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Semana inicia com a tensão nos mercados mundiais devido a COVID

A bolsa brasileira recua nesta segunda-feira, 21, seguindo o cenário externo negativo, com o aumento do número de casos de coronavírus na Europa e notícias sobre transações suspeitas envolvendo bancos globais. Às 10h39, o Ibovespa, principal índice da B3, caía 2,03% para 96.298 pontos. A mínima intradiária, de 96.204,31 pontos foi a menor pontuação desde 2 de julho. México: O IPC do México perdeu 114 pontos ou 0,3% para 36.017 na sexta-feira, com as ações de tecnologia dos EUA caindo e o S&P 500 e o Nasdaq registraram sua terceira perda semanal. Do lado macro, os dados do INEGI mostraram que os salários reais no setor manufatureiro subiram 0,9% em julho em relação ao ano anterior, à medida que a criação de empregos se acelerou. Enquanto isso, o MXN desvalorizou na sessão após registrar uma alta de 6 meses, com um salto semanal de 10% nos preços do petróleo WTI. Do lado da pandemia, os casos de coronavírus aumentaram em 3,2 mil na quinta-feira, o menor desde o final de junho. Espanha: O IBEX 35 caiu 156 pontos, ou 2,2%, para terminar em 6.930 na sexta-feira, seu nível mais baixo em uma base de fechamento desde 31 de julho, pressionado pelo turismo e ações de bancos em meio a preocupações com a possibilidade de novos bloqueios, já que os casos de coronavírus estão aumentando mais rápido. A Organização Mundial da Saúde alertou que as infecções semanais de COVID-19 na Europa são agora maiores do que o primeiro pico de coronavírus da região em março, conclamando os governos a apertar as medidas restritivas. O governo regional de Madri anunciou novas restrições com o objetivo de conter o aumento do número de casos de coronavírus na região a entrar em vigor a partir de segunda-feira. As pessoas terão permissão para entrar e sair para atividades essenciais, como ir à escola ou ao trabalho, ou para cuidar de dependentes; as reuniões sociais são reduzidas a seis pessoas e os parques públicos permanecem fechados. França: O CAC 40 recuou 1,1% para 4.978 durante a última semana, revertendo de um ganho de 1,4% no período anterior, com os investidores se preocupando com o aumento das infecções por coronavírus em todo o continente. As infecções semanais de COVID-19 na Europa são agora maiores do que o primeiro pico de coronavírus no continente em março, alertou a Organização Mundial de Saúde. Na França, o número de infecções atingiu um recorde de 10.593 na quinta-feira. No front corporativo, Unibail Rodamco foi um dos piores desempenhos depois de anunciar uma questão certa. A LVMH pediu, sem sucesso, ao Ministro da Economia e Finanças da França que a ajudasse a encontrar uma maneira de sair de seu plano de fusão com a Tiffany, relatou o Wall Street Journal. Somente para sexta-feira, o CAC 40 caiu 1,2%, após queda de 0,7% na quinta-feira. fonte: https://tradingeconomics.com/stocks

Relatório de Mercado – Focus de 18/09/2020 – BC mantém SELIC a 2%

Avaliação da semana: Projeção da retração do PIB continua em queda da produção de – 5,05%; IPCA (indicador da inflação) em 2,01% demonstra baixo reajuste dos preços ao consumidor; e a taxa do dólar em alta a 5,25 o que inibi importação e entrada novas de tecnologia no Brasil); e as taxas de juros em 2% contribuiu ao controle do endividamento e indica pouco retorno sobre os investimentos devido a queda do crescimento da economia. O relatório FOCUS de 18/09/2020: As incertezas da recuperação da econômica devido o impacto da COVID no âmbito mundial e nacional tem afetado diversos setores, principalmente aqueles que ainda requer o isolamento social. No cenário externo o comportamento desigual entre os setores indica ainda a retração do consumo o que também vem ocorrendo no Brasil. Assim o poder da moeda frente aos produtos tem tido como reflexo a redução das taxas de juros e a SELIC atingiu a mínima histórica de 2% ao ano e o Banco Central não descarta novos cortes. Um breve resumo deste cenário a nossa linguagem mais comum: O dinheiro mais forte do que a mercadoria indica deflação, e com isto a mercadoria sente o impacto de ficar mais fraca do que a moeda provocando redução no custo da produção para baixo. Com efeito nos preços das matérias primas e do salário; o que não é bom pois tem reflexo direto nas atuais conquistas da sociedade. Reduz o consumo e inibe o crescimento da economia. Continuando a nossa linguagem prática: Retração do PIB indica queda da produção; redução do IPCA (indicador da inflação) indica que os preços ainda apresentam tendência de queda; e a taxa do dólar a 5,25 indica o real ainda fraco em relação ao dólar (inibe importação e entrada novas de tecnologia no Brasil) e as taxas de juros em 2% indicando pouco retorno sobre os investimentos devido a queda do crescimento da economia. Nossas recomendações: Empresários: As empresas deve controlar os estoques e trabalhar próximo ao minimo de segurança possível, fortalecendo o capital de giro líquido; Investidores: os investidores da Bovespa ficar esperto com ações das empresas em que o valor do mercado se descola dos fundamentos (ágio); Sociedade: Nas compras a prazo cuidado com os juros embutidos no parcelamento. Relatório da semana anterior de 11/09/2020 FUNDAMENTAÇÃO DOS NOSSOS COMENTÁRIOS: Verifique no quadro abaixo no relatório FOCUS de 11/09/2020, apresenta uma leve melhora na projeção do PIB em relação a semana passada. O BACEN vem mantendo o IPCA em 1,94 e o PIB com uma retração de – 5,11%.  A taxa do cambio manteve-se em (R$/US$) 5,22 e a taxa SELIC em 2%. Comentários do Comitê de Política Monetária (Copom) em sua 233 reunião que decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 2,00% a.a. No cenário externo, a retomada da atividade nas principais economias, ainda que desigual entre setores, em conjunção com a moderação na volatilidade dos ativos financeiros, tem resultado em um ambiente relativamente mais favorável para economias emergentes. Contudo, há bastante incerteza sobre a evolução desse cenário, frente a uma possível redução dos estímulos governamentais e à própria evolução da pandemia da Covid-19; Em relação à atividade econômica brasileira, indicadores recentes sugerem uma recuperação parcial, similar à que ocorre em outras economias.  Os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas de governo. Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais; O Comitê avalia que a inflação deve se elevar no curto prazo. Contribuem para esse movimento a alta temporária nos preços dos alimentos e a normalização parcial do preço de alguns serviços em um contexto de recuperação dos índices de mobilidade e do nível de atividade; As diversas medidas de inflação subjacente permanecem abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária; As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 1,9%, 3,0% e 3,5%, respectivamente; No cenário híbrido, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante a R$5,30/US$*, as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 2,1% para 2020, 2,9% para 2021 e 3,3% para 2022. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2,00% a.a. e se eleva até 2,50% a.a. em 2021 e 4,50% a.a. em 2022; e No cenário com taxa de juros constante a 2,00% a.a. e taxa de câmbio constante a R$5,30/US$*, as projeções de inflação situam-se em torno de 2,1% para 2020, 3,0% para 2021 e 3,8% para 2022. Um bom estudo Prof. Alexandre Wander Divulgue nosso site aos teus amigos; tem conteúdo é gratuito. Informações direcionadas ao público universitário e médios empresários. Fonte primária das informações: Banco Central de 17/11/2020 https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/17188/nota O relatório FOCUS de 20/07/2020, apresenta uma leve melhora na projeção do PIB em relação a semana passada. O BACEN vem mantendo o IPCA em 1,72 e o PIB com uma retração de – 5,95% e de acordo com a projeção desta semana teve uma melhora de 0,15% em relação ao relatório de 10/07/2020. A taxa do cambio manteve-se em (R$/US$) 5,20 e a taxa SELIC em 2%. Nossos comentários desta semana: Permanece praticamente o mesmo; apenas uma redução na queda do PIB; os demais indicadores financeiros permanecem inalterados; na nossa concepção é saudável uma inflação perto de 4% ao ano; protege o valor dos bens de consumo e avanço da tecnologia; abaixo disto e com tendência a zero indica a recessão. Quanto a Pandemia: A vacina da Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica anglo-sueca AstraZeneca teve bons resultados contra o novo coronavírus, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica The Lancet. O estudo foi do tipo randômico, com grupo de controle (que recebeu uma vacina de meningite) e cego (no qual os voluntários não sabem qual medicamento foi administrado), e

CVC apresentou prejuízo líquido de R$1,9 milhões em 2019 comparado a um lucro líquido de R$123,4 milhões em 2018.

Receita Líquida de Vendas A receita líquida de vendas da companhia atingiu R$1,71 bilhão em 2019, um crescimento de 11,6%. Tal evolução deve-se principalmente à aquisição dos ativos na Argentina (ao final de 2018) bem como da Esferatur no Brasil (em abril de 2019). Lucro Bruto O custo de serviços prestados atingiu R$140 milhões em 2019, apresentando um crescimento de 11,8% em comparação a 2018 e, portanto, em linha com o crescimento da receita líquida, que resultou na manutenção da margem bruta da companhia em 91,8% em 2019, comparada a 91,9% em 2018. O lucro bruto totalizou R$1,57 bilhão em 2019, um crescimento de 11,6% em comparação a 2018. Despesas Operacionais Despesas de vendas: as despesas com vendas atingiram R$291,6 milhões, um crescimento de 24,1% em comparação a 2018, em função de maiores gastos com marketing. Perda Estimada por valor recuperável: as despesas com perdas estimadas atingiram R$47,8 milhões, um aumento de 27,2% em comparação a 2018, em função do aumento da carteira própria de financiamento e de uma política de provisionamento para perdas mais conservadora. Despesas Gerais e Administrativas: as despesas gerais e administrativas cresceram 16,5% em 2019 em comparação a 2018, totalizando R$673,9 milhões, devido a maior estrutura administrativa advinda das aquisições feitas no período e aumento do custo de mão de obra pelos ajustes salariais no período. Depreciação e Amortização: as despesas com depreciação e amortização aumentaram 33,5% em 2019 em comparação a 2018, totalizando R$151,9 milhões, em função do aumento da base de ativos pelas aquisições realizadas no período e pelo maior volume de investimentos feitos, principalmente na digitalização da Companhia. Outras despesas operacionais, líquidas: outras despesas operacionais totalizaram R$128,2 milhões em 2019 em comparação a um ganho de R$4,5 milhões em 2018, em função dos gastos e perdas relacionados à Avianca que ocorreram em 2019, bem como aumento com gastos para provisão de contingências no período devido o aumento de processos cíveis; efeitos estes parcialmente mitigados pela reversão de passivo contingente da empresa adquirida anteriormente – a Trend. Resultado Financeiro O resultado financeiro líquido totalizou uma despesa de R$214,9 milhões em 2019 em comparação a R$194,4 milhões em 2018, devido principalmente ao aumento do endividamento líquido médio da Companhia no período. Imposto de Renda e Contribuição Social O imposto de renda e contribuição social líquido em 2019 totalizou uma despesa de R$63,4 milhões, em comparação a R$129,2 milhões em 2018. Lucro Líquido do Exercício Consequentemente, a Companhia apresentou prejuízo líquido de R$1,9 milhões em 2019 comparado a um lucro líquido de R$123,4 milhões em 2018. vide dados da análise fundamentalista da CVC ANÁLISE FUNDAMENTALISTA – INVESTINDO NA BOLSA COM SEGURANÇA – 100% ON LINE  

Revista CRA: A era da humanização do trabalho

Há tempos falamos sobre inovações tecnológicas, desenvolvimento digital e automação de processos. Discussões absolutamente urgentes, afinal, saber gerir tudo isso é  imprescindível para empresas e profissionais se manterem vivos no mercado de trabalho. No entanto, muitas vezes esses debates giram em torno apenas da máquina, da inteligência artificial, da capacidade de fazer mais em menos tempo e do retorno financeiro que isso pode gerar. Como ficam, então, as pessoas por trás disso tudo? Que tipo de necessidades elas precisam ter atendidas para que consigam desenvolver seus projetos com sucesso, sejam eles tecnológicos ou não? Como as relações humanas devem ser direcionadas dentro das organizações para que todos possam prosperar? Essas questões pretendem derrubar um muro que já vinha sendo quebrado, mas que, com a pandemia do novo coronavírus, caiu de vez levando CEOs, líderes e colaboradores a um cenário praticamente desconhecido. Este é, portanto, o momento ideal para falarmos sobre uma questão mundial: qual o nível de humanização das organizações e porque isso é tão importante para os negócios e, principalmente, para a vida em sociedade. O mundo é outro Em janeiro deste ano, na conferência do Fórum Econômico Mundial, em Davos, executivos de diversas empresas enfatizaram a importância e o compromisso com o capitalismo de stakeholders, sistema no qual o interesse das organizações é voltado para qualquer um que dependa, direta ou indiretamente, do sucesso da companhia. Isso inclui acionistas, parceiros, colaboradores, fornecedores, comunidade local e a sociedade como um todo e vai contra o modelo amplamente divulgado e seguido por inúmeras corporações nos anos 90: aquele que pretende, no menor tempo possível, produzir lucro e benefícios apenas para investidores e acionistas. Um discurso muito defendido no evento de Davos, mas que, diante da pandemia, foi colocado à prova. Klaus Schwab, fundador e diretor executivo do Fórum, chegou a afirmar em um artigo que “a crise da Covid-19 é um teste decisivo que mostra quem tem ‘andado nu’ apoiando o capitalismo de stakeholders”. Neste mesmo texto, Schwab diz que as organizações que trabalham voltadas a todos os seus públicos possuem um negócio muito mais robusto, com capacidade de ajudar durante a crise e alianças mais fortes nas esferas pública e privada. Para ele, são essas companhias que devemos apoiar. “Elas representam o modelo econômico que nos fará sobreviver hoje, mas prosperarão novamente amanhã”, defendeu em seu artigo. A orientação para os stakeholders não é uma preocupação essencialmente nova. Ela é, por exemplo, apenas um dos quatro pilares do movimento Conscious Capitalism, que também defende o propósito maior, a cultura consciente e a liderança consciente. Nascida em 2010, nos Estados Unidos, a corrente teve como ponto de partida a realização de uma pesquisa conduzida por Raj Sisodia, David Wolfe e Jag Sheth, que identificou 72 empresas consideradas humanizadas e com diversas semelhanças: tinham um propósito de existência além do aspecto financeiro, alinhavam os interesses de todos os seus públicos, possuíam menor diferença salarial entre cargos e funções, remuneravam melhor seus colaboradores e investiam em treinamentos para eles, tinham menor rotatividade de pessoal, consideravam sua cultura organizacional o seu maior patrimônio, se adaptavam melhor a cenários adversos e eram mais resistentes às pressões. A pesquisa, que também resultou no livro Firms Of Endearment (publicado no Brasil) como Empresas Humanizadas) marcou o início de um novo mindset dentro do capitalismo: era possível lucro e consciência caminharem juntos e, ainda, produzirem melhores resultados. Isso porque o estudo também revelava que as empresas humanizadas se mostravam extremamente lucrativas no longo prazo, mais inclusive do que companhias listadas em rankings como o Índice S&P 500 (que aponta as 500 melhores empresas para investidores no mercado de ações). Por Katia Carmo – revista CRA Abaixo download da revista CRA ADM PRO 395 – Julho e Agosto – WEB-2  

Liderança, 7 passos para ter uma equipe melhor

Liderança – 7 passos para ter uma equipe melhor Nestes tempos turbulentos, a principal dificuldade que um líder enfrenta é inspirar sua equipe a quebrar barreiras, convencendo-os a ir aonde nunca foram antes. Embora as inovações tecnológicas da era digital tenham permitido a muitas empresas realizar coisas inimagináveis até  poucos anos atrás, o sucesso de uma empresa a longo prazo ainda depende menos da tecnologia do que da habilidade de liderança, criando uma cultura corporativa em que as pessoas possam agir motivadas, com criatividade e inovação. Carne, sangue e corações serão sempre o principal diferencial, não importa o quão avançada seja sua home page na internet ou a rede de computadores usada internamente. Mas muitos líderes têm falhado em adotar uma visão realmente centrada nas pessoas, mesmo que a missão da empresa (pendurada na parede), diga de forma muito bonita exatamente o contrário. Esses líderes esqueceram que neste mundo da hiperinformação idéias são a moeda do sucesso, e somente os líderes que nutrirem o potencial da sua equipe serão recompensados com os resultados que apenas a criatividade e a inovação podem criar. Como disse Walt Disney: “Você pode sonhar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas você ainda precisa de pessoas para transformar esse sonho em realidade”. Para liderar uma equipe melhor, você deve transformar-se em um líder melhor. Aqui estão sete lições de liderança, cortesia de Robin Sharma, autor de Megaliving! e diretor da Sharma Leadership International, para ajudá-lo a motivar sua equipe e elevá-la a níveis cada vez mais altos de sucesso: Relacione cheques com propósitos – Ao contrário do que se diz por aí, o dinheiro não é o principal motivador. A fonte mais profunda de motivação vem de ter, do fundo do coração, uma dedicação verdadeira focada em atingir um objetivo que valha a pena. As pessoas vão muito além do que se espera delas quando realizam tarefas que julgam importantes. Por exemplo: se você pode mostrar a uma equipe qualquer como seu trabalho afeta a comunidade e ajudá-los a alinhar seus valores pessoais com a missão da sua empresa, você terá dado um passo gigantesco para construir uma equipe imbatível. Pratique a liderança heterodoxa –Seja aquele líder que escolhe o caminho menos viajado na hora de motivar as pessoas. Uma empresa em Cingapura fecha nas sextas-feiras à tarde, para que seus funcionários possam ler e discutir os últimos livros de negócios lançados. Outro cliente de Sharma começa todas suas reuniões de vendas “celebrando seus heróis”, reconhecendo quem vendeu melhor naquele período e pedindo que compartilhem suas táticas de sucesso para que a equipe inteira se beneficie. Esse ritual corporativo não só inspira os “heróis” a trabalharem cada vez melhor como também estabelece o princípio poderoso de que toda excelência será reconhecida. Crie símbolos de vitória – Para fazer com que todos compartilhem sua visão, crie uma série de pequenos símbolos do que o sucesso significa. Um alto gerente da Xerox participava de todas as reuniões com sua equipe usando um boné do hotel cinco estrelas em que a equipe passaria as férias se atingisse suas metas. Além disso, trabalhe duro para criar um ambiente de trabalho que estimule a criatividade, energize as pessoas e faça-as agirem e pensarem de forma positiva. Uma das empresas que Sharma visitou designou uma das paredes da empresa como o “muro da vitória”, com frases motivacionais, testemunhais de clientes satisfeitos e objetivos estratégicos para determinado período. Esse simples ato serve como energizador permanente para todos na empresa – lembre-se: a paixão é contagiosa.  Descubra o código secreto dos seus funcionários – Descubra o que os faz levantar pela manhã e o que é necessário para inspirá-los a conquistas extraordinárias. Faça com que as pessoas que trabalham para você sintam-se importantes e trate-as como você gostaria de ser tratado. Ouça suas sugestões. Entenda suas necessidades. Deixe-as decidir também. Ajude-as a conquistar seus sonhos. “Se você honrá-los e servi-los, eles o honrarão e o servirão também”, disse Mary Kay Ash. Premie regularmente, reconheça freqüentemente –Elogios sinceros por um trabalho bem-feito são a melhor forma de desenvolver um time com sucessos consistentes. Em um estudo realizado nos EUA, envolvendo mais de 1,5 mil pessoas, o reconhecimento imediato e pessoal foi o item mais motivador citado pela maioria das pessoas, mas somente 42% delas o recebiam. As premiações favoritas de Sharma são aquelas que também ajudam as pessoas a crescer, incluindo livros, fitas e assinaturas de revistas. Premie as atividades que você quer que sejam repetidas e elogie as pessoas. Sharma ensina aos gerentes nos seus treinamentos: “Trate seus funcionários da forma que você quer que eles tratem seus melhores clientes”. Mantenha suas promessas e seja um modelo – A verdadeira liderança depende menos da posição do que da ação. Líderes dinâmicos fazem sempre o que dizem que farão. Cumprem promessas, são éticos e lideram pelo exemplo. Cumprir as mesmas exigências que você impõe à equipe ajuda a construir a cooperação e a lealdade. A motivação de uma equipe é determinada pela dedicação do líder. Procure a renovação constante – Confúcio disse: “Boas pessoas fortalecem-se incessantemente”. Da mesma forma, as melhores equipes estão constantemente aprendendo, crescendo e renovando-se. Faça com que as vitórias sejam celebradas e aproveite as grandes conquistas. Dedique-se a conhecer de verdade as pessoas que trabalham com você. Crie oportunidades de aprendizado para os membros da equipe, de forma que eles continuem a crescer, tanto profissional quanto pessoalmente. As pessoas ficam felizes quando sentem que estão avançando, expandindo seus talentos e habilidades. E não esqueça de separar um tempo para você mesmo refletir e se renovar. Freqüentemente, vemos líderes destruindo sua própria criatividade, energia e entusiasmo por tentar abraçar o mundo, negligenciando seu próprio bem-estar em função dos resultados na empresa. Dizer que você está ocupado demais para fazer exercícios ou tirar férias é como dizer que você está ocupado demais dirigindo e que não pode parar para colocar gasolina. Em algum momento, você sabe que terá problemas. Lembre-se: para ser o líder eficaz de uma equipe, primeiro você deve liderar a si eficazmente. Sabemos que

O mercado de Capitais: Níveis Diferenciados de Governança

A criação, em 2020, do Novo Mercado e dos níveis diferenciados de Governança Corporativa pela Bolsa de Valores de São Paulo, inseriu-se entre as iniciativas que tem respondido, nos últimos anos, à demanda por melhores padrões de governança das empresas no Brasil. A sinalização dessa iniciativa não difere da emitida pela CVM quando da sua edição de sua “cartilha” de melhores práticas; os institutos da sociedade por ações e o propósito modelo institucional do mercado acionário tem vícios difíceis de ser removidos pela reforma da lei. O modelo adotado no Brasil desde o início dos anos 70 para as sociedades por ações e para o mercado acionário alinhou-se às concepções então dominantes de conceder forte proteção às empresas e aos seus controladores e de atrelar o seu desenvolvimento à criação de incentivos oficiais. As leis da década de 70 que disciplinaram o mercado de capitais diferiram os princípios de funcionamento das sociedades não tiveram por objetivo definir condições sólidas para a governança, e por esta via criar um mercado de ações alavancador do desenvolvimento empresarial e estimulador de melhores práticas de gestão. As questões centrais entre outras. Em síntese: Atender à necessidade de financiamento dos investimentos das empresas via emissão de ações, mas sem o risco de perda de controle, mantido preponderantemente por grupos familiares ou pelo Estado-empresário. Criar um mercado comprador de ações, que por incentivos fiscais, quer por via compulsória Manter o órgão regulador do mercado sob controle do Estado, pela ausência de autonomia financeira e pela ingerência direta do Poder Executivo na nomeação e destituição dos diretores. Para atender a estes três propósitos, as iniciativas oficiais foram, respectivamente: Elevação do limite de emissão de ações preferenciais sem direito a voto (preferenciais) a 66%. Instituição do Fundo 157, constituído por “ações incentivadas” (cuja aquisição era abatível do imposto de renda dos adquirentes) e obrigatoriedade de os fundos de pensão manterem ações em suas carteiras de investimentos. Limitação da autonomia da CVM, quer por não ter dotação orçamentária própria, que pelo fato de seus diretores, nomeados e exonerados pelo Presidente da República, não terem mando administrativo. Visando estabelecer estágio de evolução das empresas listadas na BOVESPA, foram criados níveis de aderência em suas respectivas exigências, entre os quais se destacam: Nível 1 de Governança Corporativa; Nível 2 de Governança Corporativa; Novo Mercado. Nível 1 de Governança Corporativa: São as seguintes condições exigidas das empresas do nível 1 Free-float: Manutenção em circulação de parcela minima de ações, representando 25% do capital Informações adicionais: Além de informações trimestrais e anuais obrigatórias por lei, abrir para o mercado demonstrações consolidadas, revisão especial emitida por auditor independente; fluxos de caixa da companhia e do consolidado; quantidade e características dos valores mobiliários de emissão da companhia detidos pelos grupos controladores, por conselheiros e por diretores executivos, indicando a sua evolução nos últimos doze meses; quantidade de ações em circulação, por tipo e classe Dispersão: Mecanismo de ofertas públicas de ações que favoreçam a maior dispersão de capital; Partes beneficiárias: Proibição de emissão de partes beneficiárias e inexistência desse títulos em circulação; Disclousure: Cumprimento as regras de disclousure em operações envolvendo ativos da companhia, por parte de seus acionistas, controladores ou administradores; Subsídios para análise: Nos prospectos de oferta pública de ações, abrir informações sobre descrição dos negócios, processos produtivos e mercados, fatores de risco dos negócios da empresa, avaliação da administração e outros elementos que subsidiem o processo de precificação. Demonstrações financeiras anuais: Em padrão internacional, IFRS Posições Acionárias: Abertura da posição acionária de qualquer acionista que detiver mais de 5% do capital votante Acordos dos acionistas: Divulgação dos acordos de acionistas para boa compreensão da regras que regem o relacionamento entre os controladores. Stock Options: Divulgação dos programas de opções de aquisição de ações destinadas aos administradores. Negócios com ações: Obrigatoriedade de divulgação mensal dos negócios com ações da empresa por parte dos controladores, administradores e conselheiros fiscais Reunião pública: Realização de pelo menos uma reunião pública anual com anistas de mercado para apresentar a situação econômico-financeira da empresa, seus projetos e perspectivas; Calendário anual: Disposição para o mercado do calendário anual dos principais eventos corporativos, como assembleias e reuniões de divulgação de resultados; Sanções: Divulgação dos nomes das companhias às quais forem aplicadas penalidades pela BM&FBovespa; Arbitragem: Obrigatória a adoção da Câmara de Arbitragem do mercado Nível 2 de Governança Corporativa: Além dos compromissos assumidos para a listagem no mercado nível 1, são acrescido os seguintes requisitos para a listagem ao nível 2 Tag along: Em caso de venda co controle acionário, extensão da oferta de compra para todos os acionistas detentores de ações ordinárias, com pagamentos do mesmo valor das ações do grupo de controle. Aos detentores de ações preferenciais, pagamentos de no minimo 80% do valor das ordinárias. Direto de voto: Concessão de direito de voto aos detentores de ações preferenciais, para matérias de alta relevância corporativa: a) transformação, incorporação, fusão ou cisão da companhia; b) aprovação de contratos entre a companhia e o seu controlador ou outros que possa haver conflitos de interesses: c) avaliação de bens que concorram para o aumento de capital; e d) escolha de empresa especializada para determinação do valor econômico da companhia, na hipótese de fechamento de capital; Fechamento de capital: Oferta pública de aquisição das ações e circulação, tomando por base o valor econômico da companhia determinado por empresa especializada, selecionada, pela Assembléia, de uma lista tríplice indicada pelo Conselho de Administração. A escolha será por maioria absoluta dos votos das ações em circulação, independentemente de sua espécie ou classe. Controle difuso: Nas companhias em que o controle não é exercido por um acionista controlador formalmente caracterizado, a Bovespa conduzirá o processo de oferta pública de aquisição de ações para a saída desse segmento de mercado. Conselho de Administração: Constituição por, no minimo, cinco membros, com mandato de dois anos. A proporção de conselheiros independente deverá, ser no mínimo, de 20%. O Novo Mercado da BOVESPA Lançado no ano 2000, o Novo Mercado estabeleceu desde sua criação um padrão de governança corporativa

Os Objetivos Organizacionais e o Controller Gerencial

O controller gerencial deve entender o escopo dos objetivos organizacionais. Crescer sem objetivo é viver num barco a deriva. A origem dos objetivos organizacionais encontram-se no Planejamento Estratégico de uma empresa. A responsabilidade da concepção do Planejamento Estratégico pertence ao Conselho da Administração; entretanto o controller gerencial deve ter entendimento claro da sua natureza e escopo; pois somente assim poderá, após análise do desempenho histórico de uma empresa e da sua ansiedade em relação ao futuro traçar objetivos claros. Em conjunto com os demais gerentes compor as estratégias para atingi-los. Um sistema gerencial não pode ser construído sem considerar o contexto organizacional de como uma empresa chegou até aqui, e onde ela pretende ir. prof. Alexandre Wander