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Financiamentos bancários: Variações monetárias cambiais

Os empréstimos a longo prazo, pagáveis em moeda estrangeira devem, como também determinado pela Lei das Sociedades por Ações, ser atualizados pela variação cambial apurada entre o saldo contábil do empréstimo contabilizado à taxa cambial anterior e o saldo do mesmo empréstimo em moeda estrangeira convertido para a moeda nacional à taxa cambial na data do Balanço. Assim o pronunciamento Técnico CPC 02 – efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis, aprovado e tornado obrigatório para as companhias abertas, pela deliberação CVM 534/08, e para os profissionais de contabilidade de empresas não reguladas por algum órgão regulador contábil específico pela resolução CFC 1.120/08, determina que: “as variações cambiais que surgem da liquidação de itens monetários ao converter itens monetários por taxas diferentes daquelas pelas quais foram inicialmente convertidas durante o período, ou em demonstrações contábeis anteriores, devem ser reconhecidas como receitas ou despesa do período em que surgirem, com exceção das variações cambiais tratadas no item 35”. Da mesna forma, os empréstimos pagáveis em moeda nacional, mas corrigidos monetariamente, devem ter o mesmo tratamento, Normalmente são empréstimos atualizáveis pela variação percentual do valor nominal de algum índice de variação de preço, tais como: TR (taxa referencial); IGPM (índice geral de preços do mercado); IPCA (índice de preços ao consumidor ampliado e outros. O valor dessas variações monetárias, deve ser contabilizado mensalmente, O registro das mesmas dever ser feito diretamente na subconta, do financiador, não sendo necessário segregar no passivo o valor original recebido de sua atualização monetária. Como as taxas de câmbio são flutuantes, pode ocorrer, por exemplo, de a atualização de um empréstimo ou de uma conta a receber reduzir o respectivo valor. Nesse caso, recomendamos que a natureza patrimonial do item objeto da atualização seja mantida, isto é, poder-se-ão ter despesas com saldo credor ou receitas com saldo devedor. Apenas para lembrar, o item 33 do CPC 02 trata das variações cambiais resultantes dos itens monetários que fazem parte do investimento no exterior; tais variações cambiais serão registradas em conta específica, do patrimônio líquido e ai mantidas até a baixa do respectivo investimento. Exemplos: Vejamos uma empresa que efetua a compra de uma determinada matéria prima ao custo de U$ 850,00 na data de hoje, sendo que a taxa de conversão do cambio em 01/06/2017 encontrava-se em 2,03. Na entrada das mercadoria da empresa, o produto deverá ter como respaldo o fechamento da INVOCE a taxa do cambio da data da entrada da mercadoria: $ 850,00 (x) 2,03 = R$ 1.725,50 D: Estoques de matéria prima R$ 1.725,50 C: Fornecedor estrangeiro a pagar: R$ 1.725,50 Vamos considera que o pagamento ao fornecedor irá acontecer somente no dia 30/08/2017 e que no dia 31/07/2017 a taxa de conversão foi de 2,50 D: Variação cambial a realizar R$ 399,50 C: Fornecedor estrangeiro a pagar: R$ 399,50 Assim o saldo no passivo na conta de fornecedor a pagar será de R$ 2.125,50 (R$ 1.725,50 + R$ 399,50) ou U$ 850,00 (x) 2,50. Considerando que a taxa do câmbio na data do pagamento em 30/08/2017 foi de 1,80; assim teremos um efeito de receita e como comentamos anteriormente poderemos efetuar o lançamento na própria conta de Variação cambial a realiza; tornando-se uma despesa com saldo credor. D: Fornecedor estrangeiro a pagar: R$ 595,50 C: Variação cambial a realizar: R$ 595,50 Assim o saldo no passivo de fornecedor a pagar será de R$ 1.530,00 ( R$ 2.125,50 – R$ 595,50) ou U$ 850,00 (x) 1,80. Num maior preciosismo do lançamento contábil poderíamos efetuar o lançamento credor numa conta de variação cambial ativa, como sendo um bem devido ao crédito da receita gerada no período devido o fortalecimento do real frente ao dólar. Recomendamos a leitura dos CPC, conforme abaixo: 62_CPC_02_R2_rev 09 281_CPC_20_R1_rev 08 406_CPC_38_rev 06

Financiamento bancários a curto prazo: Tratativas sobre desconto de duplicatas

Nesta conta, são registrados os empréstimos e financiamentos obtidos de instituições financeiras cujo prazo para pagamento seja inferior a um ano, entes eles, destacam-se: descontos de duplicatas, desconto de notas promissórias, empréstimos garantidos por caução de duplicatas a receber ou estoques e outros. Nas operações de descontos de notas promissórias ou outros títulos, registradas nessa conta, o valor de títulos já inclui, por regra geral, todos os encargos financeiros (juros, correção monetária, prefixadas e outras despesas). Assim a diferença entre o valor efetivamente recebido pela empresa e o valor do título negociado representa os encargos financeiros que deveriam ser deduzidos do valor do passivo e somente acrescido a medida que o tempo fosse transcorrendo. O que normalmente, deve ser feito é registrar o valor total do título como passivo e as despesas de juros e bancárias e a correção monetária prefixada numa conta denominadas Encargos Financeiros a Transcorrer, que será apropriada durante o período do empréstimo, pela taxa de juros efetiva. Essa conta deverá ter sua melhor classificação como redutora do passivo, motivo pelo qual assim consta no modelo do plano de contas. Ressalta-se que, anteriormente, quando a empresa efetuava um desconto de duplicatas em um estabelecimento bancário, as Duplicatas Descontadas eram registradas como redutoras do ativo Duplicatas a Receber, sendo que as despesas bancárias e os juros a transcorrer entra a data do desconto e a data do vencimento das duplicatas que o banco “descontava” no ato da transação eram consideradas Despesas Antecipadas, classificadas no Ativo Circulante. Agora, a empresa deverá registrar as Duplicatas Descontadas, no Passivo Circulante, sendo que os encargos financeiros cobrados pelo Banco como redutora do passivo correspondente, na conta Encargos Financeiros a Transcorrer. Claro está que esta modificação leva em conta a essência da transação, pois, considerando-se que a empresa realiza tal operação, incorrendo em encargos financeiros, para financiar seu capital de giro, a transação configura-se numa operação de financiamento, onde as duplicatas acabam funcionando, de fato como garantia, devendo, pois isso, ser classificada como tal, no passivo. Adicionalmente, visto que as condições dessa operação definem a responsabilidade das empresa que descontou suas duplicatas pelo respectivo pagamento, caso seu cliente não o faça, ela, a empresa, tem coobrigação na transação efetuada. Para melhor visualização, vejamos os registros contábeis necessários a uma operação de desconto de duplicatas. Suponha a existência de duplicatas a receber pelo valor de R$ 1.000,00, descontadas em banco 60 dias antes de seu vencimento, pelas quais foram recebidos R$ 900,00, sendo retidos R$ 30,00 de despesas bancárias e R$ 70,00 de juros. Os registros contábeis seriam os seguintes: a) quando do desconto de duplicatas e recebimento do valor líquido D: Bancos R$ 900,00 D: Encargos financeiros R$ 100,00 C: Duplicatas descontadas R$ 1.000,00 b) Quando da apropriação dos encargos financeiros 30 dias após o desconto, pela taxa efetiva D: Despesas financeiras R$ 48,68 D: Encargos financeiros a transcorrer R$ 48,68 c) quando da apropriação dos encargos financeiros referentes ao prazo remanescente e da liquidação do título pelo cliente Apropriação dos encargos financeiros D: Despesas financeira R$ 51,32 C: Encargos financeiros a transcorrer: R$ 51,32 Pagamento pelo cliente D: Duplicatas descontadas: R$ 1.000,00 C: Clientes R$ 1.000,00 (*) Caso o cliente não efetue o pagamento, o banco irá cobrar a dívida da própria empresa que então registrará a baixa do título do passivo. Duplicatas descontadas, contra a conta de Bancos. Fonte: Manual de Contabilidade por ações – FIPECAFI Capitulo 19: Empréstimos e Financiamentos, Debentures e Outros Títulos de Dívida. Pagina: 376 Editora Atlas Um bom estudo Prof. Alexandre Wander Aula ministrada na UNIP curso de Ciências Contábeis no dia 05/09/2017 Recomendo a compra do livro. Questões para reflexão: 1) Em financiamento bancário são registrados empréstimos obtidos de instituições financeiras cujo prazo seja inferior a um ano, entre eles, quais as rubricas que devem compor este grupo? 2) A empresa que procede desconto de duplicatas deve reconhecer os lançamentos contábeis em quais contas e grupos do balanço patrimonial? Ocorrendo o desconto o banco cobra juros do período incorrido, demonstre o lançamento contábil? Qual o tratamento contábil que deve ser observado de acordo ao regime de competência, considerando que o vencimento da duplicata ocorre 60 dias após o encerramento do balanço.

Os principais mitos sobre investimentos na crise

A turbulência que o Brasil vem enfrentando na economia e na política estimula muitas especulações sobre o que pode acontecer com o País e os investimentos. A incerteza afeta o comportamento da população  e influencia as decisões de quem quer investir. Mas, apesar do cenário desfavorável e de muitas indefinições, parte do que se fala sobre investimentos no período de crise é “mito”.   Segundo Múcio Zacharias, professor de Economia da IBE-FGV e diretor do Economies Consultoria Empresarial, muitos dizem que abrir um novo negócio em plena crise é loucura. De acordo com ele, no entanto, quem investe em períodos de crise pode ter vantagens. “Quem investe na crise ganha vantagem de, pelo menos, dois anos. Poucos investem em épocas assim. Quem investe nessa fase que o Brasil está passando vai ter uma chance mais favorável daqui para a frente. O dólar alto favorece o mercado nacional (pois dificulta as importações, que se tornam mais caras). Com a barreira do câmbio (às importações), esse pode ser um dos melhores momentos para investir”, afirmou ele. Uma das consequências da crise é a redução do consumo, pois as pessoas ficam mais cautelosas na hora de gastar. Mas, segundo o professor, o consumo menor acaba reforçando a crise. “Achar que ficar dentro de casa vai resolver a crise é um mito, isso só a prolongará. Achar que ela se solucionará sozinha é um mito. Ela só vai passar quando houver consumo, pois sem ele, a crise se intensifica”, disse ele. Outro fator que não contribui para que a crise seja solucionada são as demissões. Nas ondas de cortes de vagas, muitos funcionários ótimos e com amplo conhecimento também acabam sendo demitidos. Substituí-los futuramente pode ser complicado. Segundo Múcio, as empresas podem ter custos maiores quando precisarem contratar novamente. O medo de perder o emprego é apenas um entre os vários enfrentados pelos brasileiros em meio ao cenário de incertezas. Será que o Brasil pode dar calote? A poupança pode ser confiscada? De acordo com Múcio, o Brasil corre, sim, risco de dar calote, principalmente se a crise se prolongar muito – mas este cenário ainda está longe e é improvável no curto prazo. “Em algum momento, o Brasil pode não conseguir pagar os títulos. Se a crise permanecer por mais dois anos, isso pode acontecer. Quem investe em título público deve aplicar naqueles de curto prazo. Com a diminuição da receita, pode haver calote, sim”, avalia ele. Porém, segundo o professor, no caso de quem investe no Tesouro Direto, tomar atitudes desesperadas agora não é o ideal. “Quem já fez aplicações em títulos de prazo mais longo deve aguardar as definições no cenário político”, afirmou. Afinal, quem vender agora um papel com um vencimento mais longo pode acabar sofrendo com a volatilidade dos preços e sair perdendo. Já os boatos sobre a poupança são um mito. De acordo com Múcio, independente do que acontecer na economia ou na política, a poupança não pode ser confiscada. Os investimentos financeiros mais arriscados neste período de crise são os de renda variável, que tendem a ser procurados por investidores que já possuem alguma experiência e que têm um perfil mais agressivo em relação à tomada de riscos. “O Ibovespa (principal índice de ações da Bovespa) está bastante arriscado. Mas quem tiver estômago para encarar esses movimentos voláteis, pode ter lucro com valorizações (de preços de ações) espetaculares em um único dia. Por outro lado, qualquer notícia negativa pode fazer o valor da ação virar pó”, afirmou. Ou seja: investir agora em Bolsa é só para quem já tem experiência. O risco de perder todo o dinheiro está ainda maior no momento. Segundo ele, todos aqueles que investem precisam ter um planejamento e reconhecer que podem ser afetados pelo desemprego, por exemplo. “Não se deve agir de forma precipitada. Com planejamento, há mais capacidade de reagir em época de crise”, disse. Fonte: Uol

Petrobras divulga o resultado do 1TRI2017 – Lucro líquido:4.449 bi – Produção: 2.182 mil bbl/dia

Principais destaques do resultado  Lucro líquido de R$ 4.449 milhões no 1T-2017, ante um prejuízo de R$ 1.246 milhões no 1T-2016, determinado por:  menores gastos com importações de petróleo e gás natural, pela maior participação do óleo nacional na carga processada e maior oferta de gás nacional;  aumento de 72% nas exportações, que atingiram 782 mil barris/dia, com preços médios de petróleo mais elevados;  redução de 27% nas despesas com vendas, gerais e administrativas;  redução de 11% nas despesas financeiras líquidas; e  menores despesas com baixa de poços secos e/ou subcomerciais e com ociosidade de equipamentos.  Aumento de 19% no EBITDA Ajustado*, para R$ 25.254 milhões, em função das menores despesas operacionais e dos menores gastos com importações. A Margem do EBITDA Ajustado* foi de 37% no 1T-2017.  Fluxo de caixa livre* positivo pelo oitavo trimestre consecutivo, atingindo R$ 13.368 milhões, 5,6 vezes o registrado no 1T-2016. Esse resultado reflete a combinação entre a melhora expressiva da geração operacional da empresa e a redução de investimentos.  Em relação a 31.12.2016, houve diminuição do endividamento bruto em 5%, passando de R$ 385.784 milhões para R$ 364.758 milhões e do Endividamento líquido* em 4%, passando de R$ 314.120 milhões para R$ 300.975 milhões.  Em dólares, o decréscimo foi de 1% no Endividamento líquido* (US$ 1.388 milhões), que passou de US$ 96.381 milhões em 31.12.2016, para US$ 94.993 milhões em 31.03.2017. Além disso, a gestão da dívida possibilitou o aumento do prazo médio do endividamento de 7,46 anos, em 31.12.2016, para 7,61 anos, em 31.03.2017.  Redução do índice dívida líquida sobre LTM EBITDA Ajustado* de 3,54, em 31.12.2016, para 3,24 em 31.03.2017. Neste mesmo período, a alavancagem reduziu de 55% para 54%.  O efetivo de pessoal da Companhia em 31.03.2017 foi de 65.220 empregados, uma redução de 17% em comparação a 31.03.2016, em função do plano de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV). Principais destaques operacionais  A produção média de petróleo da companhia no Brasil, no 1T-2017, foi de 2.182 mil barris por dia (bpd), 10% acima do registrado no 1T-2016. Já a produção total de petróleo da Petrobras, no 1T-2017, foi de 2.248 mil bpd, representando um aumento de 9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.  No 1T-2017, a produção de derivados no Brasil apresentou queda de 8%quando comparado ao 1T-2016, totalizando 1.811 mil barris por dia (bpd), enquanto as vendas de derivados no mercado doméstico atingiram 1.951 mil bpd, uma queda de 5%.  A companhia manteve sua posição de exportadora líquida, em função do aumento das exportações de petróleo e derivados em 72%e da redução das importações em 40%, em comparação com o 1T-2016. ITR-1T17-R$_Portugues (2)

Rentabilidade sobre o patrimônio dos quatro maiores bancos brasileiros tem queda pelo sétimo trimestre consecutivo.

Economatica calcula a mediana da rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) dos quatro maiores bancos de capital aberto brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, ItauUnibanco e Santander) desde o quarto trimestre de 2006. Esta data foi escolhida porque é a data em que o Santander tem os primeiros dados disponíveis nos demonstrativos financeiros entregues à CVM, usados para o cálculo do indicador. A mediana do ROE dos quatro bancos no primeiro trimestre de 2017 é de 13,25%, menor valor atingido pela amostra no período analisado. A mediana do ROE dos bancos no quarto trimestre de 2015 é de 20,62% e após esta data o indicador vem caindo por sete trimestres consecutivos. O lucro consolidado dos quatro bancos no primeiro trimestre de 2017 é de R$ 14,39 bilhões, que é o quarto melhor resultado trimestral do período do levantamento. Porém, o lucro consolidado no primeiro trimestre não minimiza o impacto da queda do ROE, já que para o cálculo é utilizado o lucro anualizado, isto é, é feita a soma do lucro dos quatro últimos trimestres. Veja abaixo a formula  do ROE, que é calculado com base nos valores apresentados nos demonstrativos financeiros disponibilizados pelos bancos na CVM. ROE = (Lucro acumulado 12 meses no trimestre n) / (((Patrimônio trimestre n) + (Patrimônio trimestre n-4))/2) Grandes bancos   Grandes bancos Vs Todos os bancos O gráfico abaixo mostra o comportamento do ROE dos quatro maiores bancos comparado com a mediana de todos os bancos de capital aberto brasileiros. A mediana do ROE dos quatro maiores bancos brasileiros é sempre superior à mediana da amostra completa. A mediana do ROE no primeiro trimestre de 2017 de todos os bancos de capital aberto é de 9,85% contra 13,25% dos maioresbancos. O melhor resultado dos quatro maiores bancos é registrado no primeiro trimestre de 2008 com 26,98% e a amostra completa tem seu melhor registro no segundo trimestre de 2008, com 21,03%. Maiores ROE´s no primeiro trimestre de 2017 A tabela abaixo apresenta os bancos com melhor ROE no primeiro trimestre de 2017 e a evolução dos últimos trimestres. acesse o site da Economatica www.economatica.com zero170516 Rentabilidade sobre o patrimônio dos quatro maiores bancos brasileiros tem queda pelo sétimo trimestre consecutivo

E-commerce impulsiona as exportações das pequenas e médias empresas brasileiras

O e-commerce e as novas tecnologias digitais estão mudando a forma de consumo e impulsionando as vendas das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras, de acordo com um estudo global encomendado pela FedEx Express, subsidiária da FedEx Corp. (NYSE: FDX) e maior empresa de transporte expresso do mundo. A pesquisa mostra que 89% dos pequenos e médios empresários brasileiros (PMEs) que exportam seus produtos, vendem ao exterior pela Internet. Estas transações correspondem, em média, por R$ 3,5 milhões (US$ 1,11 milhão) no faturamento entre setembro de 2015 e 2016. Este valor representa 33% do faturamento das PMEs em 2015 – a média nacional de receita total foi de R$ 10,4 milhões – e está acima da média global encontrada na pesquisa (26%). Outro dado aponta que, das companhias que utilizam o e-commerce como ferramenta de vendas, 81% também estão no m-commerce – canais de vendas por celular ou dispositivos móveis, seja com um site responsivo ou um aplicativo próprio – e 86% delas usam as redes sociais como plataforma comercial. Do faturamento médio de R$ 3,5 milhões gerados por exportações via e-commerce, o m-commerce e as plataformas de vendas em redes sociais foram responsáveis por 29% e 30%, respectivamente. “No Brasil, as PMEs estão mais atentas às novas tecnologias do que a média global de 80%, com uma adesão de 89%”, diz Denise Thomazotti, gerente de Marketing da FedEx no Brasil. “Estes dados mostram que os pequenos e médios empresários brasileiros se preocupam em atender às novas expectativas dos consumidores e o faturamento gerado nos últimos doze meses reflete o sucesso da aposta no e-commerce, m-commerce e transações nas redes sociais – já representando um terço dos resultados”. “Entrar no mercado global ajuda as PMEs a estabilizar suas operações. Quando uma companhia depende totalmente do mercado interno, ela está sujeita a todas as oscilações do cenário local, enquanto uma estratégia que atinja o público estrangeiro diversifica as fontes de renda das empresas”, comenta Denise. O estudo também mostra as principais áreas de atuação das PMEs brasileiras exportadoras. Segundo o levantamento, Produtos Manufaturados lideram a lista (13%), seguidos por Tecnologia de Informação e Telecomunicações (12%) e Bens de Consumo (11%). Outro ponto de destaque da pesquisa é a identificação dos principais mercados externos para o pequeno e médio empresário do Brasil. O país tem uma tendência de exportar dentro da própria América Latina, já que 68% dos entrevistados disseram ter negócios na região. O destino principal no continente é a Argentina (54%), seguido por Chile (37%) e Uruguai (36%). Fora da região Latina, os Estados Unidos recebem produtos de 34% das empresas consultadas, enquanto Portugal e Alemanha também são grandes mercados consumidores, alvos de 31% e 26% das PMEs, respectivamente. Desempenho das PMEs Entre setembro de 2015 e 2016, 27% dos entrevistados perceberam um aumento médio de 33% em suas exportações, enquanto 51% apresentaram estabilidade nessas operações e os demais 22%  encontraram uma queda média de 27% neste mesmo período. Os principais motivos para o crescimento destas  companhias foram: novos produtos no mercado (51%), o câmbio favorável à empresa (41%) e expansão em novos países/mercados (36%). Já as principais razões para a diminuição foram: aumento dos custos de produção (49%), aumento nos custos de transporte (43%) e câmbio desfavorável à empresa (36%). Confiança nas transportadoras O provedor logístico tem um papel significativo em diferentes momentos de uma pequena e média empresa. Das companhias consultadas, 91% reconhecem a importância das transportadoras para exportar seus produtos e 85% disseram que o operador logístico é importante para o desenvolvimento de uma startup. Mais da metade dos entrevistados (52%) disseram que se tornaram mais confiantes em suas transportadoras nos últimos anos. As principais razões para esse aumento são: operações em mais mercados (40%), consumidores demandando entregas mais rápidas (39%) e a necessidade de mais flexibilidade em logística (38%). Outros 33% disseram manter o mesmo nível de confiança em seus operadores logísticos nos últimos anos, enquanto 16% estão menos confiantes. Consultados sobre se os provedores logísticos estão ajudando a vencer os novos desafios de mercado, 62% concordaram com essa afirmação, enquanto apenas 9% discordaram e os outros 29% disseram que  as transportadoras não ajudam e nem atrapalham seus negócios a superar novas barreiras. Outros resultados • Os brasileiros são mais otimistas em relação as inovações tecnológicas do que a média mundial. 75% dos entrevistados disseram que soluções como internet das coisas, impressões 3D e realidade virtual facilitarão o começo ou o aumento das exportações nos próximos anos, enquanto a média global é de 53%. • Algumas empresas brasileiras, inclusive, já utilizam algumas destas novidades. 36% dos empresários disseram que tem equipamentos interconectados em seus locais de trabalho, como crachás que dão acesso a estacionamento ou salas específicas. A pesquisa também mostra que 19% deles usam Wearables* em seus escritórios. • Quando o assunto é desafios de negócios, o aumento no custo de produção é a principal barreira para os empresários brasileiros (48%). A segunda maior preocupação é a burocracia (40%), seguida pela falta de incentivo do governo (35%)**. Para vencer estes desafios, as PMEs puderam listar suas principais estratégias. Investimento em novas tecnologias foi a principal resposta com 54%, seguido por aplicação de mais esforços em marketing e propaganda, 43%, e treinamentos para os funcionários, 38%. * Wearables, ou tecnologias vestíveis, são dispositivos tecnológicos, como pulseiras e relógios, que podem ser utilizados pelos usuários como peças do vestuário. ** Os entrevistados poderiam escolher mais de uma resposta para esta pergunta. Sobre a pesquisa O estudo independente intitulado “Mercado Global na Economia Digital: Oportunidades para Pequenos Negócios” foi conduzido pela Harris Interactive e encomendado pela FedEx para gerar informações sobre os desafios e as oportunidades globais de exportação para as PMEs. A Harris Interactive fez 9 mil entrevistas por telefone e e-mail com executivos seniores de PMEs em 17 mercados em quatro regiões globais entre agosto e setembro de 2016. No Brasil, foram realizadas 600 entrevistas. Fonte: FedEx Abaixo download da revista CRA RAP_369_WEB

Matemática Financeira – exercícios resolvidos sobre capitalização composta

Após ler este paper, acesse nosso site e você terá diversos temas relacionados ao público universitário. No ícone EDUCACIONAL você encontrará, por disciplinas, aulas ou temas relacionadas aos cursos de: CONTABILIDADE, ADMINISTRAÇÃO e FINANÇAS e se você tiver dificuldade em alguma disciplina do teu curso de graduação relacionada a GESTÃO EMPRESARIAL; nos encaminhe um e-mail para: awander@gecompany.com.br e estaremos elaborando um paper para te ajudar e publicando no nosso site. Divulgue nosso site aos teus amigos universitários e empresários: tem conteúdo é gratuito. Prof. Alexandre Wander Assista abaixo uma vídeo aula sobre o regime de capitalização composta e também visualize a lista de exercícios resolvidos sobre o tema. acesse: http://www.gecompany.com.br/categoria/educacional/matematica-financeira/ CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA Primeira lista sobre capitalização composta 1) Qual é a taxa diária de juros equivalente a taxa de juros capitalizados 7% ao mês 2) Qual é a taxa de juros para 32 dias, equivalente à taxa de juros capitalizados a 9% ao mês   3) Calcule o valor de resgate, após 10 meses, da quantia de R$ 200.000 aplicada a taxa de juros compostos 5% ao mês. 4) Calcule o valor de resgate da quantia de R$ 600.000, aplicada por seis meses, à taxa de juros compostos de 3% ao mês. 5) Aplicaram-se R$ 80.000,00 à taxa de juros capitalizados 7,50% ao mês, por 34 dias. Determine o valor dos juros devidos. 6) Aplicaram-se R$ 500.000,00 à taxa de juros capitalizados 5% ao mês, por 32 dias, determine a quantia de juros recebida. 7) A que taxa mensal de juros compostos devo aplicar, por 96 dias, R$ 60.000,00 para resgatar R$ 95.883,00. 8) A que taxa mensal de juros compostos devo aplicar, por 63 dias, R$ 40.000,00 para resgatar R$ 52.917,00. 9) A que taxa anual de juros compostos devo aplicar R$ 80.000,00 para daqui a 135 dias resgatar R$ 125.636,00 10) A que taxa anual de juros compostos devo aplicar R$ 50.000,00 para daqui a 153 dias resgatar R$ 84.478,00 11) Que quantia devo aplicar, à taxa de juros compostos 8% ao mês, para ter, daqui a 36 dias, o montante de R$ 90.000,00 (PV = Capital e FV = montante) 12) Que quantia devo aplicar, à taxa de juros compostos 8,60% ao mês, para ter, daqui a 42 dias, o montante de R$ 80.000,00 (PV = Capital e FV = montante) Segunda lista sobre capitalização composta: 1). Uma aplicação de R$ 22.000,00 efetuada em certa data produz, à taxa composta de juros de 2,4% ao mês, um montante de R$ 26.596,40 em certa data futura, calcular o prazo da operação. 2). Determinar a taxa mensal composta de juros de uma aplicação de R$ 40.000,00 que produz um montante de R$ 43.894,63 ao final de um quadrimestre. 3). Quanto será pago por um empréstimo de R$ 20.000,00 vencível de hoje a 14 meses ao se antecipar por 5 meses a data de seu pagamento? Sabe-se que o credor está disposto a atualizar sua dívida a taxa de 2,5% ao mês. 4). Admita um empréstimo que envolve os seguintes pagamentos: R$ 15.000,00 de hoje a 2 meses; R$ 40.000,00 de hoje a 5 meses; R$ 50.000,00 de hoje a 6 meses e R$ 70.000,00 de hoje a 8 meses. O devedor deseja apurar o valor presente (na data zero) destes fluxos de pagamentos, pois será negociado com o banco a liquidação imediata de toda a sua dívida. A taxa de juros considerada nesta antecipação é de 3% ao mês.     5). Um capital no valor de R$ 100.000,00 está aplicado, no regime de capitalização composta, a taxa mensal de 1,66% (taxa efetiva composta) ao mês por um período de 02 anos; porém surgiu uma proposta para que este capital seja aplicado a taxa de 10,382603% capitalizadas semestralmente ao mesmo período de tempo. Qual das duas propostas você entender ser a de mais vantagem? 5). Se você erroneamente transportasse a taxa de 1,66% ao mês para a taxa de regime simples (denominada taxa nominal linear), aplicado no sistema de capitalização composta, de quanto seria a diferença do montante?   6). Apresente o cálculo da conversão da taxa mensal de 1,66% equivalente a taxa semestral no regime de capitalização composta.   7). Um certo banco divulga que a rentabilidade de um investimento é de 12% ao semestre ou 2% ao mês; entretanto a aplicação foi enquadrada no regime de capitalização composta. A divulgação do banco está correta, justifique seu pensamento. Na capitalização composta não vale o pensamento linear em dividir pelo número de períodos a taxa desejada e sim calcular o fator exponencial; pois a taxa é cumulativa ao decorrer do tempo. 8). Explicar a melhor opção: aplicar durante 1 ano um capital de R$ 60.000,00 à taxa de juros compostos de 9,9% ao semestre ou à taxa de 20,78% ao ano?   9). Um título vence daqui a 4 meses apresentando um valor nominal (de resgate) de R$ 407.164,90. Existe a proposta de troca deste título por outro de valor nominal de R$ 480.000,00 vencível daqui a 8 meses. Sendo de 5% ao mês a rentabilidade exigida pelo aplicador, pede-se avaliar se a troca é vantajosa.   O mercado pratica a taxa de 5% ao mês; porém quando calculamos a taxa entre o período de 04 meses que o título será renegociado pelo valor proposto de R$ 480.000,00 a taxa efetiva da operação é de 4,20%; assim o banco está levando vantagem em oferecer uma taxa inferior a praticada pelo mercado de 5%. A proposta não deverá ser aceita. 10). Considerando o exercício anterior, qual foi o capital inicialmente aplicado. 11). Uma pessoa aplicou um capital pelo prazo de 2 anos e 5 meses à taxa de 18% ao ano. Determinar o valor da aplicação, sabendo-se que ao final do período atinge R$ 24.800,00. Divulgue nosso site aos teus amigos; tem conteúdo é gratuito. Um bom estudo Prof. Alexandre Wander

RENNER DIVULGA O RESULTADO 4T2016 – ACESSE O RELATÓRIO COM COMENTÁRIOS DA EMPRESA

MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO Superando desafios. É o que melhor define o ano de 2016 para a Lojas Renner. Diante da economia em recessão e de uma grave crise política em âmbito nacional, reforçamos a nossa crença de que marcas fortes, com diferenciais competitivos claros e proposição de valor consistente são capazes de, mesmo em cenários adversos, dar continuidade a uma trajetória de crescimento com rentabilidade. Isto é reflexo da nossa proximidade com os clientes, do conhecimento sobre moda e do conjunto de práticas diárias em constante aprimoramento, com foco na simplicidade dos processos e voltadas à eficiência operacional. A combinação desses esforços permitiu neutralizar as pressões inflacionárias e despesas adicionais, como a reoneração da folha de pagamentos e novos projetos. Além disto, continuamos aperfeiçoando nossas operações, no processo logístico, na proximidade com as lojas, no âmbito de qualidade dos produtos e na oferta de uma melhor experiência de compra para nossos clientes. Com isso, tivemos expansão de margens operacionais e geração de caixa crescente, mantendo os níveis de rentabilidade próximos aos apresentados em 2015. A Receita Líquida de Mercadorias foi de R$ 5,7 bilhões, a Margem Bruta da Operação de Varejo chegou a 55,7%, a Margem EBITDA Total Ajustada atingiu a marca de 23,4% e o Lucro Líquido apresentou crescimento de 8,0%. As iniciativas que adotamos ao longo dos últimos anos nos processos de concessão e manutenção de limites de crédito e estratégia de cobrança contribuíram para o resultado de produtos financeiros, que apresentou crescimento de 20,6%, com redução na inadimplência do Cartão Renner. Outra conquista importante em 2016 foi a autorização para que a Lojas Renner constitua uma instituição financeira. Os trâmites nesse sentido estão em curso e a expectativa é de que, ainda em 2017, a Companhia conte com sua própria Financeira, a “Realize Crédito, Financiamento e Investimento S/A”. A partir de sua entrada em operação, que apoiará exclusivamente o negócio principal de varejo, teremos maior flexibilidade, agilidade e transparência na gestão de produtos financeiros. Um marco neste ano, foi a revisão do plano de aberturas de lojas no Brasil estabelecido em 2011, com a ampliação da meta de 408 para 450 unidades da Renner até 2021. Também anunciamos as primeiras operações fora do Brasil, no Uruguai, com aberturas previstas a partir do segundo semestre de 2017. Para a Camicado, mantivemos a meta de 125 lojas e, na Youcom, continuamos prevendo o potencial de 300 unidades, até 2021. O plano de investimento anual da Companhia foi executado conforme planejado, totalizando R$ 512,6 milhões, que incluem a abertura de 64 lojas, entre Renner, Camicado e Youcom e a reforma de 14 unidades. A ampliação de nossa sede administrativa, cuja construção de 32,7 mil m² segue as melhores práticas em sustentabilidade, permitirá uma crescente otimização de processos, pois as equipes de criação, compras e planejamento passaram a trabalhar fisicamente juntas, contribuindo para a agilidade no processo de desenvolvimento e construção de coleções. Continuamos atentos aos potenciais impactos de novas tecnologias em nossos negócios, mantendo investimentos em projetos estruturais transformadores, que garantirão a competitividade do negócio. Em logística, concluímos o período de três anos de investimentos, com o aporte total superior a R$ 200 milhões direcionados à automação de dois centros de distribuição (Rio de Janeiro e Santa Catarina) e aquisição de equipamentos. Preparamos a estrutura para operar pelo sistema de abastecimento conhecido por push pull, e que agora começa a ter maior escala, o que permitirá ganharmos mais eficiência na distribuição de produtos, com redução de rupturas (stock-outs) e remarcações (markdowns). Em agosto, a Renner concluiu, sem impacto relevante na operação, a atualização dos ERPs – todos sistemas de gestão comercial e de back office. Com a nova plataforma tecnológica – mais robusta, avançada e ágil –, elevamos de patamar a gestão comercial e de lojas. Este foi um passo fundamental para a estratégia de crescimento, pois o novo sistema permitirá, entre outras coisas, ter maior quantidade de lojas, operar no exterior e oferecer novos serviços, com maior flexibilidade para o e-commerce, além de nos habilitar para o uso de novas tecnologias. O desempenho da Lojas Renner também é resultado dos investimentos focados na capacitação de fornecedores, por meio do Projeto Reatividade, do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores e da introdução do conceito de Lean Manufacturing junto aos principais parceiros da Companhia. Estas iniciativas têm propiciado o aumento da eficiência produtiva, com responsabilidade socioambiental, fortalecendo uma relação de confiança e parceria de longo prazo. Destaque para a nova estratégia de visual merchandising da Camicado e a seleção de produtos com maior valor agregado, que contribuíram para os resultados da rede, que já está presente em 20 estados do país. Da mesma forma, a Youcom, nosso negócio especializado em moda jovem, continuou investindo em melhorias no desenvolvimento das coleções, consolidando sua marca nacionalmente e capturando oportunidades em shopping centers com melhores negociações. Neste ano, intensificamos as vendas no e-commerce e lançamos uma marca própria de plus size, disponível apenas em nossa loja virtual. A Ashua Plus & Curve Size foi nossa primeira iniciativa desenvolvida integralmente para o universo on-line, permitindo assim explorarmos, de uma forma diferente e inovadora, um mercado cada vez mais importante no Brasil. Na Camicado e na Youcom, também agregamos novos serviços para os ambientes virtuais, trazendo melhorias importantes para a experiência de compra de nossos clientes. Pelo terceiro ano consecutivo, fomos selecionados para compor a carteira do ISE, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da BMF&BOVESPA. A inclusão neste índice decorre do comprometimento com os resultados financeiros, o desenvolvimento social e a redução dos impactos ambientais, sempre atuando através das melhores práticas de governança corporativa. Em 2016, a Lojas Renner também foi reconhecida pelo Dow Jones Sustainability Indices (DJSI/RobecoSAM), que avaliou a gestão da sustentabilidade da Companhia como a 14ª no varejo mundial e, ainda, obtivemos classificação “Liderança” no Carbon Disclosure Project (CDP). Nesse ano, pela primeira vez, neutralizamos 100% das emissões divulgadas de gases de efeito estufa (GEEs). Em 2016, o percentual de engajamento dos colaboradores da Renner foi de 87%, bem acima dos índices registrados

EMBRAER: EMPRESA DIVULGA O RESULTADO DO 4 TRIM 2016 – ACESSE O RELATÓRIO E COMENTÁRIOS DA EMPRESA

DESTAQUES – comentário da empresa No 4º trimestre de 2016 (4T16), a Embraer entregou 32 aeronaves comerciais e 43 executivas (25 jatos leves e 18 grandes). No ano, a Companhia entregou um total de 108 aeronaves comerciais e 117 aeronaves executivas (73 jatos leves e 44 grandes), alcançando sua estimativa de entregas para 2016; A Receita líquida atingiu R$ 6.702,2 milhões no 4T16 e R$ 21.435,7 milhões no ano, levemente superior às estimativas da Companhia para o ano;  As margens EBIT1 e EBITDA² atingiram 13,7% e 18,8%, respectivamente, no 4T16 e no ano ficaram em 3,3% e 8,7% respectivamente; Durante o 4T16, a Embraer apresentou alguns itens não recorrentes relacionados ao pedido de concordata da Republic Airways, ao programa de demissão voluntária (PDV) e ao encerramento da investigação do FCPA. Excluindo-se esses itens, no 4T16 as margens EBIT e EBITDA ajustadas foram de 12,2% e 17,2% e no ano foram de 7,9% e 13,3%, respectivamente. As margens EBIT e EBITDA ajustadas ficaram dentro das estimativas anuais da Companhia de 7,0% a 8,0% e de 12,7% a 13,5%, respectivamente; A Geração livre de caixa ajustado quanto aos impactos no caixa dos itens não recorrentes foi de R$ 962,8 milhões no 4T16 e encerrou o ano negativo em R$ 1.478,7 milhões, dentro das estimativas da Companhia; No 4T16, a Embraer apresentou Lucro líquido de R$ 648,3 milhões e Lucro por ação de R$ 0,8813 (R$ 694,2 milhões e R$ 0,9437, excluindo-se impostos diferidos e itens não recorrentes). No ano, o Lucro líquido total foi de R$ 585,4 milhões e o Lucro por ação ficou em R$ 0,7959 (R$ 969,4 milhões e R$ 1,3179 excluindo esses mesmos itens); Para 2017, a estimativa da Companhia é de atingir Receita líquida de US$ 5,7 a US$ 6,1 bilhões, impulsionada pelas entregas estimadas de 97 a 102 jatos na Aviação Comercial e de 105 a 125 jatos na Aviação Executiva. A estimativa é de que a margem EBIT consolidada fique entre 8,0 a 9,0% e que o Fluxo de caixa livre seja de um consumo máximo de US$ 150 milhões. Mais detalhes sobre as estimativas da Companhia para 2017 são apresentados no relatório de resultado trimestrais- vide página 10 Release de Resultados Trimestrais Release de Entregas e Backlog Apresentação de Resultados Trimestrais