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O PENSAMENTO ESTRATÉGICO

O pensamento estratégico é a arte de criar estratégias com efetividade. Pensar estrategicamente e agir operacionalmente significam dominar o presente e conquistar o futuro. Visam superar os adversários, sabendo que eles estão tentando fazer a mesma coisa que a organização ou seus gestores se propõem. O raciocínio estratégico inteligente em diferentes contextos continua sendo uma arte. O pensamento estratégico está fundamentalmente nas premissas da estratégica e na ciência da administração. Está relacionado com intenções empreendedoras e criativas sobre uma organização e seu ambiente, por meio de atitudes de pensar nas atuações futuras das organizações (MINTZBERG, AHLSTRAND:LAMPEL, 2000). A ciência do pensamento estratégico chama-se “teoria dos jogos”. Os jogos nesta teoria são desde jogar xadrez até criar filhos, de jogar tênis à transferência de controle acionário de uma organização, de controlar as informações privilegiadas de uma empresa; de escalar uma equipe de futebol a selecionar gestores departamentais. Todos os gestores precisam pensar estrategicamente tanto no trabalho como em casa. Gestores de organizações precisam usar boas estratégias de competição administrar seus departamentos, alinhados ao pensamento central definido pelo conselho de administração. Os conselheiros ativos devem pensar estrategicamente e assumir o comando de uma organização e assumir responsabilidades sobre o futuro de uma empresa e compartilhar suas linhas de pensamento de um modo sistemático para que todos sigam em busca da perenidade empresarial. Assim como os técnicos de um time de futebol, não entram em campo e nem tocam na bola, eles tem o poder de escalar os melhores jogadores e que terão condições de definir em questões de minutos entre empatar, vender ou perder um título de campeonato. “Quem não se lembra da atitude no mestre “Zagalo” na copa de 1994, quando os jogadores já exaustos após a prorrogação tiverem de enfrentar os pênaltis contra a famosa seleção da Itália, e o nosso auxiliar técnico dirigiu-se aos jogadores e estimulou individualmente os escalados a baterem o pênalti e o resultado foi implacável, e saímos vencedores”. Nenhum planejamento estratégico ou administração estratégica terá sustentação se os lideres responsáveis pela macro-decisão da organização não assumirem a responsabilidade do pensamento estratégico. Quando os gestores estiverem pensando estrategicamente, será necessário que tenham raciocínio sistêmico amplo, do máximo ao mínimo e vice-versa. O raciocínio estratégico pressupõe todo um “sexto sentido”, para se diferenciar os gestores e identificar se os mesmos possuem um senso de pensamento incomum dos demais. (OLIVEIRA, 1999). É comum ouvir dizer que a necessidade de pensar estrategicamente é das grandes organizações, porque as pequenas deveriam buscar outras rotas de crescimento. Isto prática reflete uma acomodação a mudança e falta de vontade de assumir um pensamento crítico e analítico; primeiro porque assumir responsabilidades incomoda pelo medo do fracasso e pensar estrategicamente simplesmente “dói”, sendo mais comum e cômodo manter-se na inércia e viver procurando culpados por decisões não planejadas na facilidade de assumir a teoria do mercado ao invés a teoria do planejamento. As pequenas e médias empresas precisam valer-se do ambiente competitivo e por isso precisam atuar de maneira clara, com objetivos bem definidos e balizadas em posições que possam der defendidas. Isto é estratégia. Pensar estrategicamente implica em analisar, primeiro, o próprio negócio (PORTER, 1990). Como a prática de jogar xadrez, a estratégia é constituída por aspectos posicionais de comportamentais (psicológicos, sociológicos e antropológicos). Muitos enxadristas denominam o estilo do jogo onde predominam as estratégicas como “jogo posicional”. Há uma orientação para se pensar estrategicamente enquanto se aguarda o lance do adversário e se pensar tática e operacionalmente quando chegar a vez de fazer o lance (MOURA, 1998) Fonte: Planejamento estratégico público ou privado – guia para projeto em organizações de governo ou de negócios. Autor: Denis Alcides Rezende – Editora Altas. Com adaptações por Alexandre Wander

Líderes desqualificados e líderes desatualizados

Muitos profissionais ascendem à liderança “até por falta de alguém melhor” ou só por que foi necessário preencher um cargo que ficou vago. Outros ascenderam por estarem aptos a liderar, mas quem não se estagnou e/ou se desatualizou? Boa parte desses líderes sequer foi qualificada para exercer a função que assumiu, apenas recebeu as instruções básicas de rotina. O pior é constatar, nos dois casos acima citados, que eles nem costumam ser alvo de reciclagens. Todo e qualquer processo de declínio acontece de forma gradual e quase que imperceptível, como se fosse “uma doença silenciosa” (diabetes, anemia, etc.). Mas, quando se manifesta, o caos se apresenta (AVC, infarto, câncer ou…?). UM CEO PRECISA CONCILIAR SEU PREPARO COM O DESPREPARO DOS SEUS LÍDERES? Sim, porque quando uma cadeia de eventos negativos pode deflagrar uma crise não esperada, quem realmente sofre nessa hora é o CEO, posto que o mesmo esteja ocupado tentando cumprir as inúmeras atividades políticas e corporativas que precisam ser cumpridas. Ou seja, ele não deve sofrer gols quando sai para marcar gols no ataque! INVESTIGAR CULPAS E CULPADOS OU APAGAR O INCÊNDIO? Como só cabe aos bombeiros apagar incêndios e como só cabe ao investigador investigar, ao CEO só caberia exercer as funções do seu cargo (planejar, formular, implantar e fiscalizar a macro política para poder dirigir a corporação). Notem que usei o verbo no condicional (só caberia), mas – na prática – “ele sempre precisa apagar incêndios”. Supondo que a empresa sobreviveu à crise (infarto ou AVC ou _____), supondo que se passou a entender que um bom CEO sempre precisa delegar responsabilidades ao escalão sênior, apesar de ser o responsável por tudo o que sucede, o escalão ‘sênior’ deverá prioritariamente ser reformulado, em nível de qualificação e atualização! Cada escalão de liderança precisa fazer o mesmo ao escalão imediatamente inferior, porque o melhor diagnóstico de que isso é necessário passa pelo reconhecimento da existência de uma crise que o leve a acionar as mudanças já! Claro que a hierarquia, assim como os níveis hierárquicos, deveria ser um bem necessário. Deveria funcionar como uma orquestra bem afinada, porque lá há um responsável pela percussão, outro pelas cordas, outro pelos metais… A hierarquia deveria ser exercida por pessoas afinadas, generosas e predispostas a melhorar o ambiente de trabalho até a superação dos resultados. Mas, reconhecer líderes assim dotados, é um desafio enorme na prática do dia-a-dia. FAZER-O-QUÊ, ENTÃO? Sair da Zona de Conforto já é um bom começo, porque cada líder precisa trabalhar para definir a si próprio o que entende como ‘superação’. Após checar suas conclusões com o CEO e/ou seu líder imediato, basta criar diferentes discursos motivacionais calcados em depoimentos inspiradores e ministrá-los, periodicamente, aos seus liderados. Líderes eficazes constantemente necessitam trabalhar para identificar o nível de entendimento dos profissionais que estão sob sua responsabilidade, com o foco de sanar suas dúvidas e nortear o dia-a-dia dos Colaboradores. Importante saber qual é a essência das pessoas que estão se destacando em sua equipe ou em sua empresa e promover eventos que possam transformá-las em referenciais do ‘como’ e do ‘que’ fazer para poder chegar mais longe. Extrair a essência ou o que motivou que viessem à tona as habilidades e competências de “quem já chegou lá”, é passar a fazer história utilizando histórias pessoais reais, palpáveis e já existentes na própria empresa. Muitos CEOs que chegaram ao topo e se tornaram referência em seus setores, se posicionaram de forma a serem admirados pela equipe, pela empresa e estão muito além do que se lê sobre eles nas notícias ou livros… QUAL O MELHOR CAMINHO? Entender que passou a ser vital ter uma compreensão clara de onde se quer chegar; ser um visionário que acredita no próprio potencial e no potencial existente em cada indivíduo de sua equipe; manter a humildade que adquiriu nas árduas batalhas que enfrentou para “chegar lá”, ao invés de se endurecer pelas pedras encontradas nesse caminho. Fazer com que todas as áreas de empresa se comprometam a dar informações precisas, em nível estratégico, íntegras e livres de interesses pessoais, que permitam criar e sustentar um plano de curto, médio e longo prazo que, além de aliviar a realidade presente, seja um norte para um futuro que garanta uma estabilidade duradoura. Seguir o caminho, já accessível, que citei no Prefácio desse livro: caminhar pelo ‘simples’ e por caminhos outrora trilhados por Grandes Mestres da Filosofia Ancestral. Quem aceitar testar esses caminhos no seu dia-a-dia poderá comprovar a eficácia da aplicação desses ensinamentos herdados. E, provavelmente, em curto espaço de tempo, deverá transcender da condição de homem comum à condição de Ser Humano Incomum… Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.

Natura: resultado do 3TRI2018: Crescimento de dois dígitos da receita e EBITDA ajustado; lucro líquido mais que dobra em relação ao 3TRI2017

O grupo Natura vem dando certo e as marcas  Natura, The Body Shop e Aesop apresentou um forte desempenho no acumulado de 2018. Crescimento de dois dígitos na receita líquida do 3T18: R$3.241,9 milhões, alta de 37,1% em bases reportadas1. Na análise pró-forma2 em BRL, o crescimento consolidado foi de 16,6%3 (9,1% em moeda constante). Nos 9M18, a receita líquida reportada cresceu 48,1%, atingindo R$9.062,0 milhões, enquanto o crescimento pró-forma foi de 13,7%³ em BRL (8,2% em moeda constante): Sólido aumento do EBITDA consolidado. EBITDA reportado¹ de R$478,8 milhões no 3T18, alta de 7,2%. Excluindo os efeitos da hiperinflação na Argentina e outros efeitos no Brasil, além dos custos de transformação da The Body Shop, o EBITDA ajustado5 e pró-forma no 3T18 foi de R$496,6 milhões, uma forte alta de 33,7% vs. 3T17. Nos 9M18, o EBITDA reportado foi de R$1.132,1 milhões, +1,7%, enquanto o EBITDA ajustado pró-forma totalizou R$1.187,5 milhões, aumento de 29,1%: Lucro líquido consolidado mais que dobrou. O lucro líquido reportado no trimestre foi de R$132,8 milhões, comparado a R$ 61,0 milhões no 3T17, +118%, impulsionado pelo crescimento de EBITDA e menores despesas financeiras. Este forte resultado foi alcançado mesmo diante dos efeitos hiperinflacionários na Argentina e custos de transformação da The Body Shop. O lucro operacional ajustado (vide página 7) cresceu 10,2% em bases pró-forma no 3T18, somando R$326,6 milhões, e foi 30,4% maior nos 9M18, atingindo R$754,1 milhões. Liquidez: A empresa fechou o acumulado de 2018 com um índice de liquidez corrente de 1,59 a liquidez seca de 1,17 e a imediata de 0,46 e a rentabilidade do patrimônio líquido de 7,55% decorrente de um giro de 0,61 uma lucratividade de 2,09% e uma alavancagem de 5,92. Um bom estudo prof. Alexandre Wander abaixo relatório da empresa 649992  

Última aula de Avaliação de Empresas na UNIP-SJC – curso de Ciências Contábeis

Finalizamos ontem nosso compromisso presencial com os alunos (as) da UNIP em São José dos Campos, lecionando a disciplina de Avaliação de Empresas no curso de CIÊNCIAS CONTÁBEIS no ano de 2019. Excelentes alunos, um grupo jovem e comprometido com o futuro, entre os alunos tive a oportunidade de lecionar para minha filha Jaqueline. (ao centro da turma) Um brinde de vida. Sucesso a todos e que Deus vos abençoe.

Ativo Qualificável: Exercícios para estudo sobre custo do empréstimos e Ativo Qualificável

A Heineken contratou os seguintes empréstimos vislumbrando investi-lo num ativo qualificável. Case para avaliação: Admita um empréstimo que envolve os seguintes fluxos de pagamentos futuros: R$ 15.000,00 de hoje a 2 meses; R$ 40.000,00 de hoje a 5 meses; R$ 50.000,00 de hoje a 6 meses e R$ 70.000,00 de hoje a 8 meses. A contabilidade necessita apurar o valor presente (na data de hoje) destes fluxos de pagamentos, pois será negociado com o banco a taxa de juros compostos considerando a taxa 3% ao mês. De acordo ao CPC 20: Qual a definição de custos de empréstimos e quais itens da sua composição? Custos de empréstimos são juros e outros custos que a entidade incorre em conexão com o empréstimo de recursos. 2) É correto considerar a variação cambial como custo de empréstimos? Sim as variações cambiais decorrentes de empréstimos em moeda estrangeira, na extensão em que elas sejam consideradas como ajuste, para mais ou para menos, do custo dos juros. 3) E qual a correlação destes custos com os ativos qualificáveis, cite alguns exemplos de ativos qualificáveis de acordo com o CPC 20. A entidade deve capitalizar os custos de empréstimos que são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de ativo qualificável como parte do custo do ativo. tais como:(a) estoques; (b) plantas industriais para manufatura; (c) usinas de geração de energia; (d) ativos intangíveis; (e) propriedades para investimentos; (f) plantas portadoras 4) É correto afirmar que os custo de empréstimos são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de ativo qualificável devem ser capitalizados como parte do custo do ativo quando for provável que eles irão resultar em benefícios econômicos futuros para a entidade e que tais custos possam ser mensurados com confiabilidade. (Justifique). Sim os custos de empréstimos destinados a construção de um bem que irá gerar benefício futuro deverá fazer parte do seu ativo original; e a sua comprovação é que estes custos de empréstimos seriam evitados se os gastos com os ativos qualificável não tivessem sido feitos. 5) Vamos considerar que o ATIVO QUALIFICADO que deu origem a operação de empréstimo exceder o seu valor líquido de realização no mercado. Qual o procedimento a ser adotado de acordo os pronunciamentos dos CPC’S. Quando o valor contábil ou o custo final esperado do ativo qualificável exceder seu montante recuperável ou valor líquido de realização, o valor contábil deve ser baixado de acordo com os requerimentos de outros Pronunciamentos do CPC. 6) De acordo com o CPC 20, a empresa somente pode reconhecer o custo dos empréstimos como partir do ATIVO QUALIFICÁVEL a partir do momento em que ocorrer operações com gastos com o ATIVO QUALIFICÁVEL; tais como: pagamento em caixa, transferência de ativos ou assunção de passivos onerosos. Exemplifique contabilmente estas operações. Caracterizando um ATIVO QUALIFICÁVEL o lançamento do JUROS DOS EMPRÉSTIMO deverá compor a conta contábil do bem principal que originou a sua despesa de juros. Debito: ATIVO (não transita no resultado na conta de despesa) Crédito: Juros a Pagar (passivo) A Cervejarias Heineken Brasil importa suas principais matérias primas de países diferenciados, o lúpulo por exemplo vem de Portugal, o malte dos Estados Unidos e o Gritz da China.   CASE 02: Em agosto a Heineken comprou 8.000 toneladas de lúpulo proveniente de Portugal, 12.000,00 toneladas de malte dos Estados Unidos e 15.000,00 toneladas de Gritz da China; considerando que nas datas das entradas das mercadorias na empresa a taxa de cambio estavam conforme: Lúpulo: data da entrada 02 de agosto – taxa do câmbio: 3,60 Malte: data da entrada: 10 de agosto taxa de câmbio: 2,40 Gritz:  data da entrada: 14 de agosto – taxa de câmbio: 4,10 Sabendo que o lúpulo foi pago duas semanas após a chegada e que a taxa de cambio, encontra-se em 3,80; o malte será pago em 15/09/2017 e a taxa de cambio encontrava-se em 3,50 e o Gritz terá o seu vencimento em 30/09/207 e a taxa de cambio encerrou-se em 3,20. Pede-se que você reconheça os lançamentos contábeis nas contas de resultado e suas movimentações nas contas patrimoniais da empresa. De acordo com o CPC 02 o estorno da variação cambial (devido a uma variação credora) pode ser feito na mesma conta de origem que teve o lançamento original decorrente de uma variação cambial devedora. Em questões teóricas: De acordo com o CPC 02: 2.1) O que se entende por variação cambial Variação cambial é a diferença resultante da conversão de um número específico de unidades em uma moeda para outra moeda, a diferentes taxas cambiais. E qual o conceito de moeda funcional? Moeda funcional é a moeda do ambiente econômico principal no qual a entidade opera. 2.2) Quais os fatores que podem evidenciar a moeda funcional? (a) a moeda: (i)  que mais influencia os preços de venda de bens e serviços (geralmente é a moeda na qual os preços de venda para seus bens e serviços estão expressos e são liquidados); e (ii)  do país cujas forças competitivas e regulações mais influenciam na determinação dos preços de venda para seus bens e serviços; (b) a moeda que mais influência fatores como mão de obra, matéria-prima e outros custos para o fornecimento de bens ou serviços (geralmente é a moeda na qual tais custos estão expressos e são liquidados). 2.3) Em relação a questão acima, quais os fatores adicionais que nos servem de conceptualização (de acordo ao CPC 02); quanto a definição da moeda funcional. Os seguintes fatores adicionais devem ser considerados na determinação da moeda funcional de entidade no exterior, e também devem sê-los para avaliar se a moeda funcional dessa entidade no exterior é a mesma daquela utilizada pela entidade que reporta a informação (no caso em tela, a entidade que reporta a informação é aquela que possui uma entidade no exterior por meio de controlada, filial, sucursal, agência, coligada ou empreendimento controlado em conjunto):  a) se as atividades da entidade no exterior são executadas como extensão da entidade que reporta a informação e, não, nos moldes em que lhe

ATIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA A VENDA

Exemplo: Venda de uma ativo financeiro por R$ 14.300,00 em dinheiro e concomitantemente a entrada de um compromisso de recompra no prazo de 3 meses por R$ 14.600,00 Na data da venda Debitar: Caixa Creditar: Financiamentos Valor: R$ 14.300,00 No decorrer dos 3 meses deve-se reconhecer a despesas de juros mensalmente com base na taxa efetiva de juros. Ao final de 3 meses o reconhecimento será de R$ 300,00 de juros resulta em: Debitar: Despesas com juros Creditar: Financiamentos Valor: R$ 300,00 Na data da recompra: Debitar: Financiamentos Creditar: Caixa Valor: R$ 14.600,00 2) Venda de recebíveis de uma entidade com coobrigação (se algum recebível deixar de ser pago, a entidade vendedora se compromete a realizar o pagamento para a compradora dos recebíveis). Esse é o caso normal, no Brasil, no desconto de duplicatas. O valor da venda de carteira de recebíveis foi de R$ 10.000,00 em dinheiro. Sabe-se que o valor futuro da carteira é de R$ 11.000,00 e que seu prazo médio é de 10 meses. Na data da venda Debitar: Caixa Creditar: Financiamentos (duplicatas descontadas) Valor: R$ 10.000,00 No reconhecimento dos juros Debitar: Juros a incorrer (passivo) Creditar: Financiamentos (duplicatas descontadas) Valor: R$ 1.000,00 Na competência mensal dos 10 meses: Debitar: Despesas com juros (resultado) Creditar: Juros a incorrer (passivo) Valor: R$ 100,00 Na data do recebimento ao final dos 10 meses terá o acumulado dos seguintes registros: Debitar: Despesas com juros (resultado) Creditar: Juros a incorrer (passivo) Valor: R$ 1.000,00 Na liquidação: Debitar: Financiamentos (duplicatas descontadas) Creditar: Valores a Receber (clientes) Valor: R$ 11.000,00 Importante salientar que se um ativo financeiro transferido continuar a ser reconhecido, o ativo e seu passivo associado não devem ser apresentados pelo valor líquido de sua confrontação. A entidade também não deve fazer nenhum offset de nenhuma receita do ativo com as despesas incorridas pelo passivo associado à transferência Deve manter o seu registro Valores a receber pelo seu valor original das vendas Registrar as duplicatas descontadas pelo seu valor negociado Nunca pelo líquido (valor das vendas menos o valor das duplicatas descontadas Garantia contratual financeira, é definida em contrato que exige que o emissor da garantia efetue pagamentos específicos ao beneficiário de garantia. CPC 25 Vendas com coobrigação: Um banco F vende sua carteira de crédito que tem um valor contábil de R$ 100.000,00 por R$ 98.000,00. O Banco F dá uma garantia (coobrigação) de R$ 1.000,00 para compensar o comprador de possíveis perdas de crédito. O contrato estabelece que o banco tem que aprovar a revenda dos recebíveis. As perdas com base nas perdas históricas são de R$ 3.000,00 Debitar: Caixa 98.000,00 Debitar: Perda na venda 2.000,00 Creditar: Operações de crédito 99.000,00 Coobrigação do ativo vendido: 1.000,00

Instrumentos Financeiros: Operações FIDIC

FIDIC: Outra modalidade utilizada pelo FUNDO DE INVESTIMENTO CREDITÓRIO (FIDIC), instrução 393/03 e CVM 442/06. São aquele em que mais de 50% do patrimônio líquido é aplicado em direitos creditórios, que são os fluxos de caixas futuros oriundos de uma operação estritamente comercial. A empresa estrutura novos projetos (podendo separá-los em uma entidade jurídica própria), que irão gerar recebíveis a performar; A empresa cede os fluxos de caixas futuros dos direitos creditórios que serão gerados com a implementação de projetos para um Fundo de Investimento em diretos creditórios (FIDIC), que se torna titulares dos recebíveis futuros. O FIDIC emite cotas seniores e subordinadas (estas últimas subscritas pela empresa) que terão como lastro o fluxo futuro de recebimento dos clientes; Os investidores pagam ao FIDIC pela compra das cotas e o FIDIC transfere esses recursos para a empresa originadora de maneira a financiar a realização dos projetos. Com a implementação dos projetos, inicia-se o fluxo de liquidação dos direitos creditórios cedidos pelo fundo, à medida que os produtos ou serviços gerados pelo projeto passam a ser recebidos. Um agente fiduciário é responsável por todo o controle dos fluxos financeiros da operação relativo a amortização das cotas. Nesse sentido, a operação de securitização realizada via FIDIC tem as mesmas características semelhantes á securitização SPE, inclusive nos aspectos contábeis. Conforme oficio circular a CVM-SNC-SPE 01/2006. Modelo de um fluxo de caixa do projeto Na tomada dos recursos: a empresa conquista em 2017 com investidores o valor de R$ 1.000,00 a um custo de oportunidade de 10% que serão pagos em 05 parcelas consecutivas a partir do ano de 2018, através dos fluxos de caixa. Verificamos no quadro acima que o valor financiado de R$ 1.000,00 será pago em 05 parcelas até o ano de 2022 com taxa de juros de 10% (que representa o risco dos investidores do capital) e os valores serão corrigidos devido a “desvalorização” do dinheiro no decorrer do tempo atrelado ao risco da operação. O cuidado neste pensamento refere-se que os juros inseridos referem-se a juros futuros e não poderão ser classificados como despesas de juros num único período, por exemplo no ano de 2017 e sem deverão ser despesados de acordo ao regime de competência, devendo ser classificados os juros no ATIVO CIRCULANTE e no ATIVO NÃO CIRCULANTE, com a rubrica de “juros a incorrer”. abaixo o modelo de contabilização: Verifique no quadro acima que o valor contabilizado no grupo do ATIVO em JUROS a INCORRER foi levado para despesa anualmente de acordo o seu respectivos juro anual, evitando de impactar o resultado da empresa num único ano, obedecendo assim o regime de competência anual das despesas de juros. Veja também: ATIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA A VENDA    

Ativos Financeiros: Securitização de Recebíveis

SECURITIZAÇÃO DE RECEBÍVEIS : Refere-se aos  títulos que são vendidos a investidores e estes que passam a ser detentores dos fluxos gerados pelos ativos. Para viabilizar esta operação existe a intermediação de uma SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO (SPE) ou de um fundo de investimentos, de forma a isolar o risco do originador (ou cedente) dos créditos que servirão de lastro a operação. Através da venda desses títulos a SPE a empresa obtém recursos para o financiamento das suas operações ou de projetos de investimentos. O objetivo é a emissão de títulos ou valores mobiliários lastreados pelos recebíveis da empresa ou de outros ativos. A securitização de recebíveis pode ser feita, basicamente, pela SPE, via companhia securitizadora ou pela utilização de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDIC) e a  normatização sobre a securitização é regulada pela CMV, pelo BACEN e pela legislação comercial e societária. Exemplo: Uma empresa transfere parte dos seus direitos creditórios no valor de R$ 1.050.000,00 para a SPE e recebe R$ 970.000,00 (deságio de R$ 80.000,00) Veja também: Instrumentos Financeiros: Operações FIDIC  

Instrumentos Financeiros: Definições sobre derivativos

DERIVATIVOS: são instrumentos financeiros de uma classe especial, eles possuem três características concomitantes: Investimento inicial nulo ou muito pequeno Valor baseado no valor de um ou mais itens subjacentes Serão liquidados por diferença (pelo líquido) em uma data futura Nos instrumentos financeiros tradicionais quando investidor decido em comprar uma ação ele desembolsa a totalidade do valor adquirido. Por exemplo você adquire o valor de uma ação por R$ 100,00 e neste exemplo você se torna proprietário da ação. Em um derivativo, por outro lado, nos derivativos ele assume uma posição de compra no futuro apostando no seu valor futuro e desembolsa apenas a diferença. Assim ele efetua uma compra futura e goza apenas dos benefícios das ações da empresa. Não é necessário pagar pela totalidade das ações. Ou seja, assume o risco do resultado derivado de um ativo, sem precisa comprar efetivamente o total do ativo. O investidor paga um pequeno prêmio de um contrato de opção que lhe dará o direito (opção de compra) de comprar as ações da empresa por um valor preestabelecido (preço do exercício – R$ 110,00, por exemplo) em uma data futura. Se o preço da ação for acima do preço do exercício o investidor ganhará a valorização da ação, por exemplo, R$ 20,00 se o preço do exercício for a R$ 130,00; se o preço da ação cair (a opção virou pó no jargão do mercado) o investidor perderá somente o prêmio. O investidor nesse caso é chamado de titular (quem pagou o prêmio). O outro participante que recebeu o prêmio é chamado de lançador da opção. Nos contratos de opções existe o pagamento do prêmio. Em outros contratos como os contratos a termo, futuros e swaps não há o pagamento de qualquer prêmio inicialmente (somente margens de garantias para as operações realizadas em bolsas). Ou seja, existe o risco e o benefício, mas não há o desembolso inicial. Essa característica dos derivativos faz com que eles gerem grande alavancagem possível para os participantes. Essa alavancagem poder gerar grandes perdas e ganhos (imagine o que aconteceria se o valor da ação fosse para R$ 300,00. No entanto, antes de procedera contabilização dos instrumentos financeiros, deve-se atentar para algumas exclusões expressas pelos CPC 38, por exemplo: Investimentos em controladas, coligadas e empreendimentos em conjuntos devem seguir as orientações dos CPC 35, CPC 36, CPC 18 Direitos e obrigações relativos a arrendamentos mercantis (leasing) devem seguir orientações do CPC 06. Direitos e obrigações dos empregadores decorrentes de benefícios aos empregados devem seguir os pronunciamentos do CPC 33. quanto ao demais consultar o MANUAL DE SOCIEDADES POR AÇÕES – FIPECAFI – página 120. Passivos financeiros e instrumentos patrimoniais Quando uma entidade usa instrumentos financeiros para captar recursos para financiar suas operações, ela pode se utilizar de: Instrumentos financeiros passivos, ou Títulos patrimoniais. Essa classificação é essencial porque determina a apresentação desses instrumentos financeiros dentro de um grupo do passivo ou do patrimônio líquido. Segundo o CPC 39, o instrumento será um instrumento patrimonial se, e somente se, estiver de acordo com ambas as condições (a) e (b) a seguir: a) O instrumento não possuir obrigação contratual de: Entregar caixa ou outro ativo financeiro à outra entidade; ou Trocar ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade potencialmente desfavoráveis ao emissor; b) Se o instrumento será ou poderá ser liquidado por instrumentos patrimoniais do próprio emitente, é: Um não derivativo que não inclui obrigação contratual para o emitente de entregar um número variável de seus próprios instrumentos patrimoniais; ou Um derivativo que será liquidado somente pelo emitente por meio de troca de um montante fixo de caixa ou outro ativo financeiro por número fixo de seus instrumentos patrimoniais Segundo o CPC 39, uma obrigação contratual, incluindo aquela advinda de instrumento financeiro derivativo, que resultará ou poderá resultar em entrega futura ou recebimento futuro dos instrumentos patrimoniais do próprio emitente, mas não satisfazem às condições (a) e (b) acima, não é um instrumento patrimonial. Ou seja, instrumento patrimonial não pode implicar em a entidade ter que entregar caixa ou outro ativo financeiro a outra entidade. Isto é, não pode possuir uma obrigação nesse sentido. É importante ressaltar que deve predominar a essência sobre a forma nessa determinação. Assim uma ação preferencial deverá ser classificada no passivo sem que se observarem as condições supramencionadas – independente da sua forma jurídica. Por outro lado, a debenture perpetua que somente paga participação no resultado deve ser classificada no patrimônio líquido. Essa determinação, no entanto, deve ser considerada a essência de cada instrumento financeiro. Veja também: Ativos Financeiros: Securitização de Recebíveis

Instrumentos Financeiros: Definições sobre Ativo e Passivo Financeiro

Apresenta o referido CPC 39 emitido pelo COMITÊ DE PRONUNCIAMENTO CONTÁBEIS que o objetivo do pronunciamento é estabelecer princípios para a apresentação de instrumentos financeiros como passivo ou patrimônio líquido e para compensação de ativos financeiros e passivos financeiros. Aplica-se à classificação de instrumentos financeiros, na perspectiva do emitente, em ativos financeiros, passivos financeiros e instrumentos patrimoniais; a classificação de juros respectivos, dividendos, perdas e ganhos; e as circunstâncias em que ativos financeiros e passivos financeiros devem ser compensados. INSTRUMENTOS FINANCEIROS: De acordo o pronunciamento técnico CPC 39 um instrumento financeiro é um contrato que dá origem a um ativo financeiro de uma entidade e a um passivo financeiro ou instrumento patrimonial de outra entidade. Um ativo financeiro é um ativo com as características de (a) caixa (b) instrumento patrimonial de outra entidade (participação no patrimônio líquido de outra entidade), tais como: Ações; Quotas; Bônus de subscrição; um direito contratual de receber caixa ou outro ativo financeiro de outra entidade ou de trocar ativos ou passivos financeiros com outra entidade em condições potencialmente favoráveis, e também um contrato que pode ser liquidado em instrumentos patrimoniais da própria entidade. Um passivo financeiro: É um instrumento que estabelece: Uma obrigação contratual de entregar caixa ou outro ativo financeiro a uma outra entidade; Trocar ativos ou passivos financeiros em condições que estão potencialmente desfavoráveis; ou um contrato que pode ser liquidado em instrumentos patrimoniais da própria empresa Dentro desta definição podemos ver que um INSTRUMENTO FINANCEIRO ATIVO é caixa ou um contrato cuja finalidade é receber um ATIVO FINANCEIRO em uma data futura. Não é um bem de uso (como os ativos) e sim um instrumento de troca. Assim, quando um investidor adquire uma ação de uma companhia aberta ele não está interessado em qualquer valor intrínseco que a ação possa ter, por exemplo: um estoque de mercadorias que serão comercializadas com lucro ou os ativos imobilizados de uma empresa. O que interessa são os dividendos e os ganhos de capitais, decorrente da valorização do valor das ações da empresa que são comercializadas nas bolsas de valores (ativos financeiros). O mesmo ocorre com um investidor que adquire um CDB (certificado de depósito bancário) de uma instituição financeira. Sua principal intenção é receber fluxos de caixa em uma data futura – novamente não há o que se falar em valor intrínseco do contrato. Assim, os instrumentos financeiros estabelecem uma relação entre o investimento realizado no momento presente (aspecto essencial do contrato estabelecido) e os fluxos de caixa ou outro ativo financeiro. O mesmo se dá em sentido inverso, ou seja, há uma obrigação dos instrumentos financeiros passivos. Merecem destaque especial entre os instrumentos financeiros são os derivativos. veja também Instrumentos Financeiros: Definições sobre derivativos