Material da aula – Matemática Financeira

MATEMÁTICA FINANCEIRA – INTRODUÇÃO – ALUNOS REGIME DE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES Exercícios sobre juros simples
O essencial e o acessório: O fim da operação Lava Jato, por Luiz Alberto Machado

Em 1984 ocorreu uma ampla reforma curricular nos cursos de ciências econômicas que instituiu uma série de mudanças a serem obedecidas por todos os cursos ministrados no Brasil para quem ingressasse a partir de 1985. Dentre as mudanças da referida reforma, uma das mais significativas foi a exigência de uma monografia que cada estudante deveria apresentar ao final de seu curso, sob a orientação de um professor, como pré-requisito indispensável para a obtenção do diploma de graduação. Uma das consequências dessa exigência foi a criação de uma disciplina que preparasse os estudantes para a preparação da monografia. Chamada, em muitas instituições, de Metodologia Científica e Técnicas de Pesquisa em Economia (algumas optaram por duas disciplinas, uma voltada para questões teóricas de filosofia da ciência e outra para o passo a passo da elaboração de um texto acadêmico), transformou-se rapidamente numa das disciplinas menos apreciadas pelos estudantes. Se fosse feita uma pesquisa para saber qual a disciplina mais odiada do curso, seguramente ela ganharia com folga. Acompanhei, como professor, essa fase de transição que, diga-se de passagem, ocorreu em diversos outros cursos, à medida que trabalhos de conclusão de curso (TCC) iam se tornando obrigatórios. Fui testemunha da enorme dificuldade que os professores responsáveis por ministrar a referida disciplina tiveram para motivar seus estudantes, muitos dos quais imaturos e incapazes de perceber a importância da mesma. Só no momento de se defrontarem com a elaboração da monografia, normalmente no último ano do curso, é que os estudantes se davam conta da relevância daquela disciplina e, nessa hora, lamentavam não tê-la cursado com a devida seriedade. Coube-me, por muitos anos, em minha jornada de professor, a responsabilidade de orientar estudantes em suas monografias. Nessas oportunidades, constatava diversos aspectos do despreparo de muitos para realizar aquela etapa imprescindível de sua formação. Evidentemente, estudantes que tinham tido bom desempenho ao longo do curso, encontravam menos dificuldade: já haviam pensado previamente no tema de sua monografia, acumulado suficiente volume de fontes de pesquisa e definido um foco bem delimitado do que deveriam incluir no texto, sabendo claramente separar essencial (tudo que é importante e não pode faltar) e acessório (aquilo que desempenha papel secundário). Os menos preparados, por sua vez, tendiam a se dispersar, gastando tempo e energia em aspectos acessórios e deixando na superficialidade o que era essencial. Por que essa longa peroração? Pois foi exatamente o que senti nos últimos meses acompanhando debates e discussões a respeito da Operação Lava Jato, enfim extinta formalmente em decorrência do processo de “correção de rumos” no MPF que o procurador-geral da República, Augusto Aras, encampou ao assumir o cargo. Grande parte dos argumentos dos envolvidos nas discussões concentrava-se em eventuais desvios ou exageros cometidos ao longo dos processos conduzidos pela força-tarefa sediada em Curitiba, constituída por membros do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal, criada há quase sete anos, e não no extraordinário benefício trazido ao Brasil e à imagem externa do País em razão dos resultados atingidos no combate à corrupção e à impunidade de figuras poderosas da política e dos negócios, que, até então, sentiam-se acima da lei e da ordem. Na minha perspectiva – que pode perfeitamente estar equivocada – tratava-se de uma clara confusão entre o essencial, que era tornar o Brasil um país melhor através de um duro combate à corrupção e à impunidade, e o acessório, representado por eventuais exageros praticados pelos membros da força-tarefa na tentativa de chegar ao objetivo maior. Diante disso, não me causou surpresa a decisão da extinção da Operação Lava Jato. Afinal, parece-me claro que além dos alegados eventuais desvios e exageros, pesaram muito mais os interesses de políticos – tanto do governo como da oposição – e de empresários punidos ou ameaçados de o serem graças ao trabalho da força-tarefa. Resta-me a esperança de que o combate à corrupção não seja interrompido com a extinção da Operação Lava Jato, como foi prometido pelo procurador-geral, que afirmou que os casos em andamento sob os cuidados da antiga força-tarefa continuarão a ser investigados, mas sem dedicação exclusiva dos procuradores que compunham a força-tarefa de Curitiba, os quais, desde o dia 1° de fevereiro, passaram a fazer parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) criado no MPF do Paraná. Caso isso não ocorra, chegarei à triste conclusão de que, uma vez mais, prevaleceram os interesses daqueles que não estão nem um pouco preocupados com o aperfeiçoamento das nossas instituições e com a construção de um país mais sério. *O autor é economista, mestre em Criatividade e Inovação, e conselheiro do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial Artigo publicado no jornal: Gazeta do Povo de Curitiba
Inteligência artificial x Empregabilidade: Por: Luiz Alberto Machado – Diretor adjunto na Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial

Um dos grandes desafios enfrentados pelo Brasil e por diversos países neste início de ano consiste em reduzir o nível de desemprego, em muitos casos agravado pela pandemia do coronavírus que assolou o mundo todo no ano passado. O desafio, que é por si mesmo extremamente árduo, ganha contornos ainda maiores se levarmos em conta que estamos vivendo mais uma revolução tecnológica, na qual a tecnologia da informação (TI) e a inteligência artificial (IA) são responsáveis pelo surgimento de máquinas, plataformas e equipamentos capazes de fazer uma série de coisas que dependiam de trabalho humano, pondo em risco a continuidade de muitas profissões e ocupações. Longe de se constituir em novidade, o tema – já bastante focalizado – costuma voltar à tona por ocasião das revoluções tecnológicas. É exatamente o que está ocorrendo agora, com a publicação de novos livros e artigos, bem como da revisitação a publicações mais antigas. Por se tratar de tema polêmico, divergências são comuns, chegando, não raras vezes, a posições extremadas, o que não chega a causar surpresa se considerarmos, como mencionado na orelha do livro “Boa economia para tempos difíceis”, de Abhijit Banerjee e Esther Duflo, ganhadores do Prêmio Nobel de Economia em 2019, que “vivemos numa época de crescente polarização, na qual ignorância, achismos, ideologia e inércia muitas vezes se articulam para nos dar respostas que parecem plausíveis e promissoras, mas que comumente são construídas sobre os ombros da má economia”. Para dar início ao exame do tema, vou recorrer a Steven Davis, professor da Escola de Administração da Universidade de Chicago. No livro “Job creation and destruction”, juntamente com os coautores John Haltiwanger e Scott Schuh, ele sustenta a hipótese de que, a não ser em situações excepcionais, o volume de empregos que surgem é sempre muito próximo ao de empregos que desaparecem, embora os últimos tenham muito mais repercussão do que os primeiros. Feitas essas considerações preliminares, cabem, de imediato, duas perguntas: períodos de revoluções tecnológicas podem ser considerados excepcionais? uma pandemia como a que estamos enfrentando não se constitui numa situação anormal? Independentemente das respostas a essas perguntas, gostaria de mencionar alguns pontos de vista sobre o tema. Começo por autores que possuem uma visão quase catastrofista, como Paul Ormerod e Jeremy Rifkin, autores, respectivamente, de “A morte da economia” e “O fim dos empregos” , previram, em plena década de 1990, um cenário muito complicado, que combina prolongada crise econômica e desemprego generalizado. Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, também sustentou recentemente uma posição muito próxima. Numa entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo em dezembro de 2020, acerca dos efeitos da pandemia da Covid-19, afirmou: “A política deveria ser a de não voltar para aquele mundo, porque ele estava levando para o fim da existência da humanidade em função do aquecimento global, da concentração de riqueza e da invasão da inteligência artificial”. Já entre autores que se debruçaram sobre diferentes aspectos da revolução tecnológica em curso, ouso destacar Klaus Schwab, criador do Fórum Econômico de Davos, autor do livro “A quarta revolução industrial” , e um dos maiores pensadores da atualidade, Yuval Harari, autor dos best sellers “Sapiens”, “Homo Deus” e “21 lições para o século 21” . Ambos não se detiveram apenas ao impacto da revolução tecnológica sobre o emprego, mas, de forma mais ampla, aos dilemas gerados por uma realidade desconhecida ou ainda incipiente, decorrente da Quarta Revolução Tecnológica (ou Indústria 4.0), dominada pela inteligência artificial (IA), robótica, internet das coisas (IoT na sigla em inglês), big data, veículos autônomos, impressão em 3D, nanotecnologia, biotecnologia, ciência dos materiais, armazenamento de energia e computação quântica, para citar apenas algumas inovações. Numa conversa com Luciano Huck publicada em abril do ano passado no jornal O Estado de S. Paulo , Harari reconheceu que a crise desencadeada pela pandemia acelerou mudanças que se encontravam em andamento e, mesmo admitindo que “o futuro não está predeterminado”, é possível afirmar que “assim como as convulsões da Revolução Industrial deram origem às novas ideologias do século XX, as próximas revoluções na biotecnologia e na tecnologia da informação exigirão novas visões e conceitos”. Sendo assim, conclui, “as próximas décadas serão, portanto, caracterizadas por um intenso exame de consciência e pela formulação de novos modelos sociais e políticos”. Quem também se referiu às mudanças que já vinham ocorrendo e que foram aceleradas pela pandemia foi o Prof. José Pastore, que, num Diálogo no Espaço Democrático, ponderou: Eu penso que o mundo de amanhã não vai ser totalmente diferente do mundo de hoje. Mas também não vai ser totalmente igual. Vai ter mudança. Acredito que vai ocorrer uma aceleração de coisas que já estão despontando hoje em dia, como, por exemplo, o caso do home office. O home office já é corriqueiro para muitas empresas nos dias de hoje, mas não era para a grande maioria. Agora, com a pandemia, tende a se ampliar muito. Ainda sobre o home office, salientou: Então, o home office é uma grande alternativa tecnológica que o mundo digital está trazendo e acredito que nós vamos por esse caminho mesmo. Agora, não significa que todos vão se transformar assim. Muitas e muitas atividades vão continuar de modo convencional. Em primeiro lugar, elas não se ajustam ao home office, elas dependem da presença física. Então, uma linha de montagem sempre vai precisar de trabalhadores presentes. Na agricultura, sempre vai ser preciso alguém que dirija o trator ou que pelo menos dê um sinal para um trator que seja autodirigível. E assim por diante. Além do mais, não são todas as atividades que permitem o trabalho dessa maneira à distância, sem muita segurança. Nas atividades estratégicas da empresa, que envolvem às vezes confidencialidade, privacidade, a presença física das pessoas é muito importante. Referindo-se à incorporação de novas tecnologias e seus efeitos nas relações de trabalho, destacou: Outra tendência: cada vez mais o mundo está incorporando tecnologias e elas estão garantindo mais produtividade na maioria das atividades. No Brasil não é diferente, mas a produtividade aqui está muito atrasada. Existem vários fatores que travam a produtividade. Por exemplo, a organização das empresas. Uma empresa bem administrada é mais produtiva do que uma empresa mal administrada.
O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO FORTALECENDO OS NEGÓCIOS EM TEMPOS DE PANDEMIA

Da segunda metade do século 20 até hoje, a palavra “mudança” se tornou um dos termos mais praticados. E 2020 que o diga! Dentre essas mudanças, muitos dos hábitos de compra e consumo sofreram vários impactos, como podemos verificar: De acordo com a Kantar Insights, 77% dos brasileiros estão prestando mais atenção nos preços, sendo que 75% estão consumindo produtos de mercados menores e perto de casa e outros 68% estão preferindo utilizar pagamentos eletrônicos (cartões e mobile). Muitos brasileiros já afirmam que vão continuar comprando on-line depois da pandemia. A pandemia tem nos mostrado como marcas que se importam com as pessoas podem lucrar. Dessa forma, a tendência apontada nos últimos anos para o consumo de marcas conscientes e responsáveis com o meio ambiente e o social está cada dia tomando mais forma e continua sendo uma grande possibilidade para o futuro. Ela também veio nos mostrar quanto estamos conecta- dos e interligados, ao passo que algumas mudanças de hábito já parecem nos apontar um caminho de relações mais locais durante algum tempo. As pessoas estão saindo menos dos seus bairros para consumir. Esse movimento pode se refletir em mudanças a longo prazo também, em que iremos observar a existência de comunidades mais fortes e interligadas. Diante desse cenário e pensando agora no mundo corporativo, o planejamento estratégico na pandemia se tornou essencial para a sobrevivência das empresas, sendo que independente do seu porte e segmento, se faz necessário ter um plano de ação. De acordo com dados da Agência IBGE, entre 1,3 milhão de empresas que no início do 1º semestre de 2020 estavam com atividades encerradas temporária ou definitivamente, 39,4% apontaram como causa as restrições impostas pela Covid-19. Esse impacto no encerramento de companhias foi disseminado em todos os setores da economia, chegando a 40,9% entre as empresas do comércio, 39,4% dos serviços, 37% da construção e 35,1% da indústria. Ainda de acordo, com a Agência IBGE, para sete em cada dez empresas em atividade, a pandemia implicou diminuição sobre as vendas ou serviços comercializados na primeira quinzena de junho em relação ao período anterior ao início do isolamento social. O impacto foi maior entre as companhias de pequeno porte, com até 49 funcionários, em que 70,9% reportaram redução nas vendas. Mas o mesmo foi percebido por 62,9% das empresas do porte intermediário (entre 50 e 499 pessoas ocupadas) e 58,7% das empresas de maior porte (acima de 499 funcionários). Entre os setores, a redução nas vendas foi maior na construção (73,1%) e nos serviços (71,9%), especialmente aqueles prestados a famílias (84,5%) e no comércio (70,8%), com destaque para a venda de veículos, peças e motocicletas (75,5%). Na indústria, 65,3% das empresas reportaram redução nas vendas. Cerca de 60% das empresas relataram maior dificuldade na capacidade de fabricar produtos e de atendimento aos clientes durante a primeira quinzena de junho em relação ao período anterior ao início da pandemia – reportado por 67,2% das empresas do comércio, 65,5% da construção e 59,5% dos serviços. Outras 60,8% revelaram ter sentido dificuldade no acesso aos fornecedores, com impacto maior no comércio (74,0%), especialmente na comercialização de veículos, peças e motocicletas (87,4%). Na indústria, essa impressão foi reportada por 62,7% das empresas em funcionamento. Foram tomadas, então, pelas empresas algumas medidas visando minimizar o impacto da Covid-19, conforme o gráfico abaixo: Além dessas medidas, o local empresarial precisou ser transferido, passando a ocupar a sala ou escritório de muitas casas. As reuniões não são presenciais, mas on-line. Os eventos e viagens precisaram ser suspensos por tempo indeterminado. Investimentos antes previstos, foram eliminados ou otimizados. Os investimentos em TI, no entanto, ganharam destaque, o que deverá ser uma tendência daqui por diante. Todo esse cenário inesperado exigiu mudanças de planos. Afinal, houve um “desvio de direção” e não se sabe até quando isso vai durar. A única certeza de que temos é que existe um novo normal. Sendo assim, é preciso rever o planejamento estratégico na pandemia para que as empresas sobrevivam e saiam dessa fase com os melhores resultados possíveis! Cabe, porém, ressaltar que esse plano deve ser revisado sempre, independentemente de qualquer nova crise! Conceitualmente, o planejamento estratégico representa uma incessante busca por melhorias que devem ser desenvolvidas dentro do ambiente corporativo Do ponto de vista prático, o Planejamento Estratégico busca inicialmente mapear a situação atual, definir a visão de futuro e as ações estratégicas para se alcançar os objetivos, definindo a Missão que é a razão de existir da empresa. Temos também a Visão, que define aonde pretendemos chegar (por exemplo, onde a empresa deverá estar em dois anos, seja financeiramente ou em termos de reconhecimento) e, por fim, quais são os Valores, as diretrizes para orientar as nossas atitudes e comportamentos. Para as Ações Estratégicas que correspondem ao detalhamento dos planos, temos então o momento em que definimos “quem” vai fazer “o que” e “quando”. Vale dizer que para que tenham êxito, é necessário que a alta direção “compre” a ideia, legitimando e em ponderado os níveis abaixo de gestão. Para se construir uma Visão de Futuro eficiente e coerente com a empresa, é importante seguir alguns passos. A princípio, é essencial que se comece pelo sonho, imagine-se no momento para o qual você está fazendo o Planejamento e nesse sonho visite sua empresa, o mercado, seus resultados financeiros. Em seguida, estabeleça acordos para essa visualização e reveja o que idealizou com os pés no chão, deixando de lado as ideias mirabolantes, mas tendo a coragem de assumir aquelas desafiadoras. Por fim, transforme tudo em dados mensuráveis e, com isso, terá sua Visão de Futuro. De nada adianta imaginar um futuro que não possa ser mensurável. Se houver na Visão a intenção de um determinado faturamento, ele deve ser desafiador, mas exequível, sendo acompanhado periodicamente, o que indicará a tendência de atingimento ou não. Para reforçar a importância de uma boa Visão de Futuro, temos um caso interessante de uma empresa brasileira, contratada por uma famosa marca internacional para prestar serviços como representante no Brasil. No estudo de riscos feito, tendo
O Controller e o Mercado Eficiente

Apresentamos neste vídeo abordagem para reflexão da responsabilidade do Controller em relação ao Mercado Eficiente, de acordo com as exigências da Lei SARBANES – SOX. O aumento da competitividade global impulsionou a importância do mercado de capitais, pois na medida que a economia se expande as empresas necessitam cada vez mais de recursos para financiar seus projetos de crescimento de longo prazo; a oscilação nas taxas de juros bancários e muitas das vezes a dificuldade ao acesso rápidos do recurso financeiro, não só bancário mas também dos acionistas; na crença básica de que se os administradores se concentrarem na construção de valor para os seus provedores de capital resultarão em empresas mais sólidas com reflexo direto na economia, através de padrões de vida mais elevados aos indivíduos na oportunidade de efetuarem diretamente as apostas em empresas saudáveis com grandes propostas de crescimento e que estarão assumindo o compromisso de remunerá-los acima da linha de segurança do mercado a SML (security Market line). Assim o sucesso dos investimentos produtivos está cada vez mais dependente da participação dos acionistas, através da distribuição dos valores mobiliários e cujo interesse de participação encontra-se correlacionados na participação dos resultados das empresas que impulsionam o crescimento através da distribuição dos dividendos medidos pelo índice payout, que é a porcentagem do lucro líquido do exercício que será distribuído aos acionistas. Os Estados Unidos sempre deram maior importância de que os acionistas são os “donos” da companhia e que os administradores os representam; sendo eleito por eles com o objetivo de maximizar o capital investido e criar valor para o acionista. Poderíamos evoluir imensamente nosso pensamento sobre as teorias e práticas de “como criar valor para o acionista”; mas o foco principal deste paper é no envolvimento do Controller e sua responsabilidade legal em garantir a exatidão as informações por ele elaborada com o elevado grau de transparência e exatidão dos demonstrativos financeiros (balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício e fluxo de caixa indireto), visando contribuir para a EFICIENCIA DOS MERCADOS. Um mercado eficiente é aquele em que o preço de mercado é uma estimativa não tendenciosa do valor real do investimento e que ao contrário do que muitos pensam, a eficiência do mercado não exige que o valor intrínseco de um ativo seja idêntico ao valor real do mercado. O que se esperar é que as oscilações não sejam tendenciosas e que os preços das ações venham oscilar para mais ou para menos desde que a variação seja aleatória ao status presente de uma determinada empresa. Num mercado eficiente, por exemplo, ações de empresa com um baixo índice P/L não deveriam ter a probabilidade de estarem subvalorizadas; já que o P (preço das ações do mercado) encontra-se muito próximo ao lucro por ação distribuído aos seus acionistas; não caracterizando nenhuma expectativa de ágio futuro. A proposta da Eficiência dos Mercados foi proposta pelo professor da Universidade de Chicago, Eugene Fama (1970), como uma explicação para a ausência de correlação temporal (ou desvios aleatórios) entre as variações dos preços no mercado de capitais. Ou seja, o preço de uma ação deve refletir o estágio atual de uma empresa decorrente de suas conquistas na gestão dos recursos investidos pelos acionistas e a remuneração esperada de acordo com suas expectativas; empresas que promovem maior valor para os acionistas, naturalmente terão um maior valor no mercado; sendo assim o “motor impulsionador” que leva os acionistas a direcionar os seus recursos no financiamento dos projetos de crescimento das empresas. Dentre as hipóteses de mercados eficientes, possui três vertentes: Hipótese fraca: segundo esta vertente, os preços correntes do mercado já incorporam informações passadas. Desse modo, fatos passados (já conhecidos) não geram novas flutuações dos preços das ações; Hipótese semiforte: O preço das ações reflete não somente as informações contidas nos preços históricos, mas, também, todas as informações públicas (incluindo os demonstrativos financeiros e notícias da imprensa) e nenhuma abordagem em utilizar e tratar informações seriam uteis para encontrar ações com valor abaixo da realidade, pois todas as informações fariam jus ao preço praticado na atualidade pelo mercado. Hipótese forte: Os preços atuais refletem todas as informações publicadas, quanto aquelas que estão por vir, ou jamais virão a público. Assim, os preços das ações refletem não apenas as informações publicamente disponíveis, mas também aquelas de caráter privilegiadas (privadas). Dentre as vertentes das hipóteses é importante deixar claro que: Os preços das ações não possam desviar do seu valor real. A exigência é que os desvios não sejam aleatórios (tendenciosos); Nenhum investidor tenha desempenho melhor do que o mercado em qualquer tempo. Nenhum grupo de investidor tenha desempenho melhor que o mercado a longo prazo. Considerando-se o número de investidores em mercados financeiros, as leis da probabilidade iriam sugerir que um número razoavelmente grande teria melhor desempenho do que o mercado, não pelas suas estratégias de investimentos, mas sim devido a sorte. Das três vertentes, a mais usual e aplicada é a hipótese fraca, onde através das informações passadas e que não de obrigatoriedade das empresas encaminhar para os órgãos regulamentadores tal como a CVM (comissão de valores mobiliários) no Brasil e a SEC (Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos) tem maior propriedade de uso; as demais devido os conceitos da governança corporativa as empresas procuram disponibilizar nos sites em relacionamento com os investidores as decisões estratégicas de maiores impactos; mas sempre observando o sigilo frente aos concorrentes e assim o mercado procura acompanhar as decisões dos administradores, o problema é que nem sempre as decisões finais são aquelas absorvidas pelo mercado. Assim, as informações financeiras elaboradas pelo controller, embora sofra críticas consideráveis por leigos na totalidade dos assuntos, constitui a maior base dos registros dos eventos econômicos que provocaram mutações na estrutura patrimonial, sendo uma base inquestionável para auditoria dos processos; que através da simplicidade do modelo débito e crédito, registra as origens dos investimentos e como eles foram alocados; e mesmo no caso de erros intencionais que venham a provocar desvios aleatórios (tendenciosos) no Mercado Eficiente, podem um dia vir
Ford, polarização e “capitalismo sem riscos” por: Prof. Luiz Alberto Machado

“A desindustrialização brasileira é resultado das intervenções equivocadas que fizemos. E o pior é que o setor empresarial, as lideranças do setor privado, apoiaram isso. A culpa não é só do Estado.” Marcos Lisboa[1] No final do ano passado gravei um comentário para o Podcast do Espaço Democrático com o título de Guerra de narrativas[2]. Nele, focalizei o clima de polarização reinante no Brasil, em decorrência do qual pontos de vista sobre praticamente qualquer tema eram tratados de forma dogmática. Ora, um dogma é, por definição, algo que não admite contestação. Nesse sentido, o debate de ideias, salutar e próprio de regimes democráticos, fica seriamente comprometido. O ano de 2020 ficou para trás. Um novo ano se iniciou, mas o clima de polarização continua o mesmo, coisa que, diga-se de passagem, não se restringe só ao nosso país. No excelente livro Boa economia para tempos difíceis[3], Abhijit Banerjee e Esther Duflo, ganhadores do Prêmio Nobel de Economia em 2019, destacam esse mesmo aspecto reinante nos Estados Unidos afirmando: Americanos de diferentes matizes políticos passaram a odiar intensamente uns aos outros. Em 1960, cerca de 5% dos republicanos e dos democratas diziam que se “sentiriam ‘contrariados’ se um filho ou filha se casasse com alguém do partido político rival”. Em 2010, quase 50% dos republicanos e 30% dos democratas diziam que se “sentiriam um tanto ou muito infelizes com a perspectiva de um casamento familiar interpartidário”. Em 1967, 33% dos democratas e dos republicanos achavam que um membro típico de seu próprio partido era inteligente, em comparação com 27% que tinham a mesma percepção sobre alguém do outro lado. Em 2008, esses números eram 62% e 14%! Exemplos dessa polarização no Brasil não faltam. A recém-anunciada desativação das fábricas da Ford em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE) sinalizando para a saída da montadora do Brasil foi alvo de manifestações acaloradas de todo tipo, o que é uma das características da realidade atual, fortemente influenciada pelas redes sociais[4] e pelos palpiteiros de ocasião. O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, antecipou-se ao episódio, afirmando tratar-se da continuidade do desmantelo iniciado no governo de Dilma Rousseff, não interrompido pelos governos posteriores. Outros, mais radicais, chegaram a propor que o Brasil deveria encampar todas as fábricas da Ford no País, transformando-as em cooperativas administradas pelos próprios funcionários, inspirado, de certa forma, no que fez Evo Morales com as refinarias brasileiras na Bolívia e com a mudança nas “regras do jogo” da distribuição da energia produzida em Itaipu promovida pelo governo do Paraguai. O presidente Bolsonaro, por sua vez, acusou a Ford de estar interessada apenas em manter subsídios históricos, decidindo pela saída do Brasil por não ter seu interesse atendido. O que me espanta nessa discussão – afora a superficialidade dos argumentos, seu tom acalorado e a inconsequência das propostas – é a falta de perspectiva histórica das análises externadas. Caso existisse um mínimo de perspectiva histórica, ficaria evidente que houve no caso da Ford – e de outras empresas de diversos segmentos da indústria – uma reação à sequência de vícios típicos de um país que optou por uma espécie de “capitalismo sem riscos”, expressão consagrada pelo jornalista José Nêumanne. Aliás, é bom salientar que essa expressão, em muitos momentos, soa muito bem em ouvidos interesseiros de governantes, empresários e trabalhadores, ávidos por reservas de mercado, isenções fiscais, quotas, subsídios e outros favores que nada têm a ver com a lógica da concorrência. Como bem observou Eduardo José Monteiro da Costa, professor da UFPA[5]: A pandemia, com sua repercussão econômica, apenas agravou ainda mais a situação delicada da empresa, que já operava com elevada ociosidade em suas plantas industriais. Some-se a isto a atual imposição mercadológica de uma ampla reformulação tecnológica que as empresas automobilísticas estão fazendo nos últimos anos, a um custo elevado. Isto tem obrigado não somente a Ford, mas as empresas automobilísticas de uma forma geral a reavaliarem as suas estratégias globais de produção. Capitalismo é isso. É o império da concorrência. Quem também enveredou por essa linha de análise foi José Márcio Camargo[6], professor da PUC-RJ, que destacou o desvirtuamento provocado pela extensão indefinida dos benefícios que tiveram origem na política de substituição de importações: A Ford cresceu no Brasil a partir das políticas de substituição de importações adotadas pelo governo brasileiro na década de 50 do século passado. Essas políticas foram baseadas numa forte proteção do mercado interno por meio de proibições de importações e elevados níveis de tarifas e subsídios. A ideia era que, como o mercado era pequeno, se comparado ao de países desenvolvidos, e a tecnologia apresentava elevados retornos de escala, ou seja, os custos unitários caíam rapidamente com o aumento da produção, para competir era fundamental reservar o mercado interno e subsidiar as empresas instaladas no País. Em teoria, seria uma proteção transitória, até que as empresas conseguissem adquirir um tamanho suficiente para se tornarem competitivas. […] Entretanto, junto com o crescimento do setor veio o poder político, e com ele a proteção e os subsídios nunca acabaram. Com a proteção e os subsídios, a competição não veio, e, sem competição, o incentivo para investimentos em inovações tecnológicas e aumento da competitividade não aconteceu, tornando o setor tecnologicamente obsoleto. Os sucessivos adiamentos no encaminhamento de reformas estruturais contribuem também para que o País mantenha um péssimo ambiente de negócios, este sim um fator preponderante não só para decisões como a da Ford, mas também para que o nível de investimento no Brasil seja muito inferior ao observado em países que competem conosco na economia mundial. Como bem observa José Márcio Camargo: “A saída da Ford é um aviso de que é fundamental fazer as reformas e criar marcos regulatórios capazes de atrair investimentos privados, se quisermos efetivamente preservar nosso sistema produtivo. Sem elas, caminhamos para o retrocesso econômico”. Por: Luiz Alberto Machado – Diretor adjunto na Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial [1] LISBOA, Marcos. Lições da saída da Ford do Brasil. Entrevista a Geraldo Samor e Pedro Arbex. Disponível em https://braziljournal.com/marcos-lisboa-licoes-da-saida-da-ford-do-brasil.
OS ECONOMISTAS MAIS INFLUENTES DA ATUALIDADE

Por: Luiz Alberto Machado – Diretor adjunto na Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial Os economistas mais influentes da atualidade “O que são as pessoas de carne e osso? Para os mais notórios economistas, números. Para os mais poderosos banqueiros, devedores. Para os mais influentes tecnocratas, incômodos. E para os mais exitosos políticos, votos.” Eduardo Galeano Considerações preliminares Acaba de ser divulgada pela Academic Influence[1] a relação dos 25 economistas que tiveram maior influência acadêmica na última década (2011-2020), com base numa série de critérios, entre os quais o volume de citações e presença na web em publicações de reconhecido prestígio. Evidentemente, como ocorre com qualquer tentativa de elaborar uma lista dessa natureza, será impossível agradar a todos. Eu mesmo recebi inúmeras críticas e sugestões por incluir alguns nomes e omitir outros no livro Viagem pela economia, publicado em 2019. Como estava preparado para isso, aceitei de bom grado as críticas e sugestões, que poderão, eventualmente, ser consideradas numa futura edição. Por essa razão, qualquer leitor pode questionar a presença – ou ausência – de algum nome na lista. Meu objetivo, ao sistematizar numa tabela informações básicas a respeito dos 25 economistas mais influentes da atualidade[2], não é de obter a plena concordância dos leitores. Afinal, não nos esqueçamos do ensinamento de Nelson Rodrigues de que “toda unanimidade é burra”. Meu interesse é de provocar algumas reflexões a respeito do(s) motivo(s) que levam alguns(as) economistas a terem – ou não – influência acentuada num determinado período. Com suas descobertas inovadoras de estruturas teóricas ou novas metodologias, eles(as) não só contribuíram para o avanço do estudo ou da pesquisa econômica, mas também abriram janelas a serem seguidas por seus contemporâneos e futuros colegas. Além dos 25 economistas incluídos na tabela, outros cinco mereceram menção honrosa: William Esterly – Universidade de Nova York Nancy Folbre – Universidade de Massachusetts, Amherst Timor Kuran – Duke University Julie Nelson – Universidade de Massachusetts, Boston Nouriel Roubini – Universidade de Nova York Algumas observações Além dos nomes dos 25 economistas, fiz questão de mencionar na tabela a universidade a que cada um deles está vinculado, bem como suas principais áreas de pesquisa ou de atuação. Afinal, por se tratar de um ranking de influência acadêmica, ganha relevo especial a instituição acadêmica à qual cada economista está vinculado. Nesse sentido, vale registrar que quatro estão vinculados ao MIT (EUA) ou Chicago (EUA); três a Princeton (EUA) ou Harvard (EUA); dois a Columbia (EUA) ou UCLA, Berkeley (EUA) ou University College of London (Inglaterra); com um economista vinculado aparecem École de Hautes Études en Sciences Sociales (França), Cambridge (Inglaterra), Siena (Itália) e Maryland (EUA). Entre os 25 economistas, 12 foram laureados com o Prêmio Nobel: Paul Krugman (2008), Joseph Stiglitz (2001), Esther Duflo (2019), Abhijit Banerjee (2019), Robert Solow (1987), George Akerlof (2001), Amartya Sen (1998), Daniel Kahneman (2002), Richard Thaler (2017), James Heckman (2000), Michael Kremer (2019) e Angus Deaton (2015). Já a Medalha John Bates Clark foi concedida a seis dos 25: Joseph Stiglitz (1979), James Heckman (1983), Paul Krugman (1991), Daron Acemoglu (2005), Emmanuel Saez (2009) e Esther Duflo (2010). Instituída em 1947, quando o laureado foi Paul Samuelson, a Medalha John Bates Clark é concedida pela American Economic Association para “aquele economista estadunidense[3] com idade inferior a 40 anos que fez uma contribuição significativa ao pensamento e conhecimento econômico[4]”. Gostaria de observar, ainda, que alguns dos economistas, além de sua contribuição acadêmica, tiveram destaque ao colaborar com organismos multilaterais, entre os quais Joseph Stiglitz (Banco Mundial), Amartya Sen (Pnud) e Jeffrey Sachs (Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU). Por fim, mas não menos importante, vale registrar que alguns dos maiores influenciadores devem essa condição ao extraordinário impacto de seus livros, como ocorreu, no passado, com os livros de John Kenneth Galbraith, um dos quais transformado em série de TV pela BBC com estrondoso sucesso. É o caso, especialmente, de Thomas Piketty Seu livro O capital no século XXI tornou-se best seller em diversos países. Joseph Stiglitz (Globalization and its discontents e El precio de la desigualdad), Abhijit Banerjee e Esther Duflo (Boa economia para tempos difíceis), Jeffrey Sachs (O fim da pobreza), Daniel Kahneman (Rápido e devagar), Amartya Sen (Desenvolvimento como liberdade) e Daron Acemoglu e James Robinson (Por que as nações fracassam) também podem ser mencionados por essa característica. Merece um destaque especial, neste particular, o enorme impacto exercido por Gregory Mankiw em razão do sucesso de seus livros-texto Introdução à economia, Princípios de microeconomia e Princípios de macroeconomia. Um número incalculável de jovens economistas recorreu aos livros de Mankiw em seus cursos de graduação em ciências econômicas, reproduzindo um fenômeno ocorrido em meu tempo de estudante com o livro Introdução à análise econômica, de Paul Samuelson e, de certa forma, no Brasil, com os livros Introdução à economia, de José Paschoal Rossetti e Princípios de economia monetária, de Eugênio Gudin. Referências ACEMOGLU, Daron; ROBINSON, James. Por que as nações fracassam: as origens do poder, da prosperidade e da pobreza. Tradução de Cristiana Serra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. AUSTIN, Sara L., EdD. Economistas mais influentes da atualidade. Disponível em https://academicinfluence.com/articles/people/most-influential-economists-today. BANERJEE, Abhijit V.; DUFLO, Esther. Boa economia para tempos difíceis. Tradução de Afonso Celso da Cunha Serra; revisão técnica de Norberto Montani Martins. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. GALBRAITH, John K. A era da incerteza. Tradução de F. R. Nickelsen Pellegrini. São Paulo: Pioneira, 1984. GUDIN, Eugênio. Princípios de economia monetária (2 volumes). 9 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1974. KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Tradução de Cássio de Arantes Leite. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. MACHADO, Luiz Alberto. Viagem pela economia. São Paulo: Scriptum Editorial, 2019. MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. Tradução de Allan Vidigal Hastings, Elisete Paes e Lima, Ez2 Translate; revisão técnica de Manuel José Nunes Pinto. São Paulo: Cengage Learning, 2013. Princípios de microeconomia. Tradução de Allan Vidigal Hastings e Elisete Paes e Lima; revisão técnica de Carlos Roberto Martins Passos e Manuel José Nunes Pinto. São Paulo: Cengage Learning, 2009. Princípios de macroeconomia. Tradução de Allan Vidigal Hastings e Elisete Paes e Lima; revisão técnica de Carlos Roberto Martins Passos e Manuel José Nunes Pinto. São Paulo: Cengage Learning, 2009. PIKETTY, Thomas. O capital no século XXI. Tradução
A China deve se tornar o país mais rico do mundo muito antes do previsto

Exame: Que a economia chinesa estava fadada a ultrapassar a americana em algum momento, era sabido. Mas um novo estudo divulgado no apagar das luzes desde 2020 gerou um pequeno frenesi entre os economistas mundo afora e veículos especializados: a projeção de que o PIB da China será superior ao dos Estados Unidos já em 2028. A estimativa é da consultoria britânica Centre for Economics and Business Research (CEBR), em seu World Economic League Table, estudo sobre a economia global publicado anualmente desde 2009. Como a guerra comercial impacta os investimentos? Veja como investir melhor em 2021 na Exame Research. O prazo é cinco anos mais cedo do que a projeção do ano passado da própria consultoria, que previa esse movimento só em 2033. Projeções de outras instituições anteriores à pandemia da covid-19 também apontavam que a China iria ultrapassar os EUA somente na próxima década. “À medida em que praticamente todos os países foram afetados pela pandemia, um de seus impactos foi redistribuir o momentum econômico entre os países, com a Ásia se saindo melhor”, aponta o relatório. A partir de 2021, a CEBR calcula que a China vai crescer anualmente cerca de 5,7% até 2025 (depois 4,5% por ano entre 2026-30 e, por fim, 3,9% entre 2031-35). China vs. EUA Economia chinesa cresceu em patamares elevados nas últimas décadas Crescimento do PIB ano a ano (em %) O estudo chamou atenção por cravar uma projeção que já vinha sendo aguardada desde o começo da pandemia: o fato de que a crise da covid-19 deve antecipar a chegada chinesa ao topo, em detrimento da economia americana e de países europeus. Mesmo sem covid-19, o crescimento chinês nas últimas décadas têm sido meteórico, em uma combinação de pujança do mercado interno e crescimento das exportações, com industrialização, empresas de tecnologia se destacando no mundo e bons resultados educacionais. A China foi de quinta maior economia do mundo em 2005 para segunda em 2010, posto em que se mantém desde então. Sua fatia na economia global subiu de 3,6% em 2000 para 17,8% em 2020. leia matéria completa: https://exame.com/mundo/a-china-deve-se-tornar-o-pais-mais-rico-do-mundo-muito-antes-do-previsto/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
O melhor livro de matemática financeira que já estudei

Olá pessoal, o livro de matemática financeira elaborado pelo professor Alexandre Assaf Neto e publicado pela editora gen/atlas; na minha opinião é o melhor livro de matemática financeira que já estudei e indico a compra. O professor Assaf além de encontrar-se entre os maiores nomes de finanças do mundo; também é um grande amigo pessoal e que me indicou para cursar a disciplina de AVALIAÇÃO DE EMPRESAS na USP-SP, no programa de Doutorado – obrigado professor Assaf, gratidão. https://www.grupogen.com.br/matematica-financeira-e-suas-aplicacoes
Um enfoque prático na Gestão de Projetos das organizações

Embora o conceito de projetos e sua gestão possa parecer óbvio para muitas pessoas no mundo corporativo, ter o correto conhecimento das metodologias, ferramentas e o mais importante, a apropriação da gestão de projetos, faz toda a diferença no atingimento das entregas propostas! O gerenciamento de projetos vai muito além de um conjunto de processos burocráticos: trata-se de metodologias que permitem transformar ideias em realidade. No caso, transformar ideias em resultados lucrativos para as organizações, por meio de boas práticas possam permitir que a empresa cresça e perenize seu negócio. Uma vez implantada corretamente nas organizações, a gestão de projetos oportuniza vários benefícios nas organizações, conforme abaixo: Fundamental lembrar que a escolha dos projetos deve estar alinhados ao planejamento estratégico da organização. Perfil de um gestor de projetos Como ponto de partida para a gestão de projetos, é necessário que seja nomeado um gestor de projetos para tal tarefa. O perfil deste gestor deverá ser tanto de um maestro, sendo aquele que conhece e reconhece muito bem o papel de cada integrante da orquestra (em nosso caso, do projeto) como também, que atue como um guardião dos conhecimentos da metodologia, estabelecendo e acompanhando as rotinas da gestão. No perfil deste gestor, deverá haver um equilíbrio de habilidades técnicas, interpessoais e conceituais para análise das situações e interação adequada nos trabalhos do projeto. Dentre as habilidades interpessoais podemos destacar: Liderança Desenvolvimento de equipe Motivação Comunicação Influência Conhecimento político e cultural Negociação Portanto, um dos fatores chave para o sucesso de um projeto, é a escolha do gestor de projetos. Alguém extremamente técnico, ou alguém muito voltado à área de clientes, talvez não seja a melhor escolha. O ideal é buscar por alguém que possa ser um “meio termo” entre estes aspectos. Alguns conceitos Para que a condução de projetos seja feita de forma eficiente, é necessário entender alguns conceitos básicos da Gestão de Projetos, tais como: O que é um projeto O que é a gestão de projetos Importância do gerenciamento de projetos O que é Termo de Abertura de Projetos Como fazer essa gestão Ferramentas de gestão Primeiramente, o que é um projeto? Um projeto pode ser definido como um empreendimento temporário para criar produtos, serviços ou qualquer outro resultado único. Projetos nascem de necessidades, crescem a partir de ideias e se concretizam com recursos materiais e intelectuais. Para que exista um projeto, é preciso um objetivo definido, uma prazo, pessoas para realizar as atividades e recursos destinados ao processo. É a partir disso que se faz necessário uma gestão de projetos. O que é gestão de projetos? A gestão de projetos é a aplicação de conhecimentos, técnicas e habilidades na elaboração de atividades para atingir determinados objetivos. Em resumo, é uma metodologia que permite transformar estratégias em resultados, em especial no contexto de negócios. Na história, a gerência de projetos como disciplina foi criada nos campos da construção e da engenharia mecânica e evoluiu dentro da administração científica. Hoje, a maioria das atividades de uma organização podem ser vistas como projetos, o que faz dessa gestão uma base obrigatória para os negócios. Importância da gestão de projetos A gestão de projetos é fundamental para reduzir os riscos de fracasso e controlar todas as etapas envolvidas, bem como garantir a qualidade dos resultados. Assim, é possível gerenciar projetos de forma eficiente, ou seja, atingindo os objetivos e otimizando recursos. Diversas áreas do conhecimento, como a gestão de escopo, a gerência do tempo, a gerência da qualidade e a gestão de custos são integradas para esse fim. Isso aumenta o desempenho das empresas e agrega valor ao negócio, pois é o verdadeiro alicerce do pensamento empresarial. O gerenciamento de projetos é tão importante que possui seu próprio instituto, o PMI (Project Management Institute), uma entidade sem fins lucrativos que propaga as melhores práticas dessa atividade. O PMI é responsável por um guia sobre gerir projetos, conhecido como PMBOK (Project Management Body Of Knowledge), e por fazer estudos na área. Um desses estudos constatou que, desde 2013, houve uma queda de 27% no volume de recursos que as empresas desperdiçam devido ao baixo desempenho em projetos. Apesar da boa notícia, as organizações ainda perdem quase 10% de cada dólar investido por conta da má gerência de projetos. Por outro lado, as empresas campeãs no quesito têm taxas de sucesso de até 92% em seus projetos, e amadurecem continuamente seus talentos, capacidades e cultura. Termo de Abertura de Projeto: o que é isso? O TAP, ou Termo de Abertura de Projeto, é um documento que inaugura todo o processo, autorizando a alocação de recursos organizacionais e início das atividades. Mais do que uma simples formalização, o TAP serve como base para o gerente de projetos e equipe, pois contém informações essenciais, como o objetivo, expectativas, prazos e orçamento. Alguns pontos que não podem faltar no TAP são as entregas previstas do projeto, possíveis riscos, recursos e custos necessários, critérios de avaliação, restrições e seleção da equipe. Como fazer a gestão de projetos Agora que você já descobriu o que é gestão de projetos e sua aplicação, vale a pena compreender, passo a passo, como aprimorar esse controle na sua empresa. Para isso, é necessário considerar inicialmente as particularidades de cada negócio. No Guia PMBOK, são definidas quatro etapas principais para a realização de um projeto: (1) início, (2) organização e preparação, (3) execução do trabalho previsto e (4) finalização. Além disso, o processo de gerir projetos é dividido em cinco grupos, que vamos acompanhar no passo a passo a seguir: Iniciando o projeto No grupo de processos de iniciação, o ciclo de vida do projeto é definido em todas as suas fases. Nessa primeira etapa, você precisa levantar as necessidades das partes interessadas, conseguir as autorizações necessárias e provar o valor do projeto para a empresa. Geralmente, o início oficial do projeto se dá com a assinatura do TAP pelo gestor responsável, que já contém todas as informações relevantes sobre a concepção, planejamento e execução da ideia. Focando no planejamento Naturalmente, o planejamento é a fase mais