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Gestão estratégica de custos: Conceitos de Margem de contribuição

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO Depois que os custos forem classificados como fixos e variáveis, seus efeitos sobre a receita, volume e lucro, podem ser estudados por meio de análise de custo-volume-lucro. A análise é um exame sistemático das relações entre preços de venda, volume de venda e de produção, custos, despesas e lucros. A análise de custo-volume-lucro fornece ao administrador informações úteis para a tomada de decisões, pode, por exemplo ser usada para ajustar preços de venda, selecionar o mix de produtos para venda, escolher estratégias de marketing e analisar os efeitos dos custos fixos sobre o lucro. Atualmente o administrador deve tomar decisões rápidas e precisas. Daí a importância crescente da análise de custo-volume-lucro nos dias de hoje. Conceito de Margem de contribuição É a relação entre o custo-volume-lucro. O conceito de margem de contribuição é especialmente útil para o planejamento empresarial, pois fornece informações sobre o potencial de lucro da empresa. Representa o lucro variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto ou serviço e os custos e despesas variáveis por unidade de produto ou serviço. Significa que, em cada unidade vendida, a empresa lucrará determinado valor. Multiplicado pelo total vendido (produtos ou serviços), teremos a margem de contribuição total para a empresa. MODELO DE DECISÃO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO:  Margem de contribuição é a margem bruta, obtida pela venda de um produto ou serviço, que excede seus custos variáveis unitários. Em outras palavras: É o mesmo que o lucro variável unitário, ou seja, o preço de vendas de um produto ou serviço deduzido dos custos e despesas variáveis necessários para produzir e vender o produto. Índice Margem de Contribuição: Indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os custos fixos e propiciar o lucro operacional Isso significa que, a cada unidade de Serviço A vendida, a empresa recebe um lucro unitário de $ 800,00. É a margem unitária que o Serviço A dá à empresa, para cobrir todos os custos e despesas fixas (custos de capacidade) e também propiciar a margem de lucratividade desejada. O índice de margem de contribuição (IMC) mede o efeito sobre o lucro operacional originado pelo aumento ou diminuição das vendas. Margem de Contribuição Unitária: É útil para analisar o potencial de um projeto. Considera a quantia disponível de cada unidade vendida para cobrir os custos fixos e gerar o lucro operacional O modelo de decisão da margem de contribuição expressa em uma demonstração de resultados, em que necessariamente devem ser incorporados os dados quantitativos e os preços unitários. Se as vendas da empresa aumentar em 500 unidades, o lucro operacional aumentará automaticamente em R$ 400.000 (500 x 800,00) A margem de contribuição unitária pode fornecer informações úteis no gerenciamento das operações. A ilustração anterior mostra que a empresa pode gastar até R$ 400.000 em propaganda especial ou outras de produtos ou serviços para aumentar as vendas. Um bom estudo Prof. Alexandre Wander  

Um desafio: Análise a PETRO e responda as questões em forma de artigo

Análise os demonstrativos financeiros abaixo; responda as questões em forma de artigo, no máximo em 60 linhas, e o artigo mais consistente estaremos publicando-o com seu nome no site da Ge.company. Antes de comentar sobre sobre o desempenho financeiro; recomendamos que faça uma introdução sobre o pensamento estratégico da empresa. Além de procurarmos a entender o sobe e desce dos valores das ações na Bolsa de valores; o mais importante é compreender o pensamento estratégico de uma empresa mediante a análise dos indicadores financeiros; apresentamos abaixo os principais demonstrativos financeiros amplamente utilizados em finanças: a) o Balanço Patrimonial, b) a demonstração do resultado do exercícios e; c) o fluxo de caixa pelo método indireto da Petrobrás, com os seus dados históricos desde o ano de 2008. Nosso desafio é que você efetue uma análise dos  demonstrativos financeiros da Petrobras e responda as questões logo abaixo. a) Os índices de liquidez estão bons ou não? b) A estrutura de capital é conservadora ou arrojada? c) O giro do processo está melhorando? d) . Os prazos médios de recebimento e pagamento são normais, eles indicam a possibilidade de efetuar captação bancária ao prazo de 30 dias? Quais suas recomendações a respeito do clico operacional? e) Os prazos médios de estocagem são aceitáveis para o setor? Não há excesso de estoques de forma crônica? f) O lucro gerado apresenta um grau de segurança para pagamento do serviço da dívida (juros dos financiamentos)? h). Os dividendos distribuídos satisfarão aos acionistas e promoverão maior valor da empresa? i) A análise geral indica empresa em crescimento e potencial de geração de lucros? j) Os índices estão de acordo com a média do segmento? k) Qual o conceito do NOPAT e sua utilidade na gestão financeira da empresa? Justifique também o modelo do EBITDA l) A rentabilidade natural da empresa o ROI é beneficiado pelo giro ou pela margem; qual a sua leitura sobre o comportamento dos últimos anos? Quais recomendações a respeito. m) A empresa encontra-se preparada para efetuar uma mesclagem na sua estrutura de capital (fontes de financiamento de terceiros) ou seria recomendável efetuar um aporte de capital dos acionista? Se positivo quais são os fatores positivos para a captação bancária; se negative quais suas recomendações de melhoria? n) A rentabilidade do acionista está sendo beneficiada pela estrutura de capital e seu custo de financiamento? Qual a preocupação em relação a proporção do capital de terceiros em relação ao capital próprio? o) Com a queda na lucratividade líquida pode comprometer a RENTABILIDADE DO ACIONISTA? E como o desmembramento do ROE em três estágios pode contribuir em identificar o GIRO; MARGEM LÍQUIDA E ALAVANCAGEM TOTAL do ATIVO; efetue uma análise com recomendações em relação aos períodos. p) Analise o FLUXO DE CAIXA DA PETRO e efetue ponderações a respeito. q) Utilizando a análise fundamentalista emita um parecer a respeito da PETRO. r) O Mercado tem percebido o comportamento da PETRO no valor de suas ações na BOLSA, justifique sua linha de pensamento. Um bom estudo Prof. Alexandre Wander Aproveite a oportunidade em tornar-se conhecido em nossa rede; a triagem de consultas as nossas publicações crescem a cada dia.  

Comportamental: Vital mesmo é encontrar prazer naquilo que você faz!

Por acreditar nessas duas Assertivas Filosóficas: “O que o Homem mais busca é a felicidade” / “O que o Homem mais quer é o poder”, devo buscar ser Feliz fazendo o que me dá prazer, mas conciliando com o Poder que quero ter? Sim, mas tendo em vista o entendimento prévio de que há 03 pilares básicos que sempre deveremos considerar: a informação profissional, o trabalho no autoconhecimento e as tendências da lei de mercado (oferta e procura). Claro que sempre é bom por atenção nas mutáveis opções disponíveis que podem exigir rápidas mudanças de rumo. Na visão de Sócrates (Filósofo grego – 470 AC) o autoconhecimento deve ser cultivado, porque a filosofia vem de dentro para fora e sua função é despertar o conhecimento (a Verdade já está dentro de cada um). “Para conhecer-se é preciso conhecer o outro, posto que a alma do outro é o espelho da própria alma”, pregava Sócrates. Ele nos legou a fórmula do progresso: “Faça com que todos os seus pensamentos tenham um único foco, as suas Metas”. O TRABALHO PRECISA SER UM MEIO DE VIDA E NÃO UM “MEIO DE MORTE”!?! Segundo Epicuro (Filósofo grego – 270 AC), o ideal da Filosofia é atingir a felicidade, porque o bem reside no prazer. Segundo ele também, a principal função da Filosofia é libertar o homem para que ele obtenha uma vida melhor. Prazer e Liberdade, Meio de Vida ou meio de morte, Felicidade X Poder, Autoconhecimento / conhecer os outros, nos traz uma pergunta: O que é mais importante na vida, o nível da remuneração ou o prazer naquilo que se faz? Posso afirmar que vital mesmo é encontrar o prazer naquilo que você faz, porque não há moeda suficiente no mundo para pagar e compensar o stress causado pela autoviolentação cotidiana que passa quem trabalha com o que não gosta, ou com pessoas que não gosta e/ou atua em ambientes hostis (masoquistas ou viciados em vitimização?). Posso dizer que o nível de remuneração é decorrência do prazer encontrado, porque quem é Feliz é entusiasmado (cheio de Deus) e interessado, é motivado a estudar e trabalhar muito para cada vez fazer mais e melhor. Assim ele cativa clientes, líderes e liderados. Na Bíblia é aquele da parábola dos Talentos (quem tem mais lhe será dado). A autorreflexão capacita o homem a discutir e aceitar opiniões e, por levar ao autoconhecimento, dá a consciência de que nada é definitivamente certo ou definitivamente errado. Isso gera a liberdade de nos questionarmos, de forma isenta, assim como nos estimula a discutir nossa própria existência e a existência de tudo o que nos rodeia. Importante em Filosofia é o que você faz e não o que você sabe fazer. A ausência da autorreflexão leva à ignorância. Ao interrogar os ignorantes, Sócrates verificava que eles não sabiam o que julgavam saber e, o que é mais grave, eles não sabiam que nada sabiam. O ignorante é arrogante e se enquadra no “o pouco que tem lhe será tirado”. COMO SER FELIZ E BEM SUCEDIDO, AO MESMO TEMPO? Albert Einstein disse: “Se quiser viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem às coisas”. A meta deverá te levar àquilo que você entende como sucesso. Pessoas devem ser valorizadas e coisas devem ser utilizadas, não o contrário, porque fazer pessoas felizes fatalmente te levará à Felicidade e ao Poder de quem é prestigiado. Valorizar-se e valorizar pessoas é um sintoma de campeões, porque somente quem é Campeão sabe da necessidade de dividir os louros com todos os que participaram, direta ou indiretamente, do algo conquistado. Ele é exemplo do que pratica, ele é respeitoso e disciplinado, ele encontra prazer naquilo que faz e em fazer parte de uma equipe. Dentre tantas mudanças socioculturais que estamos passando, faz-se premente colocarmos um Foco Maior na qualidade de vida, tanto objetivamente, quanto subjetivamente. No objetivo precisamos respeitar o ritmo de cada um que conosco interage, visando melhorar sua qualidade de vida e potencializar sua evolução. No subjetivo, como “a caridade começa em casa”, traga isso para você e capacite-se para melhorar seu ritmo e sua qualidade de vida. Pessoas felizes aparentam saber, intuitivamente, que a felicidade duradoura não se trata apenas de fazer aquilo que gostam. Ela também exige crescimento pessoal e coragem para encontrar o Ponto de Prazer naquilo que faz. Lembre-se de que só há uma maneira de você ser duradouramente Feliz: “propiciar e manter a felicidade de todos à sua volta e de todos com quem você negocia”. Só para mantê-los felizes ou só porque você quer ser Feliz? Não importa ainda entrar tão dentro do dentro (saber que todos são UM), o que importa mesmo é ser bom (de bondade e no que faz), porque Feliz é quem tem a felicidade de todos – Feliz é quem se sente um Ser Humano! A Ética deve ser o princípio de vida de toda e qualquer organização. Porque Ética, acima de qualquer definição, é ocupar-se com a felicidade pessoal e coletiva. Quem é tratado como um Ser Humano e é estimulado a encontrar pontos de prazer naquilo que faz, trabalha Feliz e permanece na empresa. A diminuição do turnover gera economia em si e na redução do desperdício, eleva os resultados e a qualidade dos serviços prestados por seres felizes. Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.

Fluxo de caixa: Qual a sua importância?

O fluxo de caixa, indica como os administradores estão utilizando o lucro liquido gerado pela empresa, quando apuramos o fluxo de caixa operacional, nós estamos agregando ao lucro liquido a despesa financeira liquida, no objetivo de conhecer o Fluxo de Caixa Operacional (FCO), um indicador financeiro como se a empresa não tivesse a obrigação do pagamento de juros, sem a existência do endividamento bancário. Do fluxo de caixa operacional nós deduzimos os investimentos ou desinvestimentos em capital de giro, ativo imobilizado e intangível, no objetivo de conhecermos o fluxo de caixa da empresa (FCFF). A partir deste ponto deduzimos o pagamento de juros, pagamentos ou incrementos de novas dividas, mais pagamentos ou aportes de capital ou de dividendos para finalmente chegarmos ao fluxo de caixa do patrimônio liquido (FCPL). Com estes indicadores passamos a analisar as necessidades de investimentos, origens e aplicações de recursos de uma empresa. Prof. Alexandre Wander

Eficiência de mercado – teste e definições

Eficiência de Mercado – Definições e Testes O que é um mercado eficiente? O que isto significa para os modelos de investimento e avaliação? A eficiência de mercado é claramente um conceito controverso e que atrai opiniões acaloradas, contra e a favor, em parte devido às diferenças de opiniões sobre o que isso significa e devido a um credo essencial que em grande parte determina como um investimento aborda o ato de existir. A EFICIENCIA DE MERCADO E A AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS A questão de se os mercados são eficientes e, em caso contrário, onde residem as ineficiências, é básica para a avaliação de investimentos. Se os mercados forem, de fato, eficientes, o preço do mercado fornece a melhor estimativa de valor, e o processo de avaliação se torna o de justificar o preço de mercado. Se os mercados não forem eficientes, o preço de mercado pode se desviar no valor real, e o processo de avaliação é direcionado para a obtenção de uma estimativa razoável de seu valor. Aqueles que fazem boas avaliações, então serão capazes de obter retornos “maiores” que outros investidores, devido a sua capacidade de identificar empresas super e subavaliadas. Para obter maiores retornos, no entanto, os mercados têm de corrigir seus erros, isto é, tornarem-se eficientes com o tempo. O fato destas correções ocorrerem em seis meses ou cinco anos, terão um profundo impacto sobre a abordagem que o investidor escolherá e o horizonte de tempo necessário ao seu sucesso. Também há muito que pode ser aprendido com os estudos de eficiência de mercado que destacam segmentos em que o mercado parece ser eficiente. Essas “ineficiências” podem fornecer a base para a análise do universo de ações que permita colher uma subamostra que mais provavelmente tenha ações subvalorizadas. Considerando-se o tamanho do universo das ações, isso não apenas poupa tempo para o analista como também aumenta significativamente as probabilidades de se encontrarem ações super e subvalorizadas. Por exemplo, alguns modelos de eficiência sugerem que ações “negligenciadas” por investidores têm mais chances de estarem subvalorizadas e de obter retornos adicionais. Uma estratégia que procure empresas com baixo nível de investimentos institucional (como uma percentagem das ações em circulação) pode render uma subamostra de empresas negligenciadas, que podem então ser avaliadas utilizando modelos de avaliação para se chegar a uma carteira de empresas subvalorizadas. O QUE É UM MERCADO EFICIENTE Um mercado eficiente é aquele que o preço de mercado é uma estimativa não tendenciosa do valor real do investimento. Vários conceitos importantes estão implícitos nessa definição: Ao contrário da visão popular, a eficiência de mercado não exige que o preço de mercado seja igual ao valor real a cada instante. Tudo o que requer é que os erros no preço de mercado não sejam tendenciosos, ou seja, que os preços possam ser maiores ou menores do que o valor real desde que estes desvios sejam aleatórios. O fato de os desvios do valor real serem aleatórios implica uma maneira grosseira, que haja uma probabilidade igual de que uma ação esteja sub ou superavaliada em qualquer instante de tempo, e que estes desvios não sejam correlacionáveis com qualquer variável observável. Em um mercado eficiente, por exemplo, as ações com menores índices preço/lucro não deveriam ter maior probabilidade de estar subvalorizadas do que ações com altos índices preço/lucro. Se os desvios dos preços de mercados em relação aos valores reais forem aleatórios, nenhum grupo de investidores deveria ser capaz de consistentemente encontrar ações sub ou supervalorizadas utilizando qualquer estratégia de investimentos. As definições de eficiência de mercado têm de ser específicas não apenas com relação ao mercado que está sendo considerado, mas também quanto ao grupo de investidores abrangidos. É extremamente improvável que todos os mercados sejam eficientes para todos os investidores, mas é inteiramente possível que um mercado específico (por exemplo, a Bolsa de Valores de Nova Iorque) seja eficiente com respeito ao investidor médio. Também é possível que alguns mercados sejam eficientes enquanto outros não sejam, e que um mercado seja eficiente com respeito alguns investidores, mas não a outros. Essa é uma consequência direta dos percentuais de tributação e custos diferenciais de transações que conferem vantagens a alguns investidores em relação a outros. As definições da eficiência de mercado também estão ligadas a hipóteses sobre que informações estão disponíveis para os investidores e refletidas nos preços. Por exemplo, uma definição rigorosa da eficiência de mercado que admite que todas as informações, tanto públicas quanto privadas, estejam refletidas nos preços de mercado implicaria que mesmo investidores com inside information precisas seriam incapazes de ter desempenho melhor que o mercado. Uma das mais antigas classificações de níveis de eficiência de mercado foi fornecida por Fama (1971), que argumentou que os mercados poderiam ser eficientes em três níveis, com base em quais informações estivessem refletidas nos preços. No tipo fraca, os preços atuais refletem as informações contidas em todos os preços históricos, sugerindo que os gráficos e análises técnicas que utilizam apenas preços passados não seriam úteis para descobrir ações subavaliadas. No tipo de eficiência semiforte, o preço atual reflete não apenas as informações  contidas nos preços históricos, mas, também, todas as informações publicas (incluindo demonstrativos financeiros e notícias da imprensa) e nenhuma abordagem que seja baseada em utilizar e tratar estas informações seria útil para descobrir ações subvalorizadas. No tipo eficiência forte, os preços atuais refletem todas as informações, tanto publicas quanto privadas, e nenhum investidor será capaz de descobrir ações subvalorizadas. IMPLICAÇÕES DA EFICIÊNCIA DE MERCADO Uma implicação e imediata de um mercado eficiente é que nenhum grupo de investidores deveria ser capaz de ter desempenho consistentemente melhor que o mercado, utilizando uma estratégia de investimento comum. Um mercado eficiente também traria implicações muito negativas para muitas estratégias de investimento. Em um mercado eficiente a pesquisa e a avaliação de ações seriam uma tarefa cara que não traria benefícios. As probabilidades de se encontrar uma ação subvalorizada seriam sempre de 50:50, refletindo a aleatoriedade dos erros de precificação. Na melhor das hipóteses, os benefícios da

ENTENDENDO A CONTABILIDADE GERENCIAL

Contabilidade gerencial teve como berço a contabilidade financeira na utilização dos demonstrativos contábeis no sentido de analisar o processo interno de uma empresa e construir uma base de informações para tomada de decisão. A contabilidade financeira por sua vez ficou restrita para atender as necessidades dos usuarios externos de uma empresa tal como: governo na apuração dos impostos; bancos para concessão de financiamentos; fornecedores para analisar a capacidade de pagamento e sindicados para proteção aos direitos dos funcionários. Devido a necessidade de gestão as empresas, principalmente após a invasão dos produtos do ocidente na américa a um preço altamente competitivo e de qualidade; os acadêmicos apresentaram para as empresas novas metodologias para analisar o desempenho interno de uma organização, construindo assim indicadores da gestão empresarial para atender as necessidades internas dos gestores e direcionar a empresa a competitividade. A contabilidade gerencial é o processo de identificar, mensurar, reportar e analisar as informações sobre os eventos econômicos que provocaram mutação no patrimônio das empresas. Um exemplo é identificar todo o processo produtivo de uma aeronave e analisar detalhadamente a composição dos custos de fabricação; segregando os custos em diretos, indiretos e os auxiliares ao processo produtivo visando analisar a correta formação do preço de venda desta aeronave; e num segundo estágio, o quanto em unidade a empresa deverá produzir para atingir o seu ponto de equilíbrio para cobrir os seus custos fixos e despesas administrativas; e neste caso estamos falando de gestão dos eventos econômicos e na intenção de buscar as seguintes respostas: Qual o real preço de venda? Qual a composição do custo percebido pelo cliente (variável)? Qual a composição do custo não percebido pelo cliente (fixo)? Quantas unidades a empresa deve produzir para cobrir estes custos fixos? A contabilidade é considerada uma ciência, pois: Encontra-se em plena evolução; possui um objetivo de estudo que são as mutações ocorridas no patrimônio líquido e por este motivo percebemos a cada instante novos modelos de gestão para auxiliar os administradores na tomada de decisão. A contabilidade financeira por toda a sua beleza estrutural é norteada de postulados, princípios e convenções que nas suas virtudes ora protegem os acionistas principalmente os investidores institucionais, mas não atende os anseios dos acionistas majoritários e que necessitam de informações atualizadas do desempenho empresarial. Por exemplo: A contabilidade financeira baseada nos princípios contábeis em seu custo histórico com base no valor; registra o valor de uma aeronave ao seu preço de custo e necessita de registrar com efetividade todos os valores e sua composição mediante a comprovação de um documento fiscal; e a receita ao seu valor de mercado somente é reconhecida mediante a transferência de propriedade no caso da venda; imagina um empresário que necessita de informações a preço de mercado do estoque de produto acabado e que tem a plena convicção da sua venda a um determinado preço; o entrave contábil não lhe permite conhecer o real valor dos seus ativos a preço de mercado; pois os estoques de acordo a legislação contábil são registrados pelo seu custo histórico. A contabilidade também preza em seus princípios do conservadorismo na necessidade de reconhecer os ativos sempre pelo menor valor e os passivos ao seu maior valor; uma proteção indiscutível aos investidores institucionais (minoritários) e uma barreira aos contadores para não avaliar os ativos na intenção de disfarçar eventuais prejuízos da empresa. Mas imagina um empresário que necessita avaliar corretamente seus ativos a preço de mercado e os seus passivos com oscilações e encontra no princípio do conservadorismo um entrave a sua necessidade. Logicamente a contabilidade financeira protege o governo na apuração dos impostos e investidores em caso de cisão ou aquisição, mas não atende plenamente as necessidades dos usuários internos de uma organização. Assim separando muito bem as delimitações do ensino podemos definir a contabilidade financeira destinada para os usuários externos com regras e convenções e princípios estabelecidos em lei e a contabilidade gerencial destinada aos usuários internos e estabelecida de acordo as suas necessidades. Apresentamos abaixo as principais diferenças entre a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial Assim a contabilidade gerencial volta-se para o processo interno produtivo tendo como a cadeia de valor e segregação das atividades para a real composição dos custos do processo produtivo e a formação do preço de venda. Podemos assim resumir tecnicamente a contabilidade gerencial: Processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração. (Associação Nacional dos Contadores dos Estados Unidos). Finalizando entre a evolução histórica podemos percebe a origem na contabilidade financeira; sua evolução na contabilidade de custos; buscando novas divisas na contabilidade gerencial; controladoria e avaliação de empresas. Empresas industriais no contexto global: As empresas norte americanas e europeias, nos meados da década de 70, começaram a encontrar forte concorrência de empresas além do mar, que ofereciam produtos de alta qualidade a preços baixos. Redes globais para levantamento e desembolso de capital, para adquirir e transportar matérias primas e para distribuição de produtos acabados tem permitido os melhores fabricantes, de qualquer parte do mundo, ter acesso aos mercados domésticos de qualquer pais. Não faz muito tempo e bastava uma empresa ter custo e qualidade compatíveis em seus concorrentes domésticos. Uma empresa só poderá sobreviver prosperar se seus custos, sua qualidade e a capacidade de seus produtos forem tão bons quanto aqueles das melhores empresas do mundo. Os sistemas tradicionais de custo que as empresas industriais têm usado por décadas para mensurar seus produtos estavam agora, entretanto, fornecendo informações altamente distorcidas. Esses sistemas falharam ao não atribuírem, acuradamente, os custos elevados e crescentes de seus recursos indiretos e de apoio exigidos para desenhar, produzir, negociar, vender e entregar produtos e serviços. Os erros introduzidos no sistema de custeio, que nem de longe refletiam os aspectos econômicos das operações atuais, foram os causadores de tomadas de decisões incorretas por parte dos gerentes, projetistas e operadores. Os engenheiros de produtos estavam projetando automóveis e instrumentos eletrônicos com excesso de componentes exclusivos e especiais e oferecendo opções em demasia. Esses projetos aumentavam gradualmente os

PROCURAM-SE LIDERES: Aula ministrada pelo prof. Marco Aurélio Morsch

No atual contexto do país, que enfrenta uma forte crise política e econômica, o Brasil carece de líderes transformacionais, ou transformadores, como preferem chamar alguns autores. Nos anos recentes, raramente o país enfrentou necessidades de mudança tão profundas e abrangentes. A liderança transformadora é uma das mais importantes e atuais abordagens sobre o tema da liderança empresarial. Seu conceito foi introduzido por James McGregor Burns em seu livro de 1978, “Liderança”. Ele definiu a liderança transformacional como um processo em que “os líderes e seus seguidores elevam um ao outro para níveis mais elevados de moralidade e motivação.” Em momentos de crise ou renovação, a liderança transformacional auxilia as organizações a lidarem de maneira eficaz com as mudanças. Seu estilo é capaz de engajar as pessoas em processos de gestão de mudanças e transformações, sejam elas internas, como a cultura organizacional, que no âmbito externo, como reposicionamento no mercado. O estilo liderança transformacional exige alguns passos para alcançar o sucesso. Este tipo de líder inclui as seguintes características. É um modelo de integridade e justiça. Define metas claras. Tem grandes expectativas. Incentiva as pessoas Fornece apoio e reconhecimento. Promove as emoções das pessoas. Faz as pessoas olharem além do seu próprio interesse. Inspira as pessoas a atingir o improvável. Faz as pessoas olharem além do seu próprio interesse. Gerencia eficazmente a mudança Seguem alguns passos que você pode utilizar para se tornar um líder transformacional: Passo 1: Crie uma visão inspiradora de futuro As pessoas precisam de uma razão atraente para seguir a sua liderança, e é por isso que você precisa criar e comunicar uma visão inspiradora do futuro. Sua visão define o propósito da sua equipe e da organização – por que você se levanta de manhã para fazer o que você faz. Você desenvolve isso em parte pela compreensão dos valores das pessoas que você lidera, em parte através da compreensão das capacidades e recursos de sua organização, e, em parte, através da realização de uma análise inteligente de seu ambiente, e selecionando o melhor caminho a seguir. Este é o tema da estratégia e desenvolver uma estratégia coerente tem muito de trabalho árduo e pensamento cuidadoso. Passo 2: Motive as pessoas a comprarem e entregarem a visão. Começando com sua declaração de missão, você precisa apelar para os valores da sua equipe, e inspirá-los para irem para o ponto futuro onde você está indo e explicando o  por quê. Use histórias de negócios como parte de seu plano de ação: isso vai ajudar as pessoas a apreciar o impacto positivo da sua visão sobre as pessoas que você está tentando ajudar. (Dica: se a única pessoa que você está tentando ajudar é você mesmo, você não vai inspirar qualquer um.) Então, fale sobre sua visão muitas e repetidas vezes. Vinculá-la as metas e tarefas das pessoas e dar-lhe contexto é essencial para ajudar as pessoas a ver como elas podem contribuir para isso. Os líderes transformacionais sabem que nada significativo acontece a menos que eles encorajem sua equipe. Então, certifique-se que você conhece os diferentes tipos de motivação, e use-os para inspirar seu time para entregar o seu melhor. Passo 3: Gerencie a entrega da visão Uma visão não tem utilidade por si mesma: ela precisa se transformar em realidade. No entanto, muitos líderes cometem o erro de desenvolver uma visão, mas não traduzi-la em algo real e em trabalho duro e mundano de entregá-la. Para gerenciar a entrega de sua visão, você precisa combinar gerenciamento de projetos eficaz com a gestão sensível à mudança. Isso irá ajudá-lo a entregar as mudanças que você precisa com o total apoio da sua equipe. Comunique os papéis e responsabilidades de cada membro da equipe de forma clara, e conecte-os a seus planos. Todos devem entender completamente em que são responsáveis e saber como você vai medir seu sucesso. Em seguida, definir metas claras e inteligentes para todos, incluindo alguns objetivos a curto prazo que vão ajudar as pessoas a alcançar vitórias rápidas e ficarem motivados. Use a gestão por objetivos para conectar as realizações de curto prazo aos seus objetivos de longo prazo. Você deve construir a sua auto-disciplina e resistência, para que você não se deixe abater e ficar prá baixo. Lembre-se: você é o exemplo para sua equipe. Além disso, fique visível através da prática de gestão de andar pelos corredores e departamentos. Esta é uma técnica ideal para os líderes transformacionais, porque ajuda você a ficar ligado com as atividades diárias, e permite-lhe responder a perguntas que possam surgir. Uma comunicação clara é essencial para a liderança transformacional. Tire um tempo para se certificar de que suas comunicações são ouvidas e compreendidas, e dê feedback constantemente para sua equipe. Passo 4: Construa relacionamentos cada vez mais fortes Como um líder transformacional, você precisa concentrar sua atenção sobre a sua equipe e trabalhar duro para ajudá-los a alcançar seus objetivos e sonhos. Use um modelo de liderança situacional para gerir cada membro da equipe, descrevendo o quão importante é cada um para o resultado geral. Destaque também o fato de que a liderança é um processo de longo prazo, e que, como líder, você precisa trabalhar constantemente para construir relacionamentos, ganhar a confiança e ajudar sua equipe a crescer como indivíduos. Conheça os membros da equipe individualmente para entender suas necessidades de desenvolvimento e ajudá-los a atingir suas metas de carreira. O que eles querem alcançar em seu papel? Onde é que eles se vêem daqui a cinco anos? Como você pode ajudá-los a alcançar esse objetivo? Você pode construir confiança com a equipe ao ser aberto e honesto em suas interações. Por último, reserve um tempo para treinar sua equipe. Quando você ajuda-os a encontrar as suas próprias soluções, você não só cria uma equipe de alta performance, mas também reforça a auto-confiança da equipe e sua confiança em você. Os líderes transformacionais inspiram grande lealdade e confiança em seus seguidores. Eles têm grandes expectativas, e inspiram as pessoas para alcançar seus objetivos. Tenha

Empresas investem mais em programas anticorrupção após a Lava Jato, diz pesquisa

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil O combate à corrupção pelas autoridades e o contexto da Operação Lava Jato está motivando empresas a reforçar seus programas de compliance, conjunto de condutas para garantir a conformidade da instituição com leis e regulamentos externos e internos. Esse é um dos resultados de pesquisa realizada pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) com 130 executivos de empresas de variados portes e segmentos, no mês de agosto. Para 59% dos entrevistados, a Lava Jato e operações anticorrupção recentes levaram as empresas a aumentar investimentos em compliance. Ao todo, 46% reconheceram que o esforço anticorrupção trouxe “forte pressão” para montar estruturas que garantam o cumprimento de regras e limitem os riscos de gestão, enquanto 13% admitiram a pressão, mas com “diminuição de ritmo neste ano”. A pesquisa concluiu que o principal impacto trazido pela Lava Jato foi cultural, com maior interesse dos executivos e colaboradores em geral pelo tema, segundo avaliação de 49% dos entrevistados. Para os executivos, outro efeito importante ocorreu no âmbito decisório, que resultou em maior envolvimento da área de compliance nas tomadas de decisões e ações estratégicas (29%), e no aspecto processual, com o desenvolvimento de novas políticas e práticas de integridade (22%). Sobre os riscos de negócio, o principal foco de monitoramento da empresa é a gestão de parceiros, fornecedores e outros terceiros, de acordo com 44%. A preocupação com fraude, corrupção e lavagem de dinheiro veio em seguida, conforme 33% dos entrevistados. Também foram registradas preocupações com adequação aos ambientes regulatórios, tributário e trabalhista (13%), e aspectos concorrenciais relativos ao controle de informação privilegiada e conflitos de interesse (11%). A maioria das empresas (82%) disse que as estruturas de compliance têm autonomia e recursos necessários para executar suas funções. Quanto à existência de programas de compliance, 45% deles estão em desenvolvimento, com 29% deles maduros e em pleno funcionamento. Em contrapartida, 26% dos executivos responderam que os programas de compliance em suas empresas contam com infraestrutura mínima ou inexistente. Edição: Davi Oliveira

O que é gestão de risco: Conheça os princípios da CSN e aplique na sua empresa: GESTÃO DE RISCOS, COMPLIANCE E AUDITORIA INTERNA

Gestão de Riscos A CSN atua em um mercado globalizado e cada vez mais complexo, estando portanto exposta a diversos riscos que podem afetar suas estratégias e desempenho. Visando aprimorar o monitoramento dos riscos inerentes a esta exposição, a Companhia avalia seus riscos estratégicos, operacionais, financeiros e regulamentares. Esta atividade é realizada com base em metodologias definidas pela ISO 31.000 e framework do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (“COSO”). Neste sentido, a CSN consolida os principais fatores de riscos e avalia a sua probabilidade de materialização, assim como seus potenciais impactos para a organização. Com base no mapeamento, as áreas e unidades de negócio são responsáveis pela implantação dos planos de ação para os riscos, visando mitigá-los ou reduzí-los a níveis aceitáveis, evitando assim impactos significativos. Controles Internos A Companhia possui ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (“BM&FBOVESPA”) e na Bolsa de Valores de Nova Iorque (“NYSE”), por meio de Certificados de Depósito de Ações (“ADRs”), estando sujeita às regras do mercado de capitais estabelecidas, no Brasil, pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) e, nos Estados Unidos da América, pela Securities and Exchange Commission (“SEC”). Com o objetivo de avaliar e mitigar riscos que possam impactar em suas demonstrações financeiras, a Companhia possui uma estrutura de controles internos que são avaliados e reportados ao Comitê de Auditoria. Este processo é realizado de acordo com os princípios estabelecidos pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (“COSO”) e certificado anualmente pelos Auditores Externos, em atendimento à Lei Sarbanes Oxley (“SOx”). Compliance O grupo CSN desenvolveu um Programa de Compliance visando regular as atividades desenvolvidas, seja por empregados ou terceiros, com base em leis, políticas e normas internas, buscando, desse modo, a garantia da integridade corporativa, transparência e ética em seus negócios. A área de Compliance, com reporte ao Conselho de Administração e ao Comitê de Auditoria, é responsável por promover a conformidade das atividades do Grupo face às regras emitidas internamente e pelos órgãos reguladores. Tem o propósito de identificar os pontos de atenção e enquadramento e proporcionar o correto atendimento às exigências do mercado. Faz parte desse processo o treinamento contínuo de colaboradores e também o monitoramento do cumprimento do Programa de Compliance. A Companhia possui um canal de denúncia confidencial para que empregados e partes interessadas possam relatar ou buscar apoio sobre questões éticas e de comportamento a possíveis violações das normas internas, leis e regulamentos. Há garantia à confidencialidade, anonimato e não retaliação. Este canal está disponível por telefone, e-mail ou correspondência: Telefone 0800-884-2006 E-mail externo: canal_denuncia@csn.com.br E-mail interno: CANAL DENUNCIA Correspondência: A/C Diretoria de Riscos e Compliance Av. Brig. Faria Lima, 3400 – 20º. Andar – Itaim Bibi – São Paulo – SP – CEP 04538-132 Contamos ainda com um canal para dúvidas e informações adicionais com relação à compliance: Email: compliance@csn.com.br Auditoria Interna A CSN dispõe de Auditoria Interna, com atuação independente dentro da Organização, que assessora e relata fatos relevantes ao Conselho de Administração, ao Comitê de Auditoria e à Diretoria Executiva. Compete ainda à Auditoria Interna analisar a correta aplicação de recursos e prevenção de riscos ao patrimônio das empresas do grupo CSN, provendo apoio ao cumprimento dos resultados planejados, com aprimoramento dos processos e controles internos, seja para melhoria da performance financeira e operacional das empresas, bem como para prevenir riscos de perdas, fraudes e, consequentemente, o comprometimento da imagem corporativa. Visite o site da empresa http://www.csn.com.br