesmo não faz? O “estar líder” pressupõe ausência de entendimento da função que deve ser desempenhada. Essa falha induz a geração de “cobranças hipócritas” (hipócrita é aquele que manda fazer o que ele mesmo não faz) e impede que a função seja exercida naturalmente por pessoas que deveriam influenciar e interagir pela “Ação constante”. O medo de errar aborta a coragem de acionar e enfrentar cada situação com escolhas mais assertivas. Um Leader Coach deve ser corajoso a ponto de reconhecer os medos que têm e deve fazer da humildade uma “Rotina de Gestão”. Os fracassos e erros acontecem mesmo, aí cabe a você desculpar-se e corrigir as situações que criou. Ouvir a Equipe (não apenas escutar) prestigia e contribui muito para o sucesso, porque faz com que se sintam ‘Pai’ ou ‘Mãe’ do que deverá ser feito. Isso deverá aumentar o grau de interação e o grau de comprometimento. QUAL A DIFERENÇA ENTRE OUVIR E ESCUTAR? A Filosofia difere do dicionário, nela ouvir significa ter espaço para receber e absorver o que escutou; escutar significa receber o som e atribuir a ele um significado. Deixo à tua Reflexão: “Entrar por um ouvido e não sair pelo outro!”. Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.