Governo de São Paulo lança programa de crédito com juro zero para MEIs

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira, 13, por meio da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista e o Sebrae-SP, a criação de um programa de crédito voltado ao crescimento e desenvolvimento dos microempreendedores individuais (MEI) paulistas. O Programa “Juro Zero Empreendedor” financiará o investimento na ampliação e modernização dos negócios de microempreendedores que realizam curso de capacitação no Super MEI, do Sebrae-SP. Os interessados já podem encaminhar seus projetos aos escritórios do Sebrae-SP para dar inicio ao processo. “Esse financiamento beneficia os microempreendedores, temos em São Paulo perto de um milhão e meio. E também aquele que não é ainda, mas quer trabalhar. Precisa se formalizar, fazer o curso do Sebrae, de graça, e depois solicitar o crédito”, explica Alckmin. “É crédito rápido, sem burocracia, com o aval do Estado. Uma bela parceria entre o Governo e o Sebrae”, disse. O programa vai financiar o capital de giro e a compra de máquinas e equipamentos, materiais de construção, veículos utilitários, software e hardware, ferramentas, entre outros itens. Para quem pagar as prestações em dia, a taxa de juros será ZERO, equalizada pelo Governo do Estado. Para quem atrasar, será cobrada a taxa contratual de 7,5% ao ano, mais os encargos moratórios. O prazo será de até 36 meses, incluindo seis meses de carência. As garantias serão a contratação do Fundo de Aval (FDA), administrado pela Desenvolve SP, e o aval do próprio beneficiário. Alckmin destacou a importância desta linha de crédito em um momento de crise econômica. “Passamos por um momento de altíssimo desemprego, de grande dificuldade de crédito. E, em São Paulo, estamos aqui anunciando uma medida inovadora, para estimular e apoiar o pequeno empreendedor”, disse. Para participar do programa, o microempreendedor individual deverá estar enquadrado na política de concessão de crédito da Desenvolve SP, criada especificamente para o “Juro Zero Empreendedor”; ter sido aprovado em curso de capacitação do Programa Super MEI, do Sebrae-SP; e apresentar um plano de negócios a ser disponibilizado e aprovado pelo Sebrae-SP. O valor do financiamento será entre R$ 1 mil e R$ 20 mil por beneficiário. O Sebrae-SP vai aportar R$ 10 milhões nesta fase inicial do programa. “Com a capacitação do Sebrae e as condições de financiamento especiais da Desenvolve SP, vamos incentivar o microempreendedor a investir no seu negócio de forma planejada e eficiente, criando um ambiente mais competitivo que permita a geração de renda e movimente a economia paulista”, disse Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP. Sobre a Desenvolve SP A Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista é a instituição do Governo do Estado de São Paulo que financia, por meio de linhas de crédito sustentáveis, o crescimento planejado das pequenas e médias empresas e municípios paulistas. Em sete anos de atuação, a Agência ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões em financiamentos para mais de 1.500 empresas e prefeituras em 260 cidades. Para saber mais sobre a instituição, acesse www.desenvolvesp.com.br. Fotos do evento disponíveis no link: http://www.saopaulo.sp.gov.br/sala-de-imprensa/release/alckmin-anuncia-programa-de-credito-com-juro-zero-microempreendedor/
Perspectivas econômicas para 2017: recuperação ou depressão?

Paulo Galvão Júnior[1] Luiz Alberto Machado[2] Como será o início de ano no Brasil? Será o começo de um novo ciclo econômico? Ocorrerá uma nova contração da atividade econômica nas cinco regiões ou o começo da expansão de toda atividade econômica no País? Necessitamos da recuperação econômica! Precisamos urgentemente da recuperação econômica! Mas, a recessão econômica prolongada poderá se transformar numa depressão econômica na nona economia do mundo. Ocorrerá o declínio econômico ou a ascensão econômica do Brasil no ano de 2017? Ocorrerá uma grande onda de pessimismo ou de otimismo? A taxa de desemprego aumentará ou diminuirá nos três setores da economia brasileira? Muitas perguntas! Muitas reflexões! Muitas perspectivas econômicas para 2017. A retração econômica no biênio 2015-2016 foi muito forte. “A crise que o Brasil está atravessando é grave, é a maior da qual se tem registro; atualmente, o País tem 4.456.120 de empresas inadimplentes, 59.714.718 cidadãos com registros negativos no Serasa, 12,024 milhões de desempregados e milhares de fábricas, comércios e serviços fechados. As perspectivas são de um crescimento lento, inferior a 1% no próximo ano e o dobro desse valor nos seguintes. É pouco para um país com o potencial que ele tem“, segundo o economista Roberto Luis Troster (13/12/2016). É muito grave a situação da economia brasileira! O PIB do Brasil não cresce por 21 meses consecutivos, por sete trimestres seguidos, segundo dados do IBGE, do primeiro trimestre de 2015 (quando atingiu -0,9%) até o terceiro trimestre de 2016 (quando bateu em -0,8%). Durante os anos do governo Dilma Rousseff (2011-2016) são identificadas as principais causas da pior crise econômica brasileira. Já para os economistas da FGV, a recessão econômica no Brasil começou no segundo trimestre de 2014. Há esperança na recuperação da economia brasileira no ano de 2017! Há esperança de dias melhores para as famílias brasileiras! Há esperança de chegarmos à fase da prosperidade econômica no ano de 2020! A previsão econômica do Boletim Focus do BCB é da taxa de crescimento do PIB brasileiro em 0,5% no ano de 2017. A projeção do FMI é também de 0,5% em 2017. Já a projeção do Departamento Econômico do Banco Itaú Unibanco é de 0,3% para 2017. A projeção do Deutsche Bank é da taxa de crescimento econômico de 0,5% em 2017, enfatizando que o país mais rico da América do Sul deve seguir na lanterna dos países que mais crescem no planeta, liderado pela Índia (7%), atualmente, a sétima economia do mundo. Estamos na segunda semana de um ano complicado. Será que 2017 marcará o início da recuperação da economia brasileira? Será que já chegamos ao fundo do poço? A princípio, o Brasil precisa corrigir os rumos da sua política econômica. Foram dois anos consecutivos de crescimento negativo, provocando a pior recessão da história econômica do País. A grande pergunta que se faz no início de 2017 é: Quais são os sinais da recuperação da economia brasileira? No mínimo, oito indicadores macroeconômicos são importantes para avaliar a economia brasileira: taxa de crescimento do PIB, taxa de desemprego, taxa de inflação, taxa SELIC, dívida pública bruta, superávit primário, carga tributária bruta e salário mínimo. Apresentamos a seguir o Quadro 1, com os principais indicadores macroeconômicos do Brasil: O crescimento médio anual do PIB brasileiro foi 0,2% no período 2011-2016. Temos problemas graves no Brasil. É grande o número de trabalhadores brasileiros que vivem com um salário mínimo. Os trabalhadores com 15 anos ou mais de idade que ganham um salário mínimo por mês somam 46 milhões no País. Em 2016, o salário mínimo era de R$ 880,00. Em 2017, o salário mínimo passa a ser de R$ 937,00. Com o aumento de R$ 57,00, o prognóstico é de mais dificuldades para as famílias brasileiras. A regra número um é não gastar mais do que se ganha. O Brasil precisa reconquistar a confiança dos empresários e dos consumidores para se transformar, interrompendo a tendência de queda do PIB. A inflação atingiu em cheio o preço dos alimentos. O IPCA subiu de 5,84% em 2012 para 10,67% em 2015. A taxa de inflação foi de 6,29% no ano de 2016, abaixo do teto da meta (6,5%) perseguida pelo BCB. Os elevados gastos públicos são prejudiciais numa economia de mercado. A lei da oferta e da demanda deve reinar nas decisões dos agentes econômicos. O governo Dilma Rousseff interferiu seguidas vezes de forma inadequada nas políticas fiscal e monetária para controlar a inflação, acreditando ser esta uma inflação de demanda, mas, na verdade, era uma inflação de custos, que se agravou com os aumentos da gasolina, da energia elétrica, dos remédios, do gás de cozinha etc., os dois primeiros depois de prolongado congelamento no período que antecedeu as eleições de 2014. Como um país emergente pode prosperar com tanta ignorância, tanta pobreza intelectual? Como um país em desenvolvimento pode enriquecer sua população dependendo da produção e exportação essencialmente de commodities agrícolas, minerais e energéticas? Apesar de todas as dificuldades, sobrevivemos ao ano de 2016 que parecia não querer acabar! Sobreviveremos também ao velho e amargo remédio do ajuste fiscal, do aumento de impostos e ao corte nos gastos públicos? Os impactos da crise econômica são graves e não se esgotarão com o ajuste fiscal. Taxa de juros nominal mais baixa é importante para aumentar os investimentos privados. A taxa de juros real do Brasil é a maior do mundo, à frente da Rússia, a segunda colocada. A taxa SELIC deverá cair de forma gradual e consistente com a atual política monetária praticada pela equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles e pelo presidente do BCB Ilan Goldfajn. Nesta quarta-feira, o Copom do BCB decidiu, por unanimidade e sem viés, reduzir em 0,75 ponto percentual a taxa SELIC, a taxa básica de juros, de 13,75% para 13% ao ano, passando assim um sinal positivo para os agentes econômicos. Menos e menores tributos são fundamentais para elevar o consumo das famílias brasileiras. A título de exemplo, um notebook nacional, cujo preço é de R$ 1.278,68 cairia
Comportamental: Psicóloga de Harvard diz que as pessoas julgam você em segundos por esses critérios (com vídeo)

As pessoas avaliam você em segundos, mas o que exatamente eles estão avaliando? A professora de Harvard Business School, Amy Cuddy, vem estudando as primeiras impressões ao lado dos colegas psicólogos Susan Fiske e Peter Glick por mais de 15 anos, e descobriu padrões nessas interações. Em seu novo livro, “Presença”, Cuddy diz que as pessoas respondem rapidamente duas perguntas quando eles te encontram pela primeira vez: Posso confiar nesta pessoa? Eu posso respeitar esta pessoa? Os psicólogos referem-se a estas dimensões como cordialidade e competência, respectivamente, e, idealmente, você quer ser percebido tendo ambos. Curiosamente, Cuddy diz que a maioria das pessoas, especialmente em um contexto profissional, acreditam que a competência é o fator mais importante. Afinal, eles querem provar que eles são inteligentes e talentosos o suficiente para lidar com o seu negócio. Mas, na verdade a cordialidade, ou confiabilidade, é o fator mais importante na forma como as pessoas avaliam você. “De uma perspectiva evolucionária”, diz Cuddy, “é mais crucial para a nossa sobrevivência saber se uma pessoa merece a nossa confiança.” Faz sentido quando você considera que para os homens das cavernas era mais importante descobrir se seu companheiro estava lá para matá-lo e roubar todos os seus bens ou se ele era competente o suficiente para construir um bom fogo com você. Enquanto a competência é altamente valorizada, Cuddy diz que ela é avaliada apenas depois que a confiança é estabelecida. E, que se concentrar demais em exibir a sua força pode sair pela culatra. Cuddy diz que estagiários de MBA são muitas vezes tão preocupados com parecerem inteligentes e competentes que isso pode levá-los a ignorar eventos sociais, não pedir ajuda, e geralmente parecer inacessível. “UMA PESSOA CALOROSA, CONFIÁVEL QUE TAMBÉM É FORTE PROVOCA ADMIRAÇÃO, MAS SÓ DEPOIS QUE VOCÊ ESTABELECEU A CONFIANÇA É QUE SUA FORÇA SE TORNA UM DOM E NÃO UMA AMEAÇA.” Estes overachievers podem se frustrar ao não recebem a oferta de emprego porque ninguém os conheceu melhor para confiar neles como pessoas. “Se alguém que você está tentando influenciar não confia em você, você não vai chegar muito longe. Na verdade, você pode até provocar suspeitas porque você parecer apenas um grande manipulador”, diz Cuddy. ASSISTA A PALESTRA:
Finanças: Introdução a análise de investimentos

As decisões de investimento envolvem a elaboração, avaliação e seleção de propostas de aplicações de capital efetuadas com o objetivo, normalmente de médio e longo prazo, de produzir determinado retorno aos proprietários de ativos. Várias decisões empresariais que se incorporam a um processo de investimento de capital, podendo- se citar, entre outras, as decisões de substituição de ativos, de ampliação da capacidade produtiva, de lançamento de novos produtos, etc. Todo o processo de tomada de decisões financeiras requer uma compreensão dos princípios de formação e utilização das taxas de juros do mercado e os critérios de decisão a serem seguidos pelos agentes econômicos. Em verdade as taxas de juros são um balizador da economia e de fundamental importância para analise da empresa, antes mesmo de iniciar seus projetos de investimentos. É importante ressaltar que uma decisão de investimento é tomada segundo um critério racional levando em consideração a aceitabilidade do produto no mercado; as necessidades de investimentos em imobilização e construção da sua carteira de clientes e estoques e também das origens de recursos para financiar os projetos e um dos mecanismos usuais em finanças consiste em mensurar corretamente os fluxos de caixa incrementais associados com as propostas de investimentos e avaliar sua atratividade econômica pela comparação do custo do dinheiro e observar ao longo do tempo como este dinheiro investido estará retornando para a empresa para renumerar adequadamente suas fontes de capital (dos bancos ou dos acionistas). Basicamente, um processo de seleção de alternativa de investimento de capital envolve os seguintes aspectos básicos de estudo: a) dimensionamento dos fluxos de caixa de cada proposta de investimento gerada; b) avaliação econômica dos fluxos de caixa com base na aplicação de técnicas de análise de investimentos; c) definição da taxa de retorno exigida pelos proprietários de capital (credores e acionistas) e sua aplicação para o critério de aceitação de projeto de investimento; d) introdução do risco no processo de avaliação de investimento. Assim para avaliar uma proposta de investimento é necessário conhecer o comportamento do mercado em relação as taxas de juros; o tempo que o investimento inicialmente efetuado será retornado para a empresa e a taxa interna de retorno deste projeto de investimento ao seu momento “zero” para conhecermos se este projeto estará proporcionando um “valor presente líquido” para remunerar adequadamente suas fontes de capital. “Nos dias atuais os conceitos de finanças é fator essencial nas corporações e os acionistas dominam tais conceitos de finanças e os gestores não podem alegar ignorância”. Dentre as funções podemos destacar Construir o Valor Econômico da Empresa. O Planejamento É Necessário. A Empresa É a Reunião de Especialidades Humanas. Os Gestores São Responsáveis pela Geração do Lucro. Informação para a Gestão. Processo decisório: Gestores: motivação, empreendedores. Por maior que seja uma empresa podemos entender que ela é constituída por um conjunto de projetos ora dependente ou independentes que compete entre si e conhecer rentabilidade individual destes projetos é fundamental para uma boa gestão empresarial e destacamos abaixo as principais metodologias amplamente utilizadas em finanças para avaliação dos projetos de investimentos. Metodologias de escolha de Projetos excludentes: Valor presente líquido (VPL) Taxa Interna de retorno (TIR) Período de recuperação do Capital (payback) Índice de lucratividade (IL) Taxa interna de retorno modificada (TIRM) Valor Anual Equivalente (VAE) Um bom estudo Prof. Alexandre Wander Abaixo material para download GECOMPANY – INTRODUÇÃO A ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
A Psicologia e a transformação de nós mesmos; técnicas e teorias para promover equilíbrio nas relações familiares

Em 27 de agosto de 1962, a Psicologia foi regulamentada como profissão no Brasil pela Lei n.º 4.119/62 e, desde então, nesta data comemora-se o aniversário da Psicologia. Entre as atribuições do trabalho de psicólogas e psicólogos citados naquela lei, algumas nos saltam aos olhos, como “solução de problemas de ajustamento” e “orientação e seleção profissional”. Isso nos mostra não apenas o quanto a profissão avançou mas também como a sociedade mudou. Em 2016, a demanda das pessoas se afasta da adequação às expectativas da sociedade, assim como as demandas das organizações não estão apenas relacionadas a encontrar o profissional para um cargo disponibilizado. Hoje, a busca é pela qualidade de vida, por experiências positivas, pela sustentabilidade, pela igualdade de oportunidades. A Psicologia, neste cenário, surge como uma disciplina e como uma profissão capaz de acolher essas demandas, problematizá-las e, em parceria, trabalhá-las. O trabalho de psicólogas e psicólogos como psicoterapeutas é amplamente conhecido e aceito. Podemos dizer que cada pessoa é um universo em si, com seus mistérios, seus desejos, seus segredos, seus sofrimentos. Quando uma pessoa passa a se conhecer e a se respeitar, todas suas relações são influenciadas: com amigos, no trabalho, na família. Apontamos também que cada pessoa tem algumas características que estão em potencial, que só passa a conhecer caso haja alguma mudança na vida: uma nova oportunidade de emprego ou uma doença podem nos fazer desenvolver aspectos pessoais inesperados e surpreendentes. Cada pessoa é um potencial transformador de si e do mundo. A Psicologia dispõe de técnicas e teorias para promover equilíbrio nas relações familiares: manejo parental, terapia de casal ou familiar são alguns exemplos. As pessoas querem promover valores singelos como o respeito aos mais velhos, passar mais tempo com os filhos, aproveitar o lazer com quem se ama. Por outro lado, a Psicologia oferece recursos para compreendermos e construirmos políticas contra a violência doméstica ou para sustentar o casamento livre de qualquer casal que se ame. Nos ambientes de trabalho, conhecemos os efeitos que uma liderança positiva na produção de uma empresa. Esses aspectos perpassam o desenvolvimento de inteligência emocional e controle do estresse. Entretanto ainda temos desafios, como criar ambientes que inibam o assédio moral e alcançar a igualdade de oportunidades e salários entre homens e mulheres. Neste aniversário da Psicologia, convidamos a uma reflexão sobre quais são os caminhos que queremos seguir, pessoal e profissionalmente, e também para a sociedade Se, contemporaneamente, temos a expectativa de aproveitar a vida plenamente, encontramos um limite entre o desfrutar da individualidade e as necessidades coletivas. Nem sempre reconhecemos nossa responsabilidade pelos nossos desejos e muitas vezes não temos dimensão do potencial transformador que possuímos. De maneira mais abrangente, podemos pensar no momento conturbado pelo qual passa nosso país. Muitas vezes reivindicamos os direitos que parecem ser tomados de nós a cada dia – segurança, educação, trabalho. Este país é deles ou é nosso? Para entendermos essa situação, recorremos a economistas ou a cientistas políticos, mas cabe uma provocação aos meios de comunicação, aos legisladores e juristas sobre a contribuição da Psicologia e sobre sua leitura do social. Ainda temos muitos aspectos subjetivos e sociais a compreender. Síndrome de vira lata? País do futuro? Neste aniversário da Psicologia, convidamos a uma reflexão sobre quais são os caminhos que queremos seguir, pessoal e profissionalmente, e também para a sociedade. Podemos e precisamos afirmar as múltiplas expressões da subjetividade e oportunizar a criatividade pessoal, política e corporativa. Sabedores de que somos potenciais transformadores de nós mesmos e da nossa sociedade, contamos com a Psicologia para enfrentarmos o desafio. Bruno Jardini Mäder é psicólogo e compõe a diretoria do CRP-PR como Conselheiro Tesoureiro. Fonte:( http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-psicologia-e-a-transformacao-de-nos-mesmos-54leqn9a8fi8o59mdp6l67aqg)
Em 2016 o dólar tem a quarta maior desvalorização desde o plano real.

Após cinco anos de valorização o dólar Ptax venda registra desvalorização em 2016. Em 2016 a moeda americana registra a quarta maior desvalorização desde 1995; a moeda norte americana tem queda de -16,54% em 2016. A maior desvalorização anual desde 1995 foi em 2009, quando registrou queda de -25,49%. A maior valorização anual da moeda americana foi em 2002 com 52,27%, seguida pela valorização em 1999 com 48,01%. O dólar Ptax venda fechou o ano de 2016 em R$ 3,26. O maior patamar em 2016 foi no dia 21 de janeiro com R$ 4,16 e a menor cotação no dia 25 de outubro com R$ 3,12. Nas principais economias de LATAM Economatica acompanha seis economias na América Latina e em 2016 a moeda americana registra a maior desvalorização no Brasil, com queda de -16,54%, seguida pelo Chile com queda de -5,66%. Somente dois países registram valorização em 2016: a Argentina e o México. A Argentina tem a maior valorização com 21,47% e o México tem a segunda maior valorização, com 19,54%.
Pensando em aposentar-se? Atue no conselho de administração das empresas

No universo do mercado de trabalho, existe uma equação que frequentemente é colocada e nem sempre solucionada: qual é a vida útil de um executivo? A pergunta não tem uma resposta simples, mas é inegável que a experiência, adquirida com a idade e os anos de profissão, é determinante para qualquer organização. O Brasil tem hoje, aproximadamente, 15 milhões de pessoas com 65 anos ou mais. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 30% da população brasileira, até 2050, será composta por indivíduos com mais de 60 anos. Os números evidenciam a importância cada vez mais essa faixa etária terá cada vez mais cargos diretivos das empresas. Ou seja, a vida útil tende a aumentar no mercado de trabalho. De acordo com a administradora Vera Vasconcellos consultora de carreira sênior da Consultoria Productive, é preciso separar a idade cronológica da profissional de fato. O que significa compreender a experiência adquirida e não somente o acumulo de anos na certidão de nascimento. De uma maneira geral, ter pessoas mais experientes traz um equilíbrio para as decisões. Contrabalança com gente mais impulsiva. O mais velho olha as coisas com um pouco mais de amplitude. Isso é positivo e as empresas já estão vendo dessa forma. Há uma bagagem que só o tempo pode construir e isso deve ser levado em conta”, afirma. Segundo Alexandre Wander consultor financeiro da Gecompany, consultoria e treinamentos de executivos em gestão financeira; o que não pode envelhecer nas empresas é o seu modelo de gestão e não as pessoas; profissionais experientes atualizados pode ser um modelo mais assertivo de gerenciamento. Entretanto o profissional precisa manter-se atualizado e não ter paradigmas de que o modelo do velho gerenciamento poder ser aplicado num mundo sem fronteiras e altamente competitivo. Mara Turolla, diretora de Coaching da Consultoria Career Center, concorda com a colega. “Mais do que falar de idade, é interessante falar de maturidade, é nesses momentos complexos que estamos vivendo nesse cenário econômico global e nacional, além de lidar com esses momentos dentro das empresas. Muitas vezes o emocional sobrepõe o racional, com todo mundo mais tenso e o fato de ter executivos muito jovens que não passaram por essas experiências pode ser um complicador ao enfrentar situações como as atuais”, opina. Um estudo realizado pela consultoria de Recursos Humanos Hays mostrou, inclusive, a preferência de algumas companhias na contratação desse perfil de profissional. Ao todo, 20% das empresas têm escolhido chamar de volta ao trabalho quem já se aposentou ou manter quem tem idade para se aposentar. Desse total, as funções mais procuradas são de cargos técnicos, de diretoria e para a gerência. Outro fator importante é que as empresas já entendem que a faixa etária acima dos 60 anos é responsável por um índice elevado de consumo. Portanto, é importante ter em seus quadros gestores desse mesmo perfil, que entendam o público. Atualmente, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o Brasil já passou do 24 milhões de consumidores acima de 60 anos. Conselho de Administração Um caminho talvez menos conhecido, mas não menos importante, que gestores muito experientes podem seguir é o dos Conselhos de Administração das empresas. Embora não tenha papel executivo, eles são a “visão de longo prazo” das corporações. “Talvez seja o último passo da trajetória corporativa. Para um CEO global de uma grande empresa, o passo seguinte é ir para o Conselho de Administração. É uma alternativa que tem sido frequente”, diz Vera. No entanto, a especialista alerta que ir para o Conselho não significa menos trabalho ou energia. “Eu não gosto da ideia de que o profissional vai ser Conselheiro porque quer calma, perdeu a energia. O Conselheiro pode trabalhar menos horas mas precisa de energia. Muda o contexto, mas precisa estar igualmente motivado”, completa. O administrador Manoel Horácio Francisco da Silva presidiu a Divisão de Papel e Celulose da Cia. Vale do Rio Doce, Vale do Rio Doce Energia, Vale do Rio Doce Navegação (Docenave), Sharp Equipamentos Eletrônicos, Ficap e Matec – Matel Tecnologia de Telecomunicações (Grupo Ericsson). Depois do vasto currículo executivo, encaminhou-se para a etapa dos Conselhos de Administração. Atualmente, é presidente do Conselho de Administração da TIM. “No Conselho se olha mais a função estratégica, de longo prazo. O executivo, por sua vez, está mais preocupado com resultado puro. Por isso, a experiência é importante no Conselho. Alguém que passou a vida toda resolvendo problemas operacionais está mais preparado para entender onde está a empresa e olhar para a frente. Mas a motivação de ajudar a empresa tem que estar sempre presente”, afirma. Whitaker, que participou, entre outros, do Conselho de Administração do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), concorda com os colegas. “Os Conselhos são fundamentais. Embora não tenha o poder de execução, os membros únicos que podem apontar direções ao CEO. Ele existe justamente para ser esse equilíbrio entre os desejos da organização e de seus comandantes. Portanto, é um caminho não só recompensador do ponto de vista profissional, mas também necessário para o bom funcionamento de uma empresa. Por isso, o profissional pode se sentir privilegiado ao ingressar em um desses quadros”, explica. Para quem deseja trilhar esse caminho, é preciso ter em vista que, assim como qualquer cargo dentro de uma organização, este também exige preparação e dedicação. Engana-se quem acredita que ser integrante de um conselho exige menor comprometimento, como lembra Manoel Horácio Silva. ““Antes o Conselho de Administração era o amigo do dono. Agora é muito mais profissional. Os Conselhos são independentes do interesse do controlador. É importante ter variedade de talentos, fazer uma mescla. Ter alguém lá dentro que viveu o mercado e queira acrescentar”, afirma. “O mundo corporativo começa a aposentar os executivos em uma faixa entre os 55 e 60 anos, em média. Essas pessoas têm muitos anos úteis e podem contribuir de outras formas, como se preparando em governança para participar de Conselhos. Fazer parte de um Conselho é um caminho que pode ser seguido. Para isso é necessário se preparar
O impacto da incerteza e da tecnologia sobre o capital de giro

Sob condições de certeza em que as vendas, custos, tempo de espera, períodos de pagamento, etc, são conhecidos com certeza, todas as empresas manteriam as mesmas condições mínimas de ativos circulantes. Qualquer quantidade a mais aumentariam a necessidade de financiamentos externos sem um correspondente aumento de lucros, entretanto qualquer redução em quantidade de lucros envolveria pagamentos atrasados para fornecedores e outras fontes de financiamentos devido a uma carência de crédito altamente restritiva. Entretanto, o cenário muda quando a incerteza é introduzida. Agora a empresa necessita de uma quantidade minima de caixa e clientes baseada em recebimentos esperados; estoque em alto giro e também expectativa de tempo de espera dos pedidos e dos processo produtivo em conversão das matérias primas em produtos acabados, e assim por diante um estoque mínimo de segurança, que possibilita a empresa lidar com variações de valores esperados. De forma similar, os níveis de compras e de contas a receber são determinados pelos termos de créditos, e quanto mais rigorosos menores serão os contas a receber para qualquer nível de venda. Com uma politica restritiva de investimentos em ativos circulantes, a empresa manteria estoque mínimos de segurança de caixa e estoques, e teria uma politica de crédito rígida mesmo que isso significasse correr o risco de perder vendas. Uma política magra e seca de investimentos em ativo circulante geralmente oferece o mais alto retorno esperado sobre esse investimento, porém ela carrega o maior nível de risco, entretanto o inverso é verdadeiro sob uma política relaxada. A política moderada fica entre esses dois extremos em termos de risco e retorno esperado. A mudança de tecnologia pode levar a mudanças dramáticas na política ótima de investimento em ativos circulantes. Por exemplo, no caso de uma empresa investir noma nova tecnologia pode reduzir a necessidade de estoques devido a maior agilidade no processo produtivo; exemplificando uma empresa que reduz em 50% o ciclo produtivo o estoque das matérias primas também pode ser reduzido pela metade. Desta forma empresas instalam sistemas de códigos de barra em todos os produtos que são lidos no momento da saída da empresa e a informação mantém um registro do estoque de cada item e automaticamente transmite a necessidade da reposição do produto ao estoque em níveis gerenciáveis e assim o lucro da empresa será maximizado. GERENCIANDO OS COMPONENTES DO CAPITAL DE GIRO O capital de giro consiste em cinco componentes principais: caixa, títulos financeiros, estoques, contas a receber e os prazos dos pagamentos aos fornecedores. Para cada tipo de ativo, as empresas enfrentam uma troca (trade-off) fundamental: os ativos circulantes (isto é o capital de giro) que são necessários para conduzir um negócio, e quanto maior a sua manutenção de ativos circulantes menor o risco de falta; portanto menor o risco operacional da empresa. Porém manter um alto capital de giro tem um alto custo; se os estoques forem altos demais, a empresa terá ativos com zero de retorno, ou até mesmo um retorno negativo caso os custos do armazenamento e o custo do financiamento forem altos demais e assim aumenta a desvantagem de manter estoques excessivos (ou contas a receber ou até mesmo caixa). Portanto existe um desafio ao gerente de logística em manter o mínimo do capital de giro alocado em estoques em uma consistente administração do negócio sem interrupção e empresas com maior nível de incerteza o período de gestão dos estoques devem ser direcionados ao menor tempo possível e daí o gerentes que conduz a empresa ao menor nível de estoque na busca da melhor performance justificam o salários recebidos e seus prêmios de gratificação anuais. As empresas geralmente seguem um ciclo no qual elas compram estoque, promovem adiantamento aos fornecedores, vendem seus produtos recebem dos seus clientes e negociam prazos com seus fornecedores, isto que denominamos de CICLO FINANCEIRO e num padrão normal é que este ciclo financeiro seja próximo aos prazos de financiamentos bancários em termos de vencimentos para a empresa evitar que que chamamos de ciranda financeira negativa (quanto os prazos dos vencimentos dos empréstimos ocorrer a um prazo inferior ao clico financeiro. Uma política correta de capital de giro, consiste e minimizar o tempo entre os desembolsos de caixa para as matérias-primas, o recebimento das vendas, e aumentar os prazos de pagamentos aos fornecedores. CONCEITOS DE CAPITAL DE GIRO ZERO À primeira vista, pode parecer que a administração do capital de giro não é tão importante quanto o orçamento de capital, as políticas de dividendos e outras decisões que determinam a direção de longo prazo de uma empresa. Entretanto, no mundo atual de competição global intensa, a administração do capital de giro está recebendo cada vez mais atenção de gestores que buscam a mais alta eficiência empresarial. De fato, o objetivo de muitas empresas líderes hoje em dia – incluindo a AMBEV, NATURA, RENNER, é a administração do capital de giro. Os proponentes do conceito de capital de giro zero afirmam que o movimento nesta direção a esse objetivo não somente gera caixa como também acelera a produção e ajuda a empresa em fazer entregas mais rápidas e a operar com maior eficiência e principalmente a saírem da dívidas onerosas (endividamento bancário e atrasos nos pagamentos do impostos). O conceito tem sua própria definição de capital de giro: Estoques (+) contas a receber (-) contas a pagar. O raciocínio é básico que os estoques devem ser financiados pelos fornecedores e que o contas a receber são os elementos chaves na efetivação das vendas (um estoque de 30 dias para suprir as vendas mensais). Reduzir o capital de giro e, portanto aumentar o giro tem dois principais benefícios financeiros. Primeiro, para cada real liberado pela redução de estoques ou contas a receber, ou então pelo aumento do contas a pagar, resulta em uma contribuição ao FLUXO DE CAIXA Como todo capital, os fundos investidos em capital de giro têm um custo em dinheiro, assim, a redução da quantia de capital de giro rende economias permanentes em custo de capital. Em adição aos benefícios financeiros, reduzir capital de
Economática: Ações com valorização acima de 100% em 2016 – Siderurgia é destaque com 5 representantes

Economatica lista as ações que no ano de 2016 até o dia 23 de dezembro registram valorização superior a 100%. Para fazer parte da amostra a ação tem que ter movimento mínimo de R$ 1 milhão em média por dia no ano de 2016. No mercado até o dia 23 de dezembro de 2016 134 ações registram volume financeiro médio diário superior a R$ 1 milhão, das quais 16 ações valorizaram mais de 100% no período. A ação com maior valorização é o da Magazine Luiza ON (MGLU3) com 499,43% de ganhos. A ação no ano de 2015 teve queda de -70,46% e no acumulado de 31 de dezembro de 2014 até dia 23 de dezembro de 2016 registra valorização de 77,09%. A ação movimentou no ano de 2016 R$ 7,47 milhões em média por dia até o dia 23 de dezembro. O papel fechou no dia 23 de dezembro de 2016 em R$ 105,80, sendo que o valor máximo atingido pelo papel desde 01 de janeiro de 2015 foi de R$ 107,0, ou seja, o papel se encontra a 98,9% do preço máximo do período. Entre as 16 ações com valorização superior a 100% em 2016 até o dia 23 de dezembro temos cinco representantes do setor de Siderurgia, sendo que a ação da Gerdau Metalúrgica PN (GOAU4) tem o melhor desempenho com valorização de 176,23% até o dia 23 de dezembro de 2016. No acumulado de 31 de dezembro de 2014 até dezembro de 2016 o papel ainda tem perda de -58,76%. Em 2016 até o dia 23 de dezembro o índice Ibovespa tem valorização de 33,65% e o CDI de 13,71%. Confira abaixo a lista das 16 ações com valorização superior a 100% em 2016 até o dia 23 de dezembro. Nosso comentário: (Prof. Alexandre Wander) Em relação ao desempenho da Magazine Luiza; consulte a ANÁLISE FUNDAMENTALISTA ATÉ 30/09/2016 da empresa e também o comunicado da diretoria da empresa submetida a CVM que consta no nosso site.
Avaliação Relativa o que é? Damodaran explica
Se a Dell (DELL) está sendo negociada a 17 vezes o lucro por ação, a Apple (AAPL) tem índice P/L de 21 e a Microsoft (MSFT) está precificada a 11 vezes o lucro por ação, que ação oferece a melhor oportunidade? Será que a Dell está mais barata que a Apple? Será que a Microsoft é uma pechincha em comparação com a Apple e a Dell? Será que realmente estamos falando de empresas semelhantes? O QUE É UMA AVALIAÇÃO RELATIVA? A avaliação relativa consiste em comparar como os mercados precificam diferentes empresas, com a intenção de encontrar pechinchas. Na avaliação relativa, avaliamos um ativo com base em como ativos semelhantes são precificados no mercado. O pretenso comprador de uma casa decide o quanto oferecer por uma casa depois de examinar os preços pagos por imóveis semelhantes no mesmo bairro. Da mesma maneira, o pretenso investidor na oferta pública inicial (Inicial Public Offering – IPO) da GM, em 2010, poderia ter estimado o valor da ação com base nos preços de outras empresas automobilísticas. Na mesma linha, um potencial investidor em ação tenta estimar o seu valor examinando a precificação de mercado de ações similares. Os três passos essenciais na avaliação relativa são: Encontrar ativos comparáveis que são precificados pelo mercado Ampliar os preços de mercado até uma variável comum, para gerar a preços padronizados que sejam comparáveis entre os diferentes ativos Ao comparar os valores padronizados, fazer ajustes para compensar as diferenças entre os ativos. Uma casa mais nova, com características mais recentes, deve ter preço superior ao de uma casa mais antiga, com tamanho semelhante, que precise de reforma. Da mesma maneira, uma empresa em crescimento acelerado deve ser negociada a preço superior ao de outra empresa do mesmo setor que apresente crescimento mais lento. A avaliação relativa pode ser feita com menos informações e mais rapidez que a avaliação intrínseca, além de ser mais tendente a refletir o temperamento do mercado no momento. Não admira que a maioria das avaliações seja relativa. VALORES PADRONIZADOS E MÚTIPLOS A comparação de ativos que sejam exatamente semelhantes pode ser um desafio. Quando se comparam os preços de dois prédios de diferentes tamanhos, na mesma localidade, o prédio menor parecerá ser mais barato, a não ser que considere a diferença de tamanho, calculando o preço por metro quadrado. Quando se confrontam ações de diferentes empresas negociadas em bolsas de valores, o preço por ação de uma empresa é função tanto do valor do patrimônio liquido quanto do número de ações em circulação. Para comparar os preços de empresas “semelhantes” no mercado, o valor de mercado de ma empresa pode ser padronizado em relação ao lucro por ação, ao valor contábil, à geração de receita ou a um indicador especifico da empresa ou setor (número de clientes, quantidade de ações em circulação, etc.). Onipresença da Avaliação Relativa Apesar do foco na avaliação do fluxo de caixa descontado em salas de aula e na teoria, há três evidências de que os ativos são avaliados em bases relativas. De fato, consideramos o seguinte: A maioria dos relatórios de pesquisa de ações baseia-se em múltiplos: razões preço/lucro, razões valor da empresa/EBITDA e razões preço/vendas são apenas alguns exemplos. Em um estudo informal com 550 relatórios de pesquisa de ações em 2001, as avaliações relativas ultrapassaram as descontadas em uma proporção de 10 para 1. Embora muitas delas incluíssem as tabelas obrigatórias de fluxos de caixa, valores estimados e recomendações feitas analisando-se empresas comparáveis e utilizando-se múltiplos. Assim, quando analistas sustentam que uma ação está subestimada ou ao contrário, estão em geral fazendo ou julgando com base em uma avaliação relativa. As técnicas de fluxo de caixa são mais comuns em aquisições e finanças corporativas. Embora o empirismo causal sugira que quase toda aquisição é suportada por uma avaliação de fluxo de caixa descontado, o valor pago é freqüentemente determinado por um múltiplo. Na avaliação de aquisições, muitos modelos de fluxo de caixa descontados são, em essência, avaliações relativas disfarçadas, porque os valores terminais são calculados por múltiplos. A maioria das regras práticas dos investimentos baseia-se nos múltiplos. Por exemplo, muitos investimentos consideram baratas as empresas que negociam a menos do que o seu valor contábil, bem como as ações transacionadas a razões P/L menores que a taxa de crescimento esperado. Considerando-se que a avaliação relativa é tão dominante na prática, seria um erro descartá-la como uma ferramenta rústica. Como podemos, neste momento, definir que a avaliação relativa desempenha papel à parte e diferente da avaliação do fluxo de caixa descontado. MOTIVOS DA POPULARIDADE E ARMADILHAS POTENCIAIS Por que o uso de avaliações relativas é tão difundido? Por que administradores e analistas relacionam-se melhor com um valor baseado em um múltiplo e em comparáveis do que com a avaliação de fluxo de caixa descontado? Na seqüência, vamos analisar alguns dos motivos da popularidade dos múltiplos O uso de múltiplos e comparáveis demanda menos tempo e recursos do que a avaliação de fluxo de caixa descontado. As avaliações de fluxos de caixa descontado requerem substancialmente mais informações do que a avaliação relativa. Para analistas que enfrentam restrições de tempo e limitação de acesso as informações, a avaliação relativa oferece uma alternativa mais rápida. Mais fácil de vender: Em muitos casos, analistas, principalmente, e vendedores utilizam as avaliações para vender a investidores e gestores carteiras. É muito mais fácil vender uma avaliação relativa do que outra de fluxo de caixa descontado. Afinal, as avaliações de fluxo de caixa descontado podem ser difíceis de explicar aos clientes, especialmente quando se trabalha com restrição de tempo – muitos argumentos de televendas são dirigidos a investidores que tem alguns minutos a dedicar. As avaliações relativas, por outro lado, adaptam-se perfeitamente a mensagens curtas de vendas. Usando terminologia política, é muito fácil discorrer sobre uma avaliação relativa do que sobre um fluxo de caixa descontado. È mais fácil defender: É comum analistas convocados a defender as premissas das suas avaliações perante superiores, colegas e clientes. As avaliações de fluxo