Exercícios sobre Sistema de capitalização composta

O estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo. Objetivo básico é o de efetuar análise e comparações dos vários fluxos de entrada e saída de dinheiro do caixa, em diferentes momentos. Importância da disciplina: Estuda o comportamento do dinheiro em suas aplicações e origens, visando reduzir custos e potencializar resultados. Material para downloaud MATEMATICA FINANCEIRA – EXERCICIOS SOBRE JUROS COMPOSTOS.ppt
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PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Constituição das Reservas e destinação do lucro

Após aderência da contabilidade brasileira as normas internacionais de contabilidade, algumas mudanças foram introduzidas no Patrimônio líquido, principalmente decorrente da exclusão da figura dos “Lucros Acumulados”, o que forçou as empresas na integralização dos lucros das operações ao Capital Social ou na correta constituição das Reservas; o texto abaixo extraído do CPC 26 e do Manual de contabilidade por ações da FIPECAFI, tem como objetivo elucidar parcialmente um tema de imensa importância nas tratativas da estruturação das demonstrações contábeis. Conceito No balanço patrimonial representa a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos que é o valor contábil pertencentes aos sócios. O pronunciamento contábil básico – estrutura conceitual para a elaboração e demonstração das demonstrações contábeis (do CPC) destaca que, normalmente, numa base de continuidade operacional, somente por coincidência o valor pelo qual o patrimônio líquido é apresentado no balanço patrimonial será igual ao valor de mercado das ações da companhia, ou igual a soma que poderia ser obtida pela venda dos ativos e liquidação dos passivos isoladamente, ou da entidade como um todo. De acordo com a lei 6.404/76, com redação modificada pela lei 11.941/09, o patrimônio líquido pode ser dividido em: Capital social – representa valores recebidos dos sócios e aqueles gerados, pela empresa que forma formalmente (juridicamente) incorporados ao Capital (lucro que os sócios renunciaram e incorporaram ao capital) Reservas de capital – representam valores recebidos que não transitaram e não transitaram pelo resultado como receitas, pois derivam de transações de capital com os sócios. Ajustes de avaliação patrimonial – representam as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação a valor justo, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, algumas poderão não transitar pelo resultado, sendo transferidas diretamente para lucros ou prejuízos acumulados. Reserva de lucros – representam lucro obtidos e reconhecidos pela empresa, retidos para finalidade específica. Ações em tesouraria – representam as ações da companhia que são adquiridas pela própria sociedade (pode ser quotas, no caso das sociedades limitadas) Prejuízos acumulados – representam resultados negativos gerados pela empresa á espera de absorção futura; no caso de sociedade não por ações; pode ser lucros ou prejuízos acumulados; pois podem abranger lucros a espera de destinação futura. O CPC 26 – define que deve ser apresentada de forma destacada a participação de não controladores, ou minoritários, no patrimônio líquido das controladas no caso das demonstrações consolidadas. Cumpre salientar que a lei 6.404/76 em seu artigo 202, parágrafo 6, com redação dada na lei 10.303/01, determina que os lucros que não forem destinados para as reservas previstas nos artigos 193 a 197 (reserva legal, reserva estatutária, reserva para contingencia, reserva para incentivos fiscais, reserva para retenção de lucros, reserva para lucros a realizar) deverão ser distribuídos a títulos de dividendos. RESERVAS DE LUCROS Reserva legal: Essa reserva, basicamente instituída para dar proteção ao credor, é tratada no artigo 193 da lei 6.404/76 e deverá ser constituída com a destinação de 5% do lucro líquido do exercício. Será constituída obrigatoriamente pela companhia, até que seu valor atinja 20% do capital social realizado, quando então deverá deixar de ser acrescida, ou poderá, a critério da companhia deixar de receber créditos, quando o saldo desta reserva, somado ao montante das reservas de capital, atingir 30% do capital social. Reservas estatutárias: São constituídas por determinação do estatuto da companhia, como destinação de uma parcela dos lucros do exercício. A empresa deverá cria subcontas conforme a natureza a que se refere, e com intitulação que identifique sua utilidade e deverá conter no seu estatuto os seguintes preceitos: Definir sua finalidade de modo previsto e completo Fixar os critérios para determinar a parcela anual do lucro líquido a ser retido Estabelecer um limite máximo Essas reservas não podem, todavia, restringir o pagamento de dividendos obrigatório, nos termos do artigo 198 da sociedade por ações (LSA) – 25% do lucro líquido do exercício, desde que, não conste restrições plausíveis nas constituições das reservas estatutárias. Reservas para contingências: O artigo 5 da lei da 6.404/75 estabelece a forma para a constituição da reserva para contingências, como segue: A assembleia aprovada, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido á formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. Parágrafo 1, a proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda prevista, e justificar, com as razoes de prudência que a recomendem, a constituição da reserva Parágrafo 2 ,a reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razoes que justificaram a sua constituição ou que ocorrer a perda. Reserva de contingência e perdas futuras extraordinárias É, portanto, em função desse objetivo que sua adoção tem maior aplicação nos casos em que sejam previsíveis, com certa segurança, perdas cíclicas. Tais perdas cíclicas podem ser de natureza variada, como por exemplo, os seguintes casos de fenômenos naturais que afetam diretamente as operações e rentabilidade das empresas. Geradas por secas, cheias, inundações e outros fenômenos da natureza. Reserva de lucros a realizar Essa reserva é constituída por meio da destinação de uma parcela dos lucros do exercício, sendo, todavia, optativa sua constituição. O objetivo de constitui-la é não distribuir dividendos obrigatórios sobre a parcela de lucros ainda não realizados financeiramente (apesar de contábil e economicamente realizada) quando a parcela dos dividendos excederem a parcela financeiramente realizada do lucro líquido do exercício. Reserva para expansão: Para atender os projetos de investimentos, a companhia poderá reter parte dos lucros do exercício, conforme artigo 196 da lei 6.404/76 que trata da reserva de retenção de lucros. Essa retenção deverá ser justificada com o orçamento de capital da companhia, ser proposta na assembleia geral. Reserva pra incentivos fiscais: A reserva de incentivos fiscais foi criada pela lei 11.638/07, que adicionou à lei 6.404/76 o artigo 195-A, com a seguinte redação: A assembleia geral, poderá por proposta dos órgãos da
Petrobras: Análise fundamentalista 2008 até 2022

A Petrobras é uma petrolífera controlada pelo governo federal brasileiro e que atua como uma empresa integrada de energia nos setores de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás química e biocombustíveis. A companhia atualmente está presente em 19 países além do Brasil, produz mais de 2,5 milhões de barris de óleo e quase 2,26 milhões de barris de derivados por dia. A Petrobras tem ainda 8.176 postos, 5 usinas de biodiesel e uma frota de 181 navios que transportam o petróleo extraído de 122 plataformas e refinado em 16 refinarias. Nota: Neste trabalho estritamente acadêmico, procuramos a partir dos demonstrativos financeiros publicados pela empresa aos órgãos regulamentadores do mercado de capitais (CVM) em efetuar uma análise fundamentalista utilizando indicadores da gestão financeira e econômica; no sentido de testar a aplicabilidade dos indicadores de finanças amplamente difundidos por autores de renomes nacionais e mundiais na análise do desempenho empresarial; permitindo assim, julgamentos sobre o aspecto estritamente financeira e que agregado ao planejamento estratégico poderá contribuir para análise em diversos sentidos. Também reconhecemos que o desempenho futuro é reflexo de uma sólida construção apresentada no desempenho histórico. Análise: Em 2022 a Petrobrás atingiu uma Receita líquida de R$ 641 bilhões e um lucro líquido de R$ 189 bilhões e promoveu distribuição de dividendos no valor de R$ 194 bilhões atingindo um índice pay-out de 103% e assim todo lucro gerado no ano foi distribuído aos acionistas, causando um reflexo positivo no mercado. A forte gestão do caixa, possibilitou além da redução dos endividamento e assim a rentabilidade anual do acionista (ROE) atingiu 51,7% decorrente do giro de 0,66 da margem de 29,47% e da alavancagem de 2,68 e a agilidade do caixa decorrente da GESTÃO DO CAPITAL DE GIRO que resultou em 42 dias. A elevação do preço do barril do petróleo em 43% refletiu diretamente no incremento da Receita líquida em 42%. O preço/lucro por ação na data de hoje com o valor de R$ 25,70 encontra-se em 1,77 indicando a não existência do ágio elevado em relação ao desempenho da empresa e o Lucro por ação resultou em R$ 14,49 e o Preço valor patrimonial por ação em 0,92…indicando que o mercado está pontuando a empresa muito próximo da sua realidade operacional e financeira… e o valor de mercado em R$ 459,6 bilhões… Parabéns a diretoria da Petrobras. abaixo leia na íntegra o relatório anual do desempenho financeiro da PETRO. Deixamos claro que a ANÁLISE FUNDAMENTALISTA é de caráter acadêmico em validação as metodologias que avaliamos em sala de aula com nossos alunos, e não assumimos quaisquer tipo de indicação na compra e venda das ações da EMPRESA e quaisquer ponderação de análise visite o site da empresa em seus relatórios disponibilizadas aos investidores e mercado. Prof. Alexandre Wander www.gecompany.com.br abaixo relatório da Empresa – resultado de 2022 Desempenho Financeiro Petrobras 4T22 Release de Resultados em US$ _Relatório de Produção e Vendas 4T22
Case AMBEV: Questões sobre ativo operacional e suas fontes de financiamentos.

A Ambev (Companhia de Bebidas da América) é a quarta maior cervejaria do planeta, líder no mercado latino americano e atua também na produção de cervejas, refrigerantes e bebidas não carbonatadas. Além disso, a Ambev integra a maior plataforma de produção e comercialização de cervejas do mundo. A empresa tem aproximadamente 2 milhões de pontos de venda de seus produtos sendo que por volta de 50% dessa quantidade fica no Brasil. Conhecida por sua estratégia agressiva de remuneração de sua equipe e pela busca constante por cortes de custos a empresa é uma das companhias com maior valor de mercado no Brasil. Os dados abaixo foram extraídos das demonstrações financeiras da empresa, submetidas a CVM e os exercício com aplicabilidade estritamente acadêmica, no sentido de incentivar nossos alunos na aplicabilidade prática dos conceitos amplamente discutidos nas faculdades numa empresa de grande destaque nas bolsas de valores e que preserva os interesses dos seus investidores. Considere os dados da AMBEV no seu BALANÇO PATRIMONIAL e responda as questões abaixo: 1) Qual o valor do ATIVO OPERACIONAL da AMBEV nos períodos em avaliação? O ativo operacional corresponde aos valores investidos na empresa e que tem como sua composição o capital circulante líquido do curto e do longo prazo e também os investimentos no ativo fixo e na marca da empresa. estes ativos encontram-se investidos no objetivo de gerar o Lucro operacional para remunerar adequadamente seus provedores de capital. (*) os valores investidos no caixa e aplicações financeiras devem ter correlação com a atividade operacional da empresa e devem ser deduzidos os caixa em excessos para melhor refletir a composição do ATIVO OPERACIONAL da empresa. Podemos verificar que em contrapartida temos o PASSIVO OPERACIONAL que é composto pelas fontes de financiamentos da empresa que pela sua característica de longo prazo estão atreladas ao “risco” da operação e por este motivo chamamos de passivos onerosos e que cobram juros ou dividendos como retorno dos seu investimento. 2) Elabore a composição do seu Capital de Giro do Curto Prazo e do Longo prazo? Conforme apresenta o quadro acima o capital de giro próprio de curto prazo é a soma do ATIVO CIRCULANTE de uma empresa deduzido as fontes de financiamentos não onerosos (passivo circulante não atrelados a juros); embora os passivos não onerosos não requerem juros eles possuem uma característica de requisição de caixa, ou seja, no vencimento dos compromissos a empresa terá como obrigação de efetuar o pagamento sem que haja renegociação do prazo, pois estes passivos não tem como princípio em financiar o ATIVO OPERACIONAL e não requerem juros e sim o caixa (dinheiro) como quitação da sua obrigação principal. Diferente dos recursos provenientes dos Bancos que tem como atividade principal em promover empréstimos e financiamentos as empresas; e que não tem como objetivo o recebimento do valor principal, mas sim os juros como uma remuneração do empréstimo efetuado. Por esta característica, já entram como dedução do ATIVO CIRCULANTE, os passivos não onerosos que requerem o caixa da empresa e assim podemos visualizar o recurso líquido pertencente a empresa. 3) Efetue uma análise do desempenho do seu capital de giro durante o período acima. No ano de 2018 a empresa elevou o seu caixa e estoques e reduziu seus passivos não onerosos de curto prazo o que elevou seu capital de giro próprio próprio, indicando pagamento de dívidas no curto prazo que requerem caixa, procurando amenizar o seu risco operacional. Conforme podemos visualizar a empresa administra muito bem seu ciclo operacional fazendo girar seus estoques e no recebimento dos seus clientes e tem como um fator positivo ao seu caixa os longos prazos de negociação em pagamento junto os seus fornecedores. 4) Considere ainda que o endividamento da AMBEV faz parte da sua estrutura das FONTES DE RECURSOS, qual seria a relação do capital de terceiros onerosos em relação ao seu Patrimônio líquido (o indicador em inglês denominado relação debit/equity. A relação do capital de terceiros ao seu capital próprio indica o quanto a empresa encontra-se endividada, ou o grau do endividamento dos passivos onerosos frente aos recursos dos acionistas. A AMBEV no período de análise, tem demonstrado uma forte estrutura dos recursos dos acionistas frente aos recursos dos bancos, o que demonstra ao mercado ser uma empresa sólida e com uma ótima estrutura de capital. ” As empresas captam recursos de investidores em ações como de aplicadores em recursos emprestados (bancos); quanto maior a parcela dos investidores indica que a empresa possui um menor risco financeiro e neste caso, o beta, que mede o risco geral de uma empresa tende ser igual ou abaixo de 1″; Empresas com altos índices de endividamento, carregam consigo, além do risco operacional também o risco financeiro e tendem a apresentar um beta superior a 1. A Ambev, pela sua estabilidade dos indicadores de rentabilidade (geração de lucro operacional correlacionada aos investimentos no seu ativo operacional). apresenta um beta inferior a 0,5 indicando ser mais estável do que a economia de mercado de onde ela encontra-se instalada (economia no Banco Central do Brasil); ou seja, enquanto a taxa SELIC oscila em relação a sua média histórica a AMBEV mantem uma rentabilidade (ROI); pouco oscilante em relação a sua média histórica, tendo um desvio padrão inferior ao risco sistemático (do mercado); por este motivo o seu beta é inferior a 1. O beta do mercado, por ser um indicador perfeito é sempre igual a 1. 5) Temos por princípio que o valor das ações no mercado (negociado na Bolsa de valores) representa os sentimentos dos acionistas em relação ao desempenho da empresa. O que pode ser um fator positivo se houver ágio e negativo se ou um fator negativo se houver deságio. Calcule o Valor da Empresa de acordo o valor do mercado, ou seja, o seu EV (ENTREPRISE VALUE) e compare com o valor dos ativos operacionais da empresa, chegando assim ao múltiplo do EV em relação ao seu ATIVO OPERACIONAL. O valor de mercado de uma empresa, pode ser medido por diversas maneiras, uma delas é
EBITDA como um INDICADOR de AVALIAÇÃO DE EMPRESAS.

O indicador EBITDA, tem como princípio em verificar o quanto a empresa gera de lucro operacional acionando os itens que não interferem diretamente no caixa da empresa, tais como a depreciação e amortização. Em inglês EBITIDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization”, que significa “Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização“, em português. O Ebitda representa a geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros e de impostos. “O Ebitda mostra o potencial de geração de caixa de um negócio, pois indica quanto dinheiro é gerado pelos ativos operacionais.” Para calcular o Ebitda, é necessário antes descobrir o lucro operacional. No Brasil, ele resulta da subtração, a partir da receita líquida, do custo das mercadorias comercializadas, das despesas operacionais. A utilização deste “indicador financeiro” tem como principal benefício em indicar o resultado operacional de uma empresa se assemelhando ao FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL; pois adiciona ao resultado operacional as despesas que não representam uma saída efetiva de caixa por se tratarem um valor estritamente contábil, tais como a depreciação e amortização no objetivo de apresentar aos investidores o real valor de geração de caixa operacional de uma empresa. Assim, se uma empresa gerou um resultado operacional de R$ 100,00 ao adicionar a depreciação e amortização no valor de R$ 10,00 o EBITDA passa a ser de R$ 110,00 e o resultado na visão do EBITDA passa a ter um acréscimo percentual de 10%. Um modelo tradicional consiste em atrelar o valor do EBITDA a taxa de risco dos seus provedores de capital, se o financiamento proceder somente dos acionistas teremos o CUSTO DE OPORTUNIDADE DO ACIONISTA, porém se o financiamento proceder além dos acionistas de capitais de terceiros onerosos teremos o CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL, o WACC. Ao se dividir o EBITDA pelo WACC temos o valor absoluto do ATIVO OPERACIONAL ao preço de mercado. Ao nosso exemplo acima, teremos o valor de R$ 110,00 do EBITDA que dividido por uma taxa exemplificada de 10% resultara num valor do ATIVO OPERACIONAL (EV) VALOR DA EMPRESA AO MERCADO de R$ 1.100,00 Ou seja, teremos um valor de múltiplo igual a 10 e assim efetuando a negociação de compra de uma empresa, pelo indicador do EBITDA a parte investidora irá recuperar seu investimento ao valor de R$ 1.100,00 ao tempo de 10 anos, decorrente da divisão do valor pago pelo valor de EBITDA projetado durante o período. Notoriamente existem críticas, sobre a utilização do EBITDA como um modelo de avaliação de empresas, mas a princípio de entendimento podemos entender como um ponto de partida ao estudo tão complexo e que demanda muito tempo de dedicação e estudo para interpretá-lo em suas atenuantes. Um resumo da aula ministrada aos alunos da UNIP em 16/09/2019 em SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.
UMA SÍNTESE: DO MODELO DE PRECIFICAÇÃO DOS ATIVOS AO LUCRO POR AÇÃO

O processo de AVALIAÇÃO DE EMPRESAS consiste em avaliar a potencialidade de uma empresa gerar lucro é importante definirmos primeiramente um ponto de partida para entendermos se realmente este lucro gerado encontra-se de acordo as expectativas dos provedores de capital Todo investimento tem uma origem de recursos e num mundo amplamente inserido ao mercado financeiro não podemos nos deixar a entender que os recursos investidos pelos acionistas e bancos são “gratuitos”, ou seja livre de uma remuneração mínima que compense o “risco” do negócio. As empresas, normalmente são avaliadas pelo LUCRO GERADO apurado com as informações provenientes da DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO a DRE; e nos permite uma visão um pouco mais ampla quando dividimos o lucro gerado no período pela quantidade das ações constituída pela empresa na integralização do capital efetuado pelos acionistas, chegando assim no famoso: lucro por ação, uma boa medida de avaliação unitária do lucro gerado e que será, provavelmente distribuído aos acionistas. Nas empresas listadas nas bolsa de valores o índice Preço/Lucro, que no seu numerador apresenta o valor de patrimônio líquido por ação, de acordo com a sensibilidade do mercado e no seu denominador medido pelo LPA (lucro por ação) e nos apresenta assim, o payback ou o tempo de recuperação do investimento efetuado quando da compra das ações ao seu valor unitário. A titulo de exemplo, vamos considerar o seguinte cenário: Uma empresa de manufatura, foi constituída por R$ 10.000 milhões, sendo 50% no seu capital de giro e 50% no seu ativo imobilizado e toda origem dos recursos foi financiada somente pelos acionistas (capital próprio). Considere ainda, que a empresa, apresentou um lucro líquido após os impostos no valor de R$ 1.800,00 e que a mesma tenha um total de 1.000 de ações em circulação. Assim o lucro por ação da empresa será de R$ 1,80. Considere também que o valor da ação no mercado de capitais encontra-se na data de hoje em R$ 52,00 o preço por ação. O índice P/L é a relação entre preço de mercado por ação e o lucro por ação Ao nosso modelo, caso a empresa, venha manter ao longo do tempo, o valor constante de R$ 1,80 de lucro anual por ação e o mercado também venha manter constante a sua precificação, o tempo médio de recuperação deste investimento, quando avaliamos unicamente pelo lucro gerado (ou o dividendo) a ser distribuído aos seus acionistas, o tempo será de 28,8 anos. As empresas jovens e de alto crescimento (e de alto risco), o índice P/L tendem a serem maiores, e este comportamento pode ser explicado por alguns fatores: 1) Os investidores “acreditam” nos projetos da empresa jovem e antecipam suas compras, causando uma elevação no preço do mercado, mesmo que os lucros ainda não se traduziram na operação. 2) Anúncios na mudança da gestão, principalmente quando uma empresa adminstrada por executivos de “renome”, adquirem uma empresa mal administrada e que amargura prejuízos ou lucro abaixo da média e o mercado, acreditando nas medidas de reestruturação, antecipam suas compras, também causando “euforia” e elevação no preço das ações no mercado de capital. Assim, a medida que no decorrer do tempo a empresa passa a gerar mais lucro com o mesmo número de ações em circulação o LPA aumenta e se o preço de mercado ficar constante o índice P/L tende a reduzir. Modelo de precificação dos ATIVOS OPERACIONAIS e o Lucro por ação. Nos diversos modelos de risco e retorno em finanças, o modelo de precificação dos ATIVOS OPERACIONAIS, consiste em definir previamente uma taxa atrelada ao risco dos ATIVOS OPERACIONAIS. No modelo de risco de ATIVOS de CAPITAL (CAPM), em que há apenas uma fonte de risco de mercado contida na carteira de mercado, vamos definir, neste momento que a empresa tenha apenas uma FONTE DE FINANCIAMENTO, a do CAPITAL PRÓPRIO, e que o risco do acionista, por ser uma empresa JOVEM de de alto crescimento tenha sido definido em 18%. Definição do lucro esperado pelos acionistas: Como o lucro líquido gerado, de acordo com o exemplo acima foi de R$ 1.800 a empresa atingiu na medida certa a expectativa do mercado e neste modelo, acreditamos de que não teremos alteração n o valor das ações no mercado de capitais. Um dos famosos indicador em FINANÇAS é o ROE (return on equity), que consiste dividir o lucro líquido gerado no período pelo valor investido pelos acionistas, que consta no PATRIMÔNIO LÍQUIDO da empresa Considere, agora que o lucro líquido gerado pela empresa, foi de R$ 1.000 e que o acionista manteve a mesma expectativa de retorno do seu investimento em 18%. O ROE foi de 10%, enquanto que a taxa minima de atratividade do acionista foi de 18% O retorno do acionista (ROE) ficou abaixo em 44,44% de sua expectativa e em pontos percentuais de 8% (distancia) entre o esperado e o realizado, assim podemos entender que as ações comercializadas na bolsa de valores, poderá ter uma desvalorização de 8% no mínimo. Resumo da aula ministrada no curso de Pós Graduação da FAAP em São Paulo, no curso de Gestão Empresarial em 2009. Um bom estudo Prof. Alexandre Wander Avaliação de Empresas – Valuation