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Análise de critérios: apropriação dos custos por absorção e custeio por atividades

A correta definição dos custos é primordial para a empresa no quesito da formação do preço de vendas; e um dos critérios mais utilizado de acordo com a atual legislação é o custeio por absorção; onde todos os custos fixos são “alocados” aos produtos por critério de rateiro definido para a apropriação e este pode alternar-se entre medidas de: horas máquias; consumo em KW de energia; Volume de produção; taxa de mão de obra direta. E assim os custos indiretos de fabricação são apropriados ao custo total de fabricação, e  servem como base para a formação dos preços de venda dos produtos. Porém, a forte concorrência principalmente dos produtos asiáticos sendo oferecidos a preços altamente competitivos fez com que os acadêmicos analisassem com critério o tão conhecido custeio por absorção que “aloca” sem uma análise crítica os custos indiretos de fabricação no custo total de fabricação; sendo que este por sua vez pode carregar consigo custos da improdutividade; horas de retrabalho; atividades não correlacionadas ao produto e  prejudica a análise gerencial na correta formação dos preços para fazer frente a concorrência ou até mesmo eliminar custos e despesas improdutivas geradas na empresa. Assim, o ABC surgiu nas décadas dos anos 80 como uma alternativa ao custeio por absorção no objetivo de analisar com critério a composição dos “gastos gerais de fabricação” antes do direcionamento ou alocação destes valores ao custo total dos produtos a serem vendidos. A metodologia embora simples captura com efetividade os valores compostos nos chamados “gastos gerais de fabricação”; no desmembramento do conceito que os recursos são consumidos por atividades´, e as atividades relacionadas aos produtos através dos direcionadores de custos ou objetos de custos: Neste momento já podemos pensar o seguinte: Se você trabalha numa empresa e se a atividade que você exerce não tiver nenhuma relação direta com o produto a ser vendido, fique esperto; pois a atividade sem correlação ao produto, no sistema ABC é classificada como: atividade que não agrega valor. Continuando; 1) Recursos: Os recursos são classificados em diretos e indiretos. Os diretos são facilmente alocados aos produtos e não representam risco de direcionamento, tais como: Matéria prima; Material complementar; Mão de obra direta. Já os indiretos não são facilmente alocados aos produtos e reside o risco do mal direcionamento ao produto e assim este último o produto, pode pagar a conta da ineficiência operacional ou gastos (custos) alocados indevidamente ao produto fim, e como exemplo podemos destacar: Salário dos gerentes e supervisores de processo e do laboratório; Custos com treinamentos; Custos com despesas; Custo assistencial; Custo com aluguel do espaço de fabricação; Serviços de terceiros; Consultorias do processo produtivo; entre outros. 2) Atividades: Define-se como atividades como sendo uma conjugação coordenada de recursos consumidos que visa a produção de um determinado produto. Determina “o que eu faço na empresa” e qual produto irá consumir esta “atividade” ao seu respectivo “custo unitário”  desta atividade. Pense o seguinte: Se você trabalha numa empresa e ganha um salário de R$ 8.000,00 para fazer um único relatório no mês; no sistema ABC ele aponta que o “tal relatório” custa R$ 8.000,00; e fica ainda mais complicado se este relatório não tiver nenhuma relação com o produto comercializado pela empresa. Então uma atividade é formada por um conjunto de tarefas que, por sua vez, são consideradas o menor segmento das operações empresariais, embora, dependendo do nível pretendido de profundidade da análise, podem ser subdivididas em subtarefas. Num conceito amplo do ABC este considera não somente as atividades diretas de produção denominadas atividades primárias que estão  estritamente ligadas ao processo produtivo; mas também as atividades secundárias ou atividades de suporte; tais como as de supervisão e de administração. Dentre as atividades diretas podemos relacionar: Quantidade de análises efetuadas pelo laboratório; Quantidade de Start-up do processo produtivo; Quantidade de abastecimento das linhas de produção; Quantidade de conferência de cargas; Quantidade de faturas emitidas; e assim por diante. Como exemplo, vamos analisar o custo do departamento do laboratório de análise de uma empresa: Vamos supor que a empresa efetue investimento mensal no seu laboratório num valor aproximado de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) e este por sua vez venha realizar a atividade de análise dos produtos e efetuou 50 análises no mês, e assim podemos chegar a um custo unitário da atividade de analisar produto no valor unitário de R$ 4.000,00 por análise. Verifique agora a potencialidade do custeio ABC nos controles dos custos: No tradicional custeio por absorção os R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) mensais) serão alocados diretamente aos produtos com base do critério de rateio, e que por sua vez poderá ser: horas máquinas; horas homens; depreciação das máquinas, etc. e o custo total do produto pode absorver inadequadamente custos que não pertencem a si; e induzir a empresa a sérios erros na formação do preço de vendas. Já no custeio ABC indaga-se: Qual atividade foi realizada? Qual o custo unitário desta atividade e para qual produto foi direcionada esta atividade; Quantas atividades unitárias o produto efetivamente consumiu. Retomando ao nosso exemplo pelo valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) que foram realizadas 50 analises ao custo unitário de R$ 4.000,00 reais.   Vamos supor que do total das 50 atividades, apenas 30 atividades tem correlação direta com o produto e as 20 demais foram realizadas sem correlação nenhuma com o produto; assim iremos alocar ao produto somente o valor de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) equivalente a 30 atividades e as demais 20 atividades no valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) serão definidas como “atividades que não agregam valor ao produto” e poderão ser eliminadas, ficando assim: Custo da atividade que agregam valor: R$ 120.000,00 Custo da atividade que não agregam valor: R$ 80.000,00 Custo total do departamento: R$ 200.000,00 Por dedução; na composição do preço de venda a ser praticado no mercado devemos apenas considerar as atividades que agregam valor ao produto e as demais deverão ser eliminadas, pois o cliente final não pode pagar por uma atividade que não agregou valor

Lojas Renner divulga o resultado do 3TRI2017: No acumulado dos nove meses, a Receita Líquida atingiu R$ 4.377,7 milhões

O terceiro trimestre de 2017 foi marcado pelo bom ritmo de vendas, favorecido pela correta execução das operações e pelo melhor fluxo de clientes nas lojas, levando ao crescimento de 20,0% na Receita Líquida de Mercadorias e de 13,4% das Vendas em Mesmas Lojas. O Lucro Bruto da Operação de Varejo cresceu 20,6%, em relação ao 3T16, e a Margem Bruta atingiu 53,9% contra 53,7% no 3T16, devido à estratégia comercial, ao efeito do câmbio contratado para os produtos importados e à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins. As Despesas Operacionais apresentaram aumento de 16,3%, garantindo a alavancagem operacional no trimestre. As Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas cresceram menos que a Receita Líquida de Mercadorias, atingindo um percentual de 39,2% da venda, uma redução ante os 40,4% no 3T16. Esta menor participação reflete o elevado nível de vendas e o rígido controle orçamentário. Assim, o EBITDA Ajustado da Operação de Varejo cresceu 22,7% no trimestre. O Resultado de Produtos Financeiros apresentou aumento de 49,7% em relação ao 3T16, principalmente, pelas maiores receitas e pela contínua melhora da qualidade do crédito. Desta forma, o EBITDA Ajustado Total cresceu 30,4%, com aumento de 1,6 p.p. na Margem. Igualmente, o Lucro Líquido foi 65,3% maior que o do 3T16 e a Margem Líquida foi de 9,3% ante 6,7% no 3T16. Em linha com seu plano de expansão, no trimestre, a Companhia inaugurou 17 lojas, sendo 8 da Renner, valendo destacar a inauguração da primeira loja da Renner fora do Brasil, aberta em 07 de setembro, em Montevidéu, no Uruguai. No período, também foram inauguradas 3 lojas da Camicado e 6 da Youcom. Os investimentos totalizaram R$ 134,9 milhões, ante R$ 106,8 milhões do 3T16. Press_Release_3T17_port

Fibria divulga o resultado do 3TRI2017 – EBITDA ajustado trimestral de R$ 1.256 milhões, 17% e 66% superior ao 2T17 e ao 3T16, respectivamente.

Destaques do 3T17 Produção de celulose de 1.449 mil t, 9% e 11% superior ao 2T17 e 3T16, respectivamente. Nos UDM, a produção atingiu 5.203 mil t. Vendas de celulose, incluindo a celulose proveniente da Klabin, totalizaram 1.475 mil t, 4% inferior ao 2T17 e 2% superior ao 3T16. As vendas nos UDM ficaram em 5.900 mil t.  Receita líquida de R$ 2.844 milhões (2T17: R$ 2.775 milhões | 3T16: R$ 2.300 milhões). Nos UDM, a receita líquida foi de R$ 10.226 milhões (incluindo a receita de venda da celulose da Klabin). Preço médio líquido ME em R$ 1.950/t e MI em R$ 1.613/t. Custo caixa ficou em R$ 610/t, 8% e 4% inferior em relação ao 2T17 e ao 3T16, respectivamente. EBITDA ajustado trimestral de R$ 1.256 milhões, 17% e 66% superior ao 2T17 e ao 3T16, respectivamente. O EBITDA ajustado dos UDM totalizou R$ 3.775 milhões. Margem EBITDA no 3T17 foi de 49%, excluindo as vendas de celulose proveniente do contrato com a Klabin.  EBITDA/t no trimestre, sem considerar os volumes de Klabin, de R$ 947/t (US$ 299/t), 18% e 59% superior ao 2T17 e 3T16, respectivamente. Fluxo de caixa livre no trimestre antes do capex de expansão, projeto logístico e dividendos alcançou R$ 549 milhões, 112% e 37% superior ao 2T17 e 3T16, respectivamente. Nos UDM, o FCL totalizou R$ 1.576 milhões. Free cash flow yield de 6,7% em R$ e 6,6% em US$. Lucro líquido de R$ 743 milhões (2T17: R$ (259) milhões | 3T16: R$ 32 milhões). O lucro líquido nos 9M17 ficou em R$ 813 milhões. Dívida bruta em dólar foi de US$ 6.013 milhões, 6% e 38% superior ao 2T17 e ao 3T16, respectivamente. Dívida líquida em dólar foi de US$ 3.863, 1% e 18% superior ao 2T17 e 3T16, respectivamente. Posição de caixa de R$ 6.813 milhões ou US$ 2.151 milhões, incluindo valor justo dos instrumentos de derivativos. Relação Dívida Líquida/EBITDA em dólar em 3,28x (Jun/17: 3,75x | Set/16: 2,64x) e 3,24x em reais (Jun/17: 3,85x | Set/16: 2,33x), já abaixo do limite da política financeira. Custo total da dívida medido em dólar, considerando swap integral da dívida em BRL, em 3,5% a.a. (2T17: 3,7% a.a. | 3T16: 3,3% a.a.). Prazo médio da dívida em 54 meses (2T17: 55 meses | 3T16: 49 meses). Início das operações da nova linha de produção de celulose Horizonte 2, em 23 de agosto, com produção de 124 mil t no 3T17. Fibria foi selecionada para compor a carteira 2017/2018 do índice de sustentabilidade DJSI Emerging Markets da NYSE. Conclusão da captação de recursos lastreada em notas de crédito à exportação emitidas pela Companhia, por meio da distribuição pública de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) no valor total de R$ 941 milhões. Abaixo relatórios da empresa Um bom estudo Prof. Alexandre Wander Apresentao Call 3T17_portugus_vFinal 583314 69223

Comitê mantém previsão de juros de 7,0% para o final do ano

Na última reunião do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da ANBIMA, realizada em 20 de outubro de 2017, os economistas mantiveram a projeção de juros em 7,0%, a mesma apurada em setembro.  Mesmo com a inflação ficando abaixo do piso da meta este ano, o Comitê avalia que o Banco Central deverá reduzir gradualmente os juros até 6,75% na reunião de fevereiro de 2018, voltando a subir para 7,0% no último encontro de 2018.  Segundo o Comitê, a relativa cautela da Autoridade Monetária teria como objetivo esperar os efeitos defasados da política monetária na atividade econômica, diante de um PIB que deverá crescer mais pelo consumo do que pelo investimento. Visualize abaixo o relatório completo Relatorio-Macro-201710

Juros em queda estimulam investimentos em fundos

Por ANBIMA 11/10/2017 17h18 Produto é uma alternativa para quem busca retorno maior que o da poupança, que perdeu atratividade com a redução da Selic Mais de oito milhões de brasileiros aplicam dinheiro em fundos de investimento. Até agosto deste ano, os clientes dos segmentos de varejo e de private banking das instituições financeiras detinham R$ 1,28 trilhão investido nesse tipo de produto. O valor representa um terço do total aplicado em fundos: o patrimônio líquido supera R$ 4 trilhões, de acordo com levantamento da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A trajetória de queda dos juros pode ser um estímulo para o brasileiro olhar com mais atenção para os próprios investimentos. Quem aplicava em produtos financeiros mais conservadores, com rentabilidades atreladas à Selic, percebeu que precisa se mexer para continuar ganhando no atual cenário macroeconômico. Os números da indústria refletem bem esse movimento”, afirma Ana Leoni, superintendente de Educação e Informações Técnicas da ANBIMA. Entre os fundos disponíveis no mercado, há opções que se adaptam aos mais variados perfis de investidores, dos conservadores aos mais arrojados. Eles são também uma alternativa democrática para quem quer fazer a transição da caderneta de poupança para produtos mais sofisticados. A poupança é ainda a primeira opção de quase 90% dos clientes de varejo das instituições financeiras brasileiras. Com a queda dos juros, o produto perde atratividade: a poupança tem um gatilho, acionado sempre que a taxa de juros bate em 8,5% ao ano, como acontece agora (está em 8,25%). Na prática, o ganho da poupança, que era de 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR), passou a ser de 70% da taxa básica de juros mais a TR. Isso tem motivado a migração para os fundos de investimento. Os mais procurados são os de perfil conservador: os de renda fixa. Eles respondem por 48% de todo o dinheiro aplicado em fundos, mas os produtos de perfil mais arrojado começam a ganhar espaço. De 2016 para cá, os fundos multimercados (que investem em ativos diversificados, como renda fixa, ações, câmbio etc.) vêm crescendo: eles concentram hoje 20% de todo dinheiro aplicado em fundos, comparado a 19% no mesmo período do ano passado. O crescimento dos multimercados é um reflexo da busca dos investidores por produtos mais sofisticados. Nesse caminho, é importante dar um passo de cada vez: alongando prazos e optando gradativamente por ativos mais arrojados, sempre dentro da tolerância de risco de cada um”,afirma Ana. Este conteúdo é de autoria da ANBIMA .

Norma ética determina que profissionais da contabilidade deverão reportar irregularidades

Os profissionais da contabilidade são grandes aliados dos governos no combate a irregularidades e, a partir de julho de 2017, essa responsabilidade irá aumentar, pois está prevista a entrada em vigor da norma sobre Descumprimento de Leis e Regulamentos (Noclar, na sigla em inglês – Non-compliance with Laws and Regulations). A norma foi elaborada pelo International Ethics Standards Board for Accountants (Iesba – Comitê Internacional de Normas Éticas para Contadores) e, no Brasil, o processo de tradução, interpretação e avaliação está sendo feito pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pelo Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes (Ibracon). Segundo o presidente da Diretoria Nacional do Ibracon, Idésio Coelho, a norma “busca permitir, orientar e dar garantias para que o profissional da contabilidade possa comunicar não conformidades com leis e regulamentos”. “A responsabilidade do profissional da contabilidade aumenta”, afirma o presidente do CRCSP, Gildo Freire de Araújo. Para ele, o profissional deverá estar atento para que seus serviços não sejam utilizados para atividades ilícitas e ilegais. De acordo com a norma, o profissional da contabilidade que atua como contador de uma empresa e os auditores independentes deverão comunicar às autoridades competentes qualquer desvio de leis e regulamentos como práticas de corrupção, lavagem de dinheiro e determinação deliberada de não pagamento de impostos. Ao constatar alguma irregularidade, o profissional deverá comunicar os responsáveis pela governança corporativa da entidade sobre o fato. “Caso nada seja feito a respeito, aí sim o profissional deve avaliar se deve fazer a comunicação e a que autoridade comunicar”, informa o presidente do Ibracon. Para Gildo, o profissional deverá tomar o devido cuidado e informar as autoridades competentes sobre irregularidades. Essa é uma forma de ele se resguardar e não acabar envolvido eventualmente em um processo de corrupção do qual ele não tem qualquer participação. A Noclar passará a integrar o Código de Ética Profissional do Contador (CEPC) e os profissionais que a descumprirem estarão sujeitos a penalidades éticas. Além disso, Idésio lembra que há a possibilidade de mais sanções em função de outras legislações já existentes. Em tempos de combate à corrupção e a crimes de lavagem de dinheiro, essa norma entra em vigor em um momento propício. Ela deve ser aplicada simultaneamente em mais de cem países e está alinhada com diversos tratados internacionais para a redução da corrupção e visando constituir instituições mais sólidas, justas e éticas. Download da revista CRC-SP CRC – edicao-08  

Comportamental: Liderar pelas Virtudes?

Sim, baseado em Platão (427 AC): “A Conduta Virtuosa é a manifestação dos bons princípios de uma Alma evoluída” / “A Virtude não é apenas uma característica, é uma predisposição ao Bem, uma verdadeira inclinação de acioná-lo”. Aristóteles (384 AC), porém, 43 anos depois de Platão, fez outra abordagem do tema: “As virtudes humanas não são natas, são elementos que se constroem e complementam a personalidade das pessoas ao longo da vida”. Considerando que somente houve diferentes abordagens e não contraposições entre os dois filósofos, entendo que devo caminhar pelas minhas Virtudes e pelas Virtudes de quem comigo interage, assim como sei que devo manter uma conduta exemplar, ser um exemplo vivo a ser seguido, estar sempre presente e pronto a ajudar o próximo. QUAIS SÃO AS VIRTUDES QUE DEVO DESENVOLVER? Platão e outros filósofos gregos resumiram todas as virtudes humanas em quatro tipos distintos: prudência, justiça, fortaleza e temperança. Creio que por aí poderá entendimentos parciais, dada à interpretação relativa de cada um… Apesar do meu entendimento relativo ainda, creio que assim posso definir essas 04 virtudes: 1- Prudência é agir de forma justa, ponderada e cuidadosa. 2- Justiça é a constante e firme vontade de tudo fazer de acordo com o direito, a razão, a equidade e a deliberação equilibrada. 3- Fortaleza é qualidade ou caráter da força moral, serenidade e firmeza dos fortes. 4- Temperança é compostura e leveza de espírito, qualidade de quem é moderado, comedido. O A, B, C, D, E DA CONDUTA VIRTUOSA A– Integrar, em si, as 04 Virtudes que os filósofos gregos nos legaram e só praticar atos justos. B– Recordar fatos, ao final de cada dia, para verificar se teve alguma conduta não virtuosa, mas sem sofrimentos, porque a ideia é evoluir sem esforço. C– Adotar a Ética Humanista e dispensar formas autoritárias de liderar. D– Manter humanizado seu ambiente de trabalho. E– Desenvolver as virtudes de cada colaborador, dentro de uma visão conceitual do ‘todo’. Sabemos que um Homem Sábio sempre procura caminhar pelas Virtudes dele e de quem com ele interage, por ser “melhor intensificar a Luz do que criar trevas” (aspectos positivos X aspectos negativos de cada persona). Só que muitas vezes acontece o fato de líderes se perderem em algum ponto de sua liderança, normalmente no ponto da confusão sobre o que é melhor para a empresa e sobre o que é melhor para ele mesmo (trevas). Mudar, tão logo decidir fazê-lo, também é uma Virtude (Luz), mas só será um ato virtuoso se e quando você acionar a mudança. Sei que mudar é muito difícil para quem foi programado a vida toda para ter medo de mudanças. Sei que mudar a si mesmo é mais difícil ainda, porque o ser humano tem a tendência de adiar as coisas e deixá-las para depois. O problema é que isto se torna um hábito não virtuoso que nos faz adiar coisas inadiáveis e enlameia nossas Virtudes. POR QUE O HOMEM INSISTE EM CRIAR HÁBITOS NEFASTOS QUE SE CONTRAPÕE ÀS SUAS VIRTUDES? Duro reconhecer que boa parte da humanidade esteja nessa triste realidade, ao invés de iluminar suas Virtudes para poder ofuscar suas não virtudes e, ao mesmo tempo, acabar de vez com as trevas de sua medíocre existência. O medo de errar aborta a coragem de acionar e enfrentar cada situação com escolhas mais assertivas. Um líder virtuoso deve ser corajoso a ponto de reconhecer os medos que têm e deve fazer da humildade uma “Rotina de Gestão”. Os fracassos e erros acontecem mesmo, aí cabe a você desculpar-se e corrigir as situações que criou. Conceitos virtuosos devem ser aplicados como um “Facilitador de Comunicação”, pessoa-a-pessoa, até que o Grupo inteiro perceba o fato de que seu Líder se interessa por todos. Essa é uma forma sutil de ensinar e mobilizar pessoas. Integrar conceitos humanos e éticos ajuda a liderar e desenvolver pessoas para atingir um objetivo. Não é fácil, mas é um grande desafio e devemos praticar todas essas Virtudes em cada oportunidade, no ponto da necessidade. Sinceridade é traço de caráter e é a manifestação comum de uma persona gentil e leal. Um Líder Virtuoso, mesmo querendo preservar os sentimentos alheios, por ser sincero não usa “mentiras piedosas”, porque sabe que a palavra dele precisa ter peso e credo para ser recebida como algo sólido, inquebrantável e mais do que um contrato escrito. POR QUE NÃO ADOTAR O HÁBITO DE FAZER COM QUE SUAS VIRTUDES SEJAM UM HÁBITO? Boa ideia, podemos voltar ao que Aristóteles disse: “A Virtude está no hábito”. Mas, para rapidamente alcançar isso, é preciso abrir-se à possibilidade de que nem sempre 2+2 será igual a 04, porque muitas vezes é melhor dizer ‘não’ do que ‘sim’ e vice-e-versa, desde que seja uma manifestação consciente e virtuosa. Fazer horas extras no trabalho, rotineiramente, poderá ser péssimo porque demonstra que você não sabe gerenciar o próprio tempo ou você… Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.

Comportamental: Cuidado com a ambição

Querer alcançar resultados a qualquer custo pode ser prejudicial para as empresas e para os profissionais. Quando era criança, eu ouvia muitas histórias. Algumas tinham lobos, outras bruxas, fantasmas. Entretanto nada me assustava mais do que uma galinha, presenteada a um garoto pobre por um ato de bondade de uma fada disfarçada. Embora essa galinha fosse como todas as outras, colocando apenas um ovo por dia, esse ovo era diferente, era de ouro! E com isso o menino pobre foi ajudando sua família e prosperando porque, a cada dia, recebia de presente um ovo de ouro. Tudo ia bem, até que ele pensa em acelerar o processo e, ao invés de esperar um ovo por dia, decide matar a galinha e pegar logo todos os ovos dentro dela. No entanto, ao abri-la descobriu que ela era igual às outras e ele perde seu maior tesouro, deixando de receber um ovo de ouro por dia. Ao final da história eu ficava transtornado com tamanha burrice. E pensava: “que garoto ganancioso! Já não era bom ter um ovo de ouro por dia? Pra quê querer tudo de uma só vez?” Bem, essa resposta demorou, mas chegou. Depois de quase 30 anos de formado e com algumas especializações (tanto na medicina quanto em business) percebo que esse garoto é mais comum do que eu podia imaginar. Ele está presente no executivo que tenta vencer seus pares em uma reunião diante do chefe. Naquele que mostra sua superioridade sobre o seu “oponente”, que na verdade é apenas um colega de trabalho com os mesmos desafios de sobrevivência e dores que ele. O garoto ambicioso está presente também no funcionário que acredita que o trabalho é um barco de náufragos no qual cada um deve fazer o que puder para sobreviver e, por isso, entende como aceitável reter informações para que outro colega não avance em um trabalho. No colaborador que deixa vazar um comentário ácido que vai ferir a imagem de outra pessoa ou apenas lança um olhar para o chefe como alguém que não merecia estar naquela posição (“quem sabe se me derem uma chance…”). Está ainda no pensamento corporativo, na verdade, num grupo de pessoas, mas se esconde sob o manto de “voz do corporativo” para tomar decisões que reduzem recursos e esperam, ainda assim, aumentar a produtividade. Todos esses modelos de pensamento mostram o foco no curto prazo sustentado por uma justificativa aparentemente racional, que é a demanda dos acionistas. Um dos principais desafios para um novo pensamento de gestão não é encontrar a competência correta que vai fazer o colaborador produzir melhor, mas sim, escapar a tentação do curto prazo. O pensamento de “vencer o quarter” ou bater a meta do mês tira o foco do negócio e desloca para o medo (o principal prêmio é sobreviver aos cortes). Tenho sido chamado para apoiar processos de mudança organizacional em diferentes setores, e o que me chama a atenção é que as empresas esperam mudar tudo sem mudar nada, ou seja, esperam que haja um novo mindset dos colaboradores, porém as premissas que sustentam os comportamentos não são questionadas. Assim, como diz o autor Chris Argyris,  tratam os sintomas, mas não atuam sobre os problemas reais, as causas que sustentam os comportamentos. E uma delas é o “menino da galinha dos ovos de ouro” que mora dentro de nós. Algumas indústrias mais antenadas já estão mudando essas premissas saindo de metas de quarter para metas anuais e outras iniciativas como o Balanço Social (Sustentabilidade) e os estudos sobre engajamento nas organizações. Esses movimentos apontam para uma nova forma de pensar o que, realmente, é crescer e ter sucesso. * Professor internacional da Fundação Dom Cabral e especialista em gestão estratégica de pessoas Por Roberto Aylmer* Revista você s/a

Entendendo um pouco sobre a Controladoria: Palestra Ministrada pelo professor Padoveze

Na foto acima: O professor Alexandre Wander (coordenador nos cursos de Pós Graduação da FAAP), o professor Clóvis Luiz Padoveze (professor doutor da USP-SP) e convidado especial Vicente Barros de Oliveira. A controladoria no processo de Gestão Empresarial A controladoria é a unidade administrativa dentro da empresa, que, por meio da ciência contábil e do sistema de informações da controladoria, é responsável pela coordenação da gestão econômica do sistema empresa. Conforme Catelli, um dos maiores pesquisadores em Controladoria da USP-SP, a missão da controladoria é assegurar a eficácia da empresa por meio da otimização de resultados. A visão da controladoria, segundo Heckert & Willson, é que não compete a controladoria o comando do navio, pois está é função do primeiro executivo, representa, entretanto, o navegador que cuida dos mapas de navegação. É sua finalidade manter informado o comandante quanto a distância percorrida, ao local em que se encontra e aos desvios da rota, aos recifes perigosos e  aos caminhos traçados no mapa, para que o navio chegue ao destino. Assim podemos entender que a melhor ferramenta em gestão financeira que desempenha este papel e deve ser utilizada pelo Controller é o Planejamento Operacional (Budget) de suma importância para acompanhar todos os enunciados descritos no parágrafo anterior sobre a empresa. Então podemos concluir que para ser controller tem que entender de PLANEJAMENTO OPERACIONAL. Dessa forma, podemos explicitar a missão da controladoria: dar suporte à gestão de negócios da empresa, de modo que assegure que esta atinja seus objetivos, cumprindo assim a sua missão. (Peleias, pg 65) Ao mesmo tempo, é a visão do controle e do alerta permanente. Controlar, informar, influenciar, para assegurar a eficácia empresarial, nunca é uma posição passiva, mas ativa, sabendo da responsabilidade que tem a controladoria de fazer acontecer o planejado. Honrgren e outros entendem que as funções do controller incluem: planejamento e controle; relatórios internos; avaliação e consultoria; relatórios externos; proteção dos ativos; avaliação econômica. Assim podemos entender que a Controladoria é a responsável pela coordenação de esforços com vista à otimização a gestão de negócio das empresas e pela criação, implantação, operação e manutenção do sistema de informação que deem suporte ao processo de planejamento e controle. Consiste em corpo de doutrinas e conhecimentos relativos à gestão econômica das empresas, com o fim orientá-las para a eficácia. Na utilização plena da ciência contábil e outras disciplinas que tem como objetivo o controle do patrimônio empresarial através da otimização dos resultados planejados.   Palestra ministrada pelo professor Clóvis Luis Padoveze na FAAP-SJC a convite do professor Alexandre Wander. Anexo material utilizado pelo professor Clóvis Uma boa leitura Prof. Alexandre Wander Indicamos o livro publicado pelo professor Clóvis Luis Padoveze com o título de CONTROLADORIA ESTRATÉGIA E OPERACIONAL da editora Cengage Learning. PalestraFAAP SJC 13 09 11[1]  

O benefício tributário na captação dos Financiamentos Bancários

Mesclar a estrutura de capital de uma empresa pode trazer vantagens significativas não somente em liberar recursos aos acionistas, mas também em economia de impostos a serem pagos ao fisco. Um dos fatores que nos leva a esta conclusão é que as despesas financeiras são dedutíveis para efeito do cálculo do imposto de renda; e assim uma empresa que possui uma estrutura de capital de terceiros no financiamento dos seus ATIVOS paga menos imposto de renda ao FISCO.  (*) nas empresa que adotam o regime do LUCRO REAL. Porém, um dos cuidados a serem analisados é a questão da RENTABILIDADE dos ATIVOS OPERACIONAIS em relação ao CUSTO DO ENDIVIDAMENTO; pois quando este último é maior a empresa entra num ciclo de alavancagem negativa e se não for muito bem administrada poderá causar problemas de liquidez no CAIXA e redução constante da RENTABILIDADE NATURAL DA EMPRESA que chamamos de ROI. Exemplificando a questão do ganho tributário; imagine uma empresa conversadora que possui um INVESTIMENTO TOTAL no seu ATIVO OPERACIONAL no valor de R$ 10.000,00 e que o seu LUCRO OPERACIONAL (EBIT) seja de R$ 1.000,00  assim numa estrutura de capital integralmente financiada pelo CAPITAL PRÓPRIO, não existirá a figura do CAPITAL DE TERCEIROS (FINANCIAMENTO BANCÁRIO) e portanto, o LUCRO OPERACIONAL será a base de cálculo para o imposto de renda e assim, numa alíquota marginal de 34% o imposto a ser pago será de R$ 340,00 e o lucro líquido será de R$ 660,00. Já numa empresa que mescla a sua estrutura de capital com financiamento bancário numa proporção de 50% teremos um PASSIVO OPERACIONAL composto por R$ 5.000,00  de capital de terceiros e R$ 5.000,00 de CAPITAL PRÓPRIO (patrimônio líquido). A primeira vantagem que visualizamos neste modelo é que estamos liberando recursos ao ACIONISTA em relação ao exemplo anterior no valor de R$ 5.000,00 e utilizando RECURSOS do BANCO para financiar o crescimento da empresa. Neste exemplo, da empresa arrojada teremos o mesmo LUCRO OPERACIONAL de R$ 1.000,00; porém teremos a figura dos juros provenientes do FINANCIAMENTO BANCÁRIO, e considerando que a taxa anual seja de 10% o CAPITAL DE TERCEIROS irá gerar uma despesa financeira de R$ 500,00; logo o lucro antes do IMPOSTO DE RENDA será de R$ 500,00 (lucro operacional menos a despesa financeira) e numa alíquota de 34% o imposto a ser pago ao fisco será de r$ 170,00 e o lucro líquido depois do imposto de renda de R$ 330,00. Embora o lucro líquido seja menor na empresa arrojada, temos alguns ponto a refletir: 1) Liberamos da ESTRUTURA DE CAPITAL uma valor de R$ 5.000,00 aos acionistas; pois na empresa conservadora o acionista sozinho bancava todo o ATIVO OPERACIONAL e na empresa arrojada o BANCO divide esta estrutura de investimento. 2) Na empresa conservadora o IMPOSTO DE RENDA a ser pago ao FISCO é de R$ 340,00 e na empresa arrojada o imposto a ser pago ao fisco reduz para R$ 170,00. 3) Embora o lucro da empresa ARROJADA seja menor do que a empresa CONSERVADORA; ao final do FINANCIAMENTO BANCÁRIO teremos um efeito positivo ao ACIONISTA; pois utilizamos DINHEIRO do BANCO para financiar a construir os seus PROJETOS de CRESCIMENTO; já que ocorrendo a quitação da dívida através do lucro gerado e retido durante o período de crescimento ao final de um tempo não teremos mais dívida e todo o ATIVO OPERACIONAL será integralmente dos acionistas. 4) A rentabilidade do acionista não se alterou em nenhum dos modelos; já que na empresa CONSERVADORA o ROE (Lucro líquido gerado em relação ao capital investido pelo acionista) é de 6,6% resultado do lucro de R$ 660,00 divido por R$ 10.000,00 do CAPITAL PRÓPRIO; na EMPRESA ARROJADA o lucro líquido diminui para R$ 330,00 porém o CAPITAL PRÓPRIO também reduz para R$ 5.000,00 e a RENTABILIDADE não se altera resultando em 6,6%. Logicamente alguns conceitos de CUSTO DO CAPITAL de TERCEIROS deve ser levado ao cuidado desta análise; para que a alavancagem não venha causar um efeito inverso no benefício tributário, mas fica comprovado neste estudo as vantagens das empresas que utilizam capital de terceiros (financiamento bancário) em relação ao benefício tributário. Um bom estudo prof. Alexandre Wander