Confie em você mesmo, porque você tem a Força para mudar e vai mudar!

Acredite nisso, porque tudo é possível a todos os que acreditarem em si e perseverarem em sua causa! Sim, perseverar é matematicamente preciso, porque muitos negócios, empregos e relacionamentos de qualquer tipo costumam esbarrar no famoso “morreu na praia” ou no “se eu tivesse tido um pouco mais de tempo, salvaria o ……”. A Teoria da Inteligência Emocional (IE) foi formulada por Daniel Goleman (PHD – Harvard) e comprova a assertiva acima. Ou seja, todo e qualquer sonho pode se materializar mesmo (se assim não fosse o Criador seria ‘injusto’)! O Autor da Teoria, após examinar cerca de 500 organizações, em todo o mundo, descobriu que os profissionais mais bem-sucedidos não são os que apresentam maior Quociente de Inteligência (QI) ou maior conhecimento acadêmico, porque boa parte de quem tem QI alto ou um bom conhecimento especializado, trabalha para quem não o têm! O que é Inteligência Emocional? Inteligência Emocional é a capacidade que todo ser humano tem de perceber e gerenciar suas emoções nas suas relações com outras pessoas, no dia-a-dia e sempre, porque a evolução é uma constante para tudo e para todos. Como obter a Inteligência Emocional? Todos PODEM conquistar sua IE, desde que obtenham esses 03 pressupostos básicos fundamentais: 1- Oportunidade Este pressuposto continua sendo uma opção do Livre Arbítrio de quem tem coragem para acionar o que quer! Interessante notar que a esmagadora maioria dos que se queixam – o tempo todo -, alegam “falta de sorte na vida”, mas nada fazem para criar oportunidades para a pessoa mais importante de suas vidas= ELES PRÓPRIOS! 2- Ambiente propício Este pressuposto sempre depende da boa vontade de todos e é um ponto vital para quem quer desenvolver-se! Fique e desenvolva sua IE, se você for um liderado que trabalha em um ambiente propício ao seu desenvolvimento. Mantenha sempre o bom ambiente, se você for o Líder. E, como Líder, nunca mantenha quem desarmoniza locais ou pessoas e nunca se mantenha trabalhando em locais que você não tenha condições para harmonizar propiciamente! 3- Tempo necessário Fundamental conceder tempo a todo e qualquer Colaborador que demonstre interesse em desenvolver-se! Interessante notar que muitos negócios, empregos e relacionamentos de qualquer tipo morrem pela falta do tempo mínimo necessário ao autodesenvolvimento, conforme citei no 2º parágrafo deste Artigo… Claro que tempo é dinheiro. Mas, se previamente negociado, poderemos monitorar a evolução de quem decidiu que de fato quer evoluir. Ou seja, só fica na empresa enquanto merecer, enquanto justificar nosso investimento. CONHECIMENTOS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL PODEM AJUDAR A MUDAR-ME? Sim, porque os conceitos de inteligência emocional também descrevem a competência e a capacidade das pessoas que precisam lidar e se adaptar às extraordinárias mudanças que já ocorrem hoje e ocorrerão nas próximas décadas. Como cada um de nós é o único responsável pela própria existência, devo lembrar que a cada momento presente sou eu quem constrói o meu futuro, assim como a cada momento passado fui eu quem construiu o meu atual presente. Está ruim? Então mude cada momento presente para fazer do seu futuro um “Eterno Presente”! Está bom? Parabéns, mas lembre-se de que dá para melhorar e melhorar muito mais, a cada momento presente! Encerro este Artigo desejando que a a força esteja com você! ____________ Como a Ordem Jedi era formada por um grupo de filósofos que contemplava os mistérios do campo de energia chamado Força, com o passar do tempo alguns dos membros do grupo dominavam a Força. Depois disso eles se dedicavam a usar suas recém descobertas habilidades e poderes para o bem, ajudando aqueles que precisavam. Nos milhares de anos que se seguiram, os Jedi serviriam como protetores da República Galáctica (G. Lucas, Star Wars). ____________ Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.
Zona de Conforto – Um Vírus poderosíssimo

Detectei, em uma das minhas Consultadas, um vírus perigosíssimo chamado “Zona de Conforto”. Este ‘vírus’ já havia se espalhado em quase todos os níveis interiores da mesma, antes de ser detectado, mas foi detectado e debelado a tempo sem prejudicar ninguém, posto que já vacinamos todos os ‘hospedeiros’… Resolvemos evitar novamente passar por esta experiência. Assim, com essa intenção, criamos a “vigilância mútua”. Sei que bons Profissionais (Executivos e/ou Consultores) sabem dos perigos potenciais e sabem dos estragos efetivos ocasionados por profissionais que se ‘acomodam’. São estes, justamente estes, os que mais resistem às mudanças e os que sempre tem uma desculpa na “ponta-da-língua” ou um ‘culpado’ para apontar. Fica fácil, portanto, identificar quem entrou (ou nunca saiu) da famigerada “Zona de Conforto”. “Zona de Conforto” passou a ser o eufemismo que usamos, devida ou indevidamente, para “aliviar o lado” de quem não está Comprometido com sua Empresa. Seja empregado, seja empregador. Porque, sabemos, ambos também podem ser contaminados por este vírus, se é que já não o foram. E, o pior, quem está contaminado manifesta seus sintomas em todos os meios que frequenta e atua (empresa, lar, escola, clube, etc.). Afirmo, baseado no pouco que expus, que quem não é Comprometido é um daqueles ´doentes´ que se colocou na “Zona de Conforto”. Doente SIM!… Doente que atrapalha tudo/todos e que, ainda, é um hospedeiro que contamina quem está com “defesas baixas” (o fraco, aquele que nada faz e nunca modifica um meio). Posso tentar dar duas soluções alternativas a você, Leitor, que deve ser uma pessoa Comprometida, posto que se predispôs a ler este Artigo, embasado no know how acumulado em inúmeras batalhas de “saneamento básico”: – Cirurgia: extirpar “doentes reincidentes”, pelo bem de sua Empresa, além de gerar um exemplo de ação e reação, ao utilizar um ou mais dos contaminados como ”boi de piranha”. – Medicação: conversar seriamente com cada um dos seus “contaminados”, no sentido de deixar bem claro que ele não terá uma segunda chance de curar-se. Pontue que ele terá sair AGORA do quentinho e aconchegante em que se instalou. Dê-lhe três razões para sair de lá: 1- você terá que sair de lá um dia, por mais que você queira resistir, porque ninguém deve optar por uma vida calma, sem nenhuma turbulência. Chegará um dia, aqui ou em algum outro lugar, que te fará passar por um teste para o qual você poderá não estar preparado e que nem gostaria de ter que enfrentar; 2- seres humanos devem procurar melhorar-se, porque dentro de cada um de nós há a capacidade e o desejo poderoso de evoluir. Só poderemos fazer isso nos testando, através das nossas ações e não das nossas omissões. Portanto, experimente, tente algo novo, dê mais um passo. Sabemos que não apreciamos fazer algumas coisas. E, isso, é BOM!… Pois, somente assim, acionando mudanças, saberemos um pouco mais sobre quem somos e sobre o que, de fato, gostaríamos de ser ou do que não gostaríamos de ser; 3- a vida se tornará muito mais interessante. Sabemos que ninguém quer uma vida monótona, previsível. Quem leva uma vida segura e previsível nunca saberá que pessoa extraordinária realmente É. Quem torna desafiadoras as circunstâncias de sua vida, cria a oportunidade de fazer com que sua grandeza possa subir à superfície. Já afirmei e aqui reafirmarei: CUIDADO com a “Síndrome de Gabriela” – “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou sempre assim… Gabriela” -, aquela que acontece quando uma pessoa acredita que não precisa mudar ou adaptar seu comportamento às mudanças que ocorrem, porque esse fenômeno psicológico tem explicação científica: a famigerada e já famosa zona de conforto! Procurarei encerrar afirmando que sempre deveremos estar trabalhando e VIGIANDO para blindarmos ou vacinarmo-nos contra a reincidência do vírus “Zona de Conforto”, após inativá-la, porque esta doença não tem cura. QUER FICAR EVITAR FUTURAS zonaS de conforto? Então sempre dê os seus 100% em tudo e faça com que cada liderado seu também dê seus 100%, plenamente! Passe a liderar utilizando o todo da capacidade de cada um (100%), mantendo um desejo insaciável em melhorar-se sempre. Encontre algo que o estimule a ser Feliz e ávido por superar-se, porque esse algo que gera e mantém sua felicidade pouco tem a ver com cérebro e muito tem a ver com o coração de um Homem Digno. Convém lembrar que a única forma de alguém obter e manter a condição de dar os 100% de sua atual capacidade é estar para servir e para dar seus 100% em tudo, a si e ao próximo, como: 100% do seu conhecimento, educação, alegria, gentileza, atenção, consideração… Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.
Os 14 princípios de liderança da Amazon

A quarta maior empresa do mundo orienta seus gestores a seguirem um credo de 14 princípios de liderança, apoiados nas crenças e valores do seu fundador, Jeff Bezos, o terceiro empreendedor mais rico do planeta. Uma das empresas mais centradas no cliente do mundo, com uma valorização de mercado extrordinária (registrou crescimento de 41% em 2016), ícone principal de empresa totalmente virtual, constante inovadora de produtos e processos, como o leitor tablet digital, a Amazon possui um conjunto de princípios de liderança que a impulsionou a estar entre as 5 maiores empresas do mundo. Uma empresa que não se cansa de se reinventar e de surpreender o mercado com suas inovações, jogadas estratégicas e lances surpreendentes de marketing, tem valor estimado de mais de 3 trilhões de dólares, segundo a Forbes. O fundador da Amazon, o bilionário Jeff Bezos, o terceiro homem mais rico do mundo, considerado pela Harvard Business Review como o mais bem sucedido CEO vivo atualmente, resume o sucesso da empresa em três idéias básicas: pensar no longo prazo, colocar o cliente no centro do universo da empresa e inventar continuamente. Eu acredito que boa parte do sucesso da Amazon resulta da sólida cultura organizacional baseada em princípios e valores vigorosos, claros e compartilhados e diretrizes de liderança intensivamente difundidas em um modelo idealizado por Bezos que envolve 14 princípios. Esses princípios são apresentados a seguir: 1. Obsessão pelo cliente: comece com o cliente e trabalhe para trás, no sentido dos processos e atividades para gerar encantamento. Trabalhe vigorosamente para ganhar e manter a confiança do cliente. Preste atenção aos concorrentes, mas continue obsessivamente focado nos clientes. 2. Senso de Propriedade: Pense e aja como um proprietário do negócio, focando a longo e curto prazo, não sacrificando o valor de longo prazo por resultados de curto prazo. Aja em nome de toda a empresa, não apenas para sua equipe; nunca diga “esse trabalho ou tarefa não é meu”. 3. Invenção e simplificação: espere e exija inovação e invenção de sua equipe e sempre encontre maneiras de simplificar as coisas; seja consciente do que acontece a sua volta, sempre procure nova idéias de diversos lados e não se deixe limitar por crenças do tipo “não inventado aqui”. 4. Os líderes estão certos: Tenha um senso de juízo embasado e bons instintos; Procure observar as situações sob diversas perspectivas e trabalhe para desconfirmar (isto mesmo não confirmar, questionar) suas crenças. 5. Frugalidade: Realize mais com menos. As restrições geram engenhosidade, auto-suficiência e invenção. Não existem bonus extras para o aumento de colaboradores, tamanho do orçamento ou despesas fixas 6. Contrate e desenvolva os melhores: aumente o patamar de desempenho com cada contratação e promoção; reconheça talentos excepcionais e mova-os conforme suas vontades por toda a organização; desenvolva novos líderes e leve a sério o seu papel como coach de outros talentos. 7. Conquiste confiança: ouça atentamente, fale com franqueza e trate os outros respeitosamente. Seja vocalmente autocrítico, mesmo quando isso pareça incomodo ou embaraçoso; Os líderes não acreditam que seu corpo ou os corpos da equipe exalem perfume; compare-se a si próprio e a sua equipe contra o que há de melhor no mercado. Continue lendo em: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/os-14-principios-de-lideranca-da-amazon/107559/ Este artigo foi originalmente publicado em Administradores.com. * Marco A Morsch é fundador da Morsch Consulting, co-autor do livro Marketing Estratégico e professor de administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo e parceiro da Gecompany
Endomarketing – Humanização X Resultados?

Inicio perguntando aos atuais e futuros líderes se a “Valorização Social dos Colaboradores” (liderados) é um ‘meio’ ou se a mesma se contrapõe a esse ‘fim’ perseguido por muitos: a “Busca insana e predadora de Resultados”? Acredito que muitas vezes os fins NÃO justificam os meios. O inverso, segundo Maquiavel, indica que para manter o poder (lucros) líderes precisam desenvolver características não éticas, como: a crueldade, a hipocrisia, a concorrência desleal, a ardilosidade, a falsidade, a pressão desumana, etc. (dentro e fora da empresa em que trabalha)… A ilusão de que a “Era dos Resultados” não possa nos preparar para viver a “Era Emocional” em que já ingressamos, evita a ideia de que é possível gerir uma Empresa que seja, ao mesmo tempo, socialmente humanizada e lucrativa. Ou, que seja um processo GANHA-GANHA-GANHA de curto, médio e longo prazo fundamentado em princípios éticos. Que tal abrirmo-nos à possibilidade de que a humanização possa ser O diferencial competitivo entre as empresas para anteciparmos um futuro que possa se fazer presente? Para vencermos a inércia costumeira, durante o período de implantação de uma Gestão empresarial humanizada, precisamos quebrar vários paradigmas para obter o resultado buscado. Como esses, por exemplo: “Precisamos aumentar a produtividade a qualquer custo, porque resultados é nossa prioridade”; “Precisamos fazer mais com menos, doa a quem doer. O importante é alcançar nossos objetivos”; “Não temos pessoas suficientes para humanizar e nem temos dinheiro para gastar nisso, agora”. Se considerarmos que o melhor negócio de uma organização ainda se chama gente, assim como normalmente costuma ser o seu maior patrimônio, poderemos ter gente integrada na organização como “nossa matéria-prima principal”. Esse é um fator primordial na geração de resultados de médio e longo prazo, que possibilita integrar dois Conceitos: uma Empresa Socialmente Humanizada / uma Empresa Lucrativa. Possuir uma Gestão Organizacional que garanta um bom ambiente de trabalho e, ao mesmo tempo, estimule a participação de todos, em cada etapa ou processo, trará ideias e sugestões de colaboradores e clientes que nos levarão às causas reais, o que poderá evitar diversos efeitos colaterais indesejados, como a evasão deles todos… Garantir uma economia paralela interna que objetive o crescimento individual e coletivo, através da criação de um ELO entre os colaboradores e a Empresa, deverá transformar as más tendências sazonais do nosso mercado e/ou as fases ruins da economia, em prováveis Oportunidades. Lembro que no início de 2002 escrevi e publiquei o Artigo “Endomarketing – Uma necessidade premente!”. Nesse Artigo eu afirmava que Profissionais não são “máquinas de repetição/produção”. São, antes e acima de qualquer outra classificação, seres humanos que necessitam ser tratados como tal! No referido Artigo eu também afirmava que humanizar significa respeitar a dignidade que lhe é intrínseca; significa valorizar sua função; significa dar oportunidade e criar ambiente propício; significa dar o tempo necessário para o desenvolvimento de suas aptidões; significa dialogar no sentido de OUVI-LOS! Hoje, nesse Artigo, devo repetir que a prática da Humanização precisa ser observada e ampliada, também em nível de continuidade, por profissionais ‘humanizados’ e qualificados que devem estar totalmente focados nesta função. Um bom começo é ter uma área de Endomarketing, ativa, prestigiativa e sempre atuante. A Ética deve ser o princípio de vida de qualquer organização e assim é na Trade Call Service, empresa em que trabalho, porque entendemos que ética – além de qualquer definição – é ocupar-se com a felicidade pessoal e coletiva; porque entendemos que a empresa que busca somente resultados imediatos é uma empresa suicida! A Valorização constante do Ser Humano aumenta o lucro das empresas, por diminuir o turnover e elevar a produtividade, e aprimora a qualidade dos serviços prestados por Profissionais felizes. Pessoas não são meros recursos, são seres com anseios que precisam estar motivados para alcançar os objetivos organizacionais e nunca devem ser pressionados por líderes malformados / mal informados. Irei encerrar, citando Sérgio Biagi Gregório (Filósofo): a humanização é um processo biológico pelo qual o Homo Sapiens se distingue progressivamente – por mutações e seleção natural – das espécies de que descende. Não confundir com hominização que é o processo caracterizador da evolução dos primatas ao homem. Em se tratando da humanização, podemos dizer que todos nós nascemos homem ou mulher para, depois, nos tornarmos humanos. Esse processo é o prolongamento normativo da hominização. Passar do estado de hominização ao estado de humanização, de acordo com a maioria dos filósofos, é o que todo ser humano deve fazer para o fortalecimento das suas virtudes. Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service e consultor parceiro da Gecompany. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.
Importância da Gestão para uma Operação eficaz.

Conforme mencionado no último texto, a mudança da cultura da empresa é fundamental para conquistarmos a eficácia operacional. É preciso que a empresa como um todo, mude a sua forma de pensar para “Lean thinking” (Pensamento Enxuto). Para isso, a transformação precisa começar pelo topo da pirâmide: primeiro pela mudança da cultura dos gestores da empresa, em seguida para todos os colaboradores. O pensamento “Lean” muda o pensamento dos gestores para a eliminação total dos desperdícios. A mudança cultural é um processo de longo prazo que exigirá mudança de atitude da gerência e dos líderes e para manter as mudanças culturais, “Liderar pelo exemplo” será fundamental. As mudanças muitas vezes não são bem vistas pelos funcionários, portanto gerenciar as resistências também será um fator importante para o sucesso. A participação ativa dos funcionários nessas mudanças criam credibilidade e facilitam as implementações. A sustentação dos ganhos exige da gestão o acompanhamento diário e evolução dos planos e ações. Para obtermos sucesso, precisamos investir em treinamento e desenvolver líderes talentosos. Uma força de trabalho baseada em conhecimento é qualitativamente diferente de uma que não o seja. Cada vez mais a sobrevivência de uma empresa dependerá do desempenho de seus colaboradores e do seu conhecimento, ou seja, é necessário administrar os líderes de forma a alcançar maior produtividade. A Jornada Lean só acontece se cada um que passar pelo treinamento decidir que vai mudar. E para isso, tem que sentir a dor da mudança. Não existe um movimento de mudança que você passa e diga que foi tranquilo. Se no seu diagnóstico isso acontecer, é porque não está mudando, uma das premissas da mudança é jogar coisas fora para ganhar outras novas. Um outro entrave é o medo, muitas pessoas têm muito medo do novo, portanto, permanecem no velho. É preciso coragem para fazer as coisas de um modo diferente. A responsabilidade da mudança numa organização é 50% dos líderes em e os outros 50% dos liderados. E nesse movimento, o que vemos muitas vezes é a resistência entre os liderados para a mudança. E quando você tem a resistência do liderado, você dificulta a mudança do líder. Mas pra isso não há fórmulas, o líder tem que trabalhar e avaliar caso a caso para que a mudança aconteça em todos os níveis. E se for necessário, fazer os ajustes nos times garantindo as pessoas certas no lugar certo. O papel do lider é de fazer o seu time dar o máximo de si, a maior parte do tempo de forma sustentável, por isso precisam dedicar tempo na busca de profissionais promissores: conhecê-los e ser conhecido por eles; orientá-los e escutar o que eles têm a dizer; desafiá-los e encorajá-los, procurar os potenciais das pessoas e dedicar tempo a desenvovê-los. O que se espera então de uma tranformação Lean? Uma transformação física que melhora a resposta ao cliente, melhora a qualidade e o custo com aumento efetivo do Lucro. Uma tranformação Cultural que energiza a força de trabalho que libera a criatividade e entusiasma a equipe de trabalho a manter e buscar continuamente as melhorias. Um crescimento de vendas e lucros que oferece excelência a todos os participantes. Manoel Jose Collaço, tem mais de 20 anos desenvolvendo produtos e processos em multinacionais da indústria automotiva, autopeças e outros; com experiência internacional, USA, Europa e Ásia; otimizando e aplicando a ferramenta Lean, melhorando processos e promovendo redução de custos para atingir os objetivos organizacionais. Referências: TBM Consulting, Lean institute e outras literaturas Lean.
Qualidade e produtividade são compatíveis?

Qual destas atribuições vem a ser a mais importante? É possível manter as duas? Aquele velho ditado, conhecido por todos nós, de que a pressa é inimiga da perfeição, tem sua razão de ser e existir. Todas as profissões cobram qualidade dos seus profissionais, mas todos devem ser igualmente produtivos. E isto vale, evidentemente, para todas as empresas que estão em atividade hoje no mercado, embora a produtividade – de uma forma mais abrangente, porém nem sempre exata – seja relativamente fácil de regular pela demanda. Acontece que nem sempre a qualidade é compatível com um grande nível de produtividade, especialmente em determinadas áreas. Evidentemente, se qualidade e produtividade são compatíveis no seu caso, ou não, muito dependerá da sua área de atuação. Em determinadas ocupações, que exigem trabalho ostensivamente detalhado e meticuloso, ou um esforço intelectual e criativo fora do comum, a elaboração de um produto formidável, que supere as expectativas do cliente, podem demandar um tempo considerável, e o tempo despendido na criação de algo novo nem sempre será valorizado. Em determinadas áreas, mais técnicas ou criativas, o cliente evidentemente não é capaz de enxergar o processo invisível pelo qual a empresa passa para elaborar o produto ou executar o serviço por ele exigido. O cliente vê apenas o resultado, de maneira que não toma conhecimento de todas as etapas envolvidas até o produto adquirir sua concepção final, que poderá sofrer alterações, dependendo da insatisfação do cliente. Por essas, e tantas outras razões, o trabalho criativo – para citar um exemplo – não é muito valorizado, especialmente em um país como o Brasil, que ainda tende a ver o capital intelectual com cinismo, desconfiança e excentricidade. Tudo aquilo que é palpável ainda nos parece mais fácil de precificar. A ignorância do cliente, evidentemente, não ajuda, e muitas vezes ele não está disposto a compreender todas as etapas e todos os processos pelos quais a demanda exigida terá de passar. Ele quer apenas um resultado final formidável. Está pagando por isso, e tem o direito de exigi-lo. É claro que toda a empresa deverá ter um quadro de funcionários compatível com a demanda por seus serviços, o que nem sempre será o caso. E é em um ambiente desta natureza que devemos distinguir a produtividade coletiva das capacidades individuais. Em grupos que estão acostumados a trabalhar em equipe, é mais fácil unir suas qualidades para atingir um determinado objetivo. Mas dependendo da complexidade do que é exigido, nem sempre será fácil demonstrar o esforço que está sendo empregado para o trabalho. De maneira que compreender com perfeição o capital individual de cada profissional em um determinado projeto nem sempre será possível. A melhor forma de viabilizar estes dois conceitos, qualidade e produtividade – que são bastante divergentes na anatomia de demandas do mercado profissional – na hora de um novo desafio é empregar os métodos mais adequados e eficientes para o trabalho em questão, e fazê-lo com entusiasmo, especialmente se for algo que sua empresa nunca tenha feito antes. Não obstante, jamais devemos esquecer que a qualidade sempre será o fator determinante; no final das contas, o maior diferencial de todos. Se o produto ou o serviço que você oferece é de grande qualidade, muitos dos seus clientes não se importarão em pagar o seu valor, mesmo que o seu concorrente ofereça algo similar, por preço inferior. Evidentemente, se este for o seu caso, não pense que você será capaz de manter todos os clientes; mas ao menos os mais fiéis você conseguirá manter, se o seu nível de qualidade estiver entre os melhores do mercado. Evidentemente, é bom possuir ambos – mas se por uma ou outra razão não for possível –, entre qualidade e produtividade, escolha a qualidade. Esta atribuição sempre será preponderante para manter a sua empresa no mercado. Um nível volumoso de produtividade é possível sacrificar, especialmente quando este aspecto não é compatível com o que você oferece. Mas, da qualidade, não podemos abdicar, jamais. Ela deve se tornar sinônimo de tudo aquilo que temos a oferecer. Wagner Hertzog de Oliveira é colunista e colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Escreve diariamente no seu blog, o Ultra Conservador, onde publica textos sobre política, economia e empreendedorismo. Defende uma política extremamente liberal, não-intervencionista, na economia, e cita países como Suíça, Chile e Cingapura — à respeito dos quais escreve frequentemente — como exemplos de progresso e desenvolvimento, onde o dinamismo e a ausência de burocracia facilitam a atividade empreendedora. Tem livros de poesia publicados, e é crítico musical do site belga Merchants of Air. Também exerce atividades como redator, editor e tradutor. GEcompany
Vale-a-pena liderar com Bondade?

Sim, porque Bondade só a manifesta quem é Forte e somente os fortes estão capacitados a mudar um meio. Um Líder Forte é naturalmente inclinado a fazer o Bem, é generoso e tem uma Alma Nobre. Um Líder Forte entende que todos merecem ser felizes e, por isso, todos devem ser alvos de sua Bondade, não só parentes e amigos queridos. Notem que sempre há um vínculo entre os mais fracos e os mais fortes, por ser um sentimento natural que os mais fortes nutrem em relação ao desenvolvimento dos mais fracos. Bondade é uma qualidade inata de quem é Forte. Em Filosofia treva é ausência de Luz, maldade é ausência de Bondade, ódio é ausência de Amor. Se for ‘ausência’, não há antônimos, só há diferentes graus evolutivos. Ou seja, o nível de Bondade classifica níveis evolutivos e sinaliza quem é nobre, generoso e benevolente. Se Bondade é tudo isso, por que não praticá-la com todos no dia-a-dia? Os conceitos de coaching comprovam a teoria de que líderes competentes são o que são em qualquer situação (eles mesmos, o tempo todo). Em coaching, prova de superioridade é o Grau de Bondade manifestada no cotidiano! COMO A BONDADE PODERIA CRIAR UM LÍDER FORTE E MANTÊ-LO NA LIDERANÇA? Pense bem, as pessoas foram programadas para pensar que um líder forte sempre é durão, tipo os sargentos dos filmes de guerra. Mas, como uma coisa não se contrapõe à outra, posto que a dureza possa ser exercida com ou sem bondade, lembre que no final desses filmes sempre fica evidenciado que o ‘Sargentão’ é bondoso até com o inimigo… A Bondade pode criar e manter uma liderança, desde que se cumpra essas 02 premissas: 1- um Líder precisa ter seguidores fiéis, só que antes de tê-los terá que conquistar a confiança e a fidelidade deles. 2- um Líder precisa estar no comando, pré-sabedor de que quem lhe outorgou esse comando o cobrará… Com maldade dá prá cumprir isso? A BONDADE ATRAI E DEMONSTRA QUEM É O LÍDER DO MEIO? Quem sempre atrai os colegas de trabalho para junto de si, só pelo fato de ser bom ficar perto dele/a, demonstra quem de fato é ou quem de fato deveria ser o Líder desse meio. Não há como atrair colegas sendo maldoso com eles! A Bondade, aliada à consciência de que um líder exerce um forte impacto e uma grande influência na vida dos liderados (cuidado para não confundir influência forçada com natural), são poderosos elementos de autoridade. Importante diferenciar bonzinho de Bom, porque quem é bonzinho é tolo / quem é bom é competente e seguro em cada ação. Respeito e Solidariedade ao Próximo são virtudes que caracterizam e consolidam uma liderança eficaz. Sempre aja como um Líder forte, aquele que promove mudanças – eticamente – e faz todo o necessário para alcançar um objetivo Maior: liderar uma equipe satisfeita, estável, coesa, vencedora e repleta de futuros multiplicadores. A BONDADE CONFERE PRAZER E PODER A QUEM É BONDOSO? Sim, a Bondade confere prazer e dá poder duradouro a quem é bondoso, desde que a Bondade seja Real, aquela que dá condições de independência ao beneficiário, ao invés de dar esmolas, para que ele possa ter uma vida autônoma. Sim, só para quem encontrar prazer naquilo que você faz, porque não há moeda suficiente no mundo para pagar a infelicidade e o stress ocasionados pela autoviolentação diária que passa quem trabalha com o que não gosta ou trabalha em ambientes desumanizados e/ou com pessoas maldosas, cujo único objetivo é manter o seu poder. Sim, porque o Ser Humano permanece somente naquilo que lhe proporciona prazer e só muda quando encontra algo que lhe confira um prazer maior. O prazer maior encontrado na Bondade Acionada, certamente levará à felicidade. Segundo Epicuro (Grécia, 270 AC), “o ideal da Filosofia é atingir a felicidade, porque o bem reside no prazer”. Creio que o princípio da Filosofia seja levar o homem ao livre-arbítrio-100%, livre de condicionamentos e programações. Histórica e milenarmente sabe-se que felicidade é o que homem mais busca. Sabe-se, também, que poder é o que ele mais quer. Mas, apesar do notório egoísmo humano, comum a todos nós (só varia o grau), o homem só terá o poder e só será feliz se tiver prazer em dar felicidade a quem convive com ele, porque sozinho ele nunca o conseguiria… VOCÊ QUER SER BOM MESMO? Sim, então creia que a Ética deve ser o princípio de vida de qualquer organização. Ética, além de qualquer definição, é ocupar-se com a felicidade pessoal e coletiva. Conduta Ética tem quem manifesta Bondade, condição prévia àquele que quer ser bem sucedido em toda e qualquer atividade humana. Capacite-se para poder ser Bom, sempre! Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service e consultor parceiro da Gecompany. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.
Como um Líder moderno pode desenvolver seu autoconhecimento?

Se aliar a coragem para empreender uma viagem para dentro de si mesmo, com o reconhecimento da importância desse tema, um Líder poderá sair da condição de homem comum. Mas, o indispensável a quem quiser autoconhecer-se, é comprometer-se em trabalhar muito para descobrir as virtudes que tem em si próprio e ainda desconhece. Ano passado escrevi o Artigo “O Autoconhecimento leva ao crescimento profissional”, com a intenção de mostrar que esse é o melhor caminho para a obtenção da Autorrealização (ato de realizar a si próprio). A realização só ocorrerá quando quem a busca já souber quem é e do que é capaz e já descobriu e reconheceu suas habilidades naturais. Ninguém precisa ser espiritualizado para meditar e buscar o Autoconhecimento e a Autorrealização. Creio que o bom e o bem se equilibram nos pensamentos e emoções mais saudáveis (o emocional transcendendo ao racional). Há religiosos que condenam o “esvaziar a mente”, assim como há os que indicam. Se você entende que é certo e justo meditar, MEDITE!… Se for meditar, há ‘N’ métodos na Web para facilitar o “entrar no Estado Meditativo”. VALE-A-PENA MESMO MEDITAR? Sim, segundo a Forbes até grandes companhias como a Apple e o Google notaram os benefícios da meditação e encorajam seus funcionários a praticá-la. Eu descobri que a meditação ajuda-me a decidir mais assertivamente, porque nos pensamentos e nas ideias que se me apresentam – não por acaso -, eu encontro “soluções inspiradas”. A autorreflexão potencializa o desenvolvimento mental, por relaxar corpo e mente. O treinamento da introspecção e da meditação são práticas que aumentam a produtividade e diminuem o stress, além de melhorar sua capacidade de decidir e interagir no meio. Mantenha-se entusiasmado, se quiser ter e manter equilíbrio Profissional e Pessoal. A autorreflexão capacita o homem a discutir e aceitar opiniões e, por levar ao autoconhecimento, dá a consciência de que nada é definitivamente certo ou definitivamente errado. Isso gera a liberdade de nos questionarmos, de forma isenta, assim como nos estimula a discutir nossa própria existência e a existência de tudo o que nos rodeia. Importante em Filosofia é o que você faz e não o que você sabe fazer. A ausência da autorreflexão leva à ignorância e a comprova. O ignorante é arrogante e nega-se o direito de autoconhecer-se. Ao interrogar os ignorantes, Sócrates verificava que eles não sabiam o que julgavam saber e, o que é mais grave, eles não sabiam que nada sabiam… O QUE É IMPORTANTE FAZER OU MUDAR EM MIM PARA DESENVOLVER MEU AUTOCONHECIMENTO, RAPIDAMENTE? O ideal é aumentar seu grau de consciência para ir eliminando hábitos mecânicos e inconscientes. O ideal também é mudar o comportamento, de reativo para ativo. O reativo é impulso inconsciente ou condicionamento mental, regido pelos problemas psicológicos de cada um, o que sempre desgasta a todos e induz ao erro frequente. O ativo é bom, por ser pensado, planejado e elaborado, o que nos conduz a fazer escolhas conscientes, claras, simples e objetivas. Importante é desenvolver a mente para ter consciência do que ocorre no seu íntimo, a cada aqui e agora, assim como do que ocorreu em suas experiências passadas e do que ocorrerá em seus pensamentos e sentimentos futuros. Trabalhar para chegar no “Quem sou?”, leva ao conhecimento das suas limitações e potencialidades implícitas, mas ainda inconscientes em você. Somente um Ser mais consciente poderá acelerar o alcance de suas metas e objetivos. Criar estados de bem estar em cada frente de atuação, é uma alternativa que acelera o tempo para criar ambientes propícios onde antes eram hostis. Se quiser ser Feliz, dê felicidade a todos e fique com a felicidade de cada um! COMO, NA PRÁTICA, O AUTOCONHECIMENTO ME LEVARÁ À LIDERANÇA EFICAZ? Será uma decorrência natural a quem aceitar o fato de que é preciso obter os conhecimentos mínimos necessários para tal proeza, a quem aceitar o fato de que cada Equipe ou Empresa é imagem e semelhança de quem a lidera. Sem o autoconhecimento seria um paradoxo (contradição) querer conhecer os Colaboradores. Creio que o bom seria substituir o “Diga-me com quem andas e direi quem tu és” pelo “Diga-me quem tu és e te direi que és um Vencedor”. Um Líder eficaz colhe feedbacks de quem está no Front e faz eventos para trocas de subsídios, cria ações coletivas e individuais para a integração das mudanças e coloca todos no mesmo tom (afina-os). Afinar é fazer com que se sintam parte integrante da Equipe. O eficaz sempre promove oportunidades para conhecer profundamente cada ser que lidera, seja fazendo reuniões para alinhar estratégias (conceitos) ou testar táticas (formas), seja para manter sua equipe reconhecida por quem – antes – se autoconheceu para poder reconhecê-los (redundâncias conscientes). Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.
Lições de um caminhoneiro de entregas que virou presidente da UPS – Por Marco A Morsch

Conheça os 11 princípios de liderança que transformaram a UPS na maior empresa de serviços de entrega do planeta, escritos pelo ex-presidente internacional da empresa Ron Wallace, que começou como motorista de entregas da multinacional norteamericana. Ron Wallace tinha seis anos quando seu pai o abandonou e sua mãe teve que batalhar sozinha pelos dois em Lewiston, no estado de Idaho, nos Estados Unidos. Trabalho duro, motivação e sorte o levaram a trabalhar como motorista da United Parcel Service (UPS), a gigante multinacional de entregas. Fazendo uma longa carreira na empresa, Wallace subiu ao topo das fileiras de gestão e chegou a presidente da UPS, liderando 60 mil pessoas. Apresentamos neste artigo os 11 princípios de gestão e liderança que Wallace, hoje aposentado, ensina em seu livro “Leadership Lessons From a UPS Driver: Delivering a culture of We, not Me”(2016): 1. Entregar uma cultura Em 1907, os adolescentes Jim Casey e Claude Ryan fundaram a American Messenger Company, hoje, UPS. Nas reuniões da empresa, é comum a leitura da missão que aqueles dois jovens escreveram em um “livro de políticas” que originou uma cultura de igualdade, responsabilidade e respeito, manifesta em pequenas coisas como chamar os colegas pelo primeiro nome, nunca contratar amigos ou familiares, e promover pessoas de dentro da empresa. Wallace lembra que no início de sua carreira quando consertava uma bateria na oficina de manutenção, um homem mais velho se aproximou e disse: “Olá, eu sou Jim. Qual é o seu nome?” Era o próprio fundador, Jim Casey, que se ofereceu para ajudá-lo e depois puxou conversa com Wallace. Eles conversaram por quase 30 minutos. “Durante a conversa ele perguntou o que eu pensava sobre a nossa empresa e que ideias eu teria para ajudar a melhorar o trabalho de servir os clientes e tornar a operação mais eficiente. Jim me tratou como se eu fosse seu mentor ao invés do contrário. Foi um dia que nunca esqueci e uma experiencia que moldou meu estilo de liderança por toda minha carreira.”, explica Wallace no livro. Para refletir esse comportamento em sua atual prática, Wallace (que aparece na foto ao lado) sugere “reuniões de comunicação” pré-trabalho todos os dias com o seu supervisor para certificar-se de que está pronto para representar a empresa e ficar atualizado. Para permanecer competitivo por mais de 100 anos, como a UPS, você deve ser “construtivamente insatisfeito “ou seja, revisar continuamente políticas e práticas para garantir que sua empresa de fato reflete seu mercado em mudança, explica ele. Todos devem ter informações suficientes para entender os valores da organização. “Pessoas determinadas trabalhando juntas podem fazer qualquer coisa” costumava dizer o cofundador Jim Casey, que pediu emprestado U$100,00 a um amigo para abrir a empresa aos 18 anos de idade, juntamente com Claude Ryan, que tinha 19 anos. Os dois começaram as entregas em suas 2 bicicletas. 2. Construir uma equipe bem-sucedida Os líderes sabem que uma ótima equipe, e não superstars, ganha o jogo. Para a sua equipe ganhar, promova uma atitude de altruísmo. Uma promoção e uma nova responsabilidade não o transformam automaticamente em um líder. Tenha autoconhecimento e humildade para se tornar um líder, não apenas um chefe. Wallace conta a história de uma prova de fogo que foi implantar o serviço de entregas no Alaska. A equipe tinha previsto inicialmente 50 entregas por dia no primeiro mes. Mas quando o primeiro avião pousou ela contou 1.500 pacotes. Imediatamente pediu reforços para a unidade central que supriu 6 caminhões a mais para fazer 2.000 milhas durante a madrugada e completar o serviço. Na ocasião, o time de Wallace criou uma cultura de “nós, não eu”. Ele soube que os melhores líderes acreditam no seu pessoal e sempre colocam seus interesses em primeiro lugar. Prepare sua equipe para alavancar todas as vantagens disponíveis em uma situação desafiadora. Eles devem saber como responder a pergunta: “Qual é o motivo do nosso sucesso?” 3. Trabalhar duro Quando a UPS ofereceu um emprego a Wallace, ele estava desempregado e prestes a se casar. Foi uma “intervenção divina”, dis ele. Wallace soube que a empresa era especial em seu primeiro dia, quando seu supervisor lhe disse: “Apenas me chame Fred” e lhe contou sobre sua família, passatempos e outros interesses. Wallace sentiu-se instantaneamente em casa. Mais tarde, ele descobriu que o modo de Fred tratá-lo como família era típico do “núcleo essencial” da UPS: os valores. Como líder, cultive a comunidade entre os funcionários. Quando você mostra as pessoas que elas são a empresa e não meramente funcionários, “você instila nelas um senso de propriedade”. Em última análise, seu objetivo é criar uma equipe de pessoas que trabalharão juntas e que se sintam capacitadas a assumir riscos calculados com pouca ou nenhuma supervisão. Para construir a ética de trabalho dos seus funcionários, treine-os, compartilhe a visão da empresa, exiba seus valores, encarregue-os de desafios e recompense-os por um bom trabalho. 4. Desenvolver os talentos únicos da sua equipe Wallace acredita em fazer o trabalho que “você nasceu para fazer”, o que ele chama de “it”. Para definir o seu “it”, responda se seu trabalho é “realizador, frutífero e divertido” e se ele lhe traz “afirmação”. Para alcançar seu “it”, siga a sua vocação, mesmo se você tiver que fazer grandes mudanças de vida. Sempre seja você mesmo. Quando você ajuda outras pessoas a encontrar e cumprir suas potencialidades, você aumenta exponencialmente o poder de sua equipe. Para gerenciar os outros, primeiro você deve descobrir a autogestão. Faça um plano de ação pessoal com prioridades e prazos. Escreva listas para decidir o que é realmente importante – incluindo suas metas pessoais. Use uma ferramenta de gerenciamento de tempo, priorize tarefas no início de cada dia, trate sua agenda semanalmente e monitore seus resultados mensalmente. 5. Segmentar a informação mais crítica Como líder, você deve fazer as perguntas certas para obter as informações críticas que você precisa para tomar boas decisões. Quando você pede a sua equipe para definir vários aspectos de um importante questão, você mostra
Comportamental: Os cinco princípios do gestor excelente

Ser um ótimo gestor pode ser uma tarefa muito difícil, em virtude das inúmeras responsabilidades que esta posição invariavelmente traz consigo. No entanto, existem princípios que podem auxiliar gestores a desenvolverem suas competências profissionais, e liderarem suas equipes de forma mais coesa e dinâmica a cada dia. Com certeza, as cinco qualidades abaixo poderão ajudá-lo de forma prática e funcional. E mesmo não sendo você um gestor, desenvolvê-las o levará a tornar-se um exímio talento promissor, muito à frente dos seus competidores. Lembre-se: em um mundo onde a maioria dos profissionais são carentes de atitude e inovação, demonstrar qualidades enérgicas e produtivas faz qualquer um destacar-se em sua área. As qualidades a que me refiro são estas: capacidade organizacional, dinamismo, concentração, delegar responsabilidades e não pular etapas.Vamos analisar de forma mais detalhada cada uma delas. Capacidade organizacional Todo bom gestor é organizado. Mas sua organização é realizada de forma prática e funcional, não obsessiva. Pragmático, todos os seus papéis, arquivos, notas fiscais e documentos estão em ordem, de maneira que é fácil encontrar algo específico sempre que necessário. O mesmo vale para o ambiente virtual. Isto não apenas economiza tempo, mas facilita muito na hora que você precisa encontrar um documento, um arquivo ou um contrato específico. Dinamismo Esta é uma das qualidades mais importantes. Ela determina o tempo e o nível de dedicação que o gestor dará a uma tarefa específica. Ser dinâmico requer versatilidade, flexibilidade e destreza, pois isso significa que você compreende a importância de administrar corretamente o seu tempo. Essa é uma virtude que envolve necessariamente um cabedal significativo de qualidades a serem desenvolvidas. Ser um gestor excelente implica em jamais dedicar uma grande quantidade de tempo a tarefas menores ou até mesmo relativamente insignificantes. No entanto, em virtude de defeitos pessoais, como insegurança ou perfeccionismo, não são poucos os gestores que dispensam vultuosas quantidades de tempo em tarefas inexpressivas, que não gerarão nenhuma lucratividade para a empresa, e que poderiam ser delegadas a funcionários subalternos. Outro grande problema nesta questão é que são pouquíssimos os gestores que se dão conta desta terrível deficiência, e empenham-se com determinação a eliminá-la. Lembre-se: é tão contraprodutivo dispensar grande quantidade de tempo e energia em tarefas insignificantes quanto dispensar pouco tempo em tarefas complexas e necessárias. Dispensar a quantidade certa de empenho e dedicação a um determinado trabalho é elementar para o desenvolvimento de uma boa gestão. Portanto, todo e qualquer empenho em adquirir essa qualidade é fundamental, pois beneficia tanto o gestor quanto a empresa em si. Concentração Esta é outra qualidade relativamente difícil de adquirir. Muitas vezes, em função de estar constantemente acossado por uma grande quantidade de afazeres, muitos gestores se perdem em um enorme labirinto de compromissos, obrigações e deveres diariamente, o que os impede de concentrarem-se devidamente em tarefas específicas. A necessidade de verificar e-mails e atender telefonemas, reuniões ou conferências, o que também será motivo de constantes interrupções, é um grande obstáculo na execução de tarefas meticulosas. Em virtude deste fato, este elemento – a concentração – pode ser um dos mais difíceis para qualquer gestor adquirir e dominar, pois não raro são consequência de fatores externos, cujas circunstâncias raramente dominarão. No entanto, todo e qualquer esforço neste quesito sempre será motivo de progresso profissional. Recomenda-se que determinadas tarefas, aquelas que podem esperar, é claro, sejam revisitadas nas horas mais calmas do dia – a saber, no início da manhã, ou no final da tarde –, períodos nos quais é mais difícil sofrer interrupções que prejudicarão a concentração dedicada aos respectivos afazeres. Delegar responsabilidades Aqui, não são poucos os gestores que encontram grande dificuldade. Como muitos são inerentemente centralizadores, sentem-se relativamente inseguros em delegar tarefas a seus subordinados, seja por não confiarem em suas capacidades profissionais ou por julgarem-nos inexperientes. Não delegar responsabilidades ou tarefas menores é um comportamento muito prejudicial, pois faz muitas vezes com que um gestor acabe acumulando uma enorme quantidade de deveres sobre si, o que o deixará invariavelmente extenuado e esgotado. Portanto, cercar-se de colaboradores capacitados, e confiar na capacidade de cada um deles para executar obrigações específicas é fundamental. Todo gestor deve ter em mente que, quando ele tirar férias, ou se por acaso ficar doente, deve ter na empresa um ou mais indivíduos plenamente capacitados a substituí-lo, de maneira que a empresa não pare, tampouco venha a sofrer com problemas operacionais. Não pular etapas Ao contrário da grande maioria dos equívocos alistados acima, este é um erro que raramente os gestores cometem. Mesmo assim, é fundamental enfatizá-lo, pois pular etapas, a menos que sejam, de fato, desnecessárias, pode comprometer de forma irreparável o sucesso de um determinado projeto. De maneira que em trabalhos de execução mais complexa, montar um diagrama ou um mapeamento de todas as tarefas necessárias é fundamental. Assinalar o grau de prioridade de cada uma delas pode ser tão importante quanto, especialmente quando determinadas etapas, para serem executadas, dependerão invariavelmente da conclusão de etapas iniciais. Não obstante, este é um cuidado que todo bom gestor fará questão de manter. Evidentemente, ser um bom gestor envolve muitos mais do que estes cinco princípios. Mas é praticando estes cinco princípios com muito empenho e dedicação que você a começa a trilhar o caminho de uma gestão de excelência. É claro que você não deve jamais cometer o erro de se cobrar a perfeição, tampouco deve ficar obcecado com quaisquer um destes princípios, ou se martirizar demais, caso tenha dificuldade em implementar um deles em sua gestão. Como seres humanos imperfeitos, temos inúmeras limitações, e não raro aquilo que idealizamos na teoria não se concretiza na prática da maneira como imaginávamos ou queríamos, e é nestes momentos que precisamos saber gerenciar de forma astuta as nossas frustrações, para que elas não se transformem em obstáculos ainda piores. De qualquer maneira, devemos sempre ser muito razoáveis naquilo que esperamos de nós e de nossos colaboradores. É verdade que o mercado está cada vez mais exigente no que diz respeito à qualidade, e com a atual recessão, o quadro de colaboradores da maioria das empresas se viu drasticamente