18 ações brasileiras e 11 nos USA têm rentabilidade superior a 100% em 2016 – Siderurgia, petróleo e gás são destaque.
Ranking elaborado pela Economatica com ações listadas na Bovespa com volume médio diário superior a R$ 1 milhão no ano de 2016 coloca a ação da Magazine Luiza na primeira posição com 412,02 % de valorização até o dia 11 de outubro. Das 20 ações mais valorizadas no mercado brasileiro 18 têm mais de 100% de valorização. O setor com maior presença na amostra é o de Transformação de aço em produtos de aço (Siderurgia) com quatro ações seguido pelo setores de Água, esgoto e outros sistemas, Extração de petróleo e gás, Loja de departamentos e Energia Elétrica com 2 ações cada. Análise similar foi efetuada entre as 1000 maiores empresas dos USA por valor de mercado (índice Russell 1000) e verificamos que o setor de Extração de petróleo e gás tem cinco ações entre as 20 mais valorizadas. Com duas ações estão os setores de Mineração de metais, Distribuição de gás natural e Indústria de semicondutores e outros componentes eletrônicos. Das 20 ações mais valorizadas nos USA onze delas têm valorização acima de 100% no ano de 2016 até o dia 12 de outubro. Fonte: Economática Outubro de 2016
Petrobras – vide plano de negócios da empresas 2017 a 2021
Com investimentos de US$ 74,1 bilhões, Plano de Negócios prioriza projetos de exploração e produção de petróleo no Brasil, com ênfase em águas profundas. O Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 prevê investimentos de US$ 74,1 bilhões, sendo 82% deste valor para a área de Exploração e Produção. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e à projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural. Vide abaixo plano de negócios da PETROBRAS 2017 a 2021 png20172021v34impressao-160920122856
A necessária conexão entre Direito e Economia; as relações jurídicas exerce sobre questões legais

A Análise Econômica do Direito é uma corrente que se propõe a estudar a influência de teoremas mercadológicos e econômicos sobre questões legais, mediante o emprego de métodos e teorias oriundos da Economia. Longe de querer reduzir a análise das relações jurídicas apenas a tal enfoque, é inegável o poder que as questões econômicas sobre aquelas exercem. No campo do direito de família, por exemplo, além da questão relacionada ao afeto, a prática nos mostra que o dinheiro sim importa em todas as fases das uniões de conviventes e cônjuges, e da própria organização familiar. Historicamente, o aspecto econômico sempre esteve presente na aproximação social, política e amorosa das pessoas. Tome-se como exemplo o momento do divórcio: obviamente a ruptura do vínculo entre os cônjuges, por vezes mantido ao longo de muitos anos, tem um peso inquestionável. Contudo, após a decisão do casal pela separação, é hora de colocar na mesa questões práticas: como dividir o patrimônio conjunto do casal? Quais critérios levar em conta para fazer a divisão de forma que agrade a ambos? Questões econômicas, portanto. Seguindo-se o procedimento judicial padrão em todas as suas fases (incluindo recursais) e, sem diálogo entre as partes e seus interlocutores, poderemos ter um processo litigioso longo e desgastante, tanto emocionalmente quanto economicamente, já que ambas as partes terão efetuado gastos diversos, incluindo os com assessores jurídicos, avaliadores e custas de processo. No âmbito empresarial, tome-se por hipótese disputa societária entre dois sócios de certa sociedade, na qual cada um detém 50% de participação. Em razão do desentendimento, um deles propõe processo judicial para sua retirada da sociedade, requerendo a apuração de seu quinhão (os haveres). Os sócios, que nessa altura já não se falam, deixam de praticar os atos necessários para a boa continuidade da atividade empresarial. Como a administração é conjunta, o descaso prevalece. Sem dúvida esse cenário instalará um clima desagradável na empresa (a maior prejudicada na história), instaurando ainda um sentimento de insegurança nos funcionários e clientes que tomam conhecimento da situação. Tanto no exemplo do divórcio quanto no do litígio entre sócios, por vezes a parte que propôs a ação sim possui “o direito”, tem razão em seu pleito. Mas a decisão de submeter a disputa à jurisdição estatal deve, também, ser tomada sob a ótica dos impactos financeiros que tal ato poderá gerar. Qual será a recepção do mercado ao tomar conhecimento da existência de um litígio que tem o potencial de colocar em risco a continuidade do negócio? Se a sociedade detiver ações ou outros valores mobiliários negociados em bolsa, terão os investidores “apetite” para investir em seus papéis? Ao final da discussão o que terá sobrado de patrimônio? Diante dessas questões é que se desenvolveram formas alternativas de resolução de conflitos, em substituição à jurisdição estatal. Um desses mecanismos alternativos é a mediação, procedimento conduzido por um terceiro civilmente capaz, neutro e imparcial, especialmente habilitado para promover o diálogo entre os conflitantes: o mediador. Sua função é auxiliar as partes a identificarem suas expectativas e compatibilizá-las às possibilidades em concreto, de modo que a solução é construída em conjunto pelas próprias partes. Assim, o mediador nada mais é do que um facilitador do canal de comunicação entre os polos envolvidos, não lhe cabendo fazer sugestão de acordo ou opinar sobre o que uma parte à outra propõe. Pode ser submetido à mediação todo o conflito ou apenas questão pontual a ele relativa, bem como direitos disponíveis ou indisponíveis que admitam transação, nesse último caso devendo o acordo ser homologado em juízo após oitiva do Ministério Público (por exemplo, a transação que envolva herança de menor). O acordo firmado na mediação constitui título executivo extrajudicial, permitindo seu cumprimento forçado em caso de descumprimento. Assim, merecem destaque como pontos positivos da mediação: solução construída pelas partes e para as partes; confidencialidade; celeridade; economia emocional e financeira; possibilidade de escolha do mediador (tecnicidade); maior grau de aceitação da solução obtida, visto que formatadas pelas próprias partes. Tanto passível de utilização em situações civis quanto empresariais, a mediação constitui-se em um meio moderno, menos custoso e potencialmente mais eficiente de resolução de conflitos. No mais, não havendo sucesso na mediação, as partes poderão submeter a controvérsia à arbitragem, outro mecanismo de resolução de conflitos, ou, se esta não for aceita ou previamente eleita pelas partes, aí sim recorrer ao Poder Judiciário. Gabriel Zugman é advogado do Domingues Sociedade de Advogados. Fonte:(http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-necessaria-conexao-entre-direito-e-economia-4f8yhye7gqckllvm486mqtteg)
Classificação de mercadoria no regime de substituição tributária

No presente artigo iremos promover análise sobre o tema da classificação fiscal da mercadoria no regime da substituição tributária. Como muitos já sabem, os Estados regulamentam internamente as mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária, que seria o recolhimento antecipado das saídas subsequentes. Essas classificações ocorrem em sua maioria por NCM (Nomenclatura Comum do MERCOSUL), que são classifica as mercadorias em números de acordo com a TIPI – Tabela da IPI. Essa classificação tem 08 dígitos e traz o que é a mercadoria em seus termos em sua maioria técnicos e não específicos para leigos em mecânica ou química. Logo ao analisar uma legislação estadual que traz uma relação de mercadorias sujeitas a substituição tributária por NCM nos batemos com uma descrição diferente, constante na Tabela do IPI, e muitas vezes dentro de uma “range” de mercadorias, que é uma relação de mercadorias com uma denominação, como, por exemplo: “materiais de construção” ou “autopeças”. Sendo assim, como podemos classificar uma mercadoria na substituição tributária levando em consideração tais informações? Primeiramente devemos fazer uma correlação de NCM informado da legislação estadual e a mercadoria que precisamos analisar sua tributação. Essa correlação consiste em verificar se a NCM é a que usamos e a descrição também, parece simples falar dessa forma, mas há diversas dúvidas sobre isso. Irei usar a seguinte mercadoria como exemplo: o NCM 7408 fios de cobre. Os fios de cobre têm diversas aplicações, em construção civil, em automóveis e outros usos, logo, se o Estado traz que o NCM 7408 tem ICMS-ST não será apenas isso que irá classificar ela como mercadoria sujeita a esse regime. Se esse NCM estiver dentro de uma “range”, devemos analisar que essa range será a destinação da mercadoria. Uma range de construção civil denomina que esse “fio” que foi colocado como exemplo acima, é um fio apenas para uso em construções, mesmo que seja utilizado em outra situação, é um fio destinado construção, independentemente se quem irá revender seja uma loja de construção civil ou não. Temos um exemplo, que se pegar esse fio, que está com esse NCM e é um fio usado em construção civil, mas neste caso, venda para fazer enfeites ou obras de arte, não descaracteriza esses fios, mesmo que use com fins alheiros a range denominada pelo regulamento interno do Estado, o fio para construção continua sendo um fio para construção, não importando como efetivamente o usa. Obviamente, a regra tem sua aplicação reversa, se este mesmo fio, com o mesmo NCM foi fabricado para uso em computadores, sendo impossível seu uso na construção civil, não se aplicaria o regime de substituição tributária, mesmo que o revendedor seja uma loja de construção civil, pois o que se deve levar em consideração é a mercadoria em si e não onde e como foi usada ou revendida. Utilizando as regras acima temos dois passos a serem analisados antes de enquadrar uma mercadoria no regime de substituição tributária: 1º: Se a NCM da mercadoria bate com a descrição nela utilizada e a descrição no regulamento. Exemplo: 2106.90. Essa NCM na tabela do IPI tem a descrição de “Preparações alimentícias não especificadas nem compreendidas noutras posições”. Essa NCM pode ser enquadrada como preparador para sorvete que há ICMS-ST ou suplemento alimentar que não tem ICMS-ST. Logo a mesma NCM podem ser mercadorias distintas. 2º: Range Como já foi dado de exemplo da matéria a range denomina de qual produtor estamos nos referindo no regulamento, pois existem vários produtos iguais, mas com destinações diversas, e isso é dividido pela range, construção civil, autopeça, alimentares, etc. Por Raphael Barbosa, consultor especialista nas legislações de ICMS e IPI pela TRIBUTANET CONSULTORIA TRIBUTÁRIA. Fonte:(http://crcgo.org.br/novo/wp-content/uploads/2015/05/Artigo-Classificacao-de-mercadoria.pdf)
JÁ OUVIU FALAR SOBRE A GOVERNANÇA CORPORATIVA ? Fique por dentro

O desenvolvimento das corporações e o despertar da Governança Corporativa A transição para o capitalismo sustentável será uma das mais complexas revoluções que a nossa espécie já vivenciou. Estamos embarcando em uma revolução de cultura global, que tem como epicentro a sustentabilidade. Ela tem a ver com valores, mercados, transparência, ciclo de vida de tecnologias e produtos e tensões entre o longo e curto prazo. E as empresas, mais que governos ou outras organizações estarão no comando destas revoluções. Um comando que se exercerá pelos princípios da governança corporativa. John Elikington A governança tem seus princípios sólidos , definidos a partir de princípios éticos aplicado na condução dos negócios. Seu desenvolvimento e sua afirmação têm razões micro e macroeconômicas. E sua sustentação já se estabeleceu não só pelos princípios e razões que se encontram em suas origens, mas também pelos institutos legais e marcos regulatórios que envolvem os processos de gestão e que, cada vez mais, aperfeiçoam-se com base nos valores que regem a boa governança corporativa. O fortalecimento e a necessidade da governança corporativa teve como ponto de partida as crises dos EUA em 2002 e 2008; onde diretores de grandes empresas cometeram crimes contra o mercado de capitais; a partir de então o triple da Governança corporativa intensificou ainda mais este modelo de gestão: é de suma importância o estudo e compreensão da LEI SARBANES (SOX); PRINCÍPIOS DA OCDE e do CADBURY REPORT; pois as empresas brasileiras que possuem ações nas bolsas dos EUA; diretamente seus administradores passam a enquadra-se aos crimes contra o mercado de capital. (assista abaixo o vídeo sobre a crise dos EUA). As crises financeiras assim como as epidemias (doenças); de tempo em tempo se repetem; quando compararmos a crise de 1929 com a crise de 2002 e 2008 são idênticas; e isto ajuda quem procura estudá-la a entender a atual crise de 2015 que estamos vivendo no Brasil. Organizações multilaterais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o fundo monetário internacional e o Banco mundial entre outras veem nos princípios da Governança Corporativa uma base sólida para o crescimento econômico e para a integração global dos mercados. E reconhecem que as boas práticas são fundamentais para o controle dos riscos dos investimentos nas empresas abertas – especialmente os decorrentes do ambiente competitivo de negócio em que as empresas operam, dos processos de gestão dos seus ativos físicos, financeiros e intangíveis e dos associáveis a qualidade das informações que orientam e que sustentam as decisões dos investidores e das responsabilidade e penalidades aplicáveis aos gestores em caso de corrupção e crimes contra o mercado de capitais. Em síntese para o G8: ” a governança corporativa é um dos mais novos e importantes pilares da arquitetura econômica global”. e para o OCDE: “a governança corporativa é um dos instrumentos determinantes do desenvolvimento sustentável, em suas três dimensões: a econômica, a ambiental e a social no objetivo de proteger os interesses dos investidores (acionistas). Destacamos abaixo as razões de ser do despertar da governança corporativa: 1) A formação, o desenvolvimento e a evolução do capitalismo e do mundo corporativo; 2) O gigantismo e o poder das corporações; 3) A dispersão do capital de controle; 4) O divórcio entre a propriedade e a gestão; 5) Os conflitos e os custos da diluição do controle e da ascensão dos gestores como as novas figuras que se estabeleceram no topo do mundo corporativo; 6) Conflito de interesses dos gestores em relação a proteção do capital investido pelos acionistas; que os gestores priorizam seu ganho de curto prazo (salário) em relação a perenidade da empresa. Assim o assunto é amplo e atual e consideramos que todo executivo de empresas que atuam no mercado de capitais ( bolsa de valores) deveriam estudar com profundidade o tema, tomando conhecimento deste novo modelo de gerenciamento; para que não venham alegar ignorância e que na aplicabilidade da lei (principalmente os princípios da lei sarbanes) não sofram sérias penalidades por atos isolados que venham a comprometer ou interferir nos anseios dos acionistas. O material anexo apresenta os códigos das melhores práticas da GOVERNANÇA CORPORATIVA segundo o IBGC (instituto brasileiro de governança corporativa). O IBGC, organização sem fins lucrativos, é a principal referência do Brasil para o desenvolvimento das melhores práticas de Governança Corporativa. O IBGC promove palestras, fóruns, conferências, treinamentos e networking entre profissionais, além de produzir publicações e pesquisas. O Instituto conta, ainda, com o Programa de Certificação para Conselheiros de Administração e Conselheiros Fiscais, que permite ao participante adquirir mais conhecimento sobre um conjunto de temas necessários para seu bom desempenho dentro das organizações. Ao obter essa certificação, o conselheiro passa a integrar o Banco de Conselheiros Certificados do IBGC. Um bom estudo Prof. Alexandre Wander
Coaching profissional e acadêmico

Orientamos jovens e profissionais de como se comportar nas empresas em momentos críticos de reestruturação; ou que encontram-se desalinhados com a política empresarial enfrentando pressão dos seus superiores em momentos críticos de relacionamentos; e também aqueles que desejam melhor se posicionar na empresa ou no mercado de trabalho e que ainda não conseguiram definir claramente o que estudar para aprimorar seus conhecimentos visando garantir sua empregabilidade. Principais temas: Estou sobre pressão na empresa, como devo agir? Merecia a promoção e não aconteceu, devo pedir meu desligamento? O que devo fazer e qual o meu perfil profissional? O que significa estes indicadores de gestão que todos estão falando na empresa? Sou jovem e ainda não decide o que devo fazer para ingressar no mercado de trabalho? Quais são os melhores salários e vagas em termos de crescimento empresarial? Como devo analisar uma empresa antes de pedir a conta na empresa onde estou e aceitar a nova proposta? O que devo estudar parar estar melhor preparado no mercado de trabalho? Estes entre outros assuntos poderemos abordar nas entrevistas pessoais e contribuir ao profissional que estão atuando ou desejam ingressar no mercado de trabalho. Possuímos considerável relacionamento com as principais empresas da região que contribui na recolocação do profissional.
Curso: Analista Financeiro

A função no analista financeiro permite atuar na empresa desenvolvendo atividades na gestão de curto, médio e longo prazo e compreender as principais técnicas de finanças é fundamental para o profissional, principalmente na leitura e elaboração dos relatórios financeiros Neste curso, a GeCompany apresentará os principais indicadores da gestão financeira de uma empresa, tais como administração do capital de giro e sua composição, como medir e gerenciar o fluxo operacional e financeiro e os seus reflexos no fluxo de caixa mediante as mutações do dinheiro ao longo do tempo. Conteúdo Programático: Módulo I Matemática financeira aplicada a negócios O valor do dinheiro no tempo Regimes de capitalização: juros simples e juros compostos Séries uniformes de pagamento Sistemas de amortização Introdução às perpetuidades Taxas de juros Módulo II Entendendo os demonstrativos contábeis Balanço Patrimonial (BP) Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) Demonstração de Fluxos de Caixa (DFC) Notas explicativas Módulo III Gestão do capital de giro Necessidade de Capital de Giro (NCG) Saldo em Tesouraria (ST) Ciclo operacional e ciclo financeiro Prazos médios ( Prazo Médio de Pagamento (PMP) – Prazo Médio de Recebimento (PMR) -Prazo Médio de Estoques (PME) Orçamento de Planejamento do fluxo de caixa A relação das contas circulantes com o fluxo de caixa Introdução ao Capex e seus impactos no fluxo de caixa Introdução às técnicas de projeção e controle de caixa (cash flow) Docente responsável: Prof Alexandre Wander de Oliveira Mestre em Controladoria pela PUC-SP, participou do Programa de Doutorado na USP-SP na disciplina de Avaliação de Empresas; pós-graduado em Análise Avançada das Demonstrações Financeiras pela FGV-SP.
Oito conselhos para investidores em ações de primeira viagem

Investir no mercado de ações traz oportunidades de ganhar mais do que na renda fixa e, ao mesmo tempo, diversificar os investimentos. A bolsa é popular nos Estados Unidos e em outros países, mas, no Brasil, ainda fica restrita a um universo pequeno, uma elite de investidores. E não é difícil encontrar pessoas com experiências ruins com ações, muitas vezes pela falta de preparo e conhecimento para investir. Esse despreparo transforma uma oportunidade num trauma, já que uma decisão equivocada pode levar o investidor a perder muito dinheiro. Dentro desse universo de acertos e erros, várias pessoas olham os ganhos recentes da bolsa, com altas de até 20% no mês, e fazem planos para entrar no mercado financeiro e se tornar milionários. Mas é nesses momentos de alta, quando a bolsa chama mais a atenção, que o risco é maior para quem não entende e entra na hora do mercado realizar lucros e cair. Os mais responsáveis, porém, vão antes se preparar e estudar a melhor forma de não se frustrar comprando a coisa errada na hora errada. E, nessa fase inicial de imersão no mundo das bolsas de valores, diversas dúvidas vão surgindo e acabam confundindo ainda mais a cabeça desses futuros investidores. Devo focar em empresas grandes ou pequenas? Escolher ações preferenciais ou ordinárias? Investir em bancos e fugir das estatais? Pensando nesse universo de dúvidas e dilemas, convidamos o consultor da Eleven Financial Research, Adeodato Netto, e o Coordenador do Mestrado Profissional em Economia da FGV, Ricardo Rochman, para explicar em sete conselhos alguns elementos básicos do mercado de ações e ajudar a tirar as dúvidas daqueles que pensam em começar a investir. 1) Bolsa é investimento para longo prazo A primeira ideia falsa é que a bolsa é um eterno jogo de compras e vendas constantes, diz Adeodato Netto. Esse tipo de estratégia é para profissionais, que podem se dedicar inteiramente ao mercado de ações. Para os demais, Adeodato afirma que a bolsa de valores deve ser encarada como uma opção de longo prazo. “A pessoa precisa esquecer aquela ideia de movimentação constante, de comprar e vender. A construção do lucro na bolsa demanda tempo, e não adianta jogar com a questão da volatilidade”. É preciso também paciência e disciplina. Muitas vezes, ao vender uma ação porque o mercado está ruim, o investidor perde um movimento de alta inesperado, ou compra no momento em que o mercado está prestes a cair. Outro ponto importante é compreender que, quando se investe em renda variável, não há garantia qualquer de rentabilidade. Por isso, vale ressaltar que o dinheiro que se vai investir tem de ser de longo prazo, não pode ser aquela renda que você precisará no curto prazo para cobrir possíveis gastos. E longo prazo quer dizer anos. Trabalhe com a sua segurança financeira em primeiro lugar e, o que sobrar, que puder ficar para aposentadoria, por exemplo, pode ir para a bolsa. 2) Defina o tipo de ação Ricardo Rochman ressalta a importância de estar sempre atento ao tipo de ação que você pretende comprar. “É necessário conhecer os aspectos específicos da ação que você quer investir”, diz. A ação vale pelos direitos e obrigações que ela possui, e pode ser preferencial ou ordinária. Uma ação preferencial não dá direito a voto nas assembleias, mas, segundo Rochman, possibilita receber um dividendo superior aos das ações ordinárias, que dão direito a voto e com isso permitem participar da gestão da empresa. Vale ressaltar que, mesmo no caso das ações ordinárias, o direito a participar das decisões em algumas empresas é limitado. É o caso da Petrobras, pois a maioria das ações estão nas mãos do governo federal. Logo, as decisões e a gestão da petroleira cabem somente a ele. Os demais acionistas são chamados de minoritários, pois não participam do controle. Nesse caso, ter uma ação ordinária não é tão relevante para o investidor, pois com o controle do governo, a participação desse voto é nula. Há um risco na ação preferencial, que é no caso de a empresa ser vendida e não prever que o prêmio de controle será dividido com os donos de PN. Nesse caso, o valor pago iria para os donos de ações ON apenas, o que desvaloriza as PN. Foi o que aconteceu com a Ambev e pode ocorrer com empresas antigas, que ainda têm 75% de ações preferenciais e 25% ordinárias. 3) Conheça a companhia em que se está investindo Uma das medidas mais importantes na hora de investir é conhecer profundamente a empresa cujas ações se vai comprar. Pesquise dados financeiros, balanços, perspectivas de investimentos e a estrutura financeira da companhia. Certifique-se de que a empresa é lucrativa, possui uma boa gestão e seja sólida. Para Ricardo Rochman, nessa fase de pesquisa “é importante entender que o que move o preço de uma ação de determinada empresa é o seu desempenho, sua rentabilidade e seu comportamento em relação ao setor e à economia nacional”. 4) Quantas ações comprar? Rochman destaca também que a quantidade de ações que o investidor vai comprar também é importante. Para aqueles que estão começando, o ideal seria optar pela compra de 2 a 3 ações. “Depois que o investidor passar desse estágio inicial de reconhecimento do mercado, ele pode ampliar suas compras. No Brasil, para montar uma carteira bem diversificada são necessárias 10 ações de setores/portes diferentes. Nos Estados Unidos o número é 15 ações”. 5) Liquidez e estratégias Ao iniciar no mercado, o novo investidor deve definir que perfil ele vai adotar para investir em ações, dependendo do tempo que poderá dedicar para acompanhar o mercado e do horizonte de retorno nesse processo. Ricardo Rochman e Adeodato Netto apresentam duas linhas diferentes que vão determinar o tipo de empresa e de estratégia para o investidor. Para Rochman, o novo investidor, pensando em estratégias que durariam de 3 a 5 anos, deve escolher as ações de grandes empresas, que sejam sólidas e que tenham um bom nome no mercado. Para ele, o fator liquidez é muito importante e o investidor deve buscar ações com essa característica. Liquidez é o volume
Curso: CONTROLADORIA ESTRATÉGICA E OPERACIONAL

Implementamos técnicas e procedimentos visando estruturar o departamento de controladoria, possibilitando a gestão integrada dos departamentos visando a perpetuidade das organizações. A Gecompany auxilia as empresas na implementação de um sistema integrado de gestão, conciliando as atividades operacionais a visão estratégica empresarial. PRINCIPAIS ATIVIDADES ESTRATÉGICAS: Implementação do Orçamento Empresarial (budget) como uma ferramenta da gestão empresarial; alinhado aos princípios do planejamento estratégico e acompanhamento das variações com indicações de gestão dos processos. Estruturação do Planejamento Estratégico como uma ferramenta da gestão de crescimento sustentável da empresa; Estruturação do Modelo da Governança Corporativa, mesmo em empresas familiares, como uma ferramenta da gestão dos diretores e conselheiros da empresa; Estruturação de técnicas de auditoria e controle como uma ferramenta de inibir fraudes ou atividades desalinhadas da visão empresarial; Estruturação de técnicas da Avaliação da Empresa, como os administradores estão construindo ou destruindo a riqueza dos proprietários da empresa e direcionamento da empresa a perpetuidade (crescimento sustentável); ou interrupção das operações (abandone o barco antes que seja tarde demais). PRINCIPAIS ATIVIDADES OPERACIONAIS Diagnóstico do sistema ERP utilizado pela empresa e utilização plena dos módulos de gestão (PROTHEUS – SAP, entre outros), desde a entrada da mercadoria (matéria primas) até o faturamento dos produtos aos clientes. Orientação na parametrização de todos módulos do Sistema ERP, objetivando utilizá-lo como uma ferramenta da gestão empresarial (correta apuração dos custos dos produtos produzidos até a formação dos preços de vendas aos clientes) Auditoria dos demonstrativos contábeis para utilizá-los como uma ferramenta de gestão do desempenho operacional e financeiro da empresa; Implementação de indicadores de performance visando a transparência dos resultados da operação a serem submetidas aos acionistas e conselho da administração; Revisão e certificação dos procedimentos fiscais e tributários, bem como, as bases de cálculo e alíquotas incidentes. Contato
Veja 7 dicas para potencializar a carreira durante a crise

Com a atual crise econômica do país, muitos profissionais enfrentam dificuldades para manter seus empregos e também para gerenciar e potencializar a sua carreira. O grande desafio é mostrar seu valor no mercado e mostrar seus diferenciais ao invés de somente “sobreviver” profissionalmente. Lucia Costa, diretora de transição de carreira da Stato, listou 7 dicas para ajudar os profissionais a mostrar suas habilidades e evitar equívocos neste momento de insegurança. 1) Mais foco e menos preocupação “Não que o momento não exija uma boa dose de preocupação, mas ficar desesperado, não resolve. Na crise, a competitividade aumenta, o clima fica tenso e os ânimos à flor da pele”, afirma Lucia. Segundo a especialista, é importante que o profissional tenha foco e faça a diferença no seu ambiente de trabalho para se destacar. Ela sugere que o funcionário mantenha a calma, se organize, priorize tarefas, além de sempre estar disposto a colaborar. 2) Faça mais com menos Reduzir gastos e aumentar o lucro é o que o chefe espera de sua equipe. O nome disso é ‘produtividade’. Apesar do impulso natural mais comum é de ser reativo diante de dificuldades e fazer apenas o necessário por medo de errar ou por insegurança, a orientação é que o profissional adote uma postura contrária. “Saia da zona de conforto e fique de olho nos resultados, faça o que é obrigatório de maneira mais rentável e rápida, para que esteja à disposição em caso de alguma outra oportunidade na sua área ou em outras. É um bom momento para ir além e propor soluções novas para velhos problemas já conhecidos na companhia”, ressalta Lucia. 3) Evite o clima de catástrofe Reclamar e alimentar boatos de demissões são atitudes que não ajudam durante a crise. É hora de pensar em como ajudar a empresa a enfrentar os desafios atuais e buscar alternativas no trabalho. “Não deixe se afetar pelo pessimismo, seja compreensivo e tenha capacidade de improvisar. Fuja de qualquer rodinha de fofocas. Profissionais que reagirem rapidamente vão se sair melhor, adaptando-se às mudanças e exigências dos novos tempos”, diz Lucia. 4) Economize o máximo que puder “Aqueles que não têm poupança e gastam tudo o que ganham, sofrem muito quando chega uma crise. Falta de dinheiro afeta o desempenho do profissional e o problema só aumenta se perder o emprego”, alerta a especialista. E se em um momento de crise é impensável falar em aumento de salário, é uma boa hora para rever suas despesas. Por isso, se for possível, o profissional deve poupar, mesmo que seja pouco, fazendo uma revisão em suas finanças e de seus dependentes. “Sua saúde financeira é fundamental para manter o foco neste momento profissional”, diz Lucia. 5) Invista em educação, atitude e competências “Quem se acomodou e não planejou sua carreira, fica desesperado quando uma crise começa, porque se coloca sempre na frente da fila das prováveis demissões”, afiram a especialista. O profissional deve buscar qualificação, investindo em cursos de idiomas, especializações e MBAs. Saber se relacionar com a equipe, ser comprometido e ter boa comunicação também são grandes diferenciais competitivos. 6) Considere modelos diferentes de carreira Durante a crise, modelos alternativos de carreira tendem a aparecer como consultoria, parceria, prestação de serviços, entre outros. “O profissional deve estar pronto para mudar”, acrescenta a especialista. Já a opção empreendedora parte do princípio do sucesso e risco individual, com base no talento e no trabalho. Além de ter que ser mais autônomo, criativo e inovador, o empreendedor tem que ser capaz de correr riscos. 7) Segmentos menos afetados “Por incrível que pareça, há oportunidades na crise. Pesquise mercado e maximize seu networking. Ambientes de fusão e consolidação de negócios geram demissões num primeiro momento, porém novos perfis profissionais são requisitados”, lembra Lucia. Áreas de controle de processos, financeira e tributária tornam-se prioritárias, quando a governança corporativa ganha destaque. Há ainda oportunidades pontuais em setores como o e-commerce (para onde parte do varejo está migrando), marketing digital, direito empresarial, design gráfico, entre outros. Fonte: G1